Momentos-chave
- António Filipe apela ao voto dos indecisos e critica sondagens que "influenciam muito embora acertem pouco"
- Seguro dramatiza: "Está em causa se em primeiro passa um democrata ou um representante da extrema direita"
- Ventura à frente de Seguro em nova sondagem. Cotrim, Marques Mendes e Almirante em empate técnico
- Susana Peralta apoia Seguro com uma dúvida: "Um homem, progressista, humanista e -- espero eu -- de esquerda"
- Tracking Poll CNN. Ventura ultrapassa Cotrim e aproxima-se de Seguro
- Mendes: "Sondagem da rua começa a aparecer nas sondagens das televisões"
- Ventura: Marques Mendes passou por lesado do BES a "fugir, a empurrá-los e a tirá-los de cena"
- Montenegro: eleitorado natural de Mendes é o maior em Portugal, se ficar de fora da segunda volta é "masoquismo político"
- "Estou moralizadíssimo". Seguro mantém que esta é uma luta a dois, mesmo com sondagem pior
- "Não queremos nem precisamos de uma extensão do Governo em Belém", diz Montenegro
- Jorge Pinto de “consciência tranquila” por continuar na corrida a Belém
- Ventura dramatiza no apelo ao voto: “Não se deixem embalar pelas sondagens”
- Cotrim diz que Montenegro tem dois dias para pensar melhor, mas compreende que Marques Mendes o use como trunfo
- Cotrim diz ser "única candidatura que continua a crescer" e mantém olhos postos na segunda volta
- Marques Mendes garante que sondagem "confirma" aquilo que tem visto "no terreno" e reforça: "Está tudo em aberto para domingo"
- Sondagem. Mendes recupera e sobe para segundo lugar. Ventura continua à frente e Seguro cai para quarto lugar
- Mariana Leitão regressa à campanha e vai aparecer ao lado de Cotrim
- António Filipe não comenta carta de Cotrim a Montenegro: "Acho que não devemos violar a correspondência alheia"
- Seguro sobre carta de Cotrim a Montenegro: "Quem recebe cartas é que deve responder"
- Ventura coloca-se com a "alternativa" a Seguro e apela ao "povo de direita, centro-direita e antissocialista"
- Ventura não esperava "cartas de amor" antes da 2.ª volta e considera regresso de Montenegro uma "entrada desesperada"
- Rui Moreira diz que Cotrim "tem dois amores": Ventura e o PSD. Mendes diz que está "tudo em aberto"
- Mendes desvaloriza "número político" de Cotrim e anuncia que Montenegro vem esta tarde à sua campanha
- No último dia em que pode desistir da corrida, Jorge Pinto reitera: "Assunto está fechado"
- Seguro fala em "corrida a dois" e entra numa esquadra da polícia a ombrear com Ventura: "Não considero nenhum eleitorado perdido"
- Cotrim diz que não tinha conhecimento das alegações de assédio da ex-assessora da IL. E só fala em tribunal
- Cotrim: “Probabilidade de eleger Seguro é brutal. Creio que o presidente do PSD não quer isso nem Ventura”
- Gouveia e Melo lembra votantes do Chega que Ventura “não quer ser Presidente” e diz que carta de Cotrim mostra “subserviência”
- Marques Mendes é o candidato com menor tração digital, revela estudo
- 11.º dia de campanha: Ventura e Marques Mendes rumam a norte
Histórico de atualizações
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Três sondagens, mas só uma coloca Marques Mendes na segunda volta
A presença de António José Seguro e André Ventura no top 2 das sondagens tem sido recorrente desde o início de campanha. João Cotrim de Figueiredo tem subido de forma consistente ao longo da última semana e é um nome que consta no pódio de todos os inquéritos. Luís Marques Mendes e Henrique Gouveia e Melo, apesar de terem sido apontados como os principais favoritos antes da campanha, aparecem nestes estudos como tendo uma fraca probabilidade de passar à segunda volta — à exceção de uma sondagem, que coloca o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP em segundo lugar.
