Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora?

    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mostrou-se disponível para deixar o cargo caso isso garanta a paz na Ucrânia, mas não pretende aceitar acordos que comprometam as próximas gerações do país. Zelensky também sublinhou a necessidade de garantias de segurança para o futuro da Ucrânia e da Europa, destacando os apoios já recebidos durante o conflito.
    • Os Estados Unidos estão à espera de assinar um acordo com a Ucrânia para aceder às reservas de minerais raros do território ucraniano, após negociações levadas a cabo por enviados da administração de Donald Trump. Ainda assim, Zelensky mostrou-se cauteloso quanto ao impacto que este acordo poderia ter a longo prazo na economia ucraniana, pedindo um enfoque em manter relações justas entre os países.
    • Vários líderes e figuras internacionais, incluindo António Guterres, têm apelado a uma paz que respeite a integridade territorial da Ucrânia, salientando que qualquer diagnóstico sobre o futuro do país deve incluir a sua participação direta. A Polónia acredita que a Ucrânia poderá continuar a lutar com o apoio europeu até ao final de 2025, enquanto líderes britânicos e franceses procuram evitar negociações que excluam Kiev.
    • Manifestações a favor da Ucrânia e criticando Donald Trump ocorreram tanto em Paris como em Lisboa, refletindo a preocupação pública sobre as recentes movimentações diplomáticas entre a Rússia e os Estados Unidos quanto ao conflito na Ucrânia. As manifestações sublinharam a importância de não deixar a Ucrânia à margem e evitar concessões territoriais em quaisquer negociações de paz.

  • Encerramos por aqui o acompanhamento da atualidade de domingo na guerra entre Rússia e Ucrânia.

    Pode acompanhar os mais recentes desenvolvimentos do conflito ao longo de segunda-feira neste novo artigo.

    Obrigado por seguir connosco.

  • Amnistia Internacional diz que justiça para as vítimas deve ser “prioridade global”

    A Amnistia Internacional defende que, nas negociações sobre o futuro do povo da Ucrânia, deve ser dada “prioridade à justiça para todos os crimes de direito internacional cometidos”, três anos após a invasão do país pela Rússia.

    Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, declara, em comunicado, no dia em que passam três anos da invasão da Ucrânia pela Rússia, que “o terceiro aniversário da agressão russa é uma recordação gritante do muito que o povo da Ucrânia suportou e perdeu; da devastação que a Rússia provocou contra a Ucrânia”.

    A efeméride surge num contexto em que “o Presidente dos EUA procura reescrever a história da última década e, em particular, dos últimos três anos”, nota.

    Para a responsável, “quaisquer negociações sobre o futuro do povo da Ucrânia devem dar prioridade à justiça para todos os crimes de direito internacional cometidos desde a intervenção militar da Rússia em 2014, à responsabilização de quem os praticou e à reparação das vítimas da agressão russa”.

    Neste terceiro aniversário da invasão, a organização não-governamental de defesa de direitos humanos exige “justiça, responsabilização e reparação”, bem como uma “participação significativa no processo de paz” para as vítimas deste processo.

    “Sem pôr termo imediato a estas violações em curso e sem fortes garantias de justiça, um ‘acordo de paz’ apressado apenas prolongará o seu sofrimento e assegurará a impunidade dos autores de violações hediondas dos direitos”, argumenta Agnès Callamard.

    A Amnistia Internacional diz ter documentado “violações generalizadas dos direitos humanos e do direito humanitário na Ucrânia, incluindo atos que constituem crimes de guerra e provavelmente crimes contra a humanidade”.

    A secretária-geral da organização considera ainda que “um compromisso genuíno do Presidente Trump para garantir uma paz duradoura na Ucrânia deve ser concretizado não em palavras, mas em ações”, como o “apoio a todas as vias possíveis para uma verdadeira justiça e responsabilização dos suspeitos de crimes de guerra e de todos os crimes ao abrigo do direito internacional”.

    Desde há várias semanas que Donald Trump exige o equivalente a 500 mil milhões de dólares (478 mil milhões de euros) em terras raras como compensação, na sua opinião, pelo apoio norte-americano a Kiev face à invasão russa, condições que são inaceitáveis para a Ucrânia nesta fase.

