Momentos-chave
- Depois das ameaças, o apoio à Califórnia: "o governo federal está 100% do vosso lado"
- Gavin Newsom recebe Donald Trump na Califórnia. "Significa muito para nós", diz Newsom
- Marco Rubio falou com homólogo chinês e "definiu o tom para as relação China-EUA"
- Serviços de imigração tentaram entrar em escola básica de Chicago, mas foram impedidos por funcionários
- Departamento de Estado suspende financiamento de programas de ajuda externa. Mas mantém apoio militar a Israel
- Os dois desejos de Trump para a Califórnia: "libertação de água" e leis de identificação de eleitores
- Estradas, alojamento e mais engenheiros. As soluções de Trump para a Carolina do Norte
- Donald Trump chega à Carolina do Norte e promete ordem executiva para "se livrar da FEMA"
- Trump diz estar "muito surpreendido" com votos contra Hegseth por parte de senadoras republicanas
- Rangel aguarda "sem dramas" eventual anúncio de tarifas impostas à UE pelos EUA
- Putin diz que "crise" na Ucrânia não teria acontecido se Trump não tem sido "privado" da vitória nas eleições de 2020
- Presidente do BCE apela a Trump para trabalharem juntos e respeitar as regras
- Voos para deportar imigrantes ilegais já começaram, diz Casa Branca
- Rússia apela a negociações com EUA sobre armas nucleares
- Trump prepara-se para expulsar imigrantes a que Biden permitiu a residência temporária
- Estados Unidos detêm 538 imigrantes clandestinos e deportam centenas de pessoas
- Brasil e México querem "cultivar relações produtivas" com EUA
- Administração Trump estará a preparar suspensão de financiamento a investigação de vírus
- Administração Trump aperta regras do teletrabalho na função pública
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- Donald Trump anunciou a intenção de assinar uma ordem executiva para reformar ou até mesmo eliminar a FEMA, a agência federal de gestão de emergências, criticando-a pela lentidão e burocracia na resposta a desastres. Defende que a responsabilidade deve ser entregue aos governadores estaduais, permitindo uma resposta mais rápida e eficaz devido ao conhecimento local. Esta medida surge na sequência da avaliação negativa da atuação da FEMA após o furacão Helene na Carolina do Norte.
- A administração Trump reiniciou os voos de deportação de imigrantes ilegais, num movimento que endurece as políticas de imigração nos Estados Unidos. Esta ação resultou na detenção de 538 imigrantes, com centenas já deportados, representando uma das maiores operações de deportação em massa da história recente. A administração também fortaleceu o poder da Agência de Imigração para deportar indivíduos anteriormente abrangidos por programas temporários da administração Biden.
- Vladimir Putin manifestou concordância com Donald Trump sobre a alegada injustiça das eleições presidenciais de 2020, sugerindo que a crise na Ucrânia poderia ter sido evitada caso Trump tivesse sido reeleito. O presidente russo mostrou-se otimista quanto à possibilidade de compreensão entre a sua administração e a nova administração dos EUA, esperando a suspensão de novas sanções contra a Rússia, sugerindo que isso poderia prejudicar a economia norte-americana.
- A relação comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia enfrenta tensões, com Donald Trump a acusar a UE de tratamento injusto. Em resposta, Christine Lagarde, presidente do BCE, apelou à cooperação e negociação entre os blocos, sublinhando a interdependência económica global. Lagarde destacou que a cooperação é necessária, mesmo quando alguns países estejam em posições mais fortes que outros, promovendo um diálogo construtivo.
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Bom dia! Obrigada por nos ter acompanhado neste liveblog, que agora arquivamos mas que ficará disponível para consulta. Continuaremos a acompanhar as notícias sobre a nova administração Trump e a política dos EUA no site do Observador.
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"Não punimos indivíduos pelas políticas dos seus estados": congressistas californianos criticam ameaças deixadas por Trump
Depois da sua intervenção, Donald Trump ouve declarações de alguns líderes californianos. Respondendo às ameaças do Presidente sobre retirar fundos caso o estado não aprovasse algumas medidas que o chefe de Estado defende, um congressista democrata, Brad Sherman, deixou a Trump um pedido: “Não punimos indivíduos pelas políticas dos seus estados”. O mesmo representante pediu que não fossem aplicadas tarifas a materiais de construção nos próximos três anos, para facilitar a reconstrução. “Vou pensar nisso”, respondeu o Presidente.