Sondagem Intercampus (Correio da Manhã/NOW):
- André Ventura – 18,6%
- Luís Marques Mendes – 15,3%
- João Cotrim de Figueiredo – 14,3%
- António José Seguro – 12,5%
- Henrique Gouveia e Melo – 12,3%
- Catarina Martins – 2,6%
- Jorge Pinto – 1,9%
- António Filipe – 1,7%
- Manuel João Vieira – 1,2%
Sondagem Aximage (Diário de Notícias):
- André Ventura – 24,7%
- António José Seguro – 23,0%
- João Cotrim de Figueiredo – 14,9%
- Luís Marques Mendes – 14,9%
- Henrique Gouveia e Melo – 13,6%
- Catarina Martins – 2,4%
- António Filipe – 2,0%
- Jorge Pinto – 1,5%
Sondagem Pitagórica (CNN Portugal/TVI/JN/TSF):
- António José Seguro – 22,6%
- André Ventura – 22,0%
- João Cotrim de Figueiredo – 20,3%
- Henrique Gouveia e Melo – 15,4%
- Luís Marques Mendes –13,4%
- Catarina Martins – 2,4%
- António Filipe – 1,4%
- Jorge Pinto – 1,3%
- Manuel João Vieira – 1,0%
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Gouveia e Melo: "Eu e o Isaltino temos uma coisa em comum: geramos inveja"
Henrique Gouveia e Melo discursou esta quarta-feira no Parque Desportivo Carlos Queiroz, no concelho de Oeiras, no mesmo pavilhão que com sucesso serviu para vacinar milhares de portugueses. “Eu nem liguei 1+1, só hoje é que me apercebi”, confessou. Mas, claro, o local escolhido não foi inocente.
Num jantar onde estavam mais de 1000 pessoas, Gouveia e Melo começou por falar do seu apoiante e presidente da câmara que discursou antes: “Eu e o Isaltino Morais, temos uma coisa em comum: geramos inveja”.
O almirante voltou a contestar as sondagens: “Estamos a ser tacados nas nossas perceções com sondagens. Parece que está tudo resolvido. Se é assim, porque não deixamos a sondagem decidir a eleição e já não temos de ir votar?”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Gouveia e Melo voltou a atacar Seguro ao dizer que a Presidência “não é um lugar e falinhas mansas”; depois Mendes, ao dizer que não é “de interesses”; e por fim Cotrim, a dizer “que não é lugar de vaidades.”
O almirante diz que “disseram coisas terríveis” sobre ele, mas quando meteu o dedo na ferida, disseram logo “o senhor almirante, com estas atitudes, está a enlamear. A lama já lá estava, eu só toquei.”
Gouveia e Melo diz que foi o único que teve a “coragem de dizer: ‘O rei vai nu’”. O almirante diz que os adversários “estavam a fazer que cálculos eleitorais e não puseram o dedo na ferida” e que o próprio foi avisado de “que, se pusesse o dedo na ferida, seria prejudicado em termos eleitorais. Mas eu disse, paciência.”
Pela segunda vez na campanha, Gouveia e Melo voltou a evocar Ramalho Eanes: ” Não quero dizer que me aproxime da grandeza desse homem, um militar que hoje é considerado o melhor Presidente da República portuguesa. Devemos muito ao general Ramalho Eanes”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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António Filipe apela ao voto dos indecisos e critica sondagens que "influenciam muito embora acertem pouco"
Pela primeira vez nesta campanha, António Filipe falou diretamente para os eleitores indecisos, que de acordo com alguns estudos podem chegar aos 20% nestas presidenciais. Num discurso depois de um jantar com apoiantes em Santarém, o candidato sublinhou que “há muito voto ainda a conquistar” e “muitas pessoas sem saber muito bem como vão exprimir o seu sentido de voto”.
No dia em que foi conhecida mais uma sondagem (a da Intercampus para o Now, que mostra António Filipe atrás de Jorge Pinto e Catarina Martins e apenas 0,5 pontos percentuais à frente de Manuel João Vieira), o candidato apoiado pela CDU mudou de registo pela primeira vez e entrou ao ataque: “Eu sei que há elementos que podem baralhar as pessoas. Nós temos visto, somos bombardeados com várias sondagens com resultados contraditórios entre elas. E nós sabemos que as sondagens não votam, mas as sondagens influenciam muito, embora acertem pouco”.
