O concurso para o programa ProMuseus, que apoia a qualificação de museus, vai atribuir este ano um milhão de euros em áreas como a mediação e a inclusão, indica esta segunda-feira o aviso de abertura publicado no Diário da República.
De acordo com o aviso, nesta edição, o ProMuseus, programa de apoio financeiro dirigido à Rede Portuguesa de Museus (RPM), define ainda como áreas preferenciais de apoio a capacitação de equipas e as parcerias.
O montante global do apoio financeiro a atribuir é de um milhão de euros, sendo que o apoio máximo por candidatura não pode ultrapassar 60% do valor considerado elegível, refere ainda o aviso da abertura do concurso, assinado pelo presidente da empresa pública Museus e Monumentos de Portugal (MMP), Alexandre Nobre Pais.
Por cada candidatura, o financiamento máximo previsto é de 50 mil euros para as áreas da mediação, inclusão e capacitação de equipas, com exceção na área das parcerias, na qual o apoio pode atingir os 70 mil euros, acrescenta.
O programa ProMuseus, criado em 2006 para qualificar a RPM, teve o seu regulamento revisto em 2019 — quando foi reativado depois de ter estado vários anos parado — e novamente em 2023 e 2025, para adequar o programa à evolução do panorama museológico e à reorganização orgânica da tutela na área do património, com a extinção da Direção-geral do Património Cultural.
O programa mantém o objetivo central de qualificar os museus portugueses, apoiando, entre outras, áreas como o estudo e investigação museológica, exposições, conservação, inventário, mediação, acessibilidade e transformação digital, com a finalidade de reforçar o papel dos museus enquanto espaços de serviço público, participação e qualificação profissional.
A RPM — que atualmente conta com 175 membros, segundo a MMP — é um sistema organizado de museus baseado na adesão voluntária que visa a descentralização, mediação, qualificação e cooperação entre museus de diversas tutelas, vocacionados para diferentes coleções, de acordo com a sua missão.