A representante do distrito de Altadena, Judy Chu, questionou Trump sobre o facto de não ter visitado a área afetada pelo incêndio de Eaton, onde se verificaram os números mais altos de mortos e uma área em que predomina a classe trabalhadora. O Presidente elogiou as suas palavras, mas argumentou que só está no cargo “há três dias” e já fez mais pelos afetados que o seu antecessor.
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"Não há Era Dourada sem o estado dourado": Trump anuncia medidas para ajudar à reconstrução
Tal como fez na Carolina do Norte, Trump anunciou o fim das licenças de construção federais para ajudar as pessoas a reconstruírem as suas casas o mais rapidamente possível. E nos casos em que as licenças locais são obrigatórias, apelou ao governo californiano que as apressasse, mencionando sempre a vontade do povo californiano em continuar em frente depois da tragédia.
Insistindo na má gestão de recursos hídricos, anuncia a assinatura de uma ordem executiva para a abertura de diques, válvulas e barragens no norte de estado, para que a água possa ser utilizadas pelos bombeiros no sul, onde lavram os incêndios. “Água ilimitada do noroeste do Pacífico e até do Canadá. Peço-vos que resolvam isto. Se houver grandes problemas [com esta medida], digam-me, mas acho que não vai haver”, continua.
Donald Trump fala ainda da necessidade de limpeza florestal.
“Não pode haver Era Dourada sem o estado dourado”, declara Trump, numa referência ao seu lema para o mandato.
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Depois das ameaças, o apoio à Califórnia: "o governo federal está 100% do vosso lado"
Donald Trump visitou Pacific Palisades, uma das zonas mais afetadas pelos incêndios, onde se reuniu com famílias. Depois, numa mesa redonda com os líderes californianos, elogiou a vontade destas pessoas reconstruírem as suas casas e o trabalho dos bombeiros.
O Presidente agradeceu a presença do governador Gavin Newsom. “Tivemos uma conversa muito positiva”. E lamentou a destruição: “acho que não sabia o quão mau era até chegar aqui — é devastador”.
Passado o momento de comiseração, garante que também chegará a hora de celebrar. “O governo federal está 100% do vosso lado”, declara.
Depois das ameaças acesas que deixou ao governo californiano ainda na Carolina do Norte, as suas palavras no local foram bem mais contidas. Proclamou o seu amor pelo povo californiano e agradeceu o trabalho dos líderes estaduais “tanto democratas como republicanos”. “Estamos do mesmo lado nisto”, declarou.
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Gavin Newsom recebe Donald Trump na Califórnia. "Significa muito para nós", diz Newsom
Donald Trump e Gavin Newsom puseram de lado as divergências na chegada do Presidente à Califórnia. O governador recebeu o chefe do Estado no aeroporto e agradeceu a sua visita ao estado, que está a ser devastado por incêndios. “Significa muito para nós. Vamos precisar do seu apoio. Esteve lá para nós durante a Covid, não nos esquecemos disso e espero que consigamos trabalhar juntos para uma rápida recuperação”, declarou Newsom, citado pela CNN.
Trump também agradeceu a Newsom o facto de o ter recebido. “Parece que foram atingidos por uma bomba”, avaliou. “Vamos resolver isto”, garantiu, horas depois de ter ameaçado retirar financiamento ao estado.
O Presidente sobrevoa agora a zona destruída pelos incêndios florestais.
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Marco Rubio falou com homólogo chinês e "definiu o tom para as relação China-EUA"
O Secretário de Estado norte-americano e o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês falaram hoje ao telefone. Segundo o comunicado do Ministério chinês, Wang Yi afirmou que os Presidentes “indicaram a direção e definiram o tom para as relações China-EUA”. “As equipas dos dois lados devem implementar o consenso, manter a comunicação, resolver diferenças e encontrar uma forma de a China e os Estados Unidos se darem bem nesta nova era”, pode ler-se ainda.
Já o comunicado do Departamento de Estado relata que Marco Rubio “enfatizou que a administração Trump irá seguir uma relação EUA-China que avance os interesses dos EUA e ponha o povo norte-americano em primeiro lugar”.
