Histórico de atualizações
  • O que está a acontecer no conflito israelo-palestiniano

    • Um ataque aéreo israelita visou o Hospital Nasser em Khan Yunis, na Faixa de Gaza, resultando na morte de pelo menos cinco pessoas. Entre as vítimas encontrava-se Ismail Barhoum, membro do gabinete político do Hamas, que foi confirmado como o alvo principal do ataque pelo ministro da Defesa israelita, Israel Katz. O ataque também causou baixas entre os profissionais de saúde do hospital, numa ação que as forças armadas israelitas justificaram com a utilização de munições precisas para minimizar danos, apesar de ter ocorrido na ala de cirurgia, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
    • As Forças de Defesa de Israel anunciaram a conclusão do cerco ao bairro Tel Sultan, em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, após um aviso de evacuação emitido anteriormente para os residentes. A operação, que começou durante a noite, pretende destruir a infraestrutura terrorista e eliminar terroristas na área para expandir a zona de segurança no sul da Faixa de Gaza. Esta ação ocorre num contexto de intensificação do conflito, com consequências diretas para a população civil local.
    • A polícia israelita prendeu vários manifestantes em protestos contra o governo de Benjamin Netanyahu, particularmente na sequência da tentativa de demissão do chefe do Shin Bet e da aprovação de uma moção de censura contra a Procuradora-Geral Gali Baharav-Miara. Os manifestantes expressaram descontentamento perante o que consideram ser uma estratégia do governo para afastar figuras críticas. A situação gerou tensões significativas, com confrontos entre manifestantes e a polícia nas ruas de Jerusalém.
    • No âmbito do conflito israelo-palestiniano, o enviado especial dos EUA ao Médio Oriente, Steve Witkoff, admitiu ter sido enganado pelo Hamas durante negociações de paz realizadas em Doha. O impasse nas negociações tinha como objetivo prolongar o cessar-fogo em troca da libertação de reféns, mas o retorno das hostilidades é atribuído ao Hamas, segundo Witkoff. Esta confissão surge num período de recrudescimento das hostilidades e complexa diplomacia internacional envolvendo várias partes interessadas.

  • Bom dia. Este liveblog fica por aqui, mas pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre o conflito no Médio Oriente neste outro artigo em direto, que agora abrimos.

    Israel ordena evacuação e prepara ataque a zona do norte de Gaza

  • Israel atinge hospital na Faixa de Gaza e diz que um dos alvos era um líder político do Hamas

    Um ataque aéreo israelita atingiu o Hospital Nasser em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, vitimando pelo menos cinco pessoas.

    O ataque foi justificado por Telavive por ter como alvo Ismail Barhoum, oficial superior do gabinete político do Hamas, entretanto confirmado como uma das vítimas, escreve a Reuters.

    A informação de que Barhoum era o alvo foi confirmada pelo ministro da Defesa israelita, Israel Katz, que se referiu ao mesmo como “o novo primeiro-ministro em Gaza”. As forças armadas israelitas afirmaram que o ataque foi feito na sequência de um vasto trabalho de informação e que utilizaram munições precisas para minimizar os danos no local, apesar do Ministério da Saúde de Gaza lamentar que o ataque tenha ocorrido na ala de