Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os mais recentes desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente nesta nova página, que agora abrimos.

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    Exército israelita ordena expansão da ofensiva em Gaza e criação de mais centros de distribuição de ajuda humanitária

  • Arábia Saudita acusa Israel de "extremismo" ao bloquear visita de delegação árabe à Cisjordânia

    Numa nota citada pela Reuters, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Farhan Al-Saud, classificou a recusa de Israel em autorizar a entrada de uma delegação de ministros árabes na Cisjordânia ocupada como um exemplo de “extremismo e rejeição da paz”.

    “A recusa por parte de Israel da visita da comissão à Cisjordânia encarna e confirma o seu extremismo e a sua recusa de quaisquer tentativas sérias de (uma) via pacífica (…) Reforça a nossa vontade de duplicar os nossos esforços diplomáticos no seio da comunidade internacional para fazer face a esta arrogância”, lê-se no comunicado.

    Em causa está o facto de, este sábado, o governo israelita ter declarado a não autorização de uma reunião prevista para hoje de ministros da Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos com membros da Autoridade Palestiniana.

    No entender de Israel, tal encontro consistiria numa “reunião provocatória” para discutir a promoção da criação de um Estado palestiniano.

  • Israel confirma ter morto outro membro do Hezbollah no Líbano

    Segundo o Times of Israel, as IDF mataram um elemento do Hezbollah num ataque com recurso a um drone no sul do Líbano. A operação deu-se em Ayta ash-Shab e visou um membro da unidade de rockets do grupo militante islâmico.

  • O que se sabe sobre o conflito israelo-palestiniano

    • O Ministro da Defesa israelita ordenou aos militares que avancem em Gaza e atinjam todos os objetivos militares, independentemente de negociações com o Hamas. Esta decisão reflete uma postura firme de Israel em continuar as suas operações na região, mesmo face a tentativas de mediação para um cessar-fogo.
    • O grupo Hamas declarou estar pronto para iniciar imediatamente uma nova ronda de negociações indiretas para um cessar-fogo em Gaza. Apesar das dificuldades nas tentativas anteriores, mediadores do Qatar e do Egito comprometeram-se a intensificar os seus esforços para alcançar uma trégua na região.
    • As Forças de Defesa de Israel (IDF) negaram responsabilidade por um ataque a um centro de distribuição alimentar em Rafah, alegadamente levado a cabo por forças israelitas e que resultou em 30 mortos. O exército israelita afirmou que as suas forças não dispararam contra civis e que os relatos são falsos, enquanto um oficial em anonimato mencionou tiros de aviso disparados na área.
    • O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, classificou os novos centros de distribuição de ajuda para Gaza, idealizados pelos EUA e Israel, como “armadilhas mortais” para os civis palestinianos. Afirmou que estas iniciativas são humilhantes e falham em assegurar a distribuição segura e em grande escala da ajuda humanitária, sublinhando a necessidade de a ONU ter acesso seguro para fornecer auxílio.

  • Hamas diz estar pronto para iniciar "imediatamente" um novo ciclo de negociações para cessar-fogo em Gaza

    O grupo militante palestiniano afirmou este domingo estar pronto para realizar “imediatamente” uma nova ronda de negociações para um cessar-fogo em Gaza.

    Tal apelo surge depois das mais recentes rondas de conversas terem aparentemente chegado a um beco sem saída.

    “O movimento afirma estar pronto para iniciar imediatamente uma ronda de negociações indiretas para chegar a um acordo sobre os pontos de discórdia”, declarou o Hamas num comunicado, citado pelo Times of Israel.

    O comunicado não explicita se esta abertura indica que o Hamas voltou atrás com algumas das exigências que fez em resposta à proposta-quadro apresentada por Steve Witkoff, enviado dos EUA para o Médio Oriente.

    Segundo o Haaretz, os mediadores do Qatar e do Egito afirmaram estar tarde que vão intensificar os seus esforços para uma trégua na Faixa de Gaza.

  • Lula volta a acusar Israel de “genocídio” em ofensiva contra a Palestina

    O Presidente do Brasil, Lula da Silva, voltou hoje a classificar de “genocídio” a ofensiva militar de Israel contra a Palestina, numa declaração durante um evento político do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

    “É uma guerra que nem o povo judeu quer, é um genocídio, é uma vingança e é um Governo contrário à criação de um Estado palestiniano” que usa como desculpa o “massacre” cometido pelo grupo Hamas em outubro de 2023, declarou Luiz Inácio Lula da Silva, citado pela agência EFE.

