Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Zelensky já se encontrou com Erdogan em Ancara
- Subiu para 20 o número de mortos nos ataques russos à cidade ucraniana de Ternopil
- Londres adverte Putin após deteção de navio russo em águas britânicas
- Polónia vai encerrar último consulado russo no país
- Kremlin recusa comentar notícia sobre alegado plano de paz elaborado pelos Estados Unidos e pela Rússia
- Sobe para 16 o número de mortos nos ataques russos ao território ucraniano durante a madrugada. Há registo de 113 feridos
- Roménia mobiliza caças em resposta a nova incursão de drone
- Abatidos 65 drones ucranianos em quatro regiões russas durante a madrugada
- Ataque russo em cinco regiões da Ucrânia faz pelo menos nove mortos, anuncia Zelensky
- Administração Trump estará a trabalhar secretamente com a Rússia num novo plano para pôr fim à guerra, avança Axios
- Trump envia delegação de alto nível do Pentágono a Kiev para "reativar as conversações de paz"
- Zelensky visita Turquia para reavivar negociações de paz
- Tropas russas destroem prédio residencial em Ternopil
- Ataques russos provocam 32 de feridos em Kharkiv e destroem prédio residencial em Osnovianskyi
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, quarta-feira.
Porta-voz da Casa Branca reforça que plano de paz de Trump é “aceitável para ambas as partes”
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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O que se passou até agora
- A administração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a desenvolver secretamente um plano em colaboração com a Rússia para terminar a guerra na Ucrânia. Este plano de 28 pontos aborda questões como a paz na Ucrânia, garantias de segurança, segurança na Europa, e as futuras relações entre os Estados Unidos, a Rússia e a Ucrânia. Este esforço surge após o sucesso de Trump em alcançar um acordo em Gaza, mas permanece incerta a reação final da Ucrânia e dos parceiros europeus ao plano.
- Durante os ataques russos, a cidade ucraniana de Ternopil foi severamente atingida, resultando na morte de pelo menos 25 pessoas, incluindo três crianças, e mais de 73 feridos. Os ataques causaram danos graves em infraestruturas civis e instalações industriais, agravando ainda mais a situação humanitária na região.
- O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está a realizar esforços diplomáticos significativos na Turquia para relançar as negociações de paz com a Rússia e retomar as trocas de prisioneiros de guerra. Durante a sua visita, discutiu estes temas com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que apelou à criação de um quadro abrangente para ressuscitar as negociações de paz em Istambul, onde esforços anteriores de diálogo já ocorreram.
- A Polónia vai encerrar o último consulado russo no país após alegações de sabotagem ferroviária por agentes russos. Esta decisão surge no contexto de uma série de atos de sabotagem que, segundo a União Europeia, fazem parte de uma estratégia da Rússia de testar os limites com ataques híbridos. Em resposta, a UE prometeu uma abordagem combinada e firme frente às hostilidades de Moscovo.
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Viagem de Witkoff para Ancara para "reunião trilateral" com Ucrânia e Turquia cancelada por discordâncias sobre negociações do plano
A participação da Turquia na mediação Rússia-Ucrânia-EUA iria ficar marcada por uma reunião trilateral com Zelensky, Witkoff e o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, em Ancara, indicou a Axios.
Porém, Witkoff não viajou para a capital turca e o encontro trilateral foi adiado. Washington e Kiev parecem discordar sobre as razões para esse facto, segundo fontes consultadas pelo órgão.
Segundo a fonte norte-americana, a raiz do adiamento foi por Zelensky ter recuado nos entendimentos atingidos entre Witkoff, Umerov e o representante qatari no encontro de sábado.
Uma fonte ucraniana indicou que Zelensky queria discutir o plano num formato mais largo, juntando-se aos parceiros europeus.
Porém, a fonte dos EUA alegou que Zelensky iria viajar já com um plano próprio desenhado com os aliados europeus e que, acredita o oficial, a Rússia nunca iria aceitar.
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Witkoff e conselheiro de Zelensky terão negociado alguns pontos do plano. Qatar e Turquia envolvidos na mediação
A notícia do órgão Axios dá mais pormenores sobre como o plano de 28 pontos foi atingido, descrevendo como o enviado norter-americano Steve Witkoff e o conselheiro de segurança de Zelensky, Rustem Umerov negociaram alguns pontos deste plano defendido pelos EUA.
Umerov e Witkoff ter-se-ão encontrado no sábado, tendo chegado a “muito entendimentos”, segundo uma fonte norte-americana que falou à Axios.
