Tão célebre nos palcos como nos ecrãs, um pé na música, outro no teatro e no cinema, Barbra Streisand, uma das mais célebres artistas da esfera anglo-saxónica desde o final da década de 1960, juntar-se-á a Peter Jackson, no próximo do Festival de Cannes, para receber a segunda Palma de Ouro honorária deste ano. A 79.ª edição do festival irá decorrer decorrer entre os dias 12 e 23 de maio.
“Estrela planetária, Barbra Streisand é, antes de tudo, uma artista, lançando projectos que a ela se assemelham, que lhe pertencem e que ela partilhou com o mundo inteiro”, escreveu o delegado-geral de Cannes, Thierry Frémaux, num comunicado enviado à imprensa esta manhã. “Ela é a lendária síntese entre a Broadway e Hollywood, entre o palco do music-hall e o grande ecrã do cinema. Ouvi-la cantar e vê-la representar faz parte nos nossos mais belos anos.”
Nascida em Brooklyn, em 1942, numa família judia, Streisand é uma artista singular que estendeu a sua influência a praticamente todas as áreas do showbiz. Além de actriz e intérprete, é realizadora, produtora, argumentista, compositora e letrista, galardoada com tudo o que é prémio relevante para a grande indústria norte-americana de entretenimento, do Óscar ao Tony, do Emmy ao Grammy e ao Globo de Ouro. A Academia de Hollywood premiou-a duas vezes, como Melhor Actriz em Funny Girl — Uma Rapariga Endiabrada (1968), um dos últimos filmes realizados por William Wyler, e como compositora e intérprete de Evergreen (Love Theme from A Star Is Born), canção do filme Nasce uma Estrela (Frank Pierson, 1976), em que a actriz contracenou com Kris Kristofferson.
Streisand é agora chamada por Cannes para um prémio à carreira que é também uma primeira vez. Sem quaisquer pergaminhos nos grandes festivais de cinema europeus, nunca a artista representou qualquer obra no certame. Será a sua estreia oficial na Croisette. “É com orgulho e profunda humildade que tenho a felicidade de juntar-me ao círculo dos vencedores da Palma de Ouro honorária (…) Nestes tempos difíceis, o cinema tem o poder de abrir os nossos corações e espíritos a histórias que reflectem a nossa humanidade comum.”
O autor escreve segundo a antiga ortografia.