    Trump tinha prometido acabar rapidamente com a guerra na Ucrânia, desencadeada pela invasão russa há três anos, mas desde uma conversa telefónica com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em 12 de fevereiro, retomou a retórica do Kremlin sobre a responsabilidade das autoridades ucranianas no conflito e descreveu o Presidente ucraniano como um “ditador sem eleições”.

    Assinala-se hoje o terceiro aniversário do início da invasão russa, em 24 de fevereiro de 2022, que desencadeou uma guerra com um balanço de perdas humanas e materiais de dimensão ainda não inteiramente apurada.

    Segundo um relatório da ONU divulgado na segunda-feira passada, pelo menos 12.654 civis foram mortos na guerra na Ucrânia desde fevereiro de 2022, 673 deles crianças, enquanto o número de feridos chega a 29.392.

    O relatório denuncia ainda ataques “deliberados, repetidos e sistemáticos” contra infraestruturas energéticas, de saúde (790 ataques deste tipo) e educacionais (1.670).

  • Emissões de gases causadas pela guerra ultrapassam 200 milhões de toneladas

    As emissões de gases com efeito de estufa (GEE) causadas pela guerra na Ucrânia aumentaram 31% em 12 meses e em três anos ultrapassaram as 200 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), indica um estudo divulgado hoje.

    Quando se assinalam três anos da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022, o estudo agora publicado indica que o custo climático da invasão atingiu um novo patamar, com as emissões a aumentarem substancialmente nos últimos 12 meses (fevereiro de 2024 ao momento presente), atingindo quase 230 (229,7) milhões de toneladas de CO2 desde que começou a guerra.

    O valor é equivalente às emissões anuais da Áustria, Hungria, República Checa e Eslováquia juntas, ou às emissões anuais de 120 milhões de automóveis.

  • Polónia: "Ucrânia pode combater com apoio europeu até ao final do ano"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco acredita que a “Ucrânia pode continuar a combater por conta própria com o nosso apoio europeu até ao resto do ano” de 2025, de acordo com a Reuters. “Putin tem de ter isso em mente”, avisou Radoslaw Sikorski.

    O chefe da diplomacia da Polónia acrescentou que a maior garantia de segurança que a Ucrânia pode ter é a resistência do seu exército à agressão russa. Este comentário foi feito em reação às declarações de Marco Rubio que, numa altura em que a ajuda militar norte-americana deverá diminuir ou mesmo acabar, assumiu que os EUA iriam garantir a segurança da Ucrânia no pós-guerra.

  • EUA esperam assinar esta semana acordo com Ucrânia para exploração de minerais

    Steve Witkoff, o enviado especial de Donald Trump para a guerra, e o secretário do Tesouro Scott Bessent afirmaram estar à espera de assinar um acordo com a Ucrânia esta semana para que os EUA tenham acesso às reservas de minerais raros do território ucraniano.

    Witkoff disse numa entrevista que Zelensky se apercebeu que “nós fizemos tanto [pela Ucrânia]”. “Eu acho que vamos ver [o acordo] assinado esta semana”, citado pela Reuters.

    Antes, o Presidente ucraniano tinha rejeitado uma proposta da administração norte-americana que previa a apropriação de 500 mil milhões de dólares de riqueza militar ucraniana por parte dos EUA como compensação por toda a ajuda enviada desde o início da guerra. Segundo Zelensky, a ajuda norte-americana foi muito inferior a essa quantia.

    O secretário do Tesouro norte-americano também garantiu que “o acordo vai ser assinado”. Scott Bessent disse estar “esperançoso” que isso fosse concretizado na próxima semana.

  • Starmer contra negociações de paz sem a Ucrânia

    Keir Starmer disse hoje que “não pode haver discussão sobre a Ucrânia sem a Ucrânia”.

    Esta semana o primeiro-ministro britânico viaja para Washington com Emmanuel Macron para um encontro com o Presidente norte-americano. Os dois líderes europeus deverão tentar convencer Trump a não apressar um acordo de paz com Putin, que não tenha em conta a realidade europeia e ucraniana.