O conselheiro terá sido empoderado pelo Presidente da Ucrânia para negociar e acabou por receber um relato oral de Witkoff sobre as ideias da Casa Branca para o plano. Porém, uma fonte ucraniana negou qualquer entendimento sobre os pontos deste plano.
O encontro, porém, não foi só entre os dois. À mesa esteve também um enviado do Qatar que, juntamente com a Turquia, está-se a envolver no processo de paz da Ucrânia, face aos resultados considerados positivos obtidos em Gaza.
Antes da reunião, lê-se na notícia, Witkoff terá discutido “extensivamente” o plano com o enviado comercial do Kremlin, Kirill Dmitriev.
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Plano de 28 pontos inclui mesmo a entrega do Donbass e de parte de Kherson e Zaporijia e limites ao exército, avança o Axios
O plano de 28 pontos da Adminstração Trump para acabar com a guerra na Ucrânia implica a entrega de território no leste da Ucrânia que não estão controlados militarmente em troca de futura garantias de segurança para Kiev e até para a Europa, indicou um representante do governo norte-americano ao órgão noticioso Axios.
O plano de 28 pontos implica que a Rússia passe a controlar a totalidade das regiões do Donbass e a parte das regiões de Kherson e Zaporíjia que atualmente controla, cristalizando as linhas de batalha atuais. Apesar do controlo russo, lê-se, o Donbas passaria a ser uma zona desmilitarizada.
A Crimeia e o Donbass passariam a ser reconhecidos como parte da Rússia pelos EUA e por vários países mas a Ucrânia não seria obrigada a fazê-lo, explica ainda o Axios.
O plano limitaria ainda o tamanho do exército ucraniano e o uso de armas de longa distância, indicou um representante ucraniano ao órgão. Em troca, Kiev receberia garantias de segurança.
Segundo o oficial norte-americano, a crença da Casa Branca é que a Ucrânia deve perder de qualquer forma. “Portanto, é do interesse da Ucrânia chegar a um acordo agora”, indicou.
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Enviado norte-americano para a Ucrânia vai sair do cargo em janeiro
O enviado da Administração Trump para a guerra na Ucrânia, Keith Kellogg, vai sair do cargo em janeiro do próximo ano, indicou a Reuters, citando quatro fontes próximas.
O enviado terá dito aos seus colegas que planeia sair quando o mandato — com a duração de um ano — expirar, algo que deve acontecer em janeiro do próximo ano.
Segundo a agência, a saída não deve ser bem recebida em Kiev, onde Kellogg é visto como alguém que se aproxima da causa da Ucrânia.
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Justiça italiana aprova entrega de suspeito ucraniano no ataque ao Nord Stream às autoridades alemãs
O Tribunal de Cassação — ultima instância em Itália — autorizou a entrega de Serhii Kusnetsov, suspeito de ter coordenado a explosão do gasoduto Nord Stream, às autoridades alemãs esta quarta-feira, noticiou a televisão RAI.
Segundo o advogado de defesa, Nicola Canestrini, “a batalha pelos direitos e pela justiça está longe de ter terminado”.
“Continuará na Alemanha, onde os colegas poderão finalmente argumentar e desenvolver os pontos jurídicos que preparámos, uma vez que tenha sido finalmente garantido o acesso completo ao processo, até hoje sistematicamente negado”, disse.
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Zelensky diz querer relançamento das negociações após visita à Turquia
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que quer relançar as negociações de paz em Istambul, cidade turca que sediou os esforços anteriores que juntaram russos e ucranianos.
“Muitos processos foram ativados e estamos a tentar garantir que todas as atividades sejam direcionadas para uma paz digna e segurança garantida. A guerra tem de acabar — não há alternativa à paz.”, disse o líder em Ancara, citado pela RBC-Ukraine, ao lado do homólogo turco Recep Tayyip Erdogan.
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Plano norte-americano para a Ucrânia implica perda de território e redução do exército. Zelensky está sob pressão para o aprovar
Um plano desenhado pelos EUA para a Ucrânia implica que o país abdique de parte do seu território e aceite reduzir o tamanho das suas forças armadas, avançou a Reuters, citando duas fontes próximas.
Segundo as fontes, a Ucrânia estará a ser pressionada para aceitar este plano, que implica ainda a entrega de “algumas armas”, lê-se.
A notícia surge depois da Axios ter avançado que os EUA e a Rússia estariam a desenhar um plano sem ter em conta a vontade de Kiev. Segundo as fontes da Reuters, este plano defendido por Washington também não teve qualquer participação da Ucrânia.
