Histórico de atualizações
  • O que está a acontecer no conflito israelo-palestiniano

    • Hamas aceitou a proposta de cessar-fogo do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, mas com a condição de um cessar-fogo permanente. Israel vê essas condições como uma “rejeição efetiva” do acordo. A proposta inclui uma pausa de 60 dias nos combates, durante a qual o Hamas se compromete a libertar 10 reféns vivos e entregar 18 corpos em troca da libertação de prisioneiros palestinianos por Israel. A resposta do Hamas, embora considerada positiva, é vista com reservas devido às exigências adicionais colocadas pelo grupo.
    • Israel reafirmou a sua aceitação do acordo proposto por Witkoff, mas criticou o Hamas por procurar alterar os termos do mesmo, insistindo que essas tentativas de mudança são inaceitáveis e fazem retroceder o processo. Enquanto isso, o ministro das Finanças de Israel, Gideon Sa’ar, sublinhou a responsabilidade do Hamas pelo contínuo conflito e instou a França e o Reino Unido a pressionarem o grupo em vez de imporem sanções a Israel.
    • A situação humanitária em Gaza permanece crítica, com relatos de que mais de 100 camiões do Programa Alimentar Mundial da ONU foram saqueados na área de Khan Younis. Este incidente reflete o desespero crescente na região, exacerbado pelo bloqueio e pelos ataques aéreos de Israel que duram há meses. Além disso, milhares de palestinianos bloquearam e descarregaram camiões com alimentos, destacando a urgência da entrada de mais ajuda humanitária.
    • As tensões entre Israel e o Hezbollah no Líbano continuam a intensificar-se, com Israel reivindicando a morte de um comandante do grupo libanês num ataque com drones. Este ataque ocorre na sequência de incidentes anteriores na região e ilustra as crescentes hostilidades transfronteiriças, apesar das críticas de Beirute e do grupo xiita, que são também condenadas pela ONU.

  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar os acontecimentos em torno do conflito na Faixa de Gaza neste outro artigo em direto.

    Ataque israelita a centro de distribuição de ajuda em Gaza faz pelo menos 30 mortos

  • Ministro das finanças israelita diz que se Reino Unido e França querem pôr fim ao conflito, deviam antes pressionar o Hamas

    Continuando a guerra de palavras com os dois países europeus depois das ameaças de sanções sobre Israel, o ministro das finanças do país, Gideon Sa’ar, recorreu à rede social X para deixar outro recado.

    “O Hamas iniciou esta guerra com o massacre de 7 de outubro e é responsável pela sua continuação ao recusar-se a libertar os nossos reféns e a desarmar-se”, escreveu o governante, dirigindo-se de seguida aos dois países.

    “Se a França e o Reino Unido querem chegar a um cessar-fogo, devem pressionar o Hamas, que continua a dizer ‘não’, em vez de atacar Israel, que diz ‘sim’”, atirou.

  • Hamas diz que não rejeitou proposta e acusa Wiktoff de “total parcialidade” em relação a Israel.

    Depois de tanto Steve Wiktoff como o gabinete do primeiro-ministro israelita considerarem inaceitáveis as condições impostas pelo Hamas para o acordo de cessar-fogo e devolução de reféns, um alto-funcionário dos radicais islâmicos reiterou à Reuters que tal não significa que tenha rejeitado o acordo.

    Ao invés, Basem Naim disse à agência que a resposta de Israel à proposta de Witkoff é que é incompatível com o que o grupo concordou, acrescentando que a posição do enviado dos EUA em relação ao grupo é “injusta” e mostra “total parcialidade” em relação a Israel.

  • Gabinete de Netanyahu diz que Israel aceitou proposta de Witkoff, criticando a "recusa" do Hamas

    Em comunicado citado pelo Times of Israel, o gabinete do primeiro-ministro de Israel lamenta que “embora Israel tenha concordado com a proposta-quadro atualizada de Witkoff para a libertação dos nossos reféns, o Hamas continua a manter a sua recusa”.

    A leitura israelita dos acontecimentos prende-se com as exigências do Hamas, que Telavive considera equivalerem ao mesmo que uma recusa do acordo. Tal como Wiktoff, o comunicado considera tais tentativas de alterar a proposta como algo “inaceitável e faz retroceder o processo”.

    “Israel prosseguirá os seus esforços para trazer os nossos reféns para casa e para derrotar o Hamas”, conclui o comunicado.

  • Israel emite novo aviso de evacuação para Rafah e Khan Younis devido a ofensiva terrestre

    As IDF voltaram a fazer um aviso de evacuação geral para toda a área de Rafah e Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, dada o início de uma ofensiva terrestre em curso.

    Segundo o Times of Israel, as forças militares israelitas fizeram este aviso surge de terem sido lançados vários rockets contra o sul de Israel a partir da zona de Khan Younis.A última ordem de evacuação abrange grande parte das mesmas áreas anteriormente ordenadas em março e no início deste mês.

  • Witkoff considera exigências do Hamas "inaceitáveis" e que só fazem o processo "recuar"

    Citado pelo Haartez, o enviado dos EUA, Steve Witkoff, criticou a reação do Hamas à proposta que apresentou, dizendo que esta é “totalmente inaceitável e só nos faz recuar”.

    “O Hamas deve aceitar a proposta-quadro que apresentámos como base para as conversas que podemos iniciar imediatamente na próxima semana”, sugeriu.

    “É a única forma de fecharmos um acordo de cessar-fogo de 60 dias nos próximos dias, em que metade dos reféns vivos e metade dos reféns mortos regressarão às suas famílias, e em que poderemos ter, nessas conversas, negociações substantivas de boa-fé para tentar chegar a um cessar-fogo permanente”, apontou ainda.

  • Irão recebeu elementos de proposta norte-americana sobre o nuclear

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, disse hoje que recebeu “elementos” de uma proposta dos Estados Unidos quanto ao programa nuclear, no mesmo dia em que Teerão criticou um relatório sobre o tema.

    O ministro iraniano indicou hoje na rede social X que o seu homólogo de Omã, Badr al-Boussaidi, “veio hoje a Teerão para apresentar elementos de uma proposta norte-americana à qual [o Irão] responderá de forma apropriada”, segundo a agência France-Presse (AFP).

    A comunicação do ministro iraniano surge no mesmo dia em que Teerão condenou um relatório elaborado pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que classificou de “político”.

    No entendimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, o documento “foi redigido com fins políticos” e “não apresenta uma avaliação completa e precisa dos fatores que impactam a situação atual”.

    Num comunicado emitido hoje, Teerão acusa a AIEA, agência nuclear da ONU, de “se sustentar em fontes de informação pouco fiáveis e erróneas fornecidas pelo regime israelita”.

  • "Eliminámos o líder do Hamas, outra vez". Forças de Defesa de Israel confirmam ter matado Mohammed Sinwar a 13 de maio

    Depois do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter anunciado a morte de Mohammed Sinwar no início da semana, as Forças de Defesa de Israel confirmam este sábado a morte do líder do Hamas num ataque da sua autoria a 13 de maio.

    Segundo a Reuters, Mohammad Sinwar foi alvo de um ataque israelita a um hospital no sul de Gaza no início deste mês. O líder do Hamas era o irmão mais novo de Yahya Sinwar, também ele falecido líder do grupo militante palestiniano e cérebro do ataque de outubro de 2023 contra Israel.

    Entretanto, a conta das IDF anunciou a sua morte com sarcasmo na rede social X: “Eliminámos o líder do Hamas, outra vez. Acontece que ele também é um Sinwar”, lê-se.

  • Hamas faz saber que, mesmo tendo aceitado acordo, quer "algumas alterações"

    Não obstante ter aceitado o acordo proposto por Steve Witkoff em representação dos EUA, um alto funcionário do Hamas afirmou sob anonimato à Associated Press que o grupo radical está a tentar fazer alterações à proposta.

    “Há algumas notas e alterações a alguns pontos, especialmente no que diz respeito às garantias dos EUA, ao momento da libertação dos reféns, à entrega de ajuda e à retirada das forças israelitas”, afirmou, não acrescentando em concreto em que termos isso está a ser discutido nem a resposta do lado norte-americano.

  • Hamas aceita plano de Witkoff com ressalva de que quer "cessar-fogo permanente". Israel considera termos como uma "rejeição efetiva"

    Após saber-se que o Hamas tinha respondido positivamente ao plano do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, o grupo radical islâmico divulgou uma nota onde especifica um conjunto de objetivos que almeja atingir com este acordo.