Por isso mesmo, a praticamente 48 horas do fim da campanha, António Filipe apelou a um esforço final para a mobilização contra o voto útil. “É preciso que esta candidatura vá junto das pessoas para de facto esclarecer, procurar que as pessoas votem por convicção e não por suposições, não com base em palpites, não com base em sondagens, mas com base na convicção em quem consideram que será a melhor candidatura”.
Ainda há tempo para o fazer, acredita o candidato, que pediu aos apoiantes que o ouviam que convençam os amigos, familiares e companheiros de trabalho a irem votar em si no domingo. “Há muitos votos de pessoas indecisas para ganhar daqui até o próximo domingo”.
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Seguro dramatiza: "Está em causa se em primeiro passa um democrata ou um representante da extrema direita"
Num jantar-comício na Lourinhã, António José Seguro já não falou de sondagens, mas é em algumas delas (as que o dão em vantagem) que tem em mente quando insiste que esta campanha é uma luta a dois.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
Esta noite disse que o que está em causa nas eleições deste domingo é se “em primeiro passa um democrata ou um representante da extrema direita”, dramatizando o pedido de voto na sua candidatura.
“Não é indiferente para a democracia quem passa em primeiro”, reforçou quando as sondagens diárias e da Universidade Católica Portuguesa o colocam em disputa direta com André Ventura pelo primeiro lugar.
Nesta fase da campanha, os discursos começam a ser repetitivos, com o candidato a falar rapidamente de temas como a saúde, a igualdade de género ou da saúde — sempre com um caso prático do dia, ou seja, uma das queixas que durante o dia ouviu na rua.
O candidato acredita que “houve uma coisa que viralizou” nesta campanha que foi “a corrente de esperança e alegria” e diz que “é necessária esta viralização”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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Ventura à frente de Seguro em nova sondagem. Cotrim, Marques Mendes e Almirante em empate técnico
André Ventura aparece à frente da nova sondagem da Aximage para o Diário de Notícias publicada esta quarta-feira, com 24,7% das intenções de voto. Em segundo lugar fica António José Seguro (23,0%), mantendo a tendência geral dos últimos inquéritos, que mostram os candidatos apoiados pelo Chega e pelo PS como os favoritos para passar à segunda volta das eleições presidenciais.
João Cotrim de Figueiredo e Luís Marques Mendes aparecem em terceiro e quarto lugar, respetivamente, mas com igual percentagem de intenções de voto (14,9%). Henrique Gouveia e Melo ocupa o quinto lugar (13,6%), mas dentro do empate técnico uma vez que a margem de erro é de 4%.
À esquerda, Catarina Martins recebeu 2,4% das intenções de voto, ficando à frente de António Filipe (2,0%) e de Jorge Pinto (1,5%).
- André Ventura – 24,7%
- António José Seguro – 23,0%
- João Cotrim de Figueiredo – 14,9%
- Luís Marques Mendes – 14,9%
- Henrique Gouveia e Melo – 13,6%
- Catarina Martins – 2,4%
- António Filipe – 2,0%
- Jorge Pinto – 1,5%
Para os resultados conhecidos esta quarta-feira, foi recolhida uma amostra de 606 entrevistas entre os dias 9 e 12 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,0%.
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Susana Peralta apoia Seguro com uma dúvida: "Um homem, progressista, humanista e -- espero eu -- de esquerda"
No comício da candidatura de Seguro, esta noite na Lourinhã, houve duas convidadas a discursar, a ex-ministra da Saúde, Ana Jorge, e a economista e comentadora Susana Peralta. A primeira pediu “consensos” na Saúde e a segunda revelou ainda ter uma dúvida sobre o candidato que apoia.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
Na intervenção que fez, Susana Peralta disse que em “dias de uma enorme polarização” ficaria “muito satisfeita e com esperança no futuro que o país conseguisse eleger uma pessoa que é sobretudo um homem decente, mas também progressista, humanista e — espero eu — de esquerda“.
À esquerda do PS e também em alguns setores do partido, é frequente ouvir estas mesmas dúvidas sobre António José Seguro — que chegou mesmo a dar uma entrevista, antes da campanha, onde se recusava “engavetar-se” à esquerda (e entretanto já reconheceu ter sido uma resposta “infeliz”).
