Momentos-chave
- Primeiros reféns são libertados daqui a menos de meia-hora
- Militar israelita confirma que corpos não serão todos entregues esta segunda-feira
- Trump diz que Netanyahu era "o homem certo" para a guerra entre Israel e o Hamas
- Trump diz que reféns podem ser libertados "um pouco mais cedo"
- Donald Trump já está a caminho da Israel
- Libertação de reféns deve começar às 8h, 6h em Portugal continental
- Netanyahu confirma regresso de reféns amanhã, sem citar Trump: "Atingimos vitórias incríveis. Lutámos e ganhámos"
- Hamas insiste que sete líderes palestinianos sejam libertados em troca de reféns
- Trump planeia cumprimentar reféns israelitas após a libertação
- Hamas vai libertar reféns vivos em vários pontos amanhã de manhã
- JD Vance confirma que Hamas tem 20 reféns vivos, que serão libertados nas próximas 24 horas
- Israel afirma que libertação de reféns vai começar na madrugada de segunda-feira
- Hospitais de Gaza receberam 124 corpos nas últimas 24 horas
- "Vamos chorar e receber os nossos filhos e filhas", afirma Herzog
- Papa Leão apela à coragem nos próximos passos do acordo em Gaza
- Hamas quer libertação de prisioneiros palestinianos em troca da libertação antecipada de reféns
- Israel está pronto para a libertação imediata dos reféns, afirma Netanyahu
- Espera-se que "documento que põe fim à guerra" seja assinado amanhã
- "Processo extremamente lento" à medida que a ajuda chega a Gaza
- Autoridades israelitas confirmam que Hamas propôs a libertação antecipada dos reféns
- Também o chanceler alemão vai à cimeira da paz no Egito
- Depois da libertação dos reféns, desafio de Israel será a destruição dos túneis do Hamas em Gaza
- Hamas diz que pode libertar 20 reféns ao final do dia de hoje
- Netanyahu e Herzog vão receber Trump no aeroporto
- Camiões com ajuda humanitária já começaram a entrar em Gaza
- Fonte do Hamas afirma que o grupo está a abdicar do controlo de Gaza
- ONU no Líbano denuncia ataque israelita contra os seus soldados
- Erdogan vai participar na cimeira de paz no Egito
- Israel ordena a destruição dos túneis do Hamas em Gaza
- António Costa representa UE na “cimeira de paz”
- Camiões com ajuda humanitária começam a entrar hoje na Faixa de Gaza
Histórico de atualizações
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A cobertura do Observador deste domingo fica por aqui.
Para seguir os acontecimentos desta segunda-feira, dia em que os reféns serão libertados, pode acompanhar o nosso novo liveblog.
Reféns serão libertados em breve. Autocarros da Cruz Vermelha já estão em Gaza
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Primeiros reféns são libertados daqui a menos de meia-hora
São 5h40 em Portugal, 7h40 em Israel e na Faixa de Gaza, e daqui a cerca de 20 minutos os primeiros reféns israelitas que estiveram dois anos sequestrados pelo Hamas vão ser libertados.
Neste momento, já há autocarros da Cruz Vermelha em Deir al-Balah, no centro do Gaza, à espera para levar o primeiro grupo.
Ao mesmo tempo, na Praça dos Reféns em Telavive estão reunidas centenas de pessoas para acompanhar o momento.
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Libertação de reféns e cimeira no Egipto: o que vai acontecer esta segunda-feira
Esta segunda-feira, 13 de outubro, é um dia importante que deve consolidar o acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas. Donald Trump chegou a dizer mesmo que este é “o fim da guerra”. A expectativa é grande para a libertação dos reféns e para a cimeira que deve reunir líderes mundiais no Egipto, onde será oficializado o plano para o futuro de Gaza.
O acordo prevê que os reféns sejam entregues até às 12h locais, 10h em Lisboa, mas tanto Israel como os EUA já confirmaram que a libertação deve acontecer ainda nas primeiras horas da manhã. Pelas 8h locais, 6h em Lisboa, o primeiro grupo de reféns deve ser libertado, de acordo com o que avançou fonte das famílias dos reféns à CNN e fonte das IDF ao Times of Israel. O segundo grupo de reféns deve ser libertado às 9h, 7h em Lisboa. O Channel 12 avança que os 20 reféns vivos devem ser libertados em três pontos: um na cidade de Gaza, outro na zona central do enclave, e um terceiro em Khan Younis.
