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  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui, mas pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia nesta nova página que agora abrimos.

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    Zelensky avisa que a Rússia está a preparar “novas operações” de ataque na sua ofensiva contra a Ucrânia

  • O que aconteceu até agora:

    • Donald Trump manifestou desagrado com as ações de Vladimir Putin no contexto da guerra na Ucrânia, declarando que conhecia Putin há muito tempo mas não compreende o motivo dos ataques aéreos contra cidades e a morte de civis. Afirmou estar a considerar a imposição de sanções à Rússia, embora anteriormente tenha mostrado hesitação em seguir os passos dos aliados europeus nesse sentido.
    • Duas noites consecutivas de ataques em massa russos desencadearam reações a nível internacional, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha a apelar para uma resposta unificada da União Europeia ao declarar que Putin não busca a paz mas prolongar a guerra, sugerindo sanções adicionais. A alta-representante da União Europeia e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia reforçaram a necessidade de aumentar a pressão sobre a Rússia para cessar a agressão militar.
    • Após ataques russos com drones e mísseis sobre a Ucrânia, que resultaram na morte de pelo menos 12 pessoas, a administração de Kiev e as forças ucranianas relataram esforços significativos para neutralizar a ameaça, conseguindo abater múltiplos drones e mísseis. Os ataques foram descritos como dos maiores realizados na capital desde o início da invasão, causando vítimas e destruição em larga escala.
    • Num movimento coordenado de esforços militares, os Países Baixos finalizaram a entrega de 24 caças F-16 à Ucrânia, integrando uma iniciativa internacional para reforçar as capacidades defensivas do país face à agressão russa. Este apoio é parte de uma estratégia mais abrangente de apoio à Ucrânia por parte de aliados ocidentais.

  • Donald Trump diz que "não sabe o que raio aconteceu a Putin" para estar a "matar pessoas"

    O Presidente dos Estados Unidos criticou hoje a postura que o seu homólogo russo está a assumir sobre a guerra na Ucrânia e as negociações para pôr fim ao conflito, ao dizer que “não está feliz” com Vladimir Putin.

    “Não faço ideia o que raio aconteceu a Putin. Conheço-o há muito tempo. Sempre me dei bem com ele. Mas ele está a mandar rockets contra cidades e a matar pessoas e eu não gosto disso”, declarou Donald Trump, momentos antes de embarcar no avião presidencial em Nova Jérsia. “Não gosto do que Putin está a fazer, nem um bocadinho. Ele está a matar pessoas. Alguma coisa aconteceu a este tipo e eu não gosto disso”, continuou, citado pela Sky News.

    Neste contexto, o líder norte-americano volta a dizer que está a considerar impôr sanções sobre a Rússia — apesar de já ter admitido que o faria antes, Trump não acompanhou os aliados europeus nesse passo.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão apela a sanções adicionais contra a Rússia

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha apelou hoje a uma resposta conjunta da União Europeia (UE) contra a Rússia, na sequência das duas noites consecutivas de ataques em massa. “Putin não está interessado na paz, ele quer continuar a guerra e não podemos permitir isso”, declarou Johann Wadephul, em entrevista ao canal ARD.

    Wadephul sugeriu que essa resposta deve ser dada sob a forma de “sanções adicionais”. A UE aprovou recentemente um novo pacote de sanções contra a Rússia, que não foi acompanhado pelos Estados Unidos.

  • Enviado de Trump à Ucrânia condena "matança indiscriminada" em ataques a Kiev

    Depois das reações dos líderes europeus às duas noites consecutivas de ataques em massa da Rússia contra a Ucrânia, o enviado do Presidente norte-americano a Kiev também condenou as ações russas. “Isto é Kiev”, escreveu nas suas redes sociais, na legenda de uma fotografia em que é possível ver três incêndios e uma espessa nuvem de fumo. “A matança indiscriminada de mulheres e crianças à noite nas suas casas é uma clara violação dos Protocolos da Paz de Genebra de 1977, desenhados para proteger inocentes”, continua Keith Kellogg.

    “Estes ataques são vergonhosos. Parem a matança. Cessar-fogo agora”, rematou o enviado do Presidente Donald Trump.