    Após essas palavras, o cehfe de Estado leu diante dos militantes do PSB uma nota oficial divulgada hoje pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que repudia a decisão de Israel de autorizar 22 novos colonatos na Cisjordânia ocupada.

    Segundo a nota, a área onde foram autorizados esses novos colonatos “é parte integrante do Estado da Palestina”, e por isso, o anúncio de Israel “constitui uma flagrante violação do direito internacional”.

    Lula da Slva acrescentou que esta decisão “está em contradição direta com o parecer consultivo do Tribunal Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, que considerou ilegal a presença continuada de Israel em território palestiniano ocupado”.

    De acordo com o comunicado, “o Brasil repudia as recorrentes medidas unilaterais tomadas pelo Governo israelita, que, ao impor situação equivalente à anexação dos territórios palestinianos ocupados, comprometem a implementação da solução de dois Estados”.

    O Ministério das Relações Exteriores também reafirma o “compromisso histórico” do Brasil com a solução de dois Estados.

  • Forças de Defesa de Israel rejeitam responsabilidade no ataque ao centro de distribuição alimentar

    Numa publicação feita nas redes sociais, as IDF classificam como “relatos falsos” as acusações de que o ataque que causou 30 mortos junto a um centro de distribuição perto de Rafah teve origem israelita, classificando as como “alegações graves contra as IDF relativamente a disparos contra residentes de Gaza na zona do local de distribuição de ajuda humanitária”.

    Segundo o exército israelita, as “conclusões de um inquérito inicial indicam que as IDF não dispararam contra civis quando estes se encontravam perto ou dentro do local de distribuição da ajuda humanitária”.

    Além disso, as IDF dizem estar a cooperar com instâncias norte-americanas e com organizações internacionais de ajuda, “a fim de permitir a distribuição da ajuda aos habitantes de Gaza e não ao Hamas”.

    Um oficial militar israelita em anonimato admitiu, porém, ao Times of Israel, que as forças israelitas abriram fogo, mas foram tiros de aviso a cerca de um quilómetro do local de distribuição de ajuda, e foi durante a noite, horas antes da abertura das instalações para a entrega de pacotes de ajuda aos palestinianos.

    “Durante a atividade, foram disparados tiros de aviso contra alguns suspeitos que se aproximaram das forças”, diz o funcionário, acrescentando que “não há qualquer ligação entre o incidente em questão e as falsas alegações contra as IDF”.

  • Greta Thunberg e outros ativistas viajam para Gaza em navio humanitário

    A ativista climática Greta Thunberg e outros 11 ativistas partem hoje para a Faixa de Gaza a bordo de um navio humanitário que visa “romper o cerco israelita” ao território palestiniano devastado, disseram os organizadores da iniciativa.

    O veleiro “Madleen”, operado pelo grupo Coligação Flotilha da Liberdade (ativistas pró-palestinianos que tentam fazer chegar ajuda a Gaza por mar), vai partir do porto siciliano de Catânia, no sul de Itália.

    Numa conferência de imprensa antes da partida, os ativistas disseram que o objetivo é levar ajuda para o enclave palestiniano em ruínas, depois de quase um ano e meio de guerra, e aumentar a “consciencialização internacional” sobre a crise humanitária em curso.

    “Estamos a fazer isto porque, independentemente das probabilidades (de sucesso), temos de continuar a tentar”, disse Thunberg emocionada, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press.

    “Porque o momento em que deixamos de tentar é quando perdemos a nossa humanidade. E por mais perigosa que seja esta missão, não é nem de perto nem de longe tão perigosa como o silêncio do mundo inteiro perante o genocídio transmitido em direto”, acrescentou.

  • UNRWA afirma que os novos centros de ajuda para Gaza são uma “armadilha mortal”

    O comissário-geral da agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA), Philippe Lazzarini, disse que os novos centros de distribuição de ajuda para Gaza não passam de uma “armadilha mortal” para os cidadãos do enclave.

    Estes centros de distribuição foram concebidos pelos EUA e por Israel.

