O Estranho Caso de Amanda Knox talvez suscite interesse pela fome insaciável em se ver séries criminais baseadas em casos reais. Mas há um destaque maior nesta semana, a estreia da segunda temporada de Peacemaker. Talvez não saiba do que estamos a falar ou, talvez, já tenha visto John Cena vestido com um fato que parece um míssil-pénis e isso o tenha afastado de imediato. Peacemaker é uma criação de James Gunn e, como qualquer criação de James Gunn em volta do universo da banda-desenhada, não é o que parece. Peacemaker é uma comédia de ação – muito 1980s – com um bom grupo de atores que sabem vestir essa camisola. Não se iluda com as aparências, Peacemaker é muito bom.
Segunda-feira, 18 de agosto
Women Wearing Shoulder Pads (HBO Max)
Esta série de animação da Adult Swim é a primeira do género falada em espanhol a chegar à programação norte-americana do canal. A Adult Swim, cujas novidades podem ser vistas por cá na HBO Max, está a ter um ano fortíssimo, com Common Side Effects em destaque, para muitos uma das séries do ano. Women Wearing Should Pads, cujos dois primeiros episódios já estão disponíveis, conta a história de uma espanhola rica, que vive em Quito, Equador, nos anos 1980 e que vive uma vida excêntrica. E, sim, aqueles “shoulder pads” são mesmo chumaços. Por isso, esta deve ser a primeira série da história da televisão com “chumaços” no título.
Terça-feira, 19 de agosto
Equipa Americana: Jerry Jones e os Seus Cowboys (Netflix)
Jerry Jones comprou os Dallas Cowboys em 1989 e ganhou três Super Bowls na década de 1990. Foi um sucesso imediato e, quem os viu naquela altura, tem boas memórias. Esse período de ouro fez dos Cowboys uma espécie de equipa adorada por toda a América, daí o título Equipa Americana. Ainda hoje, apesar de estarem longe desses feitos, continuam a ser uma equipa com grande destaque nos jogos em horário nobre, apesar de serem uma sombra do que anteriormente foram. Aliás, os Dallas Cowboys na última década são uma daquelas equipas de quem se fala sempre nos média norte-americanos, mas o sucesso desportivo fica muito aquém desse tempo de antena. Este documentário — que não é o primeiro sobre os Dallas Cowboys na Netflix — conta a história de como Jerry Jones fez dos Cowboys uma equipa de sucesso e uma que vive no imaginário norte-americano.
A Rapariga que Desapareceu (Filmin)
A Filmin continua forte na aposta em séries policiais nórdicas. Desta vez é uma minissérie de quatro episódios, finlandesa, desenvolvida pelo escritor e realizador Simo Halinen. A história parte de um romance seu, sobre um jovem casal que inicia uma relação até, um dia, ela desaparecer. Twist: ao tentar descobrir o seu paradeiro, percebe que ela não era quem dizia ser.
Dinner Time Live With David Chang – T3 (Netflix)
Além de ser um chef de sucesso, David Chang também se tornou uma espécie de celebridade da Netflix com os seus programas de culinária. Dinner Time Live With David Chang é a sua mais recente empreitada, estreou no ano passado e já vai na terceira temporada. O que é? Uma espécie de talk show em que Chang cozinha para uma série de convidados. É giro, mas avisamos já, não é isto que vai salvar o formato de late-night talk show na televisão.
Quarta-feira, 20 de agosto
O Estranho Caso de Amanda Knox (Disney+)
O caso de Amanda Knox é mesmo estranho e já foi por diversas vezes dissecado para televisão e cinema. Se a memória chegar ali, o seu caso até foi um dos primeiros a ser explorados pela Netflix quando andava a tentar o género true crime. Agora é série de televisão em oito episódios, sobre esta norte-americana que foi falsamente acusada pela morte de uma colega de casa em Itália, em 2007. A série foi criada por K.J. Steinberg, que tem nos créditos séries como Gossip Girl e This Is Us.
Sexta-feira, 22 de agosto
Peacemaker – T2 (HBO Max)
Aqui entre nós, mas pode contar aos amigos, Peacemaker é das melhores séries em volta de super-heróis que por aí anda. Primeiro, porque Peacemaker não é bem um super-herói, é uma espécie de vilão virado para algo não tão mau. Segundo, John Cena é brilhante a vestir a personagem e, crédito lhe seja dado, tem zero problemas em ser gozado: o que é algo que já percebemos das comédias onde entra. Terceiro, foi criada por James Gunn e esta segunda temporada continua a ser toda escrita por ele, bem como a realização de alguns episódios. Peacemaker, que estreou em 2022, foi a confirmação de que com James Gunn no comando, as adaptações da DC Comics iriam ser diferentes. Prova disso é o recente filme do Superman. Peacemaker é uma série que não tem medo de ser engraçada e, mais importante, de gozar com as suas personagens. Se gosta de comédia e gosta de ação, não precisa gostar de super-heróis para entrar em Peacemaker. O divertimento é garantido.
The Heritage (HBO Max)
Uma disputa de herança é o tema de uma nova série polaca no catálogo da HBO Max. Jan Mroz, um membro muito presente na comunidade de Hel, uma cidade costeira, e com algum património, morre. As partilhas revelam-se complicadas e despoletam uma série de intrigas e jogos de poder.
Long Story Short (Netflix)
Talvez o nome Raphael Bob-Waksberg não lhe diga nada de imediato, mas BoJack Horseman sim, a série de animação da Netflix que foi o seu primeiro grande sucesso dentro do género. Long Story Short é a nova criação, sobre três irmãos, judeus, que analisam a sua vida corrente através da sua educação altamente religiosa. Estamos crentes que será mais entusiasmante do que esta premissa promete.
Invasão – T3 (Apple TV+)
Invasão é uma série com boas intenções mas que nunca conseguiu realmente entregar como deve ser a sua premissa: uma espécie alien infiltra-se na terra e o caos começa-se a instalar. É uma história comum da ficção científica e, provavelmente, a mais banal no catálogo de ficção científica da Apple TV+. Só que, por alguma razão, continua a existir. Talvez seja nesta terceira temporada que a coisa dê a volta e as suas ideias comecem finalmente a ser melhor concretizadas.