Os reféns serão entregues pelo Hamas à Cruz Vermelha, que deve ter 8 a 9 veículos nos pontos de entrega com carrinhas e ambulâncias. Então a Cruz Vermelha deve levar os reféns a militares israelitas numa base dentro da Faixa de Gaza. As IDF ficam responsáveis por levar os reféns libertados à base de Re’im, onde devem passar por uma avaliação médica e depois reencontrarem as suas famílias.
No início da manhã, pelas 9h20 locais e 7h20 em Lisboa, Donald Trump deve chegar em Telavive, onde vai falar no Parlamento israelita, encontrar-se com Netanyahu, e reunir-se com os familiares dos reféns. Trump tem a intenção de cumprimentar os reféns libertados, mas ainda não está confirmado se tal será possível. Depois dos compromissos e Israel, o Presidente norte-americano segue para o Egipto, pelas 13h locais, 11h em Lisboa.
Mais de 20 líderes mundiais devem chegar na cidade de Sharm el-Sheikh, no Egipto, até a manhã de segunda-feira para participarem na cimeira pela paz em Gaza. Keir Starmer é um dos que já está no país, e deve reunir com nomes como Emmanuel Macron, Mark Carney, António Guterres, entre outros. Também deve haver uma cerimónia de assinatura oficial do acordo de cessar-fogo pelos mediadores, os EUA, o Egipto, o Qatar e a Turquia.
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Militar israelita confirma que corpos não serão todos entregues esta segunda-feira
Um oficial militar israelita confirmou este domingo que os corpos dos reféns mortos não serão todos entregues esta segunda-feira, avança o The Guardian. “Infelizmente já era previsto que nem todos os que morreram vão regressar amanhã”, disse o militar. Anteriormente fonte das IDF já havia dito ao Times of Israel que o processo de devolução dos corpos deve demorar pelo menos dois dias. JD Vance tinha antecipado o mesmo à FOX News. “Vamos ter eventualmente a maioria dos corpos, mas não todos”, disse o vice-presidente norte-americano.
Uma equipa internacional deve começar a trabalhar para encontrar corpos de reféns que não forem devolvidos em 72 horas, disse o coordenador israelita para os reféns e desaparecidos, Gal Hirsch, citado pelo The Guardian.
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Trump diz que Netanyahu era "o homem certo" para a guerra entre Israel e o Hamas
Donald Trump afastou um possível mal estar com Benjamin Netanyahu ao falar com os jornalistas à caminho de Israel, escreve o Haaretz. O Presidente norte-americano disse que Netanyahu é “a pessoa certa” para a guerra entre Israel e o Hamas e que as poucas vezes que discordaram foram “rapidamente resolvidas”. O primeiro-ministro israelita não citou Trump no seu pronunciamento este domingo, quando falou sobre o acordo de cessar-fogo e confirmou a libertação dos reféns na próxima segunda-feira.
Além de Netanyahu, Donald Trump destacou o papel de outros líderes no acordo. “EAU, Arábia Saudita, Indonésia, Jordânia. Tivemos muita ajuda”, destacando ainda o trabalho do Presidente turco, Tayyp Eerdogan: “Ajudou muito”.
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Trump diz que reféns podem ser libertados "um pouco mais cedo"
Já dentro do avião rumo a Israel, Donald Trump falou aos jornalistas sobre o acordo entre Israel e o Hamas. “Há muitos motivos pelos quais o acordo se vai manter. As pessoas estão cansadas, isto dura há séculos”, disse o Presidente norte-americano, citado pelo Haaretz, confiando que ambas as partes vão “comportar-se”. “Todos sabem os seus lugares, será ótimo para todos”.
Trump também referiu que a libertação dos reféns poderia acontecer “ainda mais cedo. Todos os 20. Estavam em locais que não querem imaginar”, disse o Presidente, sem avançar um horário. As famílias dos reféns, entretanto, foram informadas que a libertação deve acontecer em duas fases, uma às 8h e outra às 9h (6h e 7h em Lisboa).
Sobre os planos para Gaza após a guerra, Trump assegurou que antes é preciso “cuidar” das pessoas. “É preciso retirar o que há lá. É incrivelmente perigoso… mas em alguns anos ficará muito bom”, disse, sobre o projeto para o enclave.
