Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Pedro Nuno Santos, líder do PS, publicou documentação sobre a compra de duas casas em Lisboa e em Montemor-o-Novo, após notícias sobre a abertura de uma averiguação preventiva pelo Ministério Público. Entre os documentos disponibilizados encontram-se escrituras, contratos de promessa de compra e venda, e respostas dadas a jornalistas desde 2023.

    Contratos de promessa compra e venda, escrituras e respostas a jornalistas. Os 19 documentos disponibilizados por Pedro Nuno Santos

    • Paulo Raimundo disse que era importante esclarecer rapidamente o caso das casas de Pedro Nuno Santos e afirmou não querer acreditar que tenha havido “gestão de timings” pela Justiça. Já Mariana Mortágua escusou-se a comentar o caso que envolve o líder do PS e disse que “a campanha não deve ser de casos, mas da vida das pessoas”.

    • A ministra da Administração Interna salientou que a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), que arquivou o inquérito à operação no Martim Moniz, em Lisboa, é independente. Por isso, Margarida Blasco escusou-se a reagir a eventuais críticas ao desfecho do processo.

    • O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, deu uma entrevista ao Eco onde foi confrontando com a cautela que a Aliança Democrática aparenta agora ter, ao redefinir a redução do IRC de 15% para 17%. A AD vai recuar “porque há, de facto, hoje mais incerteza do que havia há um ano”, respondeu.

  • Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos da política nacional no caminho até às eleições legislativas neste novo artigo em direto.

    Alexandra Leitão: averiguação preventiva a Pedro Nuno “interfere com processo eleitoral”

  • O "Vencedor é" dos debates. Houve empate entre Pedro Nuno e Rui Tavares e Rocha venceu Ventura: veja as notas

    No debate com Rui Tavares, Pedro Nuno Santos teve de falar do seu caso na justiça e depois pedir voto útil. Sem hipótese de coligações foi o que disse, no outro frente a frente, Rui Rocha a Ventura.

    O “Vencedor é” dos debates. Houve empate entre Pedro Nuno e Rui Tavares e Rocha venceu Ventura: veja as notas

  • Rocha: "Foram medidas como as que André Ventura defende que levaram a Argentina à ruína"

    Rui Rocha tenta defender-se da proximidade ideológica a Javier Milei e diz que o que aconteceu na Argentina durante décadas “foram medidas como as que André Ventura defende que levaram o país à ruína, de aumentar tudo a todos”. O líder da IL, diz Rocha, “vai ter de explicar se as tarifas continuarem, os produtores de vinho vão ter de despedir pessoas.”

    Ventura ia repetindo: “Qual é a sua solução? Vai mudar o presidente dos EUA? Qual a solução?”. Rocha respondeu que é “promover a liberdade comercial”.

  • Ventura diz que vai andar de "motoserra na mão a cortar aquilo que os liberais não querem cortar". Rocha responde com "bancarrota"

    O “grande aliado” de Rocha é Javier Milei, sublinha Ventura, frisando que “tem estado todos os dias com o Donald Trump em Washington”. “O André Ventura vai estar de motoserra na mão, mas a cortar aquilo que os liberais não querem cortar — despesa política, despesa política, autarquias”, explica.

    “Não sabe qual é o valor da pensão mínima em Portugal”, vinca o líder do Chega, frisando que “há pessoas em Portugal que ganham 283 euros” “Não é um grande esforço, é um a bancarrota”, responde Rui Rocha.

    “Combate-se Trump a dizer que agricultura, indústria e trabalhadores têm de ser protegidos”, reitera, dizendo que IL quer “expor ainda mais empresas e trabalhadores aos custos do liberalismo selvagens, que não funcionou em lado nenhum no mundo”.

  • Rocha atira Trump contra Ventura

    Sobre a Segurança Social, Rui Rocha diz que “radical é que quem tem 30 anos vai ter uma reforma de 40% dos seus salários” e volta a falar da “geração dos entalados”.

    O presidente da IL atira Donald Trump contra Ventura: “As tarifas são impostos, que é o que André Ventura defende”.

