Momentos-chave
- "Pela paz da República, devem desconhecer o regime ilegítimo que tentou confiscar novamente o poder", apela González
- González: "Estou muito perto da Venezuela e pronto para um regresso seguro e num momento propício"
- Edmundo Gonzélez acusa Maduro de orquestrar um golpe de Estado
- O relato de Corina Machado sobre a sua detenção
- Edmundo González não vai regressar à Venezuela hoje, anuncia Corina Machado
- Antigo PM espanhol Felipe González diz que Maduro está próximo do destino de Assad
- Guterres pede libertação de todos os que foram presos "arbitrariamente"
- Oposição garante que Edmundo González vai tomar posse à mesma na Venezuela
- Canadá e Reino Unido aplicam sanções a membros do regime
- Antony Blinken diz que Maduro "perdeu de forma clara" as eleições e não tem legitimidade
- "Chegou Edmundo Gonzaléz? Estou nervoso", a referência jocosa ao seu opositor
- "Não aprenderam com Guaidó?". Maduro continua as críticas à comunidade internacional
- UE diz que Maduro "carece de legitimidade"
- EUA aumentam recompensa pela captura de Nicolás Maduro
- "A mim, não foi o governo dos Estados Unidos que me pôs como Presidente": o primeiro discurso do terceiro mandato de Maduro
- Nicolás Maduro proclamado Presidente da Venezuela
- Nicolás Maduro já fez o juramento de tomada de posse para novo mandato como Presidente
- Maduro já chegou à Assembleia Nacional para a sua tomada de posse
- Jornalistas não terão acesso à tomada de posse
- Evo Morales felicita Nicolás Maduro
- UE impõe novas sanções a membros do regime
- Líder cubano, Miguel Díaz-Canel, já aterrou na Venezuela
- Espanha não reconhecerá “legitimidade democrática” à tomada de posse de Maduro
- María Corina Machado apareceu na manifestação que convocou, após meses de clandestinidade, foi detida e agora está "em segurança"
- Venezuela suspende voos com a Colômbia
- UE vai apresentar nova "posição comum" sobre situação na Venezuela. Metsola diz que Maduro deve "enfrentar a Justiça"
- Maduro ordena encerramento da fronteira com a Colômbia horas antes de tomar posse. Teme "conspiração internacional para perturbar a paz"
Histórico de atualizações
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O acompanhamento do dia em que Nicolás Maduro tomou posse termina aqui.
Obrigada pela preferência. Boa noite!
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"O medo fechado numa sala" ou "a derrota do fascismo"? Nicolás Maduro tomou posse na Venezuela sob forte contestação internacional
Uma sala pequena, uma sessão antecipada e fronteiras fechadas. González não regressou à Venezuela e, cada vez mais isolado pela comunidade internacional, Maduro tomou posse sob críticas e sanções.
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"Pela paz da República, devem desconhecer o regime ilegítimo que tentou confiscar novamente o poder", apela González
“Enquanto comandante em chefe, ordeno ao alto comando militar que desobedeça a ordens ilegais que sejam dadas por quem está a confiscar o poder, e que preparem condições de segurança para o meu regresso e para assumir o cargo de Presidente da República que me confiou a soberania popular”, afirma Edmundo González.
Na sua mensagem publicada na rede social X, González foca um apelo às forças de segurança, relembrando que “fazem parto da mesma população” que o povo que o elegeu presidente e, por isso, devem respeitar a decisão da “maioria dos votos”, ordenando o “término da opressão”.
“Pela paz da República, devem desconhecer o regime ilegítimo que tentou confiscar novamente o poder”, apela Edmundo González.
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González: "Estou muito perto da Venezuela e pronto para um regresso seguro e num momento propício"
Com a decisão de fechar as fronteiras do país, González acusa Maduro de “querer fazer o mesmo que fizeram” a Maria Corina Machado, revelando “a cobardia e a falta de escrúpulos” do líder venezuelano que hoje tomou posse.
Independentemente deste bloqueio à entrada no país, Edmundo González sublinha que “façam o que fizerem”, vai regressar à Venezuela. “Estou muito perto da Venezuela e pronto para um regresso seguro e num momento propício”.
O Presidente reconhecido pelo Ocidente agradece o apoio demonstrado pela comunidade internacional, fazendo menção às sanções que hoje foram avançadas “a nível internacional”.
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Edmundo Gonzélez acusa Maduro de orquestrar um golpe de Estado
Apesar de não estar fisicamente na Venezuela para a tomada de posse, Edmundo González publicou um vídeo na rede social X, onde acusa Nicolas Maduro de se “autocoroar ditador” e de orquestrar “um golpe de Estado”.
“Maduro violentou a Constituição e a vontade soberana dos venezuelanos, expressada a 28 de julho”, começa González, dizendo que nem a população, nem qualquer governo “que se diga democrático” acredita na sua legitimidade, apenas os outros ditadores.
Adicionalmente, o candidato da oposição venezuelana admite estar a reunir as condições para regressar ao país e “assumir, como manda a Constituição, e conforme ordenou o povo, a Presidência da República”.
¡Compatriotas venezolanos!
Represento la voluntad de casi 8 millones de venezolanos dentro de la patria, y la de los millones de compatriotas a quienes se les impidió votar en el extranjero, y tengo el deber de defender ese compromiso. pic.twitter.com/697Z9ISP08
— Edmundo González (@EdmundoGU) January 10, 2025
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O relato de Corina Machado sobre a sua detenção
No mesmo vídeo, Corina Machado fala das manifestações de ontem, exaltando os “milhões” de pessoas que saíram à rua, por oposição à tomada de posse de Maduro hoje, numa sala mais pequena da Assembleia Nacional. A líder da oposição critica a “militarização nas ruas” durante os protestos, que diz mostrar o “medo” do regime.
Fez ainda um relato mais detalhado da sua detenção, depois dos protestos. Descreve que a moto em que seguia foi bloqueada pela polícia e foi-lhe pedido que se identificasse. Quando confirmou a sua identidade, foi retirada da moto e obrigada a sentar-se entre dois polícias numa outra moto, que se afastou da manifestação.
Ao fim de uma hora, os polícias disseram-lhe que tinham ordens para a libertar. A única coisa que tinha de fazer era gravar um vídeo, algo que fez — vídeo esse que circulou nas redes sociais como autêntico. Corina Machado garante que está bem, apesar de algumas dores e nódoas negras no corpo, por causa da violência com que diz ter sido tratada.
Deixou ainda uma menção ao condutor da sua mota, que foi igualmente detido e baleado numa perna quando a polícia os travou disparando sobre eles.
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Edmundo González não vai regressar à Venezuela hoje, anuncia Corina Machado
A líder da oposição, María Corina Machado, pronunciou-se pela primeira vez desde a tomada de posse de Maduro, com um vídeo publicado nas redes sociais. Corina Machado anunciou que, dados os controlos impostos pelo regime — como o encerramento do espaço aéreo e a ativação de defesas anti-aéreas –, Edmundo González não vai regressar hoje à Venezuela, tal como tinha sido anunciado.
A líder da oposição adianta que foi um pedido que lhe foi feito pelos membros da oposição que estão na Venezuela, uma vez que a sua segurança é “essencial” para cumprir o objetivo de tomar posse como Presidente democraticamente eleito.
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Antigo PM espanhol Felipe González diz que Maduro está próximo do destino de Assad
O antigo primeiro-ministro espanhol Felipe González fez duras críticas a Nicolás Maduro, que acusou de ter levado a cabo “um golpe de Estado”.
Em entrevista à agência EFE, o socialista decretou que “o regime está acabado”. “Este senhor não é apenas um tirano que fez um golpe de Estado, é na verdade o artífice de uma ‘roubulação’. Não representa ninguém e está cada vez mais perto daquilo a que aconteceu ao [ex-Presidente] da Síria”, decretou.
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Guterres pede libertação de todos os que foram presos "arbitrariamente"
O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas pronunciou-se sobre a situação na Venezuela, focando-se não na tomada de posse de Nicolás Maduro, mas sim nas detenções de “um grande número de pessoas, incluindo figuras da oposição, jornalistas e defensores dos direitos humanos” desde a realização das eleições presidenciais.
Pela voz de Stéphane Dujarric, António Guterres pediu “respeito pelos seus direitos e a libertação de todas as pessoas detidas arbitrariamente”.
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Oposição garante que Edmundo González vai tomar posse à mesma na Venezuela
O ramo colombiano da plataforma da oposição venezuelano Comando con Venezuela garante que Edmundo González mantém o plano de tomar posse como Presidente do país.
Em declarações à agência EFE, a coordenadora colombiana Mariluz Palma afirmou isso mesmo: “Edmundo tomará posse. Não podemos divulgar as estratégias, estamos à espera, mas vai tomar posse na Venezuela e sabemos que as cartas já estão sobre a mesa, só não foram ainda viradas.”
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Edmundo González ainda está na República Dominicana e continua em silêncio
O candidato presidencial da oposição e autoproclamado Presidente eleito da Venezuela, Edmundo González Urrutía, ainda não se pronunciou sobre a tomada de posse de Nicolás Maduro hoje. A última publicação nas suas redes sociais foi feita esta madrugada, em resposta a María Corina Machado.
González garantiu que ia regressar à Venezuela para tomar posse, mas a publicação da República Dominicana Telenoticias avança que o opositor ainda está num hotel em Santo Domingo. O local tem um forte dispositivo policial, incluindo uma carrinha das forças de intervenção e é proibido tirar fotografias, avança a publicação.
Já María Corina Machado, depois de ontem ter aparecido nas manifestações e ter sido detida durante cerca de uma hora, vai falar através das suas redes sociais às 14h locais (18h em Lisboa). O anúncio foi feito pela sua equipa, depois de a líder da oposição já ter dito que ia esclarecer os acontecimentos de ontem.
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Canadá e Reino Unido aplicam sanções a membros do regime
O Canadá e o Reino Unido são os mais recentes países a anunciarem novas sanções a “altos funcionários” do regime chavista na Venezuela.
O Canadá sancionou 14 figuras e o Reino Unido 15.
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Antony Blinken diz que Maduro "perdeu de forma clara" as eleições e não tem legitimidade
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, declarou que os Estados Unidos estão prontos para “apoiar um regresso à democracia na Venezuela”.
“O povo venezuelano e o mundo sabem que Nicolás Maduro perdeu claramente as eleições presidenciais de 2024 e não tem direito a reclamar para si a presidência”, escreveu o responsável da diplomacia norte-americana no X.
The Venezuelan people and world know that Nicolas Maduro clearly lost the 2024 presidential election and has no right to claim the presidency today. We stand ready to support a return to democracy in Venezuela.
— Secretary Antony Blinken (@SecBlinken) January 10, 2025
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"Chegou Edmundo Gonzaléz? Estou nervoso", a referência jocosa ao seu opositor
Para além das referências aos líderes internacionais e a Juan Guaidó, o discurso inaugural de Maduro também teve direito a uma referência, jocosa, ao seu opositor nas eleições presidenciais, Edmundo González Urrutía.
Enquanto apresentava o programa para as várias eleições na Venezuela ao longo de 2025, é interrompido por um barulho abafado. “Quem é? É Edmundo? Apanhem-no! Apanhem esse pataruco [termo pejorativo do chavismo para se referir a alguém cobarde]”, grita, perante os risos da sua audiência.
“Alguém caiu? É assim que eu estou, à espera que eles cheguem. Estou nervoso”, remata, numa referência às declarações de González, que prometeu voltar à Venezuela para tomar posse.
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"Não aprenderam com Guaidó?". Maduro continua as críticas à comunidade internacional
Na Assembleia Nacional, Maduro continua a discursar, com muitas críticas à comunidade internacional, pelas acusações de fraude eleitoral nas eleições de 28 de julho de 2024. “Converteram a eleição de um país pacífico numa eleição mundial”, atira. “Esta era a joia da coroa. Como se diz em inglês? A crown jewel do imperialismo. Os Estados unidos e a Europa estão derrotados, o fascismo está derrotado, a oligarquia está derrotada”, declara.
Mais à frente, renova as críticas, dizendo que os líderes internacionais estão “loucos”. “O imperialismo enlouqueceu. Os líderes da direita fascista do continente estavam a babar-se. não aprenderam com Guaidó?”, questiona.
“O fascismo está tão em decadência, que já nem se atrevem a dizer que têm uma Assemblei Nacional, presidida por Guaidó”, afirma depois, quando se refere às eleições de 2025 para Assembleia Nacional. “A ele esconderam-no num clube de campo de Miami, onde joga padel. Enquanto as pessoas aqui estão nas ruas, ele está a jogar padel e a desfrutar dos milhões que roubou”, continua, com críticas ao antigo presidente da Assembleia, que se autoproclamou como Presidente em 2019 e que agora vive exilado em Miami.
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UE diz que Maduro "carece de legitimidade"
A União Europeia emitiu um comunicado onde reafirma não reconhecer Nicolás Maduro como Presidente legítimo da Venezuela, após esta tomada de posse.
“As autoridades venezuelanas perderam uma oportunidade-chave para respeitar a vontade do povo”, pode ler-se no comunicado. “Portanto, Nicolás Maduro carece da legitimidade de um Presidente eleito democraticamente.”
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Peru não reconhece governo de Nicolás Maduro e exige transição pacífica do poder para González
O governo do Peru, liderado por Dina Boluarte, confirmou publicamente que não reconhece Nicolás Maduro como Presidente e exigiu que haja uma transição pacífica do poder para Edmundo González, candidato presidencial da oposição que reivindica a vitória.
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Líder da Nicarágua aparece de surpresa na tomada de posse
A mulher de Daniel Ortega tinha avançado que a Nicarágua estaria presente na tomada de posse de Nicolás Maduro através de uma representação de 16 ministros, que não incluía o Presidente, aliado de Maduro. Contudo, Daniel Ortega esteve presente mesmo na Assembleia Nacional, onde foi fotografado ao lado do recém reempossado Presidente.
????El dictador nicaragüense, Daniel Ortega, apareció de sorpresa en la fraudulenta toma de posesión de Nicolás Maduro a pesar de que su propia esposa había dicho que solo se haría presente una delegación de su país.
???? Entérate más aquí????https://t.co/30LyO2OiRz pic.twitter.com/G46JojM5SC
— Perú21 (@peru21noticias) January 10, 2025
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EUA aumentam recompensa pela captura de Nicolás Maduro
O governo dos Estados Unidos da América anunciou que aumentou o valor da recompensa prometida pelo país de 15 para 25 milhões de dólares pela captura de Nicolás Maduro.
A recompensa não está diretamente ligada a questões políticas, mas sim à investigação norte-americana que pende sobre o líder venezuelano por suspeitas de crimes de narcotráfico.
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"A mim, não foi o governo dos Estados Unidos que me pôs como Presidente": o primeiro discurso do terceiro mandato de Maduro
Depois de ser proclamado Presidente, Nicolás Maduro discursa agora na sala Elíptica da Assembleia Nacional. Os únicos chefes de Estado estrangeiros presentes na sala são o líder cubano, Miguel Díaz-Canel e o líder do Nicarágua, Daniel Ortega — cuja mulher tinha declarado que não estaria presente. Maduro ressalva ainda a presença dos representantes de Vladimir Putin e Xi Jinping, pedindo que lhes seja feita a tradução das suas palavras.
Quem também tem direito a múltiplas referências é Hugo Chavéz, o seu antecessor. “Com a faixa do Presidente Hugo Chavéz, juro levar avante todos os seus sonhos e toda a sua força”. Como habitualmente, Maduro também lembrou várias vezes que o seu mandato “lhe foi entregue pelo povo”. “Jamais vos vou falhar, jamais vos vou trair”, garantiu.
“Foi o povo-Presidente que me escolheu, que me fez o Presidente-povo”, continua, atirando críticas aos que “lá fora, tentam trair o país”. “A mim não me colocou como como Presidente o governo dos Estados Unidos, nem os governos pró imperialistas da direita latino-americana. Não foi a oligarquia dos apelidos, venho do povo e o meu poder emana da História e do povo”, elabora. Esta porção do seu discurso é recebida com aplausos de pé.
Entrada atualizada com a menção à presença de Daniel Ortega