    “Ninguém quer que o sangue continue a ser derramado. Ninguém, especialmente os ucranianos”, disse hoje numa conferência do partido trabalhista, em Glasgow, na Escócia. Starmer excluiu um cenário em que o futuro da Ucrânia é decido por terceiros “depois de tudo o que eles sofreram, depois de tudo por que eles lutaram”.

    “A população da Ucrânia deve poder assegurar um futuro a longo prazo”, concluiu.

  • Ucranianos manifestam-se em Lisboa pela paz e com críticas a Trump

    Largas centenas de ucranianos uniram-se hoje, exibindo cartazes a pedir o fim da guerra e criticando a atual posição dos Estados Unidos, numa manifestação em Lisboa, onde se lhes juntaram alguns políticos e representantes do município.

    “Não apoiem os terroristas”, lia-se num cartaz com um desenho dos presidentes dos Estados Unidos da América (EUA) e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respetivamente, a cumprimentarem-se com um beijo.

    Outros diziam “russos, parem o Putin” ou ainda “a Ucrânia não está à venda”, uma vez mais em crítica ao Presidente dos Estados Unidos.

    Entre testemunhos de quem viveu dias de guerra, a organização fez soar o toque de uma sirene de emergência, “para as pessoas perceberem o que os ucranianos têm no dia a dia”, como explicou Pavlo Sadokha, representante da organização.

    Esta manifestação em Lisboa é uma das promovidas hoje pela Associação dos Ucranianos em Portugal para assinalar o terceiro aniversário da guerra na Ucrânia lançada pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022.

    As concentrações decorrem também no Porto, Coimbra, Faro, Águeda, Albufeira, Santarém, Viseu e Funchal sob o lema “11 anos, Ucrânia defende a Europa!” – numa referência aos acontecimentos em 2014 que resultaram na anexação da Crimeia pela Rússia e na guerra separatista no Donbass – e fazem parte de uma ação global da diáspora ucraniana.

  • Milhares em Paris exigem que Ucrânia participe nas negociações de paz

    Milhares de pessoas marcharam hoje em Paris em solidariedade com a Ucrânia, exigindo que não fique à margem das negociações de paz, numa altura em que os presidente dos Estados Unidos e da Rússia iniciaram um diálogo bilateral.

    A principal palavra de ordem ouvida foi dirigida aos presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respetivamente: “Trump, Putin, nenhuma negociação sem a Ucrânia”, ouvia-se durante a marcha.

    Muitos dos participantes na marcha agitavam dezenas de bandeiras, sobretudo ucranianas, mas também europeias e algumas francesas. Havia também cartazes com diferentes mensagens e montagens fotográficas em que Trump e Putin eram muitas vezes os protagonistas, como por exemplo numa montagem em que ambos partilhavam a mesma cama.

    Ainda hoje, o Presidente da República francês, Emmanuel Macron, vai deslocar-se a Washington, acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, para reunir com Trump na segunda-feira e para discutir a guerra na Ucrânia.

  • Guterres pede paz que respeite “integridade territorial” da Ucrânia

    O secretário-geral das Nações Unidas apelou a uma paz “justa” na Ucrânia que respeite a “integridade territorial” do país, na véspera da votação na ONU de um texto proposto pelos Estados Unidos que não menciona essa integridade.

    “Na segunda-feira, 24 de fevereiro, assinalam-se três anos desde que a Federação Russa lançou a sua invasão em grande escala da Ucrânia, em clara violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, recordou António Guterres, em comunicado.

    “Nesta trágica ocasião, reafirmo a necessidade urgente de uma paz justa, duradoura e abrangente, uma paz que respeite plenamente a soberania, a independência e a integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, de acordo com a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e as resoluções da Assembleia Geral”, disse.

    Guterres sublinhou que, oito décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial, o conflito na Ucrânia “representa uma séria ameaça não só à paz e à segurança na Europa, mas também aos princípios básicos e fundamentais das Nações Unidas”.

    O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) saudou ainda “todos os esforços” para alcançar uma paz “justa e inclusiva”.

  • Ucrânia trabalha numa alternativa ao Starlink de Elon Musk

    A Ucrânia está a trabalhar numa “alternativa” aos sistemas de telecomunicações Starlink, cruciais para o seu exército e detidas pela SpaceX, do milionário Elon Musk, declarou este domingo o ministro da Defesa ucraniano.

    “Já estamos a trabalhar nisso. Existem alternativas”, disse o ministro Roustem Oumerov, numa conferência de imprensa em Kiev. O governante acrescentou que “já existe uma solução” e prometeu revelar detalhes em breve.

    Estas declarações surgem num contexto de fortes tensões com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu aliado, Elon Musk. A Starlink, uma unidade da SpaceX, empresa espacial da qual Elon Musk é presidente executivo (CEO) e um dos principais acionistas, oferece serviços de Internet por satélite e permite que os habitantes das zonas remotas possam aceder à rede.

  • Zelensky diz estar pronto para negociar, mas sem comprometer gerações futuras da Ucrânia

    Volodymyr Zelensky reiterou este domingo a sua disponibilidade para negociar a paz na Ucrânia, mas, perante a proposta dos EUA que visa as terras raras e o acesso a minerais, o Presidente ucraniano também não quer hipotecar o futuro do país.

    “Um acordo tem de ser assinado de forma a que os parceiros continuem amigos. (…) Não posso assinar aquilo que 10 gerações futuras da Ucrânia terão de pagar. Tem de ser justo”, defendeu, numa conferência de imprensa, em Kiev, que assinala os três anos desde o início da invasão russa, que se cumprem na segunda-feira.

    Sublinhando a importância das “garantias de segurança” para o país e como essas garantias serão extensíveis ao futuro da Europa, Zelensky explicou que a Ucrânia precisa de reforçar as suas forças armadas e detalhou os números dos apoios já recebidos desde o arranque do conflito.

    “Somos gratos pelo apoio. Já recebemos no total 320 milhões: 120 mil milhões da Ucrânia, 100 mil milhões da Europa e outros parceiros, como o Japão, e 100 mil milhões de apoio dos EUA”, realçou, concluindo: “Precisamos de garantir a soberania da Ucrânia. Estamos preparados para negociar e podemos falar das questões dos recursos naturais. Estamos prontos para negociar pelo fim desta guerra”.

  • Ucrânia terá 350 mil milhões de dólares em recursos naturais sob território ocupado pela Rússia

    A Ucrânia estima ter 350 mil milhões de dólares (cerca de 335 mil milhões de euros) em recursos naturais “críticos”, incluindo titânio, em território ocupado pela Rússia, revelou este domingo a vice-primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko.

    “Temos informações de que, infelizmente, materiais críticos no valor de cerca de 350 mil milhões de dólares estão em território temporariamente ocupado”, indicou a responsável, num momento em que os EUA pressionam Kiev para aceitar uma cedência sobre os minerais do país como forma de compensação pelo apoio na guerra e como fim para o conflito com a Rússia.

    Yulia Sviridenko alertou que Moscovo utilizará recursos como o alumínio para reforçar a sua aviação e citou o alumínio, o urânio, o lítio e as terras raras entre os recursos críticos da Ucrânia. A responsável, que é também ministra da Economia, sublinhou a importância de a Ucrânia melhorar a sua capacidade de processamento desses recursos e disse que é necessário realizar uma nova avaliação geológica do seu subsolo para poder oferecer estimativas atualizadas do valor dos recursos naturais dos quais Trump quer beneficiar.

    Desde há várias semanas que Donald Trump exige o equivalente a 500 mil milhões de dólares (478 mil milhões de euros) em terras raras como compensação, na sua opinião, pelo apoio norte-americano a Kiev face à invasão russa, condições que são inaceitáveis para a Ucrânia nesta fase.

    A Ucrânia continua a trabalhar para fechar o acordo proposto a Kiev por Washington para que os EUA possam ter acesso à exploração dos recursos naturais ucranianos como pagamento pela assistência oferecida desde o início da invasão russa, explicou hoje o chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andrí Yermak, na mesma conferência.

    “Ninguém rejeitou nada”, disse Yermak, em Kiev. O chefe do gabinete presidencial ucraniano acrescentou que o processo de trabalho para finalizar os detalhes do acordo continua de forma “normal” e insistiu que o documento final deve refletir tanto “o interesse nacional da Ucrânia” como os interesses dos seus parceiros.

