Um dia depois de ser anunciada a sua extinção e remodelação, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia divulgou na manhã de sexta-feira os resultados provisórios do concurso para bolsas de doutoramento. Cumprindo o prazo para o anúncio das decisões dos vários painéis no início de agosto, a FCT concedeu um total de 1.550 apoios financeiros para diferentes projetos de investigação no âmbito da obtenção do grau de doutoramento.  Foram recebidas mais de quatro mil candidaturas, com uma taxa de aprovação global de 37%.

Os candidatos que viram a sua candidatura rejeitada podem recorrer da decisão num prazo de dez dias úteis após o anúncio pela entidade pública de financiamento. Ao Observador, fonte da FCT garante que tanto as bolsas atribuídas em Ambiente Não Académico como as de natureza académica foram classificadas e divulgadas em simultâneo.

“O investimento total previsto neste concurso é de cerca de 133 milhões de euros, suportado por verbas do Orçamento de Estado e, quando elegível, por receitas provenientes do Fundo Social Europeu, através do Programa Demografia, Qualificações e Inclusão (PDQI)”, escreve a instituição num comunicado emitido esta tarde.

Estas novas bolsas concedidas têm uma duração máxima de quatro anos e, ao contrário do que era previsto nas últimas edições do concurso, a FCT cessou a possibilidade de emitir pedidos de prorrogação do financiamento caso o período contratualizado seja inferior a este limite.

De todos os pedidos deferidos, 83% correspondem a investigações que serão realizadas integralmente em instituições portuguesas, enquanto 16% serão em regime misto — parte em instituições portuguesas, outra em instituições estrangeiras. Dos candidatos que viram a sua candidatura aprovada, 76% têm nacionalidade portuguesa, com os restantes a 24% a ser compostos por 46 nacionalidades distintas entre cidadãos brasileiros, iranianos e chineses. As mulheres representaram representaram 58% e os homens 42%, à semelhança do verificado na edição anterior deste concurso.

Em termos de áreas de investigação, a FCT refere que 25% das bolsas inserem-se na área das Ciências Sociais, 21% na das Ciências da Engenharia e Tecnologias e 18% nas Humanidades, estando as restantes áreas científicas representadas com percentagens inferiores a 13 %. Relativamente ao ambiente não académico, 38% das bolsas estão inseridas nas áreas das Ciências da Engenharia e Tecnologias, 21% nas áreas das Ciências Médicas e da Saúde, 13% nas Ciências Sociais.