A 52.ª edição do Festival Estoril Lisboa abre no próximo dia 3 de julho, com um concerto pelo Ensemble Darcos, na Academia das Ciências, cancelando o previsto para dia 2 de julho, na Praça do Comércio, na capital.

“O concerto de arranque do festival”, previamente anunciado, “teve de ser cancelado, uma vez que a Câmara de Lisboa necessita do espaço público para outro evento”, justifica o festival num comunicado enviado à agência Lusa.

O concerto de abertura previsto para 2 de julho era protagonizado Ana Elias e o Carrilhão Lvsitanvs, que é substituído pelo do Ensemble Darcos, sob a direção do maestro Nuno Côrte-Real, na Academia das Ciências de Lisboa (ACL), que vai tocar a Sinfonia n.º 6, de Gustav Mahler, numa versão de câmara, com arranjo de Klaus Simon.

A edição deste ano, que se vai prolongar até 25 de julho, conta com as participações de músicos como Thomas Dunford, Jan Vermeire e Antón Cortés, apresentando-se os concertos em Lisboa e na linha de Cascais.

“Celebramos Património” é o mote desta edição do Festival Estoril Lisboa, sob a direção de Piñeiro Nagy, e acontece em vários espaços da capital — Sé, ACL, Convento dos Cardaes, Panteão Nacional, Teatro Tivoli — e na linha de Cascais, nomeadamente no Auditório Carlos Avilez, no Centro Cultural de Cascais e no Hotel Palácio Estoril, entre outros espaços.

A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) estreia, no dia 25 de julho, a sinfonia “Nature Mortis”, de Nuno Côrte-Real, uma encomenda do festival em homenagem ao rei Dinis, por ocasião dos 700 anos da sua morte.

O concerto realiza-se no Teatro Tivoli e o compositor dirigirá a OML, numa interpretação que conta com a soprano Cecília Rodrigues e o barítono Luís Rodrigues. O programa inclui ainda a Sinfonia n.º 6, “Pastoral”, de Beethoven.

O tiorbista (tocador de tiorba, instrumento de cordas semelhante ao alaúde) francês Thomas Dunford atua no dia 16 de julho, num concerto em que apresenta composições de John Dowland, dos Beatles e da sua autoria. O concerto faz parte das comemorações dos 345 anos do Convento dos Cardaes, na Rua de O Século.

O organista belga Jan Vermeire apresenta-se, no dia seguinte, na Sé de Lisboa, com um programa dedicado a Telemann, Glauper e Bach, enquanto o pianista Antón Cortés toca no dia 22 de julho, na Academia de Ciências, um programa que evoca o flamenco “De Camarón a Paco de Lucía”.

Cortés venceu em 2017 o concurso “Mallorca Talent”, em Espanha.

No âmbito do Festival Estoril Lisboa, realizam-se, de 16 a 18 de julho, as eliminatórias do 24.º Concurso de Interpretação do Estoril, na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), com a final agendada para dia 19, no Hotel Palácio Estoril.

Paralelamente, decorre também a 62.ª edição dos Cursos Internacionais de Música do Estoril, com o clarinetista António Saiote, de 6 a 11 de julho, na ESML.

O concerto “Do Canto Visigótico aos Nossos Dias”, no dia 4 de julho, pelo Coro de Câmara da Escola Artística do Instituto Gregoriano de Lisboa, sob a direção de Filipa Palhares, acompanhado ao piano por Ricardo Vicente, também na ACL, é um dos destaques do Festival Estoril Lisboa.

O grupo de percussão Drumming atua no dia 14 de julho, no Auditório Carlos Avilez, no Estoril, num programa que inclui obras de António Pinho Vargas e António Chagas Rosa.

Outro destaque é o concerto pelo Officium Emsemble, sob a direção de Pedro Teixeira, no dia 18 de julho, na Sé de Lisboa.

No ano passado, assistiram a este festival cerca de 4.000 pessoas, disse à agência Lusa Piñeiro Nagy.

A programação integral do festival pode ser consultada em festivalestorillisboa.com.