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Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    “Provocações baratas”: Ucrânia desmente que russos tenham conquistado Kupiansk

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • A administração Trump apresentou um plano de paz de 28 pontos para a Ucrânia, que inclui a cedência de territórios controlados pela Ucrânia no Donbass à Rússia, o levantamento das sanções ocidentais contra Moscovo e o fim das investigações sobre crimes de guerra. Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, declarou que o plano é aceitável para ambas as partes e que Donald Trump apoia a sua implementação.
    • Volodymyr Zelensky, Presidente ucraniano, expressou preocupações e mostrou-se pouco entusiasmado com o plano de paz proposto por Trump, devido às concessões significativas exigidas à Ucrânia. A presidência ucraniana mencionou ter recebido o rascunho do plano, mas indicou que pretende discutir detalhes cruciais com Trump nos próximos dias.
    • A ministra dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, Kaja Kallas, rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos sem a participação da Ucrânia e da União Europeia, enfatizando que qualquer iniciativa deve envolver ucranianos e europeus. A crítica surge devido à percepção de que o plano favorece a Rússia, o agressor no conflito.
    • Separadamente, as tensões militares continuam, com relatos de ataques russos em cidades ucranianas, resultando em vítimas e destruição de infraestruturas. A cidade de Zaporíjia foi alvo de um ataque russo, enquanto as forças ucranianas continuam a combater em Pokrovsk e anunciaram novas rotas logísticas na região. A Rússia também reivindicou a captura de Kupyansk, enquanto a Ucrânia relata ataques a instalações petrolíferas russas.

  • Zelensky apela à união contra Moscovo e destaca diálogo com os Estados Unidos

    Após uma reunião com a fação maioria parlamentar, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que, apesar de terem sido discutidas “questões sensíveis”, todos concordaram que devem trabalhar pelo interesse da Ucrânia.

    “Um parlamento em tempo de guerra deve ser eficaz. Agradeço a todos que ajudam a garantir esta eficácia”, disse Zelensky no seu discurso diário, acrescentando que a prioridade é manter um processo diplomático construtivo com os Estados Unidos e com os parceiros internacionais.

    O líder ucraniano também referiu que discutiu com representantes norte-americanos propostas para o fim da guerra, sublinhando que a Ucrânia procura uma paz real, digna e que respeite a sua independência e soberania.

  • Ataque russo em Zaporíjia faz pelo menos cinco mortos. Há registo de três feridos

    Pelo menos cinco pessoas morreram e três ficaram feridas na sequência de um ataque das forças russas à cidade de Zaporíjia, realizado na noite desta quinta-feira.

    De acordo com Ivan Fedorov, chefe da Administração Militar da região, citado pelo Ukrainska Pravda, prédios residenciais, uma loja e um mercado foram danificados.

  • "Plano de paz dos EUA só existe devido a eleição de Trump"

    Afonso Moura, geopolitólogo, considera que os EUA estão a tentar mediar o conflito na Ucrânia apenas porque Donald Trump foi eleito; e aponta que a proposta precisa de ser mais clara. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Plano de paz dos EUA só existe devido a eleição de Trump”

  • Forças russas reivindicam conquista da cidade de Kupyansk

    O exército russo reivindicou hoje a captura de Kupyansk, um bastião da Ucrânia no nordeste do país desde que reconquistou a cidade nos primeiros meses de guerra e onde as tropas de Moscovo avançaram nas últimas semanas.

    As forças russas “concluíram a libertação da cidade de Kupyansk”, comunicou o comandante do Grupo de Tropas Ocidentais, Sergei Kuzovlev, ao líder do Kremlin, Vladimir Putin, segundo um comunicado televisivo citado pela agência France Presse (AFP)

    O militar descreveu a cidade, situada na província de Kharkiv, como “um ponto crucial na defesa da Ucrânia”, cujas autoridades ainda não se pronunciaram sobre o alegado desenvolvimento nesta frente de batalha.

    O chefe do Estado-Maior das forças russas, Valery Gerasimov, descreveu, numa conversa com o líder do Kremlin, que “unidades do grupo Zapad libertaram a cidade de Kupyansk e continuam a destruir as tropas ucranianas cercadas na margem esquerda do rio Oskil”.