  • Ventura acusa IL de ser "andarilho do PSD" e Rocha de ser "Rui Tavares, mas de gravata"

    André Ventura, líder da IL, esclarece que “ficou ainda mais claro porque é que o Rui Rocha está nos 4% e a caminho dos zero”, realçando que “não viabiliza governo nem à esquerda nem à direita”, o que o leva a concluir: “Não serve para nada.”

    “É uma verdadeira muleta do PSD, é um andarilho porque é um PSD que está em coma”, ironiza. “O Chega não é contra as privatizações, não queremos é privatizar o que dá lucro, como a CGD, que o Rui Rocha quer dar aos grandes grupos económicos, amigos da IL”, esclarece o líder do Chega.

    E acusa a IL de querer “privatizações selvagens” como a TAP. “Rui Rocha é uma espécie de Rui Tavares, mas de gravata. Está tudo ok com a esquerda, mas não quer saber dos pensionistas, da segurança e dos funcionários públicos”, acusa, Rocha defende que quer apoiar quem anda com “o país às costas”.

    “O Rui Rocha só se preocupa com o Príncipe Real, não com o país real”, atira o líder do Chega, acusando Rocha de não saber o preço dos ovos e da carne.

  • Rui Rocha: "Chega derrubou Governo de centro-direita"

    Rui Rocha diz que “nunca, jamais em tempo algum a IL viabilizará qualquer Governo do PS.” Mas diz que é preciso “fazer a avaliação do que foi a ação do Chega nesta legislatura, que teve uma deriva socialista: votou contra a privatização da TAP”.

    Diz que o Chega foi o que votou mais vezes a favor propostas do Livre e do BE. Rui Rocha critica André Ventura por ter chumbado moção de confiança: “Derrubou um Governo de centro-direita”.

    André Ventura desafiou Rocha a dizer o que faria a um Governo liderado pelo Chega. Rui Rocha diz que “não há entendimento possível com o Chega” e diz que promessas no programa custam mais de 18 mil milhões. E acrescenta: “Não viabilizaria Governo do Chega. Seria uma bancarrota”.

  • Ventura acredita que Chega pode vencer e desafia IL: "Conto com Rui Rocha"

    Questionado sobre aquelas a que chamou “forças vivas do PSD”, na última campanha eleitoral, André Ventura explica a sua visão sobre o day after: “Há três partidos acima dos 20% e as pessoas ou voltam a dar maioria histórica à direita ou à esquerda. E com o direita nem estou a incluir muito o PSD, porque deixou de ser um partido de direita, e estou a incluir a IL… se existir, acho que só não governamos se não quisermos.”

    “Montenegro já disse que vai embora, nem eu nem Rui Rocha vamos fazer futurologia”, afirma, para esclarecer que conta “ter mais votos do que o PSD”. “Podemos ganhar, quero ganhar à direita”, reitera. E desafia: “Conto com Rui Rocha e com a IL”

  • Rocha rejeita venturização da IL e defende que imigrantes trabalhadores, mesmo ilegais, tenham acesso ao SNS

    Rui Rocha recusa a “venturização” da IL, dizendo que o programa da IL já tinha no passado a relação entre a imigração e as necessidade da economia.

    Para a IL é “condenável que alguém que não trabalha no país, se venha aproveitar no SNS em turismo de saúde”, outra questão “são as pessoas que estão cá a trabalhar e que só não estão legalizados porque o Estado falhou a essas pessoas”.

    Sobre as quotas para a imigração, Rocha fala em “dirigismo de André Ventura, com o Estado a meter-se no que é simples”.

    Ventura no repique diz que Rui Rocha diz: “Entrem quem quiser, desde que façam descontos.” Líder da IL diz que defende necessidade de contrato de trabalho: “Qualquer máfia do Bangladesh faz um contrato de trabalho”.

  • Ventura acusa IL de ter estado "ao lado do PS" na imigração e de ser contra quotas

    André Ventura esclarece que ouve com Rui Rocha com “surpresa” a falar sobre o tema porque “foi sistematicamente a favor de portas abertas”. “A IL foi contra as quotas na imigração”, sublinha.