  • Ucrânia impõe novas sanções sobre empresas e indivíduos relacionados com Moscovo

    O Presidente ucraniano oficializou hoje a decisão do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia que impõe novas sanções sobre indivíduos e empresas acusados de colaborarem ou financiarem os esforços de guerra de Moscovo. Entre os visados estão o filho do presidente de uma empresa ucraniana que fabrica motores para aeronáutica, suspeito de desvio de fundos, e um antigo deputado ucraniano, relata a agência noticiosa Ukrinform.

    Volodymyr Zelensky dividiu os alvos deste novo pacote de sanções em três grupos. “O primeiro alvo são indivíduos russos envolvidos no financiamento de atividades terroristas russas, manipulações financeiras e esquemas de evasão a sanções que servem os interesses da Rússia”, escreveu o líder ucraniano nas suas redes sociais. O segundo grupo são “propagandistas cujas mentiras alimentam os ataques da Rússia contra a Ucrânia”, enquanto o terceiro são “os membros das máfias russas”, que Kiev acusa de terem contribuído ou de continuarem a fortalecer o “regime de Putin”.

    Na mesma mensagem, o chefe de Estado ucraniano informou que um novo pacote de sanções já está a ser preparado e será anunciado em breve.

  • Forças Armadas ucranianas capturaram 971 soldados russos em Kursk

    O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou hoje que foram capturados 971 soldados inimigos na região russa de Kursk, de onde as tropas de Kiev se retiraram depois de terem tomado o controlo de centenas de metros quadrados.

    “Entre 6 de agosto de 2024 e 25 de maio de 2025, os nossos defensores capturaram 971 militares das Forças Armadas russas”, afirma o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia na sua conta na rede social Facebook, referindo que os militares ucranianos ainda estão ativos na região de Kursk.

    “Um inimigo numericamente superior só pode ser derrotado com soluções não convencionais. A campanha de Kursk foi precisamente um movimento assimétrico e inesperado, um sucesso reconhecido pelo mundo”, afirma a alta autoridade militar na sua mensagem, reagindo assim à conclusão definitiva, hoje, à troca de mil prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia.

  • Estónia pede que seja feita uma pressão “insuportável” sobre a Rússia

    Também a Estónia reagiu ao ataque levado a cabo pela Rússia durante a noite passada e que levou à morte de pelo menos 12 pessoas.

    “Mais uma noite da Rússia a demonstrar o seu objetivo de varrer a Ucrânia do mapa com drones e mísseis”, escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Margus Tsahkna.

    “Putin continua a fazê-lo até que a pressão se torne insuportável. Está nas nossas mãos fazê-lo parar”, lê-se ainda na publicação feita na rede social X.

  • Países Baixos concluem envio de 24 caças para a Ucrânia amanhã

    Esta segunda-feira os Países Baixos vão concluir o envio de 24 caças F-16 para a Ucrânia, afirmou o responsável pela pasta da Defesa dos Países Baixos, citados pelo Pravda Ukrainsk.

    “O último lote de F-16 será oficialmente entregue à Ucrânia na segunda-feira”, disse o ministro Ruben Brekelmans. “Isto significa que os 24 caças prometidos estarão em breve na posse da Ucrânia.”

  • "Precisamos da mais forte pressão internacional sobre a Rússia", diz Kaja Kallas

    A alta-representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, reagiu ao ataque “massivo” russo à Ucrânia na última noite e pediu mais “pressão internacional”.

    “Os ataques da noite passada mostram mais uma vez a Rússia empenhada em mais sofrimento e na aniquilação da Ucrânia. É devastador ver crianças entre as vítimas inocentes feridas e mortas”, escreveu na rede social X.

    E rematou: “Precisamos da mais forte pressão internacional sobre a Rússia para parar esta guerra.”

  • Terceira troca de prisioneiros de guerra concluída: 303 ucranianos e russos voltam a casa

    Kiev e Moscovo voltam a trocar prisioneiros de guerra, concluíndo assim este domingo uma troca de três dias que tinha sido acordada na Turquia.

    Hoje foram trocados 303 prisioneiros de cada lado. “303 defensores ucranianos em casa. A terceira parte da troca de 1000 por 1000, que foi acordada na Turquia, foi concluída”, anunciou Zelensky nas suas redes sociais.