    “Esta proposta tem como objetivo alcançar um cessar-fogo permanente, uma retirada total da Faixa de Gaza e garantir o fluxo de ajuda ao nosso povo e às nossas famílias na Faixa de Gaza”, lê-se no comunicado, citado pela Reuters.

    Recorde-se que a proposta, mediada por Witkoff, envolve uma pausa de 60 dias nos combates, com a contrapartida de que o Hamas irá devolver 10 reféns vivos e 18 corpos em troca da libertação de prisioneiros palestinianos por parte de Israel.

    Além disso, está subjacente um redobrar de esforços para atingir-se a paz a longo prazo, bem como garantias de Israel de que não retomará a sua ofensiva depois de o Hamas libertar os reféns, o que aconteceu em março.

    No entanto, como recorda o The Guardian, o fim do conflito nestes termos — em que o Hamas continua a garantir o controlo político da Faixa de Gaza — têm sido uma linha vermelha para Israel, pelo que um oficial do governo israelita já fez saber ao Times of Israel que Jerusalém está a considerar essa resposta do Hamas como uma “rejeição efetiva” do acordo.

  • Hamas confirma que respondeu a proposta de cessar-fogo e vai libertar reféns

    O Hamas confirmou, em comunicado citado pela Sky News, que já entregou a sua resposta à proposta de cessar-fogo que foi apresentada pelos EUA. Ainda não é totalmente claro qual foi a resposta mas o Hamas diz que, nos termos do acordo, vai libertar 10 reféns vivos e entregar mais 18 corpos de reféns que morreram.

    Anteriormente, o canal egípcio Al-Rad referiu que o Hamas respondeu à proposta do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, para um acordo de cessar-fogo com reféns, exigindo que o regresso dos reféns seja dividido em cinco etapas, em vez de duas na primeira semana.

  • Novas informações. Milhares de palestinianos bloqueiam e descarregam dezenas de camiões da ONU com alimentos

    Surgiram novas informações relativas ao incidente que esta manhã foi retratado como um saque de alimentos em Gaza. O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas diz que milhares de palestinianos bloquearam e descarregaram dezenas de camiões com alimentos.

    Segundo a mesma fonte, o incidente ocorreu numa altura em que o desespero aumenta na sequência do bloqueio e dos ataques aéreos de Israel, que duram há meses, enquanto as conversações para um cessar-fogo avançam a passos largos, mas ainda sem resultados.

    O PAM afirmou que 77 camiões que transportavam ajuda, sobretudo farinha, foram parados por pessoas esfomeadas que se apoderaram dos alimentos antes de os camiões chegarem ao seu destino.

    “Precisamos de inundar as comunidades com alimentos nos próximos dias para acalmar as ansiedades e reconstruir a confiança com as comunidades de que mais alimentos estão a chegar”, segundo um comunicado do PAM.

    Uma testemunha na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, disse à AP que a coluna da ONU foi obrigada a parar numa barricada improvisada e descarregada por milhares de civis desesperados.

  • Memorial do Holocausto vandalizado com tinta verde em Paris

    O memorial do Holocausto em Paris foi vandalizado com tinta verde, tal como duas sinagogas e um restaurante no centro da cidade.

    “Estou profundamente indignado com estes atos hediondos contra a comunidade judaica”, disse o ministro da administração interna francês, Bruno Retailleau, na rede social X. As autoridades não detiveram, até ao momento, qualquer suspeito.

    Na semana passada, o mesmo ministro tinha apelado a medidas de segurança “visíveis e dissuasoras” em locais ligados ao judaísmo, receando-se possíveis atos antissemitas.

  • Embaixador palestiniano na ONU emociona-se a falar das mortes de crianças em Gaza

    “Dezenas de crianças estão a morrer de fome”, lamentou Riyad Mansour, referindo “as imagens de mães abraçando os seus corpos imóveis, acariciando os seus cabelos, falando com elas, pedindo desculpa”.

    Embaixador palestiniano na ONU emociona-se a falar das mortes de crianças em Gaza

  • Israel diz ter atingido dezenas de alvos em Gaza. Hamas fala em 60 mortos civis

    As forças armadas de Israel dizem ter atingido dezenas de alvos na Faixa de Gaza nas últimas horas, incluindo infraestruturas usadas pelo Hamas para preparar ataques contra Israel. Já o Hamas, por seu lado, acusa Israel de ter matado 60 pessoas e feridos outras dezenas com os seus bombardeamentos.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) dizem que um ataque de drones na sexta-feira no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, matou um importante agente do Hamas envolvido no fabrico de armas.