Ainda assim, para a economista, era “evidente que a esquerda tinha de se unir atrás deste candidato para voltar a conquistar o Palácio de Belém” e sobretudo “num momento crítico para a esquerda”.
Apelou ao voto em Seguro, num momento “crítico” dada a “possibilidade” de o país “ter apenas um representante da direita xenófoba, anti-democrática e anti-liberal” na segunda volta das presidenciais.
Antes de Pearalta tinha falado Ana Jorge que falou muito brevemente da área que tutelou para dizer que são precisas “reformas profundas” na Saúde e que “só são possíveis com consensos”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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Tracking Poll CNN. Ventura ultrapassa Cotrim e aproxima-se de Seguro
António José Seguro continua no topo da sondagem diária da Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF. As intenções de voto no candidato apoiado pelo PS diminuíram ligeiramente quando comparados aos resultados publicados ontem, passando de 23,9% para 22,6%.
No segundo lugar, André Ventura ultrapassa João Cotrim de Figueiredo, num momento em que o liberal está no centro do holofote mediático. Fora do pódio, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes ocupam o quarto e quinto lugar, fora do empate técnico que junta os três primeiros candidatos.
À esquerda de António José Seguro, Catarina Martins continua a ser a candidata que tem vindo a reunir mais apoio em campanha, estando à frente de António Filipe e Jorge Pinto nos dados do estudo revelado esta quarta-feira, a dois dias do fim da campanha.
- António José Seguro – 22,6%
- André Ventura – 22,0%
- João Cotrim de Figueiredo – 20,3%
- Henrique Gouveia e Melo – 15,4%
- Luís Marques Mendes –13,4%
- Catarina Martins – 2,4%
- António Filipe – 1,4%
- Jorge Pinto – 1,3%
- Manuel João Vieira – 1,0%
Para os resultados conhecidos esta quarta-feira, foi recolhida uma amostra de 755 entrevistas durante os dias 11, 12 e 13 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95,5%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±3,64%.
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Gouveia e Melo diz que "podem ter a certeza" que nunca criará um partido, mas admite prosseguir percurso político com movimento cívico
Henrique Gouveia e Melo diz que “nunca admitiu” criar um partido e que “disse já diversas vezes que nunca usaria a Presidência para formar um partido, nunca faria isso”. O almirante admite que “depois deste percurso político” terá uma decisão a tomar.
Para já, garante, está “focado numa vitória” e “coisa mais natural é ir tratar de assuntos pessoais, que relego para segundo plano”. Após a insistênica dos jornalistas respondeu várias vezes “não” à pergunta se pretendia criar um partido. “Podem ter a certeza que não vou fundar nenhum partido.”
Gouveia e Melo admite, no entanto, prosseguir a atividade política através de um movimento cívico, sem especificar se é a associação já criada (Honrar Portugal) ou uma outra. “Fico com esse capital, ninguém me vai retirar esse capital”.
Relativamente às sondagens, Gouveia e Melo pede “cuidado com as perceções” e apela às pessaos que “votem com consciência”. Lamenta que as sondagens se tenham tornado num “instrumento de manipulação política”, alegando que “ninguém está a escrutinar estas empresas”.
O candidato estranha “sondagens feitas ao mesmo tempo darem ao mesmo tempo resultados tão diferentes”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Ato eleitoral mais "surpreendente" de todos?
Com sondagens a mudar todos os dias, tudo pode acontecer até às eleições. O líder do Chega troca de pele e deixa a lama para os outros, enquanto PSD se fragmenta entre Mendes, Cotrim e Ventura.
Ouça aqui o episódio na íntegra.
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Mendes: "Sondagem da rua começa a aparecer nas sondagens das televisões"
Luís Marques Mendes fala agora em Famalicão destacando o dia “fabuloso” que teve hoje, com grandes mobilizações na rua. Diz não ter “qualquer tipo de complexos” por ter o apoio de Montenegro, destacando a sua “coragem” como líder parlamentar durante a troika e agora como primeiro-ministro.
Mendes diz que “a sondagem da rua começa a aparecer nas sondagens das televisões”. A última sondagem dá-lhe o “conforto” de tirar essa conclusão. Ainda assim, garante que não se deslumbra com as boas sondagens nem desanima com as más e volta a frisar que “está tudo em aberto” nestas eleições.
