Momentos-chave
- Rússia lança novo ataque contra Kiev e outras cidades ucranianas
- Zelensky pede aos EUA e à Europa que aumentem a pressão sobre a Rússia
- Zelensky garante que troca de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia continua amanhã
- "Putin continua confiante na vitória final da Rússia na Ucrânia”, avançam os serviços secretos dos EUA
- Ministro finlandês denuncia manobras fantasma da Marinha russa no Mar Báltico
- Volodymyr Zelensky confirma troca de prisioneiros. Soldados ucranianos já estão no país
- Ministério da Defesa russo anuncia segunda troca de prisioneiros: 307 soldados foram libertados por cada lado
- Zelensky: "Com cada ataque, o mundo tem mais certeza que a culpa do prolongamento da guerra é de Moscovo"
- Rússia vai enviar condições para acordo com Kiev após troca de prisioneiros
- Vários ataques russos em Kiev fizeram 15 feridos civis
Histórico de atualizações
-
O que aconteceu até agora:
- Os governos da Rússia e da Ucrânia realizaram uma troca de prisioneiros pelo segundo dia consecutivo, libertando um total de 614 soldados, 307 de cada lado. Esta ação faz parte de um acordo de troca de prisioneiros que prevê a libertação de 1000 prisioneiros por cada lado, alcançado em negociações na Turquia.
- A Rússia está a preparar um documento com condições para um acordo de paz com a Ucrânia, a ser enviado após a finalização do processo de troca de prisioneiros. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, o documento estabelecerá as condições para um acordo sustentável e de longo prazo para resolver o conflito na Ucrânia.
- Kiev sofreu novos ataques aéreos durante a noite, resultando em 15 feridos civis. As forças russas utilizaram drones e mísseis e as autoridades locais informaram que foram registados ataques a edifícios residenciais. As operações de emergência e resgate prolongaram-se durante a manhã, e a extensão total dos danos ainda está a ser avaliada.
- O ministério da Defesa finlandês está preocupado com o aumento da presença militar russa no Mar Báltico, onde a marinha russa está a proteger a sua “frota fantasma” de navios que contornam as sanções impostas pela invasão da Ucrânia. A Finlândia, que se juntou à NATO em 2023, considera estas manobras uma nova e mais intensa forma de operação naval russa na região.
-
Bom dia. Terminamos aqui a cobertura da guerra entre a Ucrânia e a Rússia.
Pode acompanhar todos os novos desenvolvimentos no liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.
-
Rússia lança novo ataque contra Kiev e outras cidades ucranianas
Pela segunda noite consecutiva, as forças russas lançaram um novo ataque contra Kiev e outras regiões ucranianas durante a noite de 24 para 25 de maio.
A Força Aérea da Ucrânia avisou que a Rússia tinha lançado vagas de drones em direção a várias regiões e emitiu também um aviso de míssil balístico pouco antes da meia-noite (hora local). Foram registadas explosões em Kiev, Odesa, Dnipro, Mykolaiv, Sumy e Konotop.
“A noite não vai ser fácil. Há a ameaça de o inimigo utilizar um grande número de drones e mísseis de aviões estratégicos”, avançou o chefe da Administração Militar de Kiev, Tymur Tkachenko, citado no Kyiv Independent.
-
Zelensky pede aos EUA e à Europa que aumentem a pressão sobre a Rússia
Na sua mensagem em vídeo diária, Volodymyr Zelensky apelou aos EUA, à Europa e à comunidade internacional para que deem uma resposta firme e decisiva aos bombardeamentos contínuos da Rússia contra as cidades ucranianas.
“A Rússia enche cada dia de horror e assassínio; está simplesmente a arrastar a guerra”, afirmou, acrescentando que: “Tudo isto exige uma resposta — uma resposta forte dos EUA, da Europa e de todas as pessoas no mundo que querem que esta guerra acabe”.
-
Zelensky garante que troca de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia continua amanhã
Volodymyr Zelensky garantiu que a terceira fase da troca dos prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia decorrerá amanhã depois de hoje cada lado ter libertado 307 soldados. “A tarefa é trazer para casa absolutamente todos os que estão atualmente detidos na Rússia”, afirmo o Presidente ucraniano no Telegram.
