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  • Bom dia!

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos das tensões internacionais neste novo artigo em direto que agora abrimos.

    Irão e os Estados Unidos com “divergências reduzidas”, mas não suficientes para um acordo

  • O que se passou até agora

    • Donald Trump afirmou que não haverá alívio das sanções ao Irão até que se alcance um acordo de paz. As negociações entre os Estados Unidos e o Irão continuam, com a mediação do Paquistão. Trump também declarou não ter pressa em chegar a um acordo, apesar das eleições intercalares e da tensão no Estreito de Ormuz.
    • A China e a Rússia fortaleceram as suas relações bilaterais, consideradas de um nível “sem precedentes” por Vladimir Putin. Os líderes dos dois países destacaram a importância de resistir a formas de intimidação unilateral e acordaram cooperar em diversas áreas, incluindo comércio e tecnologia. Os laços entre Moscovo e Pequim foram reforçados durante um encontro que resultou na assinatura de cerca de 20 acordos.
    • O Irão alertou que novos ataques por parte dos Estados Unidos podem expandir o conflito para além da região do Médio Oriente. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana afirmou não ter utilizado todo o seu arsenal militar e prometeu “surpresas” caso as hostilidades sejam retomadas. O Irão tem mantido canais diplomáticos abertos em busca de uma resolução pacífica com os EUA.
    • Netanyahu repreendeu Ben Gvir, ministro israelita, por um vídeo considerado abusivo contra ativistas de uma flotilha humanitária em Gaza, depois de muita pressão internacional. Houve condenações generalizadas, incluindo de Portugal, por parte de vários países e organizações, exigindo um tratamento digno para com os ativistas detidos. A situação levou à convocação de embaixadores israelitas por vários governos, incluindo o dos Países Baixos, França e Itália.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

  • Chipre condena vídeo com ativistas da flotilha

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros cipriota disse num post na rede social X que o vídeo com os ativistas da flotilha partilhado pelo ministro da Segurança Nacional de Israel é inaceitável e incompatível com “com as normas democráticas e os valores fundamentais da dignidade humana”.

    Nota ainda que, embora o Governo de Israel se tenha oposto à iniciativa, “devem ser tomadas medidas corretivas imediatamente”.

  • Departamento norte-americano do Tesouro retira Francesca Albanese da lista de sanções

    Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos Ocupados, foi retirada da lista de sanções dos Estados Unidos, avança a Reuters, que refere a ausência do nome da diplomata no site do Departamento do Tesouro.

    A retirada do nome veio após um juiz federal norte-americano ter bloqueado temporariamente as sanções contra a relatora, no dia 13 de maio, por possível violação do direito à liberdade de expressão.

  • Zelensky alerta para futuros ataques russos no norte da Ucrânia, incluindo a Kiev

    “Os russos estão a considerar cenários para ataques adicionais contra a Ucrânia — visando as nossas regiões do norte, a nossa direção Chernihiv-Kiev”, avançou Zelensky, nas suas redes sociais, com base em informações dos serviços secretos, militares e do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

    Os possíveis ataques poderão vir da região russa de Bryansk e da Bielorrússia, numa altura em que Minsk está a permitir a realização de exercícios com armas nucleares no país, na fronteira com o norte da Ucrânia.

    Zelensky garante que o país está a trabalhar na defesa da área que poderá ser alvo de ataques, mas também a “tomar medidas preventivas em relação tanto à Bielorrússia como às partes da Rússia designadas de onde estas ameaças vêm”.

    O Presidente ucraniano também pediu que o seu ministro dos Negócios Estrangeiros seja “tão ativo quanto possível” em aumentar a pressão diplomática sobre a Bielorrússia junto dos aliados de Kiev.

  • Israel ataca oito cidades no sul do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) atacaram esta quarta-feira oito cidades no sul do Líbano, adianta a Agência Nacional de Notícias libanesa.

    Os ataques de “aviões de guerra inimigos” tiveram como alvo as cidades de Tayr Debba, Yater, Srobbin, Haddatha, Kfar Dounin e Froun, enquanto Khiam foi alvo de uma “ampla operação de varredura com metralhadoras”. Já Zibqin foi alvo de bombardeamentos.

    Não há registos de feridos, nem mortos.

  • Chefe da diplomacia europeia: "Conduta de Ben Gvir é imprópria de alguém com cargo público"

    A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, juntou-se ao coro de críticas e condenações ao comportamento do ministro israelita Ben Gvir relativamente aos ativistas da flotilha de apoio a Gaza.

    “O tratamento dado aos ativistas, incluindo cidadãos da UE, foi errado e degradante”, disse, num comunicado citado pela Reuters. “A conduta de Ben Gvir é imprópria de qualquer pessoa com um cargo público em democracia”.

  • Nova autoridade para o estreito do Golfo anuncia "zona marítima controlada" em Ormuz

    A nova Autoridade para o Estreito do Golfo Persa, criada pelo Irão, anunciou na rede social X que vai existir uma “zona marítima controlada” no Estreito de Ormuz.

    A autoridade define a zona como estando compreendida entre a “linha que une Kuh-e Mobarak, no Irão, e o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, no lado este do estreito, até à linha que liga o fim da ilha Qeshm, no Irão, e Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, no lado oeste do estreito”. Esta descrição é mais facilmente percetível olhando para o mapa que acompanha a declaração:

    Segundo esta agência, a circulação nesta área vai requerer “coordenação” e “autorização” da mesma.

  • Porta-voz da Comissão Europeia pede "proteção" de Israel aos ativistas detidos

    Anouar El Anouni, porta-voz da Comissão Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, pediu através do X que o Governo israelita “assegure a proteção e tratamento digno destes ativistas, incluindo vários cidadãos da União Europeia”.

    “Cada pessoa detida deve ser tratada com segurança, dignidade e de acordo com a lei internacional”, afirmou, tendo também pedido a libertação dos ativistas.

    Numa outra publicação, apelidou o comportamento de Ben Gvir como “completamente inaceitável, tal como é também indicado pelos seus próprios colegas de Governo”.

  • Sanchéz pede que Bruxelas proíba a entrada de Ben Gvir na União Europeia

    Pedro Sanchéz condenou esta quarta-feira o comportamento de Ben Gvir junto dos ativistas da flotilha, em Israel, e anunciou que irá pedir junto das instituições europeias a proibição da entrada do ministro israelita em território da União Europeia.

    “Não vamos tolerar que ninguém maltrate os nossos cidadãos”, condenou Sanchéz, na rede social X, que lembra que Ben Gvir está proibido desde setembro de 2025 de entrar em território espanhol.

    “Agora instaremos Bruxelas que estas sanções se elevem à escala europeia de maneira urgente”, pediu o Presidente do Governo espanhol.

  • Erdoğan manifesta apoio a um acordo entre Estados Unidos e Irão

    “Observando que vê o prolongamento do cessar-fogo [no Irão] como um desenvolvimento positivo em meios aos conflitos na região, o Presidente Erdoğan expressou a sua crença de que solução razoável é possível em assuntos controversos”, lê-se num comunicado, publicado nas redes sociais da Presidência turca.

    Esta quarta-feira, Erdoğan e Trump falaram através de chamada telefónica sobre a situação no Médio Oriente, tendo Presidente turco manifestado o seu apoio a “iniciativas construtivas” para resolver o conflito com o Irão.

    A estabilização da situação política na Síria e a situação no Líbano também foram assuntos abordados na conversa. Erdoğan manifestou a continuação do apoio “sem interrupção” de Ancara a Damasco e que “qualquer deterioração da situação no Líbano deve ser prevenida”.

  • ONU pede "respeito e dignidade" aos ativistas da flotilha detidos por Israel e o seu regresso aos países de origem

    Stephane Dujarric, porta-voz do Secretário-Geral das Nações Unidas, defendeu esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que os ativistas da flotilha devem ser “tratados com respeito e dignidade” pela autoridades israelitas e que devem regressar em segurança aos seus países “imediatamente”.

  • Irão e Aliança Xi-Putin: Qual o futuro da ordem mundial?

    Orlando Samões afirma que o Irão usa táticas de guerrilha contra os EUA. Ainda acrescenta que a aliança Xi-Putin desafia o Ocidente e que a ONU carece de capacidade coerciva. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Irão e Aliança Xi-Putin: Qual o futuro da ordem mundial?

  • Espanha junta-se aos países que condenam o incidente com Ben Gvir e convoca encarregada de negócios

    “Perante o tratamento monstruoso, indigno e humilhante de um ministro de Israel aos espanhóis e ao resto dos membros da flotilha, convocámos urgentemente a encarregada de negócios de Israel”, anunciou esta quarta-feira José Manuel Albares, ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, na rede social X.

    O chefe da diplomacia pede ainda a “libertação imediata” dos tripulantes da flotilha e “desculpas por parte do Governo de Israel”.

  • Irão está a examinar proposta de paz dos Estados Unidos, afirma MNE iraniano

    “Recebemos os pontos de vista do lado norte-americano e estamos agora a examiná-los”, afirmou à televisão estatal iraniana Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, citado pela CBS.

    O porta-voz também assegurou que a presença do ministro paquistanês da Administração Interna serve para “facilitar a troca de mensagens” entre Teerão e Washington e que um dos pontos por parte do Irão inclui o descongelamento dos ativos iranianos e o fim do bloqueio norte-americano aos portos do país.

  • Irão quer estabelecer um mecanismo de regulação do Estreito de Ormuz com o Omã

    Esmaeil Baghaei, porta-voz iraniano dos Negócios Estrangeiros, afirmou esta quarta-feira na televisão estatal do país que o Irão pretende estabelecer um um mecanismo de regulação do Estreito de Ormuz com o Omã.

    O porta-voz, citado pela Reuters, afirma que o país está “preparado para desenvolver protocolos de tráfego marítimo seguro em cooperação com outros Estados costeiros”, sem fornecer mais detalhes.

  • "Não haverá alívio [das sanções ao Irão] até que se chegue a um acordo", avisa Trump

    Numa conferência de imprensa, Donald Trump afirmou que “não haverá alívio [das sanções ao Irão] até que se chegue a um acordo” de paz para o conflito com o país.

  • ​​Turquia classifica vídeo de Ben Gvir como "bárbaro" e condena tratamento de ativistas da flotilha

    “Condenamos a violência verbal e física exercida por um ministro israelita [Ben Gvir] contra os participantes da Flotilla Global Sumud, que foi intercetada ilegalmente por Israel em águas internacionais”, lê-se no comunicado do Ministério turco dos Negócios Estrangeiros.

    O Ministério apelida o ministro de ser um dos “principais atores do genocídio praticado por Israel em Gaza” e assegura que estão a ser realizadas iniciativas para libertar os ativistas detidos que seguiam na flotilha.

  • "Todos os caminhos estão abertos do nosso lado", afirma presidente iraniano

    Numa publicação feita na rede social X, Masoud Pezeshkian, presidente do Irão, afirma que o país tem “consistentemente honrado os seus compromissos e explorado todas as vias para evitar a guerra” e que “todos caminhos estão abertos” do lado de Teerão.

    “Forçar o Irão a render-se através da coerção é nada mais do que uma ilusão“, garante Pezeshkian, que afirma que o respeito mútuo em diplomacia é “mais sábio, seguro e mais sustentável do que a guerra”.

  • Comissária Europeia da Igualdade junta-se à condenação a Ben Gvir

    “Vejam este vídeo. Não são criminosos condenados. São ativistas que estão a tentar levar comida a quem tem fome”, condenou Hadja Lahbib, comissária europeia da Igualdade, numa publicação feita esta quarta-feira na rede social X.

    A comissária também defendeu o “ativismo pacífico e liberdade de reunião” como direitos fundamentais e pediu respeito pela lei internacional.

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