Aqui chegados, diz, ouve na rua pessoas que dizem que votarão em si na segunda volta — e insiste que tem de ser na primeira. “Adiar é complicar. Não podemos facilitar”.
Além disso, é preciso concentrar votos ao centro e não “cair em dispersões”. Volta a frisar que como PR defenderá a estabilidade, será “previsível”. “A Presidência não é uma brincadeira, estas eleições não são uma brincadeira. Não pode ser Presidente quem tem esta ligeireza, alguma leviandade”. E acusa os adversários de “introduzirem ruídos que são fatores de instabilidade”.
Introduz um fator novo: a sua candidatura tem demonstrado “coragem” de defender princípios e causas importantes, de ter decência quando alguns “tentaram levar o debate para a lama”, de manter a moderação. E há “ligações que não se imaginava” (farpa para Cotrim em relação ao Chega) e é preciso coragem para “defender a democracia”. Também será preciso ter a “coragem para reformar”, tirando o país da cepa torta.
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Ventura: Marques Mendes passou por lesado do BES a "fugir, a empurrá-los e a tirá-los de cena"
Após cruzamento com lesados do BES — como é habitual na descida de Santa Catarina, no Porto — Ventura deparou-se com uma atualização dos cartazes, onde passou a ler-se “Ventura solidário” e prometeu soluções para as pessoas.
Disse que tem a ver com “responsabilidade” e que o “Estado português não [a] teve nos últimos anos”. “Nós gastamos milhares de milhões de euros a salvar a banca mas não salvámos os que perderam tudo com a banca”, diz, sublinhando que está “errado”.
“O país deve olhar em primeiro para os seus e não sempre para as mesmas elites que nos governaram e que lideraram o país nos últimos anos. não há ninguém que vai votar no André ventura no domingo que queira manter a mesma coisa que tem sido até agora nós. A Cavaco sucedeu Marcelo antes tivemos Jorge Sampaio, Mário Soares… tivemos tivemos um conjunto de pessoas que nunca foram capazes de pôr os portugueses em primeiro lugar”, acusa o candidato apoiado pelo Chega.
Vai sublinhando que quer mesmo “mesmo romper com o sistema” e assegura que, na causa do BES como “noutras”, haver “a garantia da confiança” de que, se vencer, não deixará “pedra sobre sobre deste sistema corrupto que temos em Portugal”.
Pelo caminho, diz ainda se diferenciou do candidato social-democrata: “Nas imagens televisivas, Marques Mendes passava por estes homens e mulheres a fugir, a empurrá-los e a tirá-los de cena. Nós fazemos o contrário, sabemos que eles têm razão e vamos recuperar a justiça que tem que ser dada.”
Acrescenta ainda que estas pessoas “perderam tudo e estão sem nada” enquanto “Ricardo Salgado roubou tudo e está em liberdade”.
Na ação de campanha de Marques Mendes, o candidato cumprimentou os lesados e tiraram até uma selfie.
DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR
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Montenegro: eleitorado natural de Mendes é o maior em Portugal, se ficar de fora da segunda volta é "masoquismo político"
Montenegro lança um apelo: se se entender que em Belém não deve estar o debate político-partidário própria do Parlamento, nem a política executiva própria do Governo, mas o “garante” da interdependência dos poderes, então é preciso votar Mendes.
Montenegro lembra que o tempo é de grande instabilidade a nível internacional. Do ponto de vista comercial, as relações são “cada vez mais complexas”. “É um tempo que não está para aventuras”, avisa.
Além disso, Portugal tem-se afirmado como “exceção e referência” de estabilidade e segurança. O país “tem muitos desafios e grandes bloqueios” em áreas como a habitação, saúde, educação ou mobilidade, mas tem um desempenho económico que é “exemplar” e “dos melhores a nível europeu”.
É preciso “não desaproveitar” este momento e assumir uma intervenção a nível internacional que possa influenciar positivamente a resolução de conflitos ou aproxime pessoas e países desavindos. Para tudo isto, é preciso “credibilidade”. Por isso, pergunta se isto será possível tendo no horizonte conflitos institucionais e protagonistas à espera de usarem a Presidência com fins partidários ou se não há “tudo a ganhar” conservando a estabilidade.