    Quando Putin lhe pediu para esclarecer se se tratava de uma conquista completa, o comandante militar respondeu afirmativamente, segundo informações divulgadas pela agência de notícias russa Tass.

    Kupyansk, que tinha uma população de 55 mil habitantes antes da guerra, foi ocupada durante vários meses no início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, antes de ser retomada pelas tropas ucranianas em setembro do mesmo ano.

  • Porta-voz da Casa Branca reforça que plano de paz de Trump é “aceitável para ambas as partes”

    “O Presidente (Donald Trump) apoia este plano. É um bom plano tanto para a Rússia como para a Ucrânia, e nós pensamos que é aceitável para ambas as partes”, disse Karoline Leavitt aos jornalistas, em resposta às informações de que o plano satisfaria Moscovo em vários pontos importantes.

    Como já tinha sido noticiado, a presidência ucraniana confirmou hoje ter recebido o que classificou como um “plano preliminar” dos Estados Unidos para pôr fim à guerra com a Rússia, depois de na quarta-feira ter sido noticiado por vários órgãos de informação internacionais, incluindo o portal de notícias norte-americano Axios, uma proposta de 28 pontos de Washington, que implica a cedência do território ucraniano ocupado pela Rússia e a redução das forças armadas da Ucrânia para 400 mil efetivos.

    “O Governo está a falar tanto para um lado como para o outro”, insistiu a porta-voz.

    Leavitt afirmou que o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, “trabalham em silêncio há um mês” neste projeto, para “compreender o que estes países estariam dispostos a fazer para alcançar uma paz duradoura”.

  • Orbán pede à União Europeia para parar de financiar a "máfia da guerra" ucraniana

    O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, pediu esta quinta-feira à União Europeia para parar de financiar a “máfia da guerra” ucraniana, noticia a agência estatal russa TASS.

    O líder húngaro criticou, ainda, Ursula Von der Leyen por continuar a querer angariar dinheiro para ajudar a Ucrânia e disse que a proposta da presidente da Comissão Europeia sobre o confisco dos ativos russos congelados é “uma solução conveniente, mas com consequências impossíveis de prever”.

    Orbán considera que o plano de usar os ativos russos congelados daria origem a “longas disputas legais, uma enxurrada de processos e o colapso do euro”.

  • Tropas ucranianas continuam a combater em Pokrovsk e anunciam novas rotas logísticas para "eliminar o inimigo"

    O exército ucraniano afirmou esta quinta-feira que estão a ser organizadas novas rotas logísticas para as cidades de Pokrovsk e Myrnohrad. De acordo com o comunicado citado pela agência Reuters, “as operações de combate e a eliminação do inimigo continuam”.

    Pokrovsk, no leste da Ucrânia, é um dos principais focos dos confrontos entre as tropas russas e ucranianas: cerca de um terço dos combates na frente de guerra são nesta área.

    A cidade que decide o destino do Donbass. Porque é que Pokrovsk é tão importante para a Ucrânia e para a Rússia?

    Localizada a cerca de 60 quilómetros da linha que separa os territórios controlados por Kiev e Moscovo, a cidade tem um grande valor estratégico para Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin.

  • Plano de paz dos EUA? "Significaria o fim da Ucrânia"

    Bruno Cardoso Reis acredita que os termos do acordo de paz são uma “derrota” para a Ucrânia com a cedência de territórios. Ainda considera que a declaração de Marco Rubio dá algum “otimismo”. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Plano de paz dos EUA? “Significaria o fim da Ucrânia”

  • Plano de paz dos EUA prevê levantamento de sanções ocidentais contra Moscovo e o fim de investigações sobre crimes de guerra, diz Bloomberg

    O plano de paz de 28 pontos preparado pela administração Trump em coordenação com representantes russos prevê, segundo o que fontes próximas do processo revelaram à Bloomberg, o levantamento das sanções ocidentais contra Moscovo e a interrupção das investigações internacionais sobre os crimes de guerra cometidos durante a invasão russa.

    Além disso, tal como noticiado pela Axios na quarta-feira, o documento também sugere a cedência ao Kremlin de partes do Donbass atualmente sob controlo ucraniano.