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Erdogan apelou à criação de "um quadro abrangente" para ressuscitar negociações de paz em Istambul
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sublinhou a importância de “um quadro abrangente” para “resolver os problemas agora agudos” que afetam as negociações de paz, noticiou a agência turco Anadolu.
Numa conferência de imprensa com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, o líder turco sublinhou que “as negociações de Istambul constituem um marco importante nos esforços diplomáticos, num momento em que os efeitos devastadores da guerra se aprofundam”.
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Zelensky já se encontrou com Erdogan em Ancara
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já se reuniu com o homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, no palácio presidencial.
Cumhurbaşkanımız @RTErdogan, Türkiye’ye çalışma ziyaretinde bulunan Ukrayna Devlet Başkanı Volodimir Zelenskiy ile Cumhurbaşkanlığı Külliyesinde bir araya geldi. pic.twitter.com/XbpaOH2CSU
— T.C. Cumhurbaşkanlığı (@tcbestepe) November 19, 2025
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Parlamento ucraniano aprova (à segunda tentativa) demissão de ministros da Energia e da Justiça por escândalo na empresa estatal energética
O Parlamento ucraniano aprovou a demisssão à segunda tentativa dos ministros da Energia e da Justiça no caso de corrupção e tráfico de influências na Energoatom, a empresa estatal de energia nuclear, noticiou a Reuters.
A votação tinha sido bloqueada na terça-feira quando deputados do partido de Petro Poroshenko ocuparam o pódio do presidente do parlamento, exigindo a queda de todo o governo liderado por Yulia Svyrydenko.
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Dois cidadãos ucranianos formalmente acusados de "sabotagem de natureza terrorista" pelas explosões na ferrovia
Dois cidadãos ucranianos suspeitos de estarem por trás da explosão e danos na ferrovia no leste da Polónia no domingo foram formalmente acusados de “sabotagem de natureza terrorista” pelo Ministério Público polaco esta quarta-feira, noticiou o jornal The Guardian.
Oleksandr K., de 39 anos, e Yevhenii I., de 41 anos, terão fugido para a Bielorrúsia e continuam a ser procurados pelas autoridades polacas. Caso sejam condenados, a pena pode ser de prisão perpétua.
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Rússia aprova mobilização de 2 milhões de reservas para defender infraestruturas energéticas dos ataques de drones
A Rússia aprovou a mobilização de dois milhões de militares na reserva para defenderem infraestruturas do sistema energético do país dos ataques com drones da Ucrânia, noticiou o The Guardian.
O decreto, aprovado este mês pelo Presidente Vladimir Putin, permite um reforço das defesas a pontos que têm sido muito atacados pelas forças de Kiev. Para além desta medida, novas normas sobre a possibilidade de interferência eletrónica no voo de aeronaves ucranianas foram também parte do pacote de defesa.
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Número de mortes em Ternopil chega aos 25
O Ministério da Administração Interna da Ucrânia atualizou esta tarde os dados relativamente ao ataque russo na cidade ucraniana de Ternopil, dando nota que morreram, afinal, 25 pessoas, das quais três são crianças.
“Outras 73 pessoas, incluindo 15 crianças, ficaram feridas”, atualizou o Ministério, numa nota citada pela agência Interfax. As operações de resgate continuam na cidade, com mais de 160 operacionais no terreno.
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UE acusa Rússia de testar limites com ataques híbridos e promete resposta forte
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, disse hoje que a Rússia está a “testar até onde pode ir” com ataques híbridos, como atos de sabotagem, no espaço comunitário, prometendo uma “resposta forte” dos países europeus.
Depois de a Polónia ter acusado esta semana a Rússia de sabotar ferrovias que levam ajuda à vizinha Ucrânia, Kaja Kallas disse hoje, numa conferência de imprensa em Bruxelas, que o que Moscovo “está a tentar fazer é, por um lado, testar até onde pode ir com cada pequeno passo que dá e, por outro, tentar semear o medo na sociedade”.
“Se eles querem semear o medo nas nossas sociedades e se a nossa resposta for demasiado extremista, o medo aumenta, que é na verdade o que a Rússia quer. Por isso, temos mesmo de ter uma abordagem equilibrada”, apontou.
Ainda assim, de acordo com Kaja Kallas, “este tipo de ataques representa um perigo extremo para as infraestruturas críticas” europeias e, apesar de “caber à Polónia atribuir [a culpa] e tomar medidas”, a UE deve adotar “uma resposta forte”.