“Esta é uma tarefa conjunta dos nossos serviços de informação, dos nossos diplomatas, de todo o nosso Estado. É claro que não é uma tarefa fácil, mas tem de ser cumprida”, acrescentou.
-
"Putin continua confiante na vitória final da Rússia na Ucrânia”, avançam os serviços secretos dos EUA
Um relatório dos serviços de inteligência norte-americanos avançou que Vladimir Putin continua empenhado na vitória na Ucrânia, não tendo por isso mudado os seus objetivos desde o início da guerra, cita o Kyiv Independent.
“É quase cert que Putin está empenhado na vitória na Ucrânia e os seus objetivos permanecem praticamente inalterados desde o início da guerra: A neutralidade ucraniana e a continuação da divisão do Estado ucraniano”.
Além disso, Putin vê “a guerra na Ucrânia como uma luta existencial contra o Ocidente que determinará o lugar da Rússia no mundo, o poder de Putin e o seu legado histórico”.
Apesar das recentes tentativas de conversações de paz, Putin “está preparado para utilizar a força militar pelo menos até 2025” e “mantém-se firme na sua exigência de que a Ucrânia seja permanentemente proibida de aderir à NATO, insistindo simultaneamente para que Kiev retire todas as suas forças militares das regiões de Donetsk, Luhansk, Zaporíjia e Kherson”.
-
Rússia cometeu 836 crimes contra jornalistas e meios de comunicação durante a guerra
Ao longo dos últimos três anos, a Rússia cometeu 836 crimes contra jornalistas e meios de comunicação social, avançou o Ukrinform. Entre abril e maio de 2025, foram registados três crimes relacionados com os meios de comunicação social cometidos pela Rússia, todos envolvendo ciberataques. Quatro trabalhadores dos media foram mortos durante este período.
-
Ministro finlandês denuncia manobras fantasma da Marinha russa no Mar Báltico
O ministro da Defesa finlandês denunciou hoje o aumento da presença militar da Rússia no Mar Báltico, onde a Marinha russa protege a sua “frota fantasma” de navios usados para contornar as sanções devido à sua invasão da Ucrânia.
Numa entrevista à emissora pública finlandesa Yle, o ministro Antti Häkkänen falou sobre a “nova e mais intensa” forma como a Rússia “está a proteger os navios pertencentes à sua frota fantasma”, inclusive no Golfo da Finlândia.
“Houve atividades de escolta militar”, observou Häkkänen, considerando que estas operações marcam uma “estreia completa” nas atividades russas na região báltica da Europa.
O governante declarou que “a Rússia está a fortalecer as suas capacidades militares e é uma vizinha agressiva e perigosa para toda a Europa”.
“Isso é claríssimo”, declarou o ministro da Finlândia, país que aderiu à NATO em 2023 e, juntamente com a Suécia (que aderiu em 2024) é a segunda nação mais recente a ingressar na Aliança Atlântica.
-
Volodymyr Zelensky confirma troca de prisioneiros. Soldados ucranianos já estão no país
Depois de o Ministério russo ter anunciado a troca de 307 prisioneiros pelo segundo dia consecutivo, o Presidente ucraniano confirmou que os soldados ucranianos já regressaram ao país e que o processo deve continuar amanhã, apesar dos ataques russos durante a noite.
“O nosso objetivo é trazer cada pessoa do cativeiro russo. Continuamos a cooperar com os nossos parceiros para tornar isso possível”, escreveu Zelensky nas redes sociais.
Another 307 Ukrainian defenders are home. Today is the second day of the 1,000-for-1,000 exchange that we managed to negotiate in Türkiye. In just these two days, 697 people have been brought home. We expect the process to continue tomorrow.