    O Ministério da Saúde de Gaza e as organizações médicas palestinianas denunciaram que um ataque israelita perto de um destes centros, a poucos quilómetros de Rafah, no sul do enclave, fez mais de 30 mortos e 200 feridos.

    A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), responsável pela distribuição, negou o sucedido e afirma que se trata de uma distorção inventada pelo Hamas.

    Lazzarini, numa declaração publicada esta tarde na sua conta na rede social X, denunciou um “sistema humilhante” que funciona à margem do direito internacional e que “obrigou milhares de pessoas famintas e desesperadas a caminhar dezenas de quilómetros até uma zona praticamente pulverizada devido aos intensos bombardeamentos do exército israelita”.

    “A entrega e distribuição de ajuda deve ser efectuada em grande escala e de forma segura. Em Gaza, isso só pode ser feito através da ONU”, acrescentou.

    O comissário voltou ainda a instar Israel a levantar o cerco e a permitir à ONU “um acesso seguro e desimpedido para que a ajuda chegue e seja distribuída em segurança”.

    Tal como fez no início da semana, Lazzarini insistiu que a ajuda fornecida pela ONU desde o início do conflito nunca passou pelas mãos do Hamas, contrariamente às afirmações de Israel e dos EUA.

    “Com as narrativas concorrentes e as campanhas de desinformação em pleno andamento, os meios de comunicação internacionais devem ser autorizados a entrar em Gaza para relatar de forma independente as atrocidades em curso”, disse Lazzarini.

  • Israel interceta míssil lançado pelos houthis do Iémen

    A defesa aérea israelita intercetou este domingo um míssil lançado contra o país pelos rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, escreve o Times of Israel.

    As sirenes de alerta soaram no centro de Israel, na área de Jerusalém e em vários zonas da Cisjordânia ocupada.

    Desde 18 de março, quando as Forças de Defesa de Israel retomaram a ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza, os houthis no Iémen lançaram 43 mísseis balísticos e pelo menos 10 drones contra Israel.

  • Ministro da defesa israelita ordenou aos militares que atinjam objetivos em Gaza

    O ministro da Defesa israelita disse este domingo que ordenou aos militares israelitas que atinjam todos os objetivos na Faixa de Gaza, independentemente das negociações em curso com o Hamas.

    Israel Katz disse, citado pelo Haaretz, que instruiu as IDF “a avançar em Gaza em direção a todos os objetivos [militares], independentemente de quaisquer negociações”.

    De acordo com Katz, a ordem insta as IDF a usar todos os meios, “pelo ar, terra e mar, para proteger os soldados”.

  • Hamas quer um cessar-fogo com “um mínimo de dignidade humana” para palestinianos

    O gabinete político do Hamas reiterou hoje que as emendas do grupo à proposta dos EUA para um cessar-fogo em Gaza não procuram “condições políticas, mas um mínimo de dignidade humana”, após 19 meses de bombardeios israelitas.

    “Exigimos alterações aos parágrafos que não garantem o fim da matança, não abrem caminho à ajuda e ao regresso sustentável dos locais deslocados e não impõem obrigações claras à ocupação para que se retire e cesse fogo”, referiu o Alto Funcionário do gabinete político do Hamas, Mahmoud Mardawi, num comunicado, citado pela agência espanhola Efe.

    Mardawi recordou que estas exigências são “completamente idênticas ao que foi acordado palavra por palavra” com Steve Witkoff, enviado especial do Governo dos Estados Unidos ao Médio Oriente, nas últimas semanas de negociações.

    As declarações de Mardawi surgem depois de, no sábado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter considerado “inaceitável” a reação do Hamas ao último projeto de cessar-fogo dos EUA, com o qual Israel tinha concordado.

  • Com bonecos como bebés, cidadãos evocam no Porto morte de crianças palestinianas

    Mais de uma centena de pessoas, algumas segurando bonecos envoltos em panos brancos, reuniram-se hoje junto a Serralves, no Porto, para evocar o sofrimento e a morte de crianças palestinianas.

    No Dia Mundial da Criança, cada um destes bonecos quis lembrar as crianças mortas na Palestina, estimando-se que 16 mil crianças morreram vítimas de bombardeamentos, fome, sede e doenças que podiam ser tratadas, na sequência da incursão israelita.

    Durante a manhã, junto à Fundação de Serralves, na porta de entrada para o Serralves em Festa, homens, mulheres e crianças, clamaram justiça, lembrando também os pais que veem os seus filhos morrerem-lhe nos braços.