  • Zelensky admite estar preparado para deixar a presidência da Ucrânia se houver paz

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou este domingo estar disponível para deixar a presidência, mas apenas se tiver garantias de paz para o seu país. Numa conferência de imprensa que antecipa o terceiro aniversário da guerra com a Rússia, Zelensky abordou a questão da marcação de eleições, algo que ainda não ocorreu e que levou Donald Trump a chamá-lo de “ditador” na última semana.

    “Eleições? Se, realmente, para a paz da Ucrânia é preciso que eu deixe o meu posto, estou preparado para isso. Desde que haja paz”, esclareceu.

    Sobre a efeméride desta segunda-feira, o líder ucraniano realçou que estarão presentes em Kiev comissários europeus, membros do Parlamento e líderes de diversos estados-membros, colocando o foco da discussão nas garantias de segurança.

    “Vamos também discutir sobre as tecnologias da Ucrânia. A questão da tecnologia eletrónica, drones, etc, é muito importante de desenvolver. Vamos falar também da estratégia para as próximas semanas e de garantias de segurança para a Ucrânia e a Europa”, frisou, deixando claro que também já convidou o Presidente dos Estados Unidos a visitar o país: “Convido sempre o Presidente Trump, quero muito que ele visite a Ucrânia. Queria muito falar com o Presidente Trump aqui”.

  • Keir Starmer: "Não pode haver uma discussão sobre a Ucrânia sem a Ucrânia"

    O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, reiterou hoje o compromisso com a Ucrânia e sublinhou que não pode debater-se o fim da guerra sem a presença do país do leste da Europa na mesa de negociações. “Ninguém quer que continue o derramamento de sangue, muito menos os ucranianos”, afirmou, durante uma intervenção perante o congresso do Partido Trabalhista da Escócia.

    “Depois de tudo o que sofreram, de tudo pelo que lutaram, não pode haver uma discussão sobre a Ucrânia sem a Ucrânia e o povo ucraniano deve poder ter um futuro seguro e a longo prazo”, acrescentou.

    Starmer conversou no sábado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quem transmitiu que na reunião com Donald Trump, prevista para esta semana, defenderá a necessidade de respeitar a soberania da Ucrânia em qualquer negociação com a Rússia. O líder trabalhista recordou-lhe o “compromisso férreo” do Reino Unido de forma a garantir “uma paz justa e duradoura, que ponha fim à guerra ilegal da Rússia”, indicou Downing Street, em comunicado.

    Ambos os dirigentes acordaram continuar a trabalhar, com outros aliados, para alcançar essa paz, quando na segunda-feira se cumprem três anos do início do conflito atual, com a invasão russa a 24 de fevereiro de 2022.

  • Putin promete "melhorar as capacidades de combate do exército e da marinha"

    “Continuaremos a melhorar as capacidades de combate do exército e da marinha, a sua prontidão de combate como componente essencial da segurança da Rússia e garantia da sua soberania presente e futura” afirmou este domingo o Presidente da Rússia.

    Numa mensagem publicada em vídeo pelo Kremlin no Dia dos Defensores da Pátria, Vladimir Putin sublinhou a sua determinação “inalterada” no reforço das forças armadas, com “modelos novos e modernos” de armas e equipamento, segundo o jornal Moscow Times.

    O Presidente russo acrescentou ainda que os soldados estão a defender “interesses nacionais” no território ocupado na Ucrânia, quando se cumprem na segunda-feira três anos desde o início da invasão. “Hoje, com o risco das suas vidas e com coragem, estão a defender resolutamente a sua pátria, os interesses nacionais e o futuro da Rússia”, finalizou.

  • Zelensky critica "terror aéreo" lançado pela Rússia sobre a Ucrânia

    Volodymyr Zelensky enalteceu a resistência ucraniana na véspera do terceiro aniversário da invasão russa. Numa mensagem publicada na rede social X, o Presidente da Ucrânia realçou o maior ataque russo com drones desde 24 de fevereiro de 2022, ao lançar 267 drones na última noite sobre o território ucraniano.

    “Todos os dias, o nosso povo opõe-se ao terror aéreo. Na véspera do terceiro aniversário da guerra em grande escala, a Rússia lançou 267 drones de ataque contra a Ucrânia — o maior ataque desde que os drones iranianos começaram a atingir cidades e aldeias ucranianas. No total, foram lançados esta semana cerca de 1150 drones de ataque, mais de 1400 bombas aéreas guiadas e 35 mísseis de vários tipos”, disse.

    Com agradecimentos aos militares e às equipas de socorro, Zelensky salientou ainda a necessidade de não parar os esforços de guerra da população. “A guerra continua. Todas as pessoas capazes de ajudar na defesa aérea devem trabalhar para aumentar a proteção da vida humana”, continuou.

  • Putin diz que Deus e o destino quiseram que defendesse a Rússia

    Vladimir Putin afirmou este domingo que Deus e o destino lhe confiaram a si e ao exército a “missão” de “defender a Rússia”, numa cerimónia de condecoração militar na véspera do terceiro aniversário da invasão à Ucrânia.

    “O destino quis assim, Deus quis assim, se assim posso dizer. Uma missão tão difícil quanto honrosa — defender a Rússia — foi colocada sobre os nossos ombros e os vossos em conjunto”, disse o Presidente russo, citado pela agência France-Presse (AFP), dirigindo-se aos militares que combateram na Ucrânia, numa cerimónia organizada no Kremlin para assinalar o Dia dos Defensores da Pátria.

    Este domingo o Kremlin veio garantir que “nunca venderá” os territórios ucranianos que ocupa na Ucrânia, cerca de 20%, numa altura em que Moscovo e Washington mantêm conversações bilaterais para pôr fim ao conflito.

    “A coisa mais importante para nós é que as pessoas (nesses territórios) decidiram há muito tempo juntar-se à Rússia. E nunca ninguém vai vender estes territórios”, adiantou também o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, à televisão estatal, dando a entender que Moscovo não tem qualquer intenção de fazer concessões sobre as conquistas militares.

  • Zelensky apela à união entre EUA e Europa para uma "paz duradoura" na Ucrânia

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou este domingo à união entre os Estados Unidos e a Europa para alcançar uma “paz duradoura”, na véspera do terceiro aniversário da invasão russa e na sequência da posição pró-Moscovo de Donald Trump.

    “Temos de fazer o nosso melhor para alcançar uma paz duradoura e justa para a Ucrânia. Isto é possível com a unidade de todos os parceiros: precisamos da força de toda a Europa, da força da América, da força de todos aqueles que querem uma paz duradoura”, disse Zelensky no Telegram.

    No sábado, Donald Trump disse estar a tentar “recuperar o dinheiro” da ajuda dos EUA à Ucrânia desde o início da invasão russa, no contexto de discussões entre Washington e Kiev sobre um acordo relativo aos recursos minerais ucranianos. Desde uma conversa telefónica com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em 12 de fevereiro, Trump retomou a retórica do Kremlin sobre a responsabilidade das autoridades ucranianas no conflito e descreveu o Presidente ucraniano como um “ditador sem eleições”.

    A aproximação entre Washington e Moscovo levou a maioria das capitais europeias a temer que a Rússia se torne ainda mais poderosa no continente.

  • Rússia lança 267 drones sobre a Ucrânia na última noite

    A Rússia lançou um “recorde” de 267 drones sobre a Ucrânia durante a última noite, o que, segundo a força aérea ucraniana, constitui um recorde desde o início da invasão russa no dia 24 de fevereiro de 2022.

    Yuriy Ignat, porta-voz da Força Aérea ucraniana, adiantou numa publicação no Facebook, citada pelo jornal Moscow Times, que 138 foram intercetados pelas defesas antiaéreas ucranianas, enquanto 119 foram “perdidos” sem causar danos. Sem informações sobre os restantes 10, uma declaração das forças armadas no Telegram revelou que várias regiões, incluindo a capital Kiev, tinham sido “atingidas”.

    Por outro lado, 20 drones ucranianos lançados contra a Rússia foram “destruídos” durante a noite, informou o Ministério da Defesa russo num relatório divulgado este domingo.

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