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  • Resultados finais: CDU com 28,5% e AfD com 20,8%. Esquerda nacionalista e liberais não elegem

    Todos os círculos eleitorais já foram contabilizados na Alemanha. Estes são os resultados finais de todos os partidos:

    Elegem deputados
    CDU+CSU (centro-direita): 28,5%
    AfD (extrema-direita): 20,8%
    SPD (centro-esquerda): 16,4%
    Os Verdes (centro-esquerda): 11,6%
    Die Linke (esquerda): 8,8%

    Não elegem
    BSW (esquerda nacionalista): 4,97%
    FDP (centro-direita): 4,3%
    Outros: 4,4%.

    Destaque para a quase entrada no Parlamento da Aliança de Sahra Wagenknecht (BSW). O novo partido, de esquerda na economia mas conservador nos valores, ficou muito perto de chegar à meta dos 5% para entrar no hemiciclo, faltando-lhe 0,03% dos votos.

    [António Raminhos, Luís Filipe Borges e Marco Horácio são três “Homens de Uma Certa Idade” a discutir a vida “de forma sincera”. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • André Ventura liga resultado das eleições a problemas com imigração e criminalidade

    “O resultado ontem na Alemanha mostra bem o que é que acontece quando os políticos querem fingir que não há problema nenhum, quando querem fingir que não há nenhuma questão com a imigração, que não há nenhum problema com a criminalidade”, salientou André Ventura.

    O presidente do Chega afirmou que “estava, honestamente, à espera” daquele resultado: “Basta não conhecer o sul da Alemanha e a zona este para não compreender o que se estava a passar. Um excesso de imigração completamente descontrolado, um aumento de criminalidade gigantesco, sobretudo nas zonas a antiga união soviética, numas zonas já se via mais burcas do que pessoas sem burcas e isto acaba por ter uma reação dos cidadãos”.

  • Mortágua prevê "tempos difíceis" com crescimento da extrema-direita

    A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, previu esta segunda-feira “tempos difíceis” para a Europa após o crescimento da extrema-direita na Alemanha nas eleições de domingo, mas considerou que o resultado da esquerda é um sinal de esperança.

    “Esta viragem à direita e o crescimento da AfD fazem-nos antecipar tempos difíceis para a Europa, tempos difíceis para a democracia europeia. Também sabemos que não é só na Alemanha que cresce a extrema-direita”, alertou Mariana Mortágua, que falava aos jornalistas na sede nacional do BE, em Lisboa.

  • Pedro Nuno Santos "muito apreensivo" com resultados das eleições na Alemanha

    Pedro Nuno Santos defendeu que “nem a direita nem a extrema-direita vão resolver as angústias dos povos” e “não há democracia que resista se o povo não sentir que o crescimento também é para eles”.

    Pedro Nuno Santos “muito apreensivo” com resultados das eleições na Alemanha

  • Conservador Merz assume vontade de formar governo com sociais-democratas na Alemanha

    “Estou determinado a manter discussões positivas, rápidas e construtivas com os sociais-democratas, para formar um governo de coligação por volta da noite de Páscoa, a 20 de abril”, reafirmou Merz.

    Conservador Merz assume vontade de formar governo com sociais-democratas na Alemanha

  • Scholz volta a assumir responsabilidade pela derrota do SPD

    Olaf Scholz voltou a assumir a responsabilidade pelos resultados eleitorais do SPD, depois de ontem já ter falado sobre “o pobre resultado”.

    “Ontem foi um dia amargo para o SPD e hoje não me sinto melhor”, disse o ainda chanceler alemão, acrescentando que “tal como assumi a responsabilidade pela vitória em 2021, assumo a responsabilidade por este resultado”, citou a Deutsche Welle.

    Scholz afirmou também ter sido uma “grande honra” liderar a Alemanha nas “circunstâncias mais desafiadoras” que o país enfrentou “desde 1945” e agradeceu aos membros do partido.

    Sobre a guerra na Ucrânia, disse estar orgulhoso de que perante uma guerra de agressão travada “a apenas duas horas de voo [de distância]”, a Alemanha não tenha abandonado o país invadido, conseguindo suportar os efeitos económicos.