“Precisamos de um PR sereno, que esteja habituado a lidar com momentos de maior euforia mas também dificuldade. Que esteja à altura de vivenciar as agruras das pedras que aparecem no caminho e também ombrear e puxar pelo país quando está mais entusiasmado”. Assume que Mendes viveu “dificuldades, é verdade” na campanha, mas também de maior entusiasmo.
Fala nas sondagens e diz que nunca o viu eufórico com as boas, nem deprimido com as más. “É a personalidade que queremos na PR. Não queremos os que ficam deslumbrados ou muito atrapalhados”. O que se quer é “segurança e estabilidade”.
A situação atual é “muito singular”, diz: é preciso concentrar votos para que esta área política possa estar representada na segunda volta.
Fará sentido, diz, olhar para o pensamento da sociedade portuguesa e a sua representatividade e concluir que o espaço político da extrema-direita, que representa pouco mais de 20%, tem uma possibilidade forte de estar na segunda volta; o da extrema-esquerda e do socialismo com o qual está “interligada”, que têm uns 25% ou 30% “juntando os cacos todos; e depois há o espaço “central”, de moderação, pragmatismo e capacidade de execução, da social democracia, democracia-cristã e liberalismo menos radical, vale 35-40%. “Vamos aceitar que em domingo esse espaço, o mais representativo do pensamento político do povo português, pode ficar fora da segunda volta? Não acham isso estranho, incogruente, um exercício quase de masoquismo político?”.
“A forma de não arriscar que os dois extremos sejam os protagonistas porque o espaço central se divide em excesso só se resolve se houver concentração de votos”, garante.
Mendes é o único que irá para Belém sem ter um “projeto de governação encapotado”, e quer cooperar com o projeto de governação que Montenegro está a executar.
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"Estou moralizadíssimo". Seguro mantém que esta é uma luta a dois, mesmo com sondagem pior
O candidato António José Seguro esteve ao fim da tarde em Mafra, para um rápido contacto com a população, e falou aos jornalistas sobre a mais recente sondagem, garantindo que está “moralizadíssimo”, mesmo aparecendo agora em quatro lugar.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
Na sondagem da Universidade Católica, o socialista aparece em segundo, numa disputa quase isolada com André Ventura, mas na da Intercampus surgiu esta quarta-feira em quarto lugar. Prefere focar-se nas sondagens que “maioritariamente” lhe “dão condições para passar à segunda volta.
“Sinto que há dois candidatos em condições de passar à segunda volta, mas não é indiferente quem passa em primeiro lugar”, voltou a avisar para concluir logo de seguida que “a democracia precisa que passe o candidato moderado”.
Por isso, lançou mais um “apelo aos moderados, defensores da democracia e da Constituição para que concentrem os votos” na sua candidatura.
Ainda questionado sobre a questão da segurança, voltou a deixar sem resposta as perguntas sobre a existência de um problema nacional a esse nível. Fala apenas em “determinadas zonas onde as pessoas se sentem inseguras.”
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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"Não queremos nem precisamos de uma extensão do Governo em Belém", diz Montenegro
Luís Montenegro discursa agora em Famalicão dizendo que houve muita gente que mostrou “admiração” por ter participado no início da campanha de Marques Mendes — mas quase todos são “os que passaram esta campanha a invocar o fundador do PSD, Sá Carneiro”. Diz-se herdeiro da cultura política e matriz ideológica de Sá Carneiro e lembra de novo que este também participou em presidenciais.
“É um pouco estranho que os que andaram a invocar a sua memória não tenham capacidade para perceber isso. Estamos a fazer o que Sá Carneiro fez”, frisa. Lembra que é presidente do PSD e que já teve muitas divergências com o partido, mas nunca saiu do partido.
Mendes, lembra, não está na política ativa há 18 anos, é insuspeito a dar as suas opiniões, também foi presidente do PSD e também passou por muitas divergências internas — mas também nunca saiu do partido. Por isso, volta a repetir, é estranho que estas pessoas não compreendam que “o presidente do PSD à Sá Carneiro não é aquele que amua e sai do partido para ir formar outro e apoiar outros candidatos”. Por isso, está aqui com muita tranquilidade.