    “Há necessidade [de imigração], mas com quotas”, explica. E vai mais longe: “Rui Rocha tem uma proposta que mais nenhum partido tem: que PR possa ter dupla-nacionalidade.”

    “As pessoas não se deixam enganar à última hora por quem sempre andou ao lado do PS em matéria de imigração”, aponta o líder do Chega, referindo a mais recente sondagem do Expresso.

    Ventura diz ainda que a IL votou contra a limitação de estrangeiros ao SNS, que o Chega propôs para “evitar que viessem ter filhos e abusar do SNS” — “Votou contra a restrição [no SNS], até o PSD votou a favor”, acusa.

  • Rui Rocha defende uma "adequação direta" na imigração "entre necessidades da economia e a entrada das pessoas"

    Rui Rocha defende agora o “modelo mínimo de seguro privado”, que é “bismarckiano” e adaptado à realidade portuguesa. Este sistema, ao contrário da AD, “diz às pessoas que não têm de estar à espera que o SNS falhe, mas que são as pessoas que escolhem que subsistema querem ir, seja público, privado ou social”.

    Sobre imigração, Rui Rocha defende que seja “com regras e dignidade”. Para o líder da IL “quem tem trabalho entra, quem cumpre a lei, fica.” O liberal defende uma “adequação direta entre necessidades da economia e a entrada das pessoas”.

    Sobre a nacionalidade, Rui Rocha quer “que as pessoas entrem, mas queremos alinhar com a Europa no sentido de alargar o tempo para adquirir a nacionalidade”, lembrando que em Itália são dez anos (em Portugal são cinco).

  • Ventura acusa Montenegro de não ter feito "muito diferente" de Costa na Saúde

    Ventura diz também que assistiu a uma “espécie de ziguezague de alguma esquerda”, dizendo que o caso de “Pedro Nuno Santos não é assim tão grave” — “Se queremos ser levados a sério, onde há fundos ocultos e suspeitas, tem de ser até ao fim. Hipocrisia da esquerda e extrema-esquerda.”

    “Quem tem desistido do SNS é Luís Montenegro”, sublinha, recordando os portugueses sem médicos de família e as pessoas em listas de espera para doentes oncológicos. Mais do que isso, recupera o tema da imigração, desta vez ligado à saúde: “[Governo] não conseguiu controlar um problema da entrada massiva de imigrantes, [Chega alertou] que ia trazer uma pressão adicional para SNS.”

    A solução, afirma Ventura, é a “articulação entre privado e público”. “Luís Montenegro não fez muito diferente do que fez António Costa”, sublinha, frisando que “não interessa se saúde é pública ou privada”.

  • Rui Rocha: "Pedro Nuno ainda tem explicações para dar, tendo em conta o critério que o próprio definiu"

    O líder da IL fala agora sobre a averiguação preventiva a Pedro Nuno Santos e diz que “há duas conclusões: parece óbvio que Pedro Nuno tenha um critério de exigência igual a outras situações em que se pronunciou; mas é preciso focar nos problemas do país, porque independente desse escrutínio, os problemas do país estão aí e são os mesmos independentemente desses casos”.

    Rui Rocha diz que “ainda há explicações que Pedro Nuno Santos tem de dar, precisamente no critério que o próprio definiu”.

  • Ventura: "Podemos ter políticos ricos, não podemos ter políticos que compram imóveis como se fossem rebuçados"

    André Ventura, líder do Chega, tem a primeira palavra, para reiterar que caso de Pedro Nuno Santos é “diferente” do que Luís Montenegro, ainda que aponte que “não deixa de gerar apreensão que as pessoas vejam os políticos a comprar património desta forma”, que considera “aparentemente estranha”.

    “Podemos ter políticos ricos, não podemos ter políticos que compram imóveis como se fossem rebuçados”, atira, recuperando as explicações do líder do PS para dizer que “gera sentimento de que está por detrás da cortina alguma coisa estranha”.