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Subiu para 20 o número de mortos nos ataques russos à cidade ucraniana de Ternopil
Pelo menos 20 pessoas morreram, incluindo dois menores, e mais de 60 ficaram feridas nos ataques russos que atingiram esta madrugada a cidade de Ternopil, no oeste da Ucrânia, indicou o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia, num novo balanço divulgado à comunicação social, depois de uma primeira nota a dar conta da existência de nove mortos.
As vítimas estavam em dois prédios de apartamentos atingidos pelos ataques russos. Os trabalhos de resgate continuam no local e é possível que mais pessoas estejam presas nos escombros. Os ataques afetaram também infraestruturas civis e instalações industriais da região.
“A Rússia atacou mais uma vez cidades pacíficas na Ucrânia. Os seus alvos são casas, escolas e infraestruturas críticas”, denunciou o ministro do Interior, Igor Klymenko, especificando que “a situação mais crítica é em Ternopil”. Por sua vez, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que está numa visita oficial à Turquia, detalhou que a Rússia lançou mais de 470 drones e 48 mísseis de diferentes tipos contra várias regiões do território ucraniano.
“Dezenas de pessoas ficaram feridas, incluindo crianças. Os setores da energia, dos transportes e das infraestruturas civis sofreram danos”, afirmou Zelensky, através da plataforma Telegram. O líder ucraniano reportou ainda feridos nas regiões de Donetsk, Kiev, Mykolaiv, Cherkasy, Chernihiv e Dnipro, declarando que este tipo de ataques demonstram que a pressão exercida sobre a Rússia “é insuficiente”.
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Bruxelas quer livre circulação das forças armadas com novo "Schengen militar" até 2027
A Comissão Europeia propôs esta quarta-feira uma rápida movimentação das forças armadas na União Europeia (UE), com remoção das barreiras e criação de um quadro de emergência, para um espaço de livre circulação “Schengen militar” até 2027.
“Criando uma área de mobilidade militar a nível da UE até 2027, o pacote de mobilidade militar aproxima a União de um verdadeiro ‘Schengen Militar’. Tornará mais rápido, seguro e coordenado o movimento de tropas e equipamentos militares pela Europa”, anunciou o executivo comunitário em comunicado.
Em causa está um pacote sobre a mobilidade militar na UE, hoje publicado, no qual a instituição diz querer “facilitar a movimentação rápida e eficiente de tropas, equipamentos e meios militares em toda a Europa” através da remoção das barreiras regulamentares com regras harmonizadas, da criação de um quadro europeu de emergência para procedimentos acelerados e do reforço das infraestruturas de transporte.
A Comissão Europeia vai aplicar já o roteiro, aguardando discussão e aprovação do Conselho e do Parlamento sobre o regulamento sobre a mobilidade militar.
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Londres adverte Putin após deteção de navio russo em águas britânicas
O ministro da Defesa britânico, John Healey, advertiu hoje o Presidente russo, Vladimir Putin, após a deteção do navio militar Yantar em águas britânicas pela segunda vez este ano.
“A minha mensagem à Rússia e a Putin é a seguinte: estamos a ver-vos. Sabemos o que estão a fazer. E se o Yantar se dirigir para sul esta semana, estamos preparados”, afirmou o ministro numa conferência de imprensa.
Segundo o Ministério da Defesa, o navio Yantar é uma embarcação utilizada para recolher informações e mapear cabos submarinos, arrastando sensores atrás de si.
A marinha britânica mobilizou a fragata HMS Somerset e a força aérea destacou aeronaves P-8 para acompanhar os movimentos da embarcação.
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Polónia vai encerrar último consulado russo no país
A Polónia vai encerrar o último consulado russo que ainda funcionava no país, depois duma alegada sabotagem ferroviária por agentes da Rússia, anunciou esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco.
A decisão foi anunciada depois de as autoridades polacas terem afirmado que dois cidadãos ucranianos, alegadamente a soldo de Moscovo, são suspeitos de terem feito explodir uma linha férrea na Polónia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Radek Sikorski, disse ter alertado repetidamente a Rússia de que a presença diplomática e consular seria ainda mais reduzida caso não cessassem as ações hostis contra a Polónia.
“Embora não seja a nossa resposta definitiva, decidi revogar a autorização para o funcionamento do último consulado russo, em Gdansk”, declarou esta quarta-feira o ministro à agência de notícias polaca PAP.
O ministro acrescentou que a Rússia vai ser formalmente notificada nas próximas horas.