Montenegro diz que não se deixa amedrontar nem levar por entusiasmos desmedidos face a “demonstrações mais ou menos validadas” das intenções de voto. “Ninguém sabe” como vão ser os resultados, frisa. “Tenho a certeza de que muitos portugueses estão ainda a avaliar a situação e vão fazê-lo até domingo. Essa avaliação será criteriosa, profunda e mal seria que o presidente do maior partido não desse o seu contributo”.
Montenegro diz querer sinalizar que Mendes é o mais bem preparado, experiente e conhecedor do país e da função, além de ser “genuíno”. Na campanha, diz, mostrou “sobriedade” e “capacidade” até de pôr os portugueses “acima do interesse partidário”. “E o maior interessado seria eu, mas sou o primeiro a reconhecer que está nesta campanha ao nível do que estiveram Marcelo Rebelo de Sousa e Cavaco Silva no exercício das funções de Presidente da República”.
Diz que não vai associá-lo a outras “escolas”: a desta área política “responde por si” e não foi pelos dois ex-Presidentes terem sido líderes do PSD que “deixaram de ter equidistância”. “Podem tirar a mesma conclusão dos outros candidatos?”, pergunta. “Perceberam que o interesse deles também está acima do interesse dos partidos?”. Montenegro diz que se percebeu “bem demais” na campanha que todos menos Mendes vão confundir a função com “o alinhamento das políticas que cabem ao Governo e à Assembleia da República”.
Olhando para PS, IL, Chega e outros, Montenegro diz que esses partidos entraram na campanha para colocar em Belém “uma extensão do seu trabalho na AR”. Para o primeiro-ministro, há candidaturas que só querem “transportar” esse trabalho para a Presidência, por isso “se confundiu tantas vezes o que diziam com o manifesto para eleições legislativas”, sendo repetitivo em relação ao que diziam nas últimas legislativas.
Já o PSD, assegura, não quer ter em Belém uma extensão do Governo. “Não queremos nem precisamos”, atira. “Quem queremos transportar é uma personalidade que dê segurança e estabilidade a Portugal”.
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Jorge Pinto de “consciência tranquila” por continuar na corrida a Belém
O candidato presidencial Jorge Pinto diz estar de “consciência tranquila” por não desistir da corrida a Belém, argumentando que os eleitores sabem ler o atual cenário e que a “política não é matemática”.
Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Centro de Experimentação Artística (CEA), na Moita, o candidato apoiado pelo Livre disse estar “de consciência tranquila” por ir até ao fim nestas eleições presidenciais, argumentando que tem trazido ideias importantes para o debate político e frisando que “os portugueses são inteligentes e sabem ler os cenários políticos e sabem o que querem”.
Sobre se continuará de consciência tranquila se António José Seguro não passar a uma eventual segunda volta e o seu número de votos permitisse colocar o socialista entre os dois mais votados, Jorge Pinto argumentou que a “política não é matemática” e que não é possível prever que fosse haver uma transferência direta de votos de um candidato para outro.
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Catarina Martins diz que "força" que receber no domingo vai promover "soluções muito mais fortes" na segunda volta
Catarina Martins antecipou o ritual e desceu esta tarde o Chiado, acompanhada por cerca de 100 apoiantes, na primeira grande arruada desta campanha eleitoral para a bloquista.
Em todos os estudos de opinião mais recentes, a eurodeputada do BE tem surgido à frente dos outros candidatos à esquerda de Seguro, ainda que não ultrapasse a barreira dos 3% dos votos. “As sondagens não são votos. E a primeira volta é mesmo o voto da convicção”, disse a candidata.
Numa arruada em que estiveram presentes Francisco Louçã, Joana Mortágua, Fabian Figueiredo e outros destacados militantes bloquistas, Catarina Martins disse que a “força” que sua candidatura receber na primeira volta das eleições “vai dar soluções muito mais fortes também na segunda volta”.
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Ventura dramatiza no apelo ao voto: “Não se deixem embalar pelas sondagens”
André Ventura, no final da tradicional arruada no Porto, diz que na campanha houve “a coragem de dizer a verdade aos portugueses”, considerando que a “recompensa” é o primeiro lugar nas sondagens.