    Noutro momento, na sexta-feira, os soldados da Brigada de Paraquedistas avistaram uma célula de quatro agentes armados e eliminaram-nos, segundo os militares. Os paraquedistas também localizaram e destruíram vários engenhos explosivos que tinham sido plantados na sua área de operações, acrescentam as IDF.

  • Israel mata duas pessoas em Gaza que iam à procura de alimentos

    O exército israelita matou hoje duas pessoas em Rafah, no sul de Gaza, que se dirigiam para um dos pontos de distribuição de ajuda apoiados pelos Estados Unidos e por Israel, anunciaram as autoridades locais.

    Além das duas vítimas mortais, dezenas de pessoas ficaram feridas, disseram fonte do Ministério da Saúde de Gaza à agência de notícias espanhola EFE.

    Israel não reagiu ainda às acusações das autoridades do território palestiniano governado pelo Hamas desde 2007.

    Pelo menos 52 pessoas foram mortas em ataques na Faixa de Gaza na sexta-feira, de acordo com fontes médicas, após ataques israelitas a casas tanto em Jabalia (norte) como em Khan Yunis (sul).

  • Resposta do Hamas a plano de Witkoff é "globalmente positiva"

    O Hamas já entregou a sua resposta à proposta de cessar-fogo e libertação de reféns do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, a mediadores. E a resposta é descrita como “globalmente positiva” por fontes do grupo que falaram com o portal noticioso Al-Shar, sediado em Londres.

    O Hamas concorda, globalmente, com o plano mas quer que a libertação dos reféns ocorra em etapas adicionais, em vez dos dias um e sete da primeira semana do cessar-fogo de 60 dias.

    As mesmas fontes afirmam que todas as fações palestinianas de todo o Médio Oriente participaram nas deliberações sobre a resposta para formar uma posição palestiniana unificada.

    Libertação de reféns, 60 dias para trégua permanente e Trump a anunciar acordo. A proposta de Witkoff para cessar-fogo em Gaza

  • Hamas vai responder ainda hoje ao plano de Steve Witkoff para Gaza

    O Hamas vai responder ainda neste sábado à proposta de cessar-fogo e libertação de reféns feita pelo enviado norte-americano, Steve Witkoff.

    A confirmação foi dada por um alto funcionário do grupo que fez o ataque de 7 de Outubro, citado por uma agência noticiosa ligada ao Hamas.

    De acordo com uma cópia da mais recente proposta de Witkoff, cuja autenticidade foi confirmada pelo The Times of Israel, o Hamas libertaria 10 reféns israelitas vivos mantidos em Gaza e devolveria os corpos de 18 reféns mortos durante um cessar-fogo de 60 dias.

    Em troca, Israel libertaria 125 palestinianos condenados por terrorismo que cumprem penas perpétuas, 1.111 residentes de Gaza detidos desde o início da guerra, a 7 de Outubro de 2023, e 180 corpos de palestinianos atualmente na posse de Israel.

  • Irão concorda com EUA e considera armas nucleares como inaceitáveis

    O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, admitiu hoje que as armas nucleares são inaceitáveis, numa aparente resposta a exigências norte-americanas sobre o fim do programa de enriquecimento de urânio pelo Irão.

    “Se o problema são as armas nucleares, então sim, também consideramos que este tipo de armas é inaceitável”, declarou Araghchi num discurso transmitido pela televisão iraniana, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

    O Irão e os Estados Unidos estão envolvidos em conversações sobre o programa nuclear iraniano, com Washington a exigir que a República Islâmica renuncie a todo o enriquecimento de urânio.

    Teerão recusa categoricamente tal exigência e argumenta que tem o direito de adquirir capacidades nucleares civis.

    “Estamos de acordo com eles nesta questão”, acrescentou Araghchi, referindo-se à posição norte-americana sobre armas nucleares, que os Estados Unidos possuem.

    Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, e Israel, inimigo declarado do Irão e considerado pelos especialistas como a única potência nuclear do Médio Oriente, suspeitam que Teerão pretende adquirir armas nucleares.

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