Among those who returned today are… pic.twitter.com/2lfgtsgNlW
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 24, 2025
-
Ministério da Defesa russo anuncia segunda troca de prisioneiros: 307 soldados foram libertados por cada lado
Kiev e Moscovo avançaram hoje com a segunda ronda de troca de prisioneiros, acordada nas negociações da semana passada na Turquia, anunciou o Ministério da Defesa russo. A Rússia libertou 307 soldados e a Ucrânia libertou o mesmo número — ao todo, 614 soldados dos dois lados foram trocados. Os soldados russos encontram-se neste momento na Bielorússia a receber cuidados médicos, antes de serem transferidos para a Rússia, detalhou o Ministério, citado pela agência estatal TASS.
Este é o segundo dia consecutivo de trocas de prisioneiros, depois de ontem terem sido libertadas 390 pessoas, entre militares e civis, por cada um dos lados. As autoridades russas adiantam que as trocas vão continuar até cada lado libertar 1000 prisioneiros, tal como acordado.
-
Zelensky: "Com cada ataque, o mundo tem mais certeza que a culpa do prolongamento da guerra é de Moscovo"
Volodymyr Zelensky reagiu esta manhã aos ataques russos que assolaram a capital ucraniana e afirmou que “as operações de resgate e emergência [ainda] estão a decorrer”. Os ataques russos da última noite não visaram só Kiev, esclareceu o Presidente ucraniano: “Foi uma noite difícil para toda a Ucrânia — 250 ataques com drones, a maior parte ‘Shaheds’ iranianos e 14 mísseis balísticos. As regiões de Odesa, Vinnytsia, Sumy, Kharkiv, Donetsk, Kyiv e Dnipro sofreram danos”, escreveu nas redes sociais.
O líder ucraniano voltou a utilizar estes ataques para apelar aos seus aliados que exerçam mais pressão sobre Moscovo, nomeadamente através da aplicação de sanções sobre setores estratégicos da economia russa. A União Europeia já avançou neste processo, mas não foi acompanhada pelos Estados Unidos. “Com cada ataque, o mundo tem mais certeza que a culpa do prolongamento da guerra é de Moscovo. A Ucrânia propôs um cessar-fogo várias vezes — tanto completos como no céu. Tudo foi ignorado”, argumentou ainda Zelensky.
Fragments of Russian missiles and drones are being cleared in Kyiv. Rescue and emergency operations are ongoing at the sites of strikes and debris impacts — wherever they are needed. There were many fires and explosions in the city overnight. Once again, residential buildings,… pic.twitter.com/F3szA4gCJz
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 24, 2025
-
Rússia vai enviar condições para acordo com Kiev após troca de prisioneiros
A Rússia vai enviar à Ucrânia um documento com as suas condições para pôr fim à invasão lançada em 2022, após a troca recorde de prisioneiros com Kiev, prevista para domingo, anunciou hoje o chefe da diplomacia russa.
“Assim que a troca de prisioneiros de guerra estiver concluída, estaremos prontos para transmitir ao lado ucraniano o esboço do documento que o lado russo está a ultimar”, disse Serguei Lavrov, num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Segundo Lavrov, o texto “estabelece as condições para um acordo sustentável, abrangente e de longo prazo para a solução” do conflito na Ucrânia.
-
Vários ataques russos em Kiev fizeram 15 feridos civis
Kiev foi alvo durante a última noite e madrugada de vários ataques russos, levados a cabo com drones e mísseis. Várias pessoas ficaram feridas em diferentes pontos da cidades. Uma pessoa ficou ferida, depois de ter sido atingida por destroços de drones, sete pessoas ficaram feridas num ataque a um prédio residencial que começou um incêndio e outras cinco foram auxiliadas num outro ataque a um edifício residencial de nove andares, relataram as autoridades locais de Kiev, citadas pelo Kyiv Independent.
Ao todo, foram prestados cuidados médicos a 15 civis, alguns deles por estarem em estado de choque. A extensão total dos danos ainda está a ser analisada e as autoridades admitem que o número de vítimas possa vir a aumentar.
-
Bem vindo ao liveblog do Observador, onde pode acompanhar todos os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia. Pode conferir o que aconteceu ontem, sexta-feira, neste outro artigo em direto que agora arquivamos.