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Primeiro-ministro canadiano confirma presença em cimeira no Egipto
Mark Carney será um dos líderes mundiais em Sharm el-Sheikh esta segunda-feira, confirmou o seu gabinete, citado pelo The Guardian. O primeiro-ministro canadiano deve viajar nas próximas horas para o Egipto, onde vai participar na cimeira pela paz em Gaza.
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Donald Trump já está a caminho da Israel
Donald Trump saiu da Casa Branca pelas 16h locais, 21h em Portugal continental, rumo à base militar de onde deve sair o seu vôo rumo a Telavive. Antes de embarcar, o Presidente norte-americano falou com os jornalistas e afirmou ser “uma honra” fazer parte deste acordo, que considera “histórico”. “Todos estão a celebrar ao mesmo tempo. É a primeira vez que isto acontece. Geralmente quando um lado celebra, o outro não está feliz.”
Em Israel, o Presidente norte-americano vai falar no Parlamento israelita, ter uma reunião com Benjamin Netanyahu, encontrar os familiares dos reféns israelitas e eventualmente cumprimentar os próprios reféns recém libertados. Depois, Trump deve viajar para o Egipto, onde vai participar na cimeira pela paz em Gaza e assinar o documento que oficializa o cessar-fogo.
.@POTUS ahead of his trip to Israel: "This is going to be a very special time… Everybody's cheering at one time. That's never happened before… It's an honor to be involved — and we're going to have an amazing time." pic.twitter.com/lYhG94lxNM
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) October 12, 2025
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Keir Starmer já está no Egipto para cimeira sobre a paz em Gaza
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, chegou há pouco ao Egipto, onde vai participar amanhã numa cimeira sobre a paz em Gaza, avança a BBC.
Starmer deve seguir para a cidade de Sharm El-Sheikh, onde vários líderes internacionais, entre os quais Donald Trump e Emmanuel Macron devem encontrar-se. Na mesma cidade deve decorrer uma cerimónia que vai marcar a assinatura oficial do acordo de cessar-fogo que coloca um ponto final no conflito em Gaza.
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Libertação de reféns deve começar às 8h, 6h em Portugal continental
As IDF não confirmam o horário exato da libertação dos reféns israelitas pelo Hamas, mas esperam que aconteça nas primeiras horas da manhã de segunda-feira — possivelmente às 8h locais, 6h em Portugal continental, avança o Times of Israel.
Anteriormente, a imprensa israelita avançou que os 20 reféns vivos deveriam ser devolvidos em duas partes: uma delas às 8h e a outra às 9h. Entretanto, algumas informações davam conta de possíveis libertações entre as 4h e as 6h.
De acordo com o jornal israelita, as forças militares estão prontas desde sábado para receber os reféns, e devem permanecer em alerta ao longo da madrugada, no caso do Hamas decidir libertar os israelitas antes do amanhecer. Espera-se que os reféns sejam libertados em três pontos da Faixa de Gaza: na cidade de Gaza, na zona central do enclave e em Khan Younis. Os representantes do grupo palestiniano devem entregar os reféns a membros da Cruz Vermelha, que então levarão os israelitas às tropas das IDF.
Os corpos de reféns mortos, entretanto, devem demorar cerca de dois dias para serem devolvidos. As IDF também não confirmam quantos corpos serão devolvidos amanhã.
Também as famílias dos reféns terão sido avisadas sobre a libertação às 8h, avança a CNN. Os familiares receberam a informação de que haverá duas libertações — a primeira às 8h em duas localizações, e a segunda às 9h, numa terceira localização — e que devem estar na base militar de Re’im às 7h30.
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Presidente da Autoridade Palestiniana deve participar na cimeira no Egipto
O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, deve participar na cimeira sobre Gaza em Sharm el-Sheikh, no Egipto, amanhã, avança o canal do Qatar Al-Araby, citado pelo Times of Israel. Anteriormente a imprensa local havia avançado que Abbas não havia sido convidado para o encontro, que terá a participação de 20 nações, incluindo Estados Unidos da América, França e Reino Unido.
