O festival internacional de teatro Acaso regressa a Leiria na quinta-feira, numa 31.ª edição que recorda o fundador, Pedro Oliveira, e integra música, cinema, performances, exposição e oficinas até ao dia 25 de outubro.

Organizado pelo grupo de teatro O Nariz, a edição deste ano assume uma carga simbólica particular, após a morte de um dos fundadores da companhia em julho.

Parte substancial da programação foi ainda preparada por Pedro Oliveira, que fez de tudo um pouco n’O Nariz – diretor, ator, dramaturgo, formador, entre outras funções –, sendo a direção artística do festival garantida pela cofundadora do grupo, Vitória Condeço.

O festival Acaso começa na quinta-feira, com a inauguração no Teatro Miguel Franco da exposição “Os bonecos do Pedro”, trabalho de Mafalda Brito e Rui Pedro Lourenço que recorda a faceta plástica de criação de fantoches e marionetas de Pedro Oliveira.

Em destaque vão estar várias peças, como as utilizadas nos espetáculos O Principezinho, O Pelintra e o Cantochão dão cabo de um aldabrão ou a primeira criação, da década de 90 do século XX, O Lorpa, farsa de fantoches e muita pancadaria, que chegou a ser apresentada na Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde.

[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

Ainda na quinta-feira, também no Teatro Miguel Franco, a partir das 21h30, O Nariz leva a palco Agripina, a menor, monólogo historicamente fundamentado, crítico e de humor corrosivo sobre a biografia e a ação dos primeiros cinco imperadores romanos.

No início de outubro, entre os dias 2 e 5, o Acaso mostra em Leiria um conjunto de sete espetáculos pensados para público de todas as idades, com performances de circo contemporâneo, teatro e contos.

Entre o Teatro Miguel Franco, Mercado de Santana e Espaço O Nariz apresentam-se Loop, do espanhol Eugenio Navarro, Bath-flop, da austríaca Barbara Probst, Ai de mim, ai doeu, de Trupe Fandanga/Circolando, Tenda de Contos, O nabo gigante, da Partículas Elementares, Home e U.F.A., do espanhol Cris Clown, este último em suspensão numa das árvores do Jardim Luís de Camões.

Até ao final do festival, há ainda música de Judepina Trio (4 de outubro), Para onde foi o meu corpo, do Teatro da Terra (11), Animais carnívoros, da Útero (15), concerto Hiena d’Áustria (17), filme Fogo do vento (28) e a estreia de Medeia, uma adaptação feita pel’O Nariz.

Este foi um dos últimos trabalhos pensados por Pedro Oliveira, que iniciou a encenação da peça com dois atores espanhóis. Agora, O Nariz leva a peça à cena com direção de Vitória Condeço, texto de Luís Mourão, interpretação de Carmen Bécares e Raúl Escudero, ambiente sonoro criado por Inês Condeço e trabalho cénico e vídeo de Andrzej Kowalski.

A programação inclui ainda dois fins de semana de formação, orientados por Filipe Crawford, sobre máscara neutra e commedia dell’arte.