    “O mais insuportável é que isto se tornou ‘normal’. É um escândalo humanitário, mas já não indigna como devia. Tornou-se ruído de fundo. A nossa capacidade de nos comovermos parece anestesiada. Como se isto não tivesse responsáveis”, afirmou Catarina Milhazes.

    Catarina Milhazes criticou o que considera ser o silêncio das instituições europeias e do Governo português, referindo-se não só às ações militares de Israel mas também aos “colonos israelitas”, que disse, têm “levado a cabo a continuação da limpeza étnica”.

  • Dois israelitas acusados de transferirem material explosivo para a Autoridade Palestiniana

    Dois cidadãos israelitas foram acusados este domingo de transferirem centenas de toneladas de materiais usados para fabricar explosivos para os territórios da Autoridade Palestiniana, noticia o Haaretz.

    Um dos acusados é proprietário de uma empresa que fornece fertilizantes e produtos químicos agrícolas.

    De acordo com a acusação, os dois transferiram milhares de sacos de materiais de uso duplo para a Autoridade Palestina. Estes materiais — como nitrato de potássio, nitrato de cálcio e enxofre — não podem ser transferidos sem uma autorização especial.

    Os dois homens estão a ser acusados de venderem materiais com fins terroristas. Estão, neste momento, detidos.

  • Forças israelitas destroem túnel com 700 metros em Khan Younis

    A 7ª Brigada Blindada e a unidade de engenharia de combate de elite das forças armadas israelitas destruíram um túnel com 700 metros de comprimento na área de Khan Younis, no sul de Gaza, escreve o Times of Israel, citando informação das IDF.

    O túnel estava localizado a cerca de 30 metros de profundidade no subsolo. O IDF publica um vídeo mostrando a demolição do túnel. Os militares israelitas adiantam também que mataram três elementos do Hamas que preparavam a implementação de explosivos no terreno. Foram ainda destruídas dezenas de infraestruturas usadas pelo grupo terrorista Hamas.

  • Ataque a centro de distribuição em Rafah faz mais de 30 mortos

    Um ataque israelita a um centro de distribuição de ajuda em Rafah, no sul de Gaza, fez pelo menos 31 mortos esta manhã, escreve o Times of Israel, que cita informação do Ministério da Saúde do enclave. Há ainda registo de mais de 170 feridos.

    “As forças de ocupação israelitas cometeram um novo massacre contra civis esfomeados que se tinham reunido em pontos designados para a distribuição da chamada ‘ajuda humanitária’”, declarou o governo de Gaza num comunicado.

    Segundo a Associated Press, testemunhas no local disseram que as forças israelitas dispararam contra a multidão a cerca de 1000 metros de um local de ajuda gerido por uma organização apoiada por Israel. Terão sido os tanques israelitas a abrir fogo contra “todos os civis” que se tinham aproximado de um ponto de distribuição no bairro de Tel al Sultan, em Rafah.

    As Forças de Defesa de Israel afirmaram, numa breve declaração, que “não têm conhecimento de ferimentos causados por fogo (militar israelita) no local de distribuição de ajuda humanitária”.

    Há ainda registo de um outro ataque a um ponto de distribuição de ajuda, na zona de Netzarim, no centro da Faixa de Gaza. O hospital Al Wada, em Nuseirat, registou a morte de um cidadão de Gaza e 18 feridos, incluindo três crianças, na sequência deste outro incidente.

    “Está provado pelo sangue, por testemunhas oculares, por relatórios de campo e até por avaliações internacionais que o projeto de ‘distribuição de ajuda humanitária através de zonas tampão’ é uma iniciativa falhada e perigosa”, acrescentou o governo do Hamas.

    O número de mortos nos pontos de distribuição geridos pela Fundação Humanitária de Gaza, apoiada pelos Estados Unidos e por Israel, subiu para 39 e o número de feridos para mais de 220 em menos de uma semana, segundo as autoridades palestinianas.

  • Bom dia.

    Vamos seguir neste liveblog os acontecimentos mais relevantes do conflito na Faixa de Gaza. Pode recordar o que se passou este sábado neste outro artigo em direto, que agora arquivamos.

    Witkoff e Israel dizem que termos do Hamas para acordo de cessar-fogo são “inaceitáveis”

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