    Ventura diz ainda que é preciso “explicar” quando as coisas surgem.

  • Arranca agora o segundo debate da noite, entre André Ventura (Chega) e Rui Rocha (IL), transmitido na RTP3. Acompanhe aqui no Observador.

  • Rui Tavares: "As pessoas não querem ver o PS sozinho no Governo"

    Rui Tavares diz que o PS esteve oito anos no Governo e só consegue recuperar de novo o poder “se aprender com a cura da oposição”. O líder do Livre fecha o debate a dizer que “as pessoas não querem ver o PS sozinho no Governo”, nem “a sua arrogância no exercício do poder”.

    Dá como exemplo que, em oito anos no Governo, o PS “não reconheceu da Palestina e com o Livre reconhecerá”. Pedro Nuno ia dizendo: “Já apresentámos, Rui”.

    Rui Tavares ia apresentando o seu Governo liderado por Pedro Nuno, dizendo que exigiria uma fasquia ética elevada, um SNS forte, o apoio à Ucrânia entre outras exigências do Livre.

  • Líder do PS defende aumentos extraordinários das pensões

    O debate vai agora para os mais velhos e o complemento solidário para idosos que Pedro Nuno Santos lembra ter sido criado pelo PS. “Não podemos desvalorizar a dimensão contributiva da Segurança Social”, diz defendendo também aumentos extraordinários das pensões, para além do reforço do complemento, que “permitam aumentos permanentes das pensões”.

    Lembra mesmo que “em oito anos, o PS fez seis aumentos acima do que a lei previa e na oposição também, apesar do voto contra da AD”.

    Junta a saúde para dizer que é preciso uma perspetiva diferentes para integrar os cuidados de saúde e os cuidados pessoais dirigidos aos mais velhos. “Aumentamos a qualidade de vida e diminuímos os custos que estão nas urgências e nos hospitais”.

  • Mais apelo ao voto útil pelo PS e com contas sobre os círculos onde Pedro Nuno acha que não vale a pena votar no Livre ou no BE

    Pedro Nuno Santos aproveita as últimas palavras de Rui Tavares para lembrar que o Presidente da República vai chamar a formar Governo o partido mais votado e que fará o mesmo agora. “Se o PS chumbar um Governo da AD e apresentar depois solução esse Governo seria barrado pela AD e pelo Chega, por isso é tão importante a dispersão de votos”, diz.

    “Não estou a dizer para não votarem no Livre, mas que há vários círculos eleitorais — Braga, Aveiro, Santarém — a diferença de votos, no BE e no Livre, permitiriam ao PS ter deputados para derrotar a AD”, contabiliza.

    “Temos todas as condições para ter um Governo europeísta, ecologista, que defende um Estado social sólido, tudo isto nos aproxima. O PS tem um projeto mais prudente, mas aberto aos vossos contributos”, diz em relação ao Livre e ao BE.

  • Rui Tavares: "Desejo que fiques à frente da AD. Não precisas de roubar 50 mil votos ao Livre, rouba 25 mil à AD"

    Rui Tavares diz que a sondagem a ser verdade destruía o voto útil “porque mesmo com os partidos à esquerda dimunídos, nem assim o PS chegava lá”.

    O líder do Livre trata por tu Pedro Nuno Santos: “Disseste-me que era impossível o passe ferroviário. Não querias que a CP fosse descapitalizada, mas depois a Isabel Mendes Lopes e o Frederico Francisco sentaram-se a conversar.”

    “Eu estava no Governo, a diferença é essa”, diz Pedro Nuno Santos.

    Rui Tavares diz que o voto útil não se coloca já que “Marcelo já decidiu: não dará posse a nenhum Governo que não garanta a governabilidade”. E diz: “Até desejo que fiques à frente da AD, que tenhas mais um voto. Não precisas de roubar 50 mil do Livre, só tens de ir buscar 25 mil à AD, que foi o que te faltou da outra vez”.

    O porta-voz do Livre quer que as pessoas vão para a Páscoa pensar: “Eu vi naquele debate o melhor Governo para o país”.

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