Os dois comunicados diferem sobre as palavras que os dois chefes de diplomacia terão trocado sobre Taiwan. O gabinete de Rubio relata que o secretário “expressou preocupações sérias sobre as ações coercivas da China contra Taiwan”. O gabinete de Wang, citado pela AP, escreve que Rubio não apoiou a independência do território e espera que o assunto possa ser resolvido de forma pacífica.
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Serviços de imigração tentaram entrar em escola básica de Chicago, mas foram impedidos por funcionários
O Serviço de Imigração e Alfândega norte-americano (o ICE) foi hoje impedido de entrar numa escola básica de Chicago pelos funcionários do estabelecimento, revelou a diretora-geral de Educação das Escolas Públicas de Chicago (CPS). “Os funcionários da escola seguiram o protocolo da CPS. Não foi permitido que os agentes do ICE entrassem na escola nem que falassem com nenhum estudante ou membro do pessoal”, relatou Bogdana Chkoumbova, citada pela CNN.
A diretora da escola agradeceu aos professores o seu empenho na proteção dos estudantes. “Não vamos abrir as portas ao ICE e estaremos aqui para proteger as nossas crianças e garantir que têm acesso a uma educação excelente”, declarou.
A entrada do ICE em escolas passou a ser permitida na quarta-feira, quando o Departamento de Segurança Nacional pôs fim a duas diretivas que definiam escolas e locais de culto como “áreas sensíveis” e impediam as autoridades federais de fazer detenções nesses locais.
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Departamento de Justiça diminui área de aplicação de lei que protege clínicas de saúde reprodutiva e os seus pacientes
As acusações e ações civis ao abrigo do FACE Act só serão permitidas em “circunstâncias extraordinárias” ou em casos que apresentem “fatores agravantes significativos”, anunciou o chefe de gabinete do Departamento de Justiça num memorando enviado aos funcionários, a que a Associated Press teve acesso.
O FACE Act ou Freedom of Access to Clinic Entrances (Liberdade de Acesso na Entrada de Clínicas) criminaliza atos de violência, ameaças ou intimidação à porta de clínicas de saúde reprodutiva, assim como atos de vandalismo na mesmas, que dificultem o acesso dos pacientes às clínicas.
O memorando inclui ainda uma ordem para arquivar três casos relacionados com manifestantes que bloquearam o acesso em clínicas no Tennessee, na Pensilvânia e no Ohio. A ordem vai ao encontro das declarações de Trump e Vance durante a “Marcha pela Vida” hoje, em que criticaram aquilo a que chamam a “instrumentalização” das autoridades contra “pessoas religiosas”.
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Departamento de Estado suspende financiamento de programas de ajuda externa. Mas mantém apoio militar a Israel
O Departamento de Estado avançou com a aplicação da ordem executiva de Donald Trump, que põe fim aos programas de ajuda externa ao enviar uma ordem a todas as embaixadas norte-americanas que proíbe novos gastos orçamentais. Os programas que já estão em vigor só poderão manter-se com o financiamento atual, mas não devem ser alocados novos fundos, escreve a Associated Press, que teve acesso aos documentos.
A ordem aplica-se a programas de saúde, educação, desenvolvimento, formação de emprego. No entanto, tem duas exceções: os Estados Unidos continuarão a financiar programas humanitários de alimentação e a entregar ajuda militar a Israel e ao Egito.
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Os dois desejos de Trump para a Califórnia: "libertação de água" e leis de identificação de eleitores
Antes de terminar a visita às zonas afetadas pelo furacão Helene, na Carolina do Norte, Donald Trump apresentou as suas prioridades para o próximo destino, a Califórnia.
“Eu quero duas coisas: quero identificação de eleitores para o povo da Califórnia e todos eles querem isso agora mesmo (…) E quero que a água seja libertada e terão muita ajuda dos Estados Unidos”, declarou. A obrigatoriedade da apresentação de identificação para poder votar é uma exigência que Donald Trump já tinha feito.
A exigência para que a “água seja libertada” também não é nova e baseia-se numa acusação de que o governo californiano fez uma má gestão de recursos hídricos no norte do estado, que esvaziou os reservatórios de água a sul e dificultou, consequentemente, o combate aos incêndios.
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Donald Trump terá tido chamada "acesa" com primeira-ministra dinamarquesa
Oficiais europeus relataram ao Finantial Times que Donald Trump e Mette Frederiksen falaram ao telefone na semana passada durante 45 minutos, numa chamada que deixou Copenhaga “assustada” e “em modo de crise”. Isto porque o Presidente norte-americano terá assumido uma postura “agressiva” na sua proposta de compra para a Gronelândia, à qual o executivo dinamarquês já tinha respondido, dizendo que não estava à venda.
“Foi horrível”, disse uma das pessoas ouvidas pelo jornal. “Ele foi muito firme. Foi um balde de água fria. Antes, era difícil levá-lo a sério. Mas acho que é sério e potencialmente muito perigoso”, declarou outra. Um antigo oficial dinamarquês classificou a conversa como “dura” e acrescentou que Trump ameaçou a Dinamarca com tarifas específicas.
Washington não se pronunciou sobre o conteúdo da chamada. Copenhaga afirmou apenas que “não reconhece a interpretação da conversa feita por fontes anónimas”.
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JD Vance diz que "quer mais bebés nos Estados Unidos da América"
Depois da mensagem gravada de Donald Trump, JD Vance discursa presencialmente na Marcha pela Vida e diz que quer “mais bebés nos Estados Unidos da América”. “A América é um país pró-bebé, pró-família e pró-aborto. É uma benção lutar pelos que ainda não nasceram”, declara, utilizando o termo unborn.
O vice-Presidente ecoa ainda a mensagem deixada por Donald Trump, a favor dos manifestantes em clínicas de saúde reprodutiva. “Esta administração está ao vosso lado, mas mais importante, está ao lado dos mais vulneráveis”, afirma.
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Trump diz que Roe v. Wade é "inconstitucional" em mensagem na Marcha pela Vida
Na quarta-feira, assinalaram-se 52 anos da decisão do Supremo Tribunal que garantiu o direito federal ao aborto com a decisão Roe v. Wade. Hoje, milhares de pessoas reúnem-se em Washington na anual “Marcha pela Vida”, uma manifestação contra o direito ao aborto. Numa mensagem gravada previamente na Casa Branca e transmitida no evento, Donald Trump classifica essa decisão como “desastrosa e inconstitucional” e autocongratula-se por a reversão ter acontecido devido às suas ações, ao falar da importância de “entregar a decisão aos estados”.
O Presidente deixa promessas para o futuro no que toca a esta área: “vamos estender a mão às mães e promover a adoção e as famílias de acolhimento”. Ao mesmo tempo, afirma querer acabar com a “instrumentalização do Departamento de Justiça contra pessoas religiosas” e ressalva os perdões que concedeu a pessoas que “foram presas por rezar”.
As pessoas que Trump indultou foram condenadas ao abrigo de uma lei que proíbe demonstrações às portas de clínicas de saúde reprodutiva que tenham o intuito de bloquear o acesso à clínica ou intimidar os seus pacientes.
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"A Bolsa do Samaritano fez um bom trabalho" no apoio humanitário pós-furacão. "A FEMA é que não."
No mesmo evento, o chefe de Estado norte-americano renova críticas à FEMA e promete uma ordem executiva para a sua total reformulação. “A FEMA não fez um bom trabalho, deixou-vos abandonados”, afirmou.
No entendimento de Donald Trump, o apoio na região afetada foi assegurado pela Bolsa do Samaritano, que disse ter feito “um bom trabalho”. A Bolsa do Samaritano é uma ONG cristã de ajuda humanitária, fundada pelo pastor evangélico Billy Graham e liderada pelo seu filho, Franklin, a quem Trump agradeceu pessoalmente. O Presidente lembrou ainda a amizade próxima do seu pai com Billy Graham.
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Estradas, alojamento e mais engenheiros. As soluções de Trump para a Carolina do Norte
Donald Trump discursou num evento com pessoas que foram afetadas pela passagem do furacão Helene, na Carolina do Norte. “Já não estão esquecidos. Foram tratados muito mal pela administração anterior, mas agora eu estou aqui”, declarou o novo Presidente.
De forma a fazer frente às consequências que ainda se fazem sentir na região, o chefe de Estado anunciou algumas medidas. A primeira foi a mobilização de mais membros do corpo de engenheiros do Exército, que ajudam na reconstrução em cenários de catástrofe. Trump também prometeu “soluções de alojamento” para toda a gente — os desalojados têm ficado em hoteis, mas Trump prometeu soluções a longo prazo.
Anunciou ainda que vai assinar uma ordem executiva que permite a construção de estradas nas zonas afetadas, sem necessidade de licenciamento. O Presidente acrescentou que a ordem executiva terá o título :”Sem licenças, fazer o que for preciso”.
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Anthony Fauci junta-se à lista de oficiais que perderam destacamento de segurança
A administração Trump acabou com a proteção a Anthony Fauci, um dos conselheiros presidenciais em temas de saúde, avançou uma fonte anónima à imprensa norte-americana. Fauci começou a receber proteção governamental devido ao seu papel na gestão da pandemia de Covid-19, que lhe valeu ameaças de morte.
A sua proteção foi assegurada por agentes federais e depois por uma empresa privada, paga pelo governo e nunca pelo Serviço Secreto. Fauci junta-se assim a John Bolton e Mike Pompeo na lista de pessoas a que Trump retirou a proteção.
Questionado sobre esta decisão numa conferência de imprensa na Carolina do Norte, o Presidente respondeu que uma pessoa “não pode ter um destacamento de segurança para o resto da vida porque trabalhou para o governo” e que não se sente responsável caso algum destes nomes seja vítima de um ataque. “Eles ganharam muito dinheiro, podem contratar a sua própria segurança”, desvalorizou.
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Donald Trump chega à Carolina do Norte e promete ordem executiva para "se livrar da FEMA"
Donald Trump já aterrou no aeroporto regional de Asheville, na Carolina do Norte, onde vai visitar territórios afetados pelo furacão Helene, que atingiu a região em setembro do ano passado. O Presidente voltou a dizer que está a considerar “livrar-se da FEMA”, a agência federal de gestão de emergências, cuja intervenção neste desastre classifica como “um grande desapontamento”.
“Vou assinar uma ordem executiva para iniciar o processo de reforma e revisão fundamental da FEMA, ou talvez para me livrar da FEMA. Francamente, a FEMA não é boa”, declarou.
“É muito burocrática. E muito lenta”, criticou Trump. Em vez disso, voltou a dizer que a resposta a emergências deve estar a cargo dos governadores, que “podem dar respostas rapidamente” e conhecem o estado melhor que as agências federais. “Deixem o estado tomar conta dos tornados e furacões e todas as coisas que possam acontecer”, disse aos jornalistas no local.
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Líder dos Oath Keepers que organizou 6 de Janeiro impedido de regressar a Washington
O juiz federal responsável pela condenação de Stewart Rhodes, líder da milícia de extrema-direita Oath Keepers, pelo seu envolvimento na insurreição do Capitólio a 6 de janeiro de 2021 emitiu uma ordem de restrição que o impede de se deslocar a Washington, escreve o New York Times.
Rhodes foi perdoado por Donald Trump esta semana e já foi recebido por alguns congressistas republicanos no Capitólio. No entanto, o Presidente não lhe concedeu um indulto e sim uma redução de pena — que não anula o período que já cumpriu — pelo que o juiz que o condenou ainda tem autoridade sobre as condições da sua liberdade.
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Trump diz estar "muito surpreendido" com votos contra Hegseth por parte de senadoras republicanas
“Fiquei muito surpreendido que [Susan] Collins e [Lisa] Murkowksi tenham feito isso”, declarou Donald Trump esta tarde, à saída da Casa Branca, antes da sua primeira visita oficial. O Presidente referia-se ao voto das duas senadoras republicanas contra a confirmação de Pete Hegseth como secretário da Defesa.
“Ele é um bom homem. Eu não sei o que vai acontecer — nunca se sabe nestas coisas, mas o Pete é um homem muito, muito bom, espero que passe”, declarou. A votação final de Hegseth acontece esta noite, por volta das 21h em Washington (2h em Lisboa).
O nomeado de Trump foi recebido com resistência entre republicanos e democratas devido à sua falta de experiência política e às múltiplas acusações de abuso sexual e abuso de álcool.