  • Tal como Orbán, Musk deu apenas os parabéns a Alice Weidel

    Alice Weidel revelou que esta manhã acordou com várias chamadas dos EUA a darem-lhe os parabéns pelo segundo lugar da AfD. Num conferência de imprensa em Berlim, afirmou que um dos número era de Elon Musk, que ontem se manteve em silêncio depois de tanto ter apoiado a AfD.

    O silêncio de Musk, kiwis e o Partido de Piratas. Seis curiosidades sobre as eleições na Alemanha

    Por sua vez, o dono da Tesla veio finalmente ao X deixar os seus parabéns a Weidel, numa publicação que responde à mensagem de Viktor Orbán. Assim como o primeiro-ministro da Hungria, também Musk não mencionou a vitória de Friedrich Merz.

    “De facto, parabéns Alice Weidel! A esta taxa de crescimento, a AfD vai ser o partido maioritário nas próximas eleições”, escreveu.

  • Viktor Orbán dá os parabéns a Alice Weidel pelo segundo lugar da AfD

    Também no X, Viktor Orbán reagiu às eleições alemãs, dando os parabéns a Alice Weidel “por ter duplicado a quota de votos da AfD”, que ficou em segundo lugar com 20,8%. “O povo da Alemanha votou pela mudança em números imensos”, escreveu o primeiro-ministro da Hungria.

  • Espanha e República Checa dão os parabéns a Merz pela vitória

    O primeiro-ministro espanhol e o seu homólogo checo recorreram ao X para dar os parabéns a Friedrich Merz pela vitória nas eleições.

    “Uma Europa forte exige que trabalhemos juntos para enfrentar desafios comuns. Maior competitividade, autonomia estratégica e transição ecológica e digital”, escreveu Pedro Sánchez numa publicação.

    Por sua vez, Petr Fiala desejou “muita força e sucesso na formação do governo” e afirmou que espera “aprofundar ainda mais a cooperação checo-alemã e trabalhar juntos por uma Europa mais forte.”

  • Weidel celebra segundo lugar e lança dúvidas sobre a nova coligação

    Alice Weidel afirmou que a “Alemanha votou pela mudança” depois dos resultados da noite de ontem, que colocaram a AfD em segundo lugar com 20,8%.

    Quanto a Friedrich Merz, a líder da AfD considera que a tentativa do novo chanceler de formar uma coligação resistente não terá êxito. “Teremos novas eleições — não creio que tenhamos de esperar mais quatro anos”, afirmou, citada na BBC.

  • Israel diz que Merz prometeu convite a Netanyahu para visitar a Alemanha

    O primeiro-ministro israelita falou ontem com Friedrich Merz para felicitar a sua vitória. Durante a chamada, afirma o gabinete de Benjamin Netanyahu, o novo chanceler alemão vai convidar o líder israelita a visitar a Alemanha, apesar do mandato de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional.

    “Merz agradeceu ao primeiro-ministro pela sua conversa e disse que o convidaria para uma visita oficial à Alemanha, desafiando assim a decisão escandalosa do Tribunal Penal Internacional de definir o primeiro-ministro como um criminoso de guerra”, lê-se no comunicado, citado na BBC.

  • Kallas espera que novo governo alemão se forme "o mais rápido possível"

    A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que espera que se forme rapidamente uma nova coligação na Alemanha, numa altura em que o bloco enfrenta decisões cruciais sobre a Ucrânia e a sua própria defesa.

    “O povo alemão fez uma escolha e agora precisa de formar o governo. Espero que o façam o mais rapidamente possível, porque precisamos realmente de avançar com as decisões a nível europeu que exigem a participação alemã”, disse Kallas em Bruxelas, citada na Deutsche Welle.

  • Bloco central será possível na Alemanha. CDU e SPD não precisam dos Verdes

    Terminada a contabilização de todos os círculos eleitorais, a CDU+CSU do centro-direita elege 208 deputados, enquanto o SPD 120. Feitas as contas, os dois partidos obtêm 328 parlamentares, o suficiente para assegurar uma maioria absoluta no Parlamento alemão (315).