    Plano dos EUA para a Ucrânia que deixa Rússia “otimista” implica cedência do Donbass inteiro e redução do exército

    Um alto responsável norte-americano confirmou que Donald Trump apoia o plano. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, acrescentou que o líder norte-americano e a sua equipa “nunca desistem”. “Os Estados Unidos têm trabalhado num plano detalhado, aceitável para ambas as partes, que permita parar o massacre e estabelecer uma paz duradoura”, sublinhou.

  • Polónia adere a programa de apoio militar a Kiev com 100 milhões de dólares

    A Polónia vai transferir 100 milhões de dólares (87 milhões de euros) até ao final do ano para financiar ajuda militar à Ucrânia, através do programa de aquisição comum de armamento norte-americano, anunciou hoje o Governo polaco.

    O chefe da diplomacia de Varsóvia, Radoslaw Sikorski, confirmou a decisão em declarações à imprensa, antes do início do Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) em Bruxelas, onde se encontra também o homólogo ucraniano, Andrii Sybiga.

    O ministro polaco afirmou que a verba para o programa PURL (na sigla em inglês) será transferida do orçamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Polónia.

    O PURL (lista de necessidades prioritárias da Ucrânia) é um mecanismo coordenado pela NATO e por Washington para financiar a compra de armamento norte-americano que Kiev designou como essencial, nomeadamente equipamento de defesa aérea e munições.

    A contribuição polaca surge depois de Varsóvia ter optado inicialmente por não aderir à iniciativa, embora o ministro dos Negócios Estrangeiros não tenha explicado o motivo da mudança de política.

  • Zelensky recebeu rascunho do plano de paz dos EUA para a Ucrânia e espera discuti-lo "nos próximos dias" com Trump

    O Presidente ucraniano recebeu um rascunho do plano de paz apresentado pelos Estados Unidos, anunciou esta quinta-feira o gabinete de Volodymyr Zelensky, citado pela agência Reuters.

    A mesma fonte adianta que o líder ucraniano “espera discutir nos próximos dias” os “pontos-chave necessários para alcançar a paz” com o homólogo norte-americano Donald Trump.

  • Moscovo acusa Polónia de destruir relações bilaterais após o encerramento do último consulado russo no país

    A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, afirmou esta quinta-feira que Moscovo considera o encerramento do consulado russo em Gdańsk como parte de uma política deliberada de “destruição das relações bilaterais” por parte da Polónia, noticia a agência estatal russa TASS.

    “Vemos mais esta manobra hostil das autoridades polacas como parte de uma política deliberada para destruir as relações bilaterais, num contexto de russofobia primitiva que prevalece na Polónia”, afirmou Zakharova durante uma conferência de imprensa.

    A diplomata acrescentou que a Rússia irá retaliar, reduzindo a dimensão das missões diplomáticas e consulares polacas em território russo.

    Polónia vai encerrar último consulado russo no país

    A decisão polaca foi anunciada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Radosław Sikorski, que comunicou a revogação da licença de funcionamento do último consulado russo ainda ativo em Gdańsk.

  • Pressão nas negociações de paz deve recair sobre o agressor, defende Kallas

    A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou esta quinta-feira, em conferência de imprensa em Bruxelas, que a pressão nas negociações de paz para a Ucrânia deve recair sobre o agressor, referindo-se à Rússia.

    A responsável acrescentou que a União Europeia está a trabalhar em novas sanções contra a chamada ‘frota fantasma’ da Rússia, no quadro de um plano europeu composto por dois pilares: enfraquecer a capacidade russa e apoiar a Ucrânia na guerra.

    As declarações surgem após notícias sobre um alegado plano de paz entre os Estados Unidos e a Rússia, perante as quais Kallas sublinhou que qualquer iniciativa precisa de ter “ucranianos e europeus envolvidos”.

    “A pressão deve estar sobre o agressor. Foram eles que começaram esta guerra. Não vimos uma única concessão da parte russa. Por isso, a nossa abordagem passa por colocar a pressão sobre o agressor”, disse Kallas, questionada sobre a estratégia do bloco europeu para alcançar a paz.

  • MNE de Itália defende participação europeia no processo de paz para a Ucrânia

    O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, afirmou esta quinta-feira que a Europa deve participar no processo de paz na Ucrânia, segundo a European Pravda, que cita a agência italiana Ansa.

    As declarações surgem após o alegado “plano de paz” dos Estados Unidos ter sido divulgado, sendo considerado muito desfavorável para a Ucrânia.

    O chefe da diplomacia italiana sublinhou que Itália irá analisar cuidadosamente o plano quando este for oficialmente apresentado e reiterou a importância de a Europa assumir um papel ativo.

    “Como sempre dissemos, a Europa deve ter um papel. A Ucrânia representa também uma barreira de segurança para a Europa. Se a Ucrânia cair, os riscos para a Europa aumentam, e isso não podemos aceitar ou permitir”, afirmou.

  • "Ninguém na Europa se preparou para uma guerra, mas a Rússia foi-se preparando", afirma líder militar ucraniano Kyrylo Budanov

    Kyrylo Budanov, um dos mais destacados líderes militares da Ucrânia, deu uma entrevista onde avisa que a Europa pode ser mais um “império que deixa de existir devido a invasores bárbaros”.

    “Ninguém na Europa se preparou para uma guerra, mas a Rússia foi-se preparando”, afirma líder militar ucraniano Kyrylo Budanov

  • Alemanha "está a fazer todos os possíveis" para dar armas de longo alcance à Ucrânia, diz chanceler

    A chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que a Alemanha vai fornecer sistemas de armamento de longo alcance à Ucrânia, garantindo que Berlim está a fazer “tudo o que é possível” para reforçar a capacidade ucraniana neste tipo de ataques.

    Citado pela AFP, numa conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, Merz explicou que o volume de apoio irá aumentar nas próximas semanas e que, a médio prazo, estes sistemas poderão até ser produzidos em território ucraniano com financiamento alemão.

    Questionado sobre o envio dos mísseis Taurus, muito desejados por Kiev, o líder alemão recusou dar uma resposta clara, dizendo que se está, de forma propositava, a manter Moscovo na incerteza sobre o alcance da ajuda ocidental. Mas especialistas citados acreditam que as declarações de Merz se referem sobretudo ao financiamento alemão de programas ucranianos, não ao envio dos Taurus.

    Até agora, a Ucrânia já recebeu outras armas de longo alcance, como ATACMS, Storm Shadow e SCALP, cujas restrições de uso externo ao território ucraniano começaram a ser revistas no final de 2024. A Alemanha, maior doadora europeia de apoio militar a Kiev, prevê contribuir com 9 mil milhões de euros em 2025, incluindo 1,9 mil milhões adicionais em ajuda militar e investimentos na produção de defesa.

  • Ucrânia recebe 1.000 corpos de soldados alegadamente mortos na guerra

    A Ucrânia anunciou que recebeu 1.000 corpos de soldados, que a Rússia afirma serem de militares ucranianos, numa operação concluída a 20 de novembro. No entanto, Kiev alertou que Moscovo já tentou, no passado, entregar corpos de soldados russos como se fossem ucranianos, numa tentativa de ocultar o real número de baixas junto da população russa.

    Segundo o Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra, a entrega faz parte de acordos alcançados durante as negociações de paz em Istambul, realizadas entre maio e julho, que previam a troca de prisioneiros e repatriação de mortos. A operação envolveu as Forças Armadas ucranianas, o Serviço de Segurança, o Ministério do Interior, o Provedor de Justiça e o apoio do Cruz Vermelho.

  • Vinte e seis mortos, incluindo três crianças, e 22 pessoas desaparecidas após ataque russo a cidade ucraniana de Ternopil

    Vinte e duas pessoas continuam desaparecidas após um ataque russo à cidade ucraniana de Ternopil, na quarta-feira – um ataque que já se sabia ter feito 26 mortos, incluindo três crianças. O próprio Presidente do país, Volodymyr Zelensky, confirmou no Telegram o balanço atualizado e indicou que mais de 200 membros de equipas de emergência trabalharam durante toda a noite mas “o paradeiro de 22 pessoas é desconhecido“.

    Segundo o portal Ukrinform, a cidade de Ternopil foi atacada com drones e mísseis na quarta-feira.

    “Até ao momento, sabe-se que 26 pessoas morreram, incluindo três crianças”, escreveu Zelensky no Telegram. Agradecendo às equipas de emergência, o Presidente ucraniano diz que é “extremamente importante que nestes dias tão difíceis, apesar de todos os ataques por parte da Rússia e todo o terror, o nosso povo sabe que pode contar com ajuda e salvamento”.

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