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Netanyahu confirma regresso de reféns amanhã, sem citar Trump: "Atingimos vitórias incríveis. Lutámos e ganhámos"
Num discurso este domingo, um dia antes da libertação dos reféns israelitas pelo Hamas, Benjamin Netanyahu voltou a confirmar a data para a troca: “Amanhã os nossos filhos e filhas vão regressar”, afirmou, sem citar o nome de Donald Trump.
“É um evento histórico mas uma tristeza junto da alegria”, disse, afirmando que sempre “acreditou” que o regresso dos israelitas aconteceria. “Neste dia, e no futuro próximo, temos todas as razões para colocar tudo de lado”, disse, sobre os sofrimentos da guerra.
“Atingimos vitórias incríveis”, disse Netanyahu que afirmou: “Lutámos e ganhámos”. Contudo, o primeiro-ministro israelita considera que “a campanha não terminou, há muitos desafios de segurança”, afirma. “Alguns dos nossos inimigos estão a tentar reagrupar e atacar-nos novamente”, disse, destacando que acredita na capacidade de Israel de “superar estes desafios”.
Numa mensagem direcionada às famílias dos reféns, Netanyahu disse: “Prometo que não vou ficar quieto até trazê-los para casa”, sem nunca citar o nome do Presidente norte-americano e o papel dos mediadores e dos EUA no acordo de cessar-fogo. Por fim, o primeiro-ministro israelita destacou a resiliência do povo israelita, que “acreditou na justificação do nosso caminho. Estamos a caminhar um novo caminho, de cura. Vamos continuar a fortalecer o nosso país.”
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Benjamin Netanyahu vai a memorial e acende vela pelas vítimas da guerra
O primeiro-ministro israelita esteve há pouco num memorial na Biblioteca Nacional de Israel, onde acendeu uma vela pelas vítimas da guerra. Espera-se que Benjamin Netanyahu divulgue um vídeo com um pronunciamento nos próximos minutos, um dia antes da data esperada para a libertação de reféns israelitas pelo Hamas.
Prime Minister Benjamin Netanyahu arrived a short time ago at the memorial wall in the National Library, and lit a candle to commemorate the victims and the fallen of the war. pic.twitter.com/V3Td7FP6JW
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) October 12, 2025
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"Estamos preparados para atingir qualquer inimigo que se atreva a erguer a sua cabeça", garante líder das IDF
Eyal Zamir, o chefe de Estado Maior de Israel, garantiu que as forças israelitas se mantêm em “prontidão total” depois da retirada acordada com o presidente dos EUA.
“Estamos preparados para atingir qualquer inimigo que se atreva a erguer a sua cabeça”, afirmou, num discurso transmitido na televisão. “Avançámos para defender a 7 de outubro, a partir de um falhanço que ficará gravado na memória de cada soldado e comandante israelita. Nunca vamos parar de implementar as lições daquele dia para que as Forças de Defesa de Israel estejam prontas a cumprir a sua missão e proteger os civis de qualquer ameaça”.
As IDF “vão continuar a agir de forma a criar uma realidade de segurança que garanta que a Faixa de Gaza não representa uma ameaça para o Estado de Israel e os seus civis”, prometeu, citado pelo jornal Haaretz.
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Autoridade Palestiniana disponível para colaborar nas negociações de paz
O vice-presidente da Autoridade Palestiniana, Hussein al-Sheikh, reuniu-se hoje com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e confirmou a disponibilidade para colaborar nas negociações “para consolidar o cessar-fogo”, que entrou em vigor na sexta-feira.
Na rede social X, Hussein al-Sheikh mostrou-se numa fotografia ao lado de Tony Blair, num encontro que serviu para discutir os próximos passos para o fim do conflito em Gaza, entre Israel e o movimento radical Hamas, e na véspera da cimeira, na cidade egípcia de Sharm el Sheikn, para assinar o plano de paz.
“Hoje reuni-me com Tony Blair para falar sobre o dia seguinte à guerra e sobre os esforços para que as iniciativas do presidente Trump, cujo objetivo é pôr fim à guerra e estabelecer uma paz duradoura na região, sejam um sucesso”, escreveu Hussein al-Sheikh.
O vice-presidente da Organização para a Libertação da Palestina confirmou ainda a sua disponibilidade para colaborar com os envolvidos nas negociações “para consolidar o cessar-fogo, a entrada de ajuda humanitária e a libertação de reféns e prisioneiros, e depois começar com a recuperação e a reconstrução”.