    Não será, então, preciso o apoio dos Verdes para que CDU e SPD consigam governar com uma maioria estável no Parlamento.

    Fica então, desta forma, a distribuição do Parlamento alemão:
    CDU+CSU: 208 deputados
    AfD: 152
    SPD: 120
    Verdes: 85
    Die Linke (Esquerda): 64
    Outros: 1

    A Aliança Sahra Wagenknecht, apesar de ter ficado muito perto de eleger, acaba por não atingir a meta dos 5%, tal como o Partido Liberal Democrático (FDP).

  • CDU vence no estado de Baden-Württemberg

    A CDU aumentou a votação em Baden-Württemberg, e venceu naquele estado do sudoeste da Alemanha, com 31,6% dos votos.

    Em segundo lugar, ficou a AfD, com 19,8% (mais 10 pontos percentuais do que em 2021).

    Em terceiro, o SPD com 14,2%, uma quebra de mais de 7 pontos relativamente às últimas legislativas.

  • CDU vence no estado de Schleswig-Holstein, no norte da Alemanha

    A CDU venceu as eleições no estado de Schleswig-Holstein, o mais a norte da Alemanha. Conseguiu 27,6% dos votos (mais 5,6% do que há quatro anos).

    Em segundo lugar, ficou o SPD, com 18,8% (menos 9% do que nas legislativas de 2021). A AfD, com 16,3%, ficou em terceiro lugar — mais do que duplicando a votação de 2021.

  • CDU vence na Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso

    A CDU venceu na Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso da Alemanha, com 30,1% dos votos (mais 4 pontos percentuais do que em 2021), roubando a liderança ao SPD.

    Os sociais democratas recolheram 20% dos votos, quando tinham tido 29% há quatro anos.

    Em terceiro lugar, ficou a AfD, com 16,8% dos votos — o dobro do resultado alcançado em 2021.

  • AfD vence por larga margem na Pomerânia Ocidental

    A Alternativa para a Alemanha venceu no estado de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental (no nordeste da Alemanha), o quarto estado em foi o partido mais votado. Recolheu 35% dos votos, mais do que duplicando a votação de 2021.

    Em segundo lugar, ficou a CDU, com 17,8% — a mesma votação de há quatro anos. Já o SPD, que tinha sido o vencedor em 2021, caiu para terceira força eleitoral, com 12,4% dos votos (perdendo mais de metade dos eleitores).

  • CDU vence na Baixa Saxónia, com SPD em queda

    A CDU, de centro-direita, venceu no estado da Baixa Saxónia, ao recolher 28,1% dos votos (uma subida de quatro pontos percentuais em relação a 2021).

    Já o SPD passou de 33% para 23% dos votos e ficou em segundo lugar. A AfD, de extrema-direita, mais do que duplicou a votação e conseguiu 17,8%.

    Já os Verdes tiveram 11,5% dos votos, uma quebra acentuada em relação aos 16% de 2021.

  • AfD vence por larga margem na Alta Saxónia. SPD passa de primeiro para terceiro

    A AfD venceu por larga margem no estado da Alta Saxónia, no centro-leste da Alemanha, recolhendo 37,1% dos votos — e quase duplicando a votação de 2021.

    A CDU ficou em segundo lugar com 19,2% dos votos, em linha com o resultado de há quatro anos.

    O SPD, que tinha sido o partido mais votado em 2021, caiu para terceiro com 11% dos votos — tendo perdido mais de metade dos eleitores. O Die Linke ficou em quarto, com 10,8%.

  • AfD ganha por larga margem na Saxónia, no leste da Alemanha

    A AfD confirmou o favoritismo no estado da Saxónia, no leste da Alemanha. O partido de extrema-direita venceu com 37,3% dos votos (quase mais 13 pontos percentuais do que em 2o21).

    A CDU ficou em segundo lugar, com 19,6% (tinha tido 17% há quatro anos).

    Em terceiro, surge o Die Linke, com 11,3%. O SPD perdeu mais de metade dos votos e ficou-se pelos 8,5%.

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