    “Os soldados do nosso exército, da Guarda Nacional, do Serviço Nacional de Fronteiras e do Serviço Nacional de Transportes Especiais estão a regressar”, acrescentou, assegurando que a Ucrânia vai “trazer de volta todos os prisioneiros ucranianos que têm estado em cativeiro russo”.

  • "O silêncio da América e de outros em todo o mundo só encoraja Putin", diz Zelensky

    “Hoje, as equipas de salvamento têm estado a trabalhar em mais de 30 cidades e aldeias ucranianas na sequência do ataque da Rússia”, escreveu Volodymyr Zelensky na rede social X em reação ao ataque massivo russo da noite passada.

    Para o presidente do país, o que ocorreu na madrugada “tratou-se de um ataque deliberado contra cidades comuns”.

    “Cada um destes ataques terroristas russos é razão suficiente para novas sanções contra a Rússia. A Rússia está a arrastar esta guerra e continua a matar”, escreveu. E focou-se depois na posição dos EUA: “O silêncio da América, o silêncio de outros em todo o mundo só encoraja Putin.“

    “Sem uma pressão verdadeiramente forte sobre os dirigentes russos, esta brutalidade não pode ser travada. As sanções ajudarão certamente. A determinação importa agora – a determinação dos Estados Unidos, dos países europeus e de todos aqueles que, em todo o mundo, procuram a paz”, rematou.

  • Ataque russo feriu 11 pessoas em Kiev

    Kiev foi alvo esta manhã de um ataque combinado de mísseis e mais de uma dezena de ‘drones’ (aeronaves não tripuladas) russos, que feriu pelo menos 11 pessoas, informou a administração militar da capital ucraniana.

    As autoridades disseram que a Rússia atacou a Ucrânia com 14 mísseis balísticos e 250 ‘drones’ Shahed, de fabrico iraniano, enquanto as forças ucranianas abateram seis mísseis e neutralizaram 245 ‘drones’ — 128 ‘drones’ foram abatidos e 117 foram frustrados com recurso a meios eletrónicos.

    A Administração Militar da Cidade de Kiev disse que foi um dos maiores ataques combinados de mísseis e ‘drones’ na capital.

    Numa publicação na rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, classificou-a como uma “evidência clara de que o aumento da pressão de sanções sobre Moscovo é necessário para acelerar o processo de paz”.

    A embaixadora da União Europeia em Kiev descreveu o ataque como horrível. “Se alguém ainda duvida que a Rússia quer que a guerra continue — leia as notícias”, escreveu Katarina Mathernová na rede social.

    Os destroços de mísseis e drones intercetados caíram em pelo menos seis distritos da cidade de Kiev. O alerta de ataque aéreo em Kiev durou mais de sete horas, alertando para a aproximação de mísseis e drones.

  • Na última noite, Rússia atacou Ucrânia com 298 drones e 69 mísseis. Morreram pelo menos 12 pessoas

    Um ataque russo noturno por toda a Ucrânia provocou a morte a pelo menos 12 pessoas, segundo as autoridades ucranianas citadas pelo Guardian.

    Na região de Kiev morreram 4 pessoas e a oeste desta cidade, em Zhytomyr, morreram três crianças (com 8, 12 e 17 anos). Segundo as autoridades ucranianas registou-se ainda uma morte em Mykolaiv, no sul, e quatro na região de Khmelnytskyi.

    Perante o facto de Kiev ter estado sob fogo intenso nos últimos dias, o presidente da câmara municipal de Kiev, Vitali Klitschko, garantiu que “as defesas aéreas estão a funcionar” como seria expectável.

    Já este domingo a Força Aérea da Ucrânia detalhou que Moscovo atingiu o país com um total de 298 drones e 69 mísseis durante a noite. E disse que se tratou de “um dos ataques mais massivos em termos do número de armas de ataque aéreo no território ucraniano desde o início da invasão”, reconheceu o porta-voz da Força Aérea da Ucrânia à Associated Press.

  • Bom dia. Retomamos aqui a cobertura do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

    Pode rever tudo o que aconteceu no passado sábado no liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.

    Zelensky garante que troca de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia continua este domingo

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