Perante os números, pede a todos que “não se deixem embalar pelas sondagens” – “Não basta ficarmos a olhar, temos mesmo que ir lá.”
E sobre a entrada de Montenegro na campanha voltou ao tema para dispensar esses apoios: “Nós não queremos o PM, queremos o povo comum. Não queremos uma campanha para ganhar corredores, queremos uma campanha para mudar Portugal.”
“Comigo a conversa de chacha vai acabar. Vão juntar-se todos contra nós… os que andaram a roubar o país, os mamões de 50 anos de Abril, os partidos de esquerda e extrema-esquerda”, diz.
DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR
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Nova sondagem. Presidenciais vão acabar nos penáltis?
Marques Mendes sobe para segundo lugar nas sondagens e Seguro desce para quarto. Será que o candidato apoiado pelo PSD deu a volta à tabela? Já Ventura lidera a tabela e confiante com a segunda volta.
Ouça aqui o episódio na íntegra.
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Cotrim anuncia apoio de Francisco Ramos, que esteve nas candidaturas de Rui Rio, Rui Moreira e Pedro Duarte à Câmara do Porto
A candidatura de João Cotrim de Figueiredo anunciou que recebeu o apoio de Francisco Ramos. Trata-se de um ex-dirigente local do PSD/Porto, que esteve envolvido nas candidaturas dos últimos três presidentes de Câmara do Porto.
Foi diretor de campanha de Rui Rio em 2005, mandatário financeiro de Rui Moreira nas três eleições que venceu entre 2013 e 2021 e agora dirigiu a campanha de Pedro Duarte à autarquia portuense em 2025.
Recorde-se que Rui Moreira é o mandatário nacional de Marques Mendes, que também tem o apoio de Pedro Duarte, enquanto Rui Rio é o mandatário nacional de Gouveia e Melo.
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Cotrim diz que Montenegro tem dois dias para pensar melhor, mas compreende que Marques Mendes o use como trunfo
João Cotrim de Figueiredo diz que Luís Montenegro “ainda tem dois dias para pensar melhor, porque não quer certamente ficar como um dos responsáveis por a escolha que os portugueses vão ter no próximo domingo seja entre António José Seguro e André Ventura”.
Ao mesmo tempo, compreende que a candidatura de Marques Mendes use o primeiro-ministro como trunfo: “Para ser totalmente honesto e justo com as pessoas, acho que nos últimos dias de campanha, quem não usa todos os cartuchos e todos os trunfos está com excesso de confiança — e penso que nenhum dos candidatos está em condições de o ter.”
O próprio Cotrim de Figueiredo disse que ainda tem trunfos da sua campanha para esta reta final, que não desvendou: “Se algum de vocês já jogou às cartas e se diz quando é que vai dar o trunfo, deixa de ser trunfo.”
Confirmou que Mariana Leitão estará amanhã à noite num evento da sua candidatura no Porto e considera que essa presença desfaz qualquer eventual dúvida sobre o facto de não ter assinado a carta de solidariedade: “Mariana Leitão esteve no lançamento da candidatura, esteve no lançamento da campanha oficial, está no encerramento da campanha oficial. Aqui têm a vossa resposta”.
O candidato liberal inaugurou esta tarde um outdoor da sua campanha na Praça Francisco Sá Carneiro, no Porto. Questionado sobre o simbolismo de estar num local que homenageia o fundador do PSD, que já várias vezes elogiou nesta campanha, respondeu, sem ficar claro se estava a ser irónico ou espontâneo: “Por acaso, não sabia, está-me a dar uma informação nova, mas conhecendo as pessoas da minha campanha com a sua imaginação, não excluo essa possibilidade”.
O outdoor tem canetas para os transeuntes escreverem ou desenharem o que imaginam para Portugal. Cotrim de Figueiredo escreveu: “Imagina um Portugal que funciona hoje e prepara o amanhã: saúde, educação, habitação”.
Nesta ação de campanha juntaram-se três dos quatro filhos do candidato, mas preferiram não prestar declarações ao Observador. Também estiveram presentes Michael Seufert, ex-deputado do CDS, e o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes.