Momentos-chave
- O que se passou até agora?
- Hamas aceita proposta dos mediadores para cessar-fogo de 60 dias com caminho a um "acordo abrangente", ainda sem resposta israelita
- Netanyahu diz que o "Hamas está sob uma pressão imensa", sem mencionar diretamente proposta de cessar-fogo
- Israel recebeu a proposta que o Hamas aceitou, ainda sem resposta
- Proposta aceite pelo Hamas implica cessar-fogo de 60 dias, troca de prisioneiros e um caminho para um "acordo abrangente" para fim da guerra
- Oficial sénior do Hamas confirma aceitação da proposta de cessar-fogo
- Vice-presidente do Irão diz que guerra com Israel pode voltar "a qualquer momento"
- Hamas terá aceitado proposta de cessar-fogo dos mediadores
- Trump diz que reféns só regressarão a Israel "quando o Hamas for confrontado e destruído"
- Número de mortes em Gaza ultrapassa os 62 mil
- Egipto disponível para integrar força na Faixa de Gaza
- 180 pacotes de ajuda humanitária largados hoje em Gaza com operação aérea de nove países
- Egito e Autoridade Palestiniana trabalham num acordo de cessar-fogo a partir do plano de Witkoff
- Delegação do Hamas recebeu nova proposta de cessar-fogo e vai realizar consultas internas
- EUA pedem a Israel cumprimento do cessar-fogo no sul do Líbano
- Israel intensifica ofensiva em Gaza. Residentes de Sderot avisados de que vão ouvir fortes explosões durante o dia
- Israel continua a atacar Gaza após protestos contra governo de Netanyahu
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora?
- O Hamas aceitou uma proposta de cessar-fogo de 60 dias mediada pelo Qatar e pelo Egito, que inclui uma troca de prisioneiros e um avanço para um “acordo abrangente” para pôr fim à guerra. Esta proposta também teve como base o plano do enviado norte-americano Steve Witkoff, previamente acordado por Israel. No entanto, ainda não há resposta oficial de Israel sobre o cessar-fogo.
- Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, considera que o facto de o Hamas aceitar o cessar-fogo indica que o movimento palestiniano está sob grande pressão.
- Donald Trump, Presidente dos EUA, afirmou que os reféns israelitas só voltarão quando o Hamas for confrontado e destruído. Destacou ainda o papel dos EUA em negociações anteriores, além do recorde em mediar conflitos e negociações de paz na região.
- A situação em Gaza permanece crítica, com o número de mortos desde outubro de 2023 a ultrapassar os 62 mil, segundo dados das autoridades palestinianas. Tem havido protestos em massa em Israel contra a continuação da guerra, com cidadãos a exigirem um acordo de paz e criticar o Governo pela gestão do conflito.
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Bom dia! Este artigo em direto fica por aqui, mas pode acompanhar este outro liveblog onde serão atualizadas todas as novidades sobre o conflito no Médio Oriente.
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Hamas aceita proposta dos mediadores para cessar-fogo de 60 dias com caminho a um "acordo abrangente", ainda sem resposta israelita
Israel já a recebeu mas ainda não a aceitou. Proposta de cessar-fogo próxima do plano dos EUA Troca de prisioneiros, extensa ajuda humanitária e um breve recuo israelita são pontos-chave.
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Netanyahu diz que o "Hamas está sob uma pressão imensa", sem mencionar diretamente proposta de cessar-fogo
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta segunda-feira que a aceitação do Hamas da proposta dos mediadores demonstram que o movimento palestiniano “está sobre uma pressão imensa”, noticia o Times of Israel.
Netanyahu falava numa apresentação dos planos do exército israelita para tomarem a cidade de Gaza, avançando militarmente para o interior do enclave palestiniano.
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Israel recebeu a proposta que o Hamas aceitou, ainda sem resposta
Israel recebeu a proposta apresentada pelos mediadores do Qatar e do Egito e que foi aceite pelo Hamas esta segunda-feira, segundo um oficial do país que falou ao Times of Israel.
Mesmo assim, ainda não há qualquer indicação de uma resposta israelita ao plano.
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Proposta aceite pelo Hamas implica cessar-fogo de 60 dias, troca de prisioneiros e um caminho para um "acordo abrangente" para fim da guerra
O plano aceite pelo Hamas que tinha sido apresentado pelo Qatar e pelo Egito implica um cessar-fogo de 60 dias, troca de prisioneiros e um caminho para um “acordo abrangente” para por fim à guerra, contou uma fonte oficial egípcia à Reuters.
Durante o período de 60 dias, 10 reféns em Gaza serão entregues ao lado israelita, e os avanços do lado israelita seriam suspensos.
A fonte egípcia consultada pela agência sublinha que a proposta é “quase idêntica” à apresentada pelo enviado norte-americano Steve Witkoff e que Israel tinha aceitado antes.
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Oficial sénior do Hamas confirma aceitação da proposta de cessar-fogo
Basem Naim, oficial sénior do Hamas, confirmou que o grupo aceitou a proposta de cessar-fogo apresentada pelos mediadores, segundo a Reuters.
“O movimento apresentou a sua aprovação à nova proposta apresentada pelos mediadores”, escreveu nas suas redes sociais.
Ainda não há resposta de Israel à proposta, explicita a agência.
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Vice-presidente do Irão diz que guerra com Israel pode voltar "a qualquer momento"
O vice-presidente do Irão, Mohammad Reza Aref, alertou que a guerra com Israel pode voltar a qualquer momento, tendo referido que a atual trégua pode ser temporária, segundo a AFP.
“Devemos estar preparados a qualquer momento para o confronto; neste momento, nem sequer estamos num cessar-fogo, estamos numa cessação das hostilidades”, referiu.
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Hamas terá aceitado proposta de cessar-fogo dos mediadores
O Hamas terá aceitado uma proposta de cessar-fogo dos países mediadores Egipto e Qatar, avança a Al-Jazeera, citando fonte do movimento palestiniano.
A proposta aceite será a que estava a ser analisada, com base no plano do enviado norte-americano Steve Witkoff e que envolve um cessar-fogo de 60 dias e a libertação de reféns israelitas de Gaza
“Informámos os mediadores da nossa aprovação da proposta que nos foi apresentada ontem”, afirmou a fonte ao canal de televisão pan-árabe.
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Trump diz que reféns só regressarão a Israel "quando o Hamas for confrontado e destruído"
O Presidente dos EUA, Donald Trump, diz que os reféns israelitas só voltarão a Israel “quando o Hamas for confrontado e destruído”.
“Só vamos ver o regresso dos reféns restantes quando o Hamas for confrontado e destruído”, escreveu Trump numa publicação na rede Truth Social.
“Quanto mais rapidamente isto acontecer, maiores as hipóteses de sucesso. Lembrem-se, fui eu que negociei e libertei centenas de reféns para Israel (e os EUA). Fui eu que acabei seis guerras em apenas seis meses. Fui eu que obliterei as estruturas nucleares do Irão”, acrescentou.
“Joguem para ganhar ou não joguem de todo”, terminou Trump.
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Número de mortes em Gaza ultrapassa os 62 mil
O número de mortos na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023 superou os 62 mil, de acordo com dados divulgados esta segunda-feira pelas autoridades palestinianas citados pela Associated Press.
Só nas últimas 24 horas, morreram pelo menos 60 pessoas, o que fez subir o número total para pelo menos 62.004 mortos. Além disso, 156.230 ficaram feridos.
No total, 1.965 pessoas morreram nas imediações de postos de distribuição de ajuda humanitária e 263 pessoas, incluindo 112 crianças, morreram de malnutrição.
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Egipto disponível para integrar força na Faixa de Gaza
O Egipto diz estar disponível para integrar uma força internacional mobilizada para a Faixa de Gaza, desde que enquadrada numa resolução do Conselho de Segurança da ONU e num “horizonte político” para o território.
As palavras são do ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, numa conferência de imprensa esta segunda-feira ao lado do primeiro-ministro palestiniano, Mohammad Mustafa, do lado egípcio do posto fronteiriço de Rafah, que dá acesso à Faixa de Gaza.
“Estamos, obviamente, em prontidão para ajudar, para contribuir para qualquer força internacional que seja mobilizada para Gaza em alguns parâmetros específicos”, assinalou Abdelatty.
“Em primeiro lugar, ter uma resolução do Conselho de Segurança, ter um mandato claro e, obviamente, que venha dentro de um horizonte político”, disse. “Sem um horizonte político, não tem sentido mobilizar quaisquer forças para lá.”
Por seu turno, o primeiro-ministro palestiniano defendeu que, na sequência de um cessar-fogo, um comité temporário deverá gerir a Faixa de Gaza, de modo a que o poder no território regresse à Autoridade Palestiniana, liderada pelo partido Fatah (rival do Hamas).
“Não vamos criar uma nova entidade política em Gaza. Em vez disso, vamos reativar as instituições do Estado da Palestina e o seu governo em Gaza”, afirmou.
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180 pacotes de ajuda humanitária largados hoje em Gaza com operação aérea de nove países
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciaram o lançamento aéreo de 180 pacotes de ajuda humanitária sobre Gaza, numa operação que envolveu nove países.
????✈️ 9 Countries Coordinated Humanitarian Airdrop: An airdrop of 180 food aid packages for the residents of Gaza was conducted by the IDF in coordination with the UAE, Jordan, Germany, Belgium, France, Italy, the Netherlands, Singapore and Indonesia, led by @cogatonline. pic.twitter.com/mXaBnOHfYS
— Israel Defense Forces (@IDF) August 18, 2025
De acordo com a publicação na rede social X, as IDF coordenaram esforços nesta operação com Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Alemanha, Bélgica, França, Itália, Países Baixos, Singapura e Indonésia.
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Egito e Autoridade Palestiniana trabalham num acordo de cessar-fogo a partir do plano de Witkoff
O Egito e a Autoridade Palestiniana estão a trabalhar num acordo de cessar-fogo para Gaza, revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, adicionando que os esforços em curso têm por base o quadro que tinha sido anteriormente traçado pelo enviado especial dos EUA, Steve Witkoff.
De acordo com o jornal Haaretz, Abdelatty e o primeiro-ministro palestino, Mohammad Mustafa, estiveram hoje juntos no lado egípcio da passagem fronteiriça de Rafah e recusaram qualquer solução para o futuro governo de Gaza sem a inclusão da Autoridade Palestiniana.
Nesse sentido, Mohammad Mustafa reforçou que a solução passa pelo estabelecimento de um comité para governar a Faixa de Gaza subordinado à OLP e à Autoridade Palestiniana.
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Delegação do Hamas recebeu nova proposta de cessar-fogo e vai realizar consultas internas
Uma delegação do Hamas presente no Cairo, Egipto, para negociações de paz recebeu esta segunda-feira uma nova proposta para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, noticia a AFP, citando um responsável palestiniano que falou sob anonimato.
Em causa está, como na tentativa anterior, um cessar-fogo de 60 dias, associado à libertação de reféns por parte do Hamas.
“A proposta é um acordo de quadro para lançar negociações sobre um cessar-fogo permanente”, adiantou a fonte à AFP. O responsável explicou que “o Hamas vai realizar consultas internas entre a sua liderança”, mas também com os líderes de outras fações palestinianas.
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EUA pedem a Israel cumprimento do cessar-fogo no sul do Líbano
O enviado norte-americano Tom Barrack afirmou hoje que o governo libanês deu “um primeiro passo” para desarmar o Hezbollah e urgiu Israel a agir da mesma forma, no quadro da implementação do cessar-fogo.
Tom Barrack deslocou-se ao Líbano numa altura em que se receia a intensificação de ataques militares israelitas ao país.
No início do mês, o governo de Beirute ordenou ao Exército a preparação de um plano para desarmar o Hezbollah (Partido de Deus), grupo xiita armado financiado pelo Irão e inimigo de Israel.
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Israel intensifica ofensiva em Gaza. Residentes de Sderot avisados de que vão ouvir fortes explosões durante o dia
Na cidade de Sderot, uma das povoações israelitas mais próximas da Faixa de Gaza, os residentes estão a ser alertados para a possibilidade de se ouvirem fortes explosões ao longo desta segunda-feira.
Segundo o The Times of Israel, o aviso surge num momento em que o exército israelita se está a concentrar em grande quantidade no norte da Faixa de Gaza para pôr em marcha o plano para tomar por completo a Cidade de Gaza.
No domingo, Israel anunciou ter aprovado o plano para a próxima fase da ofensiva militar contra o território palestiniano, concentrado na Cidade de Gaza, considerada o último bastião do Hamas.
Por seu turno, o Hamas acusou Israel de querer levar a cabo um “crime de guerra de gramde dimensão” e uma “nova onda de genocídio” contra os palestinianos.
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Israel continua a atacar Gaza após protestos contra governo de Netanyahu
Israel continua esta segunda-feira a atacar o território da Faixa de Gaza, depois de um domingo que ficou marcado por fortes protestos, por todo o território israelita, contra o avanço da guerra.
De acordo com o Haaretz, na noite de domingo para segunda o exército israelita lançou ataques aéreos contra o bairro de Daraj, na Cidade de Gaza, perto do hospital de Al-Shifa, uma infraestrutura já parcialmente destruída por ataques anteriores.
Estima-se que 2,5 milhões de israelitas tenham participado em protestos contra o governo de Netanyahu, exigindo o fim da guerra, um cessar-fogo e um acordo para a libertação de reféns. Só no centro de Telavive reuniram-se cerca de 300 mil pessoas.
Pelo menos 30 manifestantes foram detidos por distúrbios na via pública, incluindo o corte de estradas e a queima de pneus. Vários reféns já libertados também se juntaram aos protestos — alguns deles realizados em frente à casa de alguns dos ministros israelitas.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou os manifestantes de permitirem que o Hamas continue os “horrores de 7 de outubro”.
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Bom dia.
O Observador continua esta segunda-feira a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos no conflito israelo-palestiniano e no Médio Oriente.
O liveblog de domingo fica arquivado aqui.
Manifestantes contra a guerra na Faixa de Gaza bloqueiam autoestradas em Israel