Hussein al-Sheikh sublinhou ainda a necessidade de restituição de financiamento palestiniano que está retido, para evitar que se comprometa a solução de dois Estados, de Israel e da Palestina.
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Manifestação pró-Palestina degenera em confrontos violentos em Berna
A grande manifestação pró-Palestina de sábado em Berna, na Suíça, degenerou numa noite de confrontos entre manifestantes e polícia, sem precedentes em tempos recentes, que culminaram em 500 detidos, quase 20 polícias feridos e prejuízos de milhões de euros.
Os detidos foram libertados ao fim de poucas horas, adiantou a agência Europa Press.
Segundo o balanço dos distúrbios feito hoje pelo subchefe regional da Polícia Cantonal de Berna, Michael Bettschen, 536 pessoas foram detidas, 18 agentes ficaram feridos, quatro dos quais foram hospitalizados, e 57 edifícios foram danificados, depois uma manifestação que começou com uma concentração pacífica de cerca de 5.000 pessoas frente à estação de comboio da cidade.
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Primeiro-ministro Paquistanês participa na Cimeira de Paz a convite de Trump
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, participará na segunda-feira na Cimeira de Paz de Sharm el Sheij, na qual será assinado o acordo de implementação do plano de paz de Gaza, a convite de Donald Trump.
O convite foi feito pelo presidente do Egito, Abdelfata al Sisi, e pelo presidente EUA, Donald Trump, de acordo com um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão.
“A participação do primeiro-ministro na cimeira reflete o apoio histórico, constante e inabalável do Paquistão à causa justa do povo palestiniano, ao seu direito à autodeterminação e à busca de uma paz e estabilidade duradouras na região”, afirmou fonte do ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês.
Islamabad espera que a cimeira de Sharm el Sheik “abra caminho para a retirada total de Israel (de Gaza), a proteção dos civis palestinianos, o fim do seu deslocamento, a libertação de prisioneiros, a atenção à grave situação humanitária atual, bem como a reconstrução de Gaza”.
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Deputado do partido de Netanyahu vai boicotar discurso de Trump
O deputado Amit Halevi, do partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou que irá boicotar o discurso de Donald Trump no parlamento israelita, marcado para segunda-feira, porque defende que o acordo para o retorno dos reféns e o cessar-fogo em Gaza não deve ser celebrado.
“Este acordo é o oposto da vitória na guerra, mas os que acreditam que fomos forçados a assiná-lo não devem celebrá-lo”, sustentou num comunicado. “Precisamos de dizer a verdade às pessoas, e baixar a cabeça com dor e humildade perante o falhanço militar, retirar lições e planear os nossos passos, de forma a ganhar o futuro.”
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Hamas insiste que sete líderes palestinianos sejam libertados em troca de reféns
O Hamas insiste que sete líderes palestinianos sejam libertados na troca de reféns com os prisioneiros, avançou uma fonte próxima do grupo.
“O Hamas insiste que a lista final inclua sete líderes seniores, principalmente Marwan Barghouti, Ahmad Saadat, Ibrahim Hamed e Abbas Al-Sayyed”, citou o The Guardian.
O gabinete de Benjamin Netanyahu confirmou que não vai libertar Barghouti, que cumpre várias penas de prisão perpétua após ter sido condenado em 2004 por ataques em Israel que mataram cinco pessoas.
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Ministério de Gaza anuncia amnistia para "gangues criminosos"
O Ministério do Interior e da Segurança Nacional de Gaza afirma que “alguns gangues criminosos aproveitaram-se do estado de caos durante a guerra” para “atacar propriedades de cidadãos e roubar ajuda humanitária”. Segundo a Al Jazeera, anunciou “amnistia para todos aqueles que se juntaram a essas gangues, mas não estiveram envolvidos em homicídios”.
As pessoas que se juntaram a esses grupos são “solicitadas a entregarem-se aos serviços de segurança dentro de uma semana, a partir da manhã de segunda-feira, 13 de outubro de 2025, até o final do domingo, 19 de outubro de 2025”.
“Isto permitirá que o seu estatuto legal e de segurança seja regularizado e os seus processos arquivados definitivamente”, afirmou o ministério, alertando que quem se recusar a entregar-se ou continuar a agir contra a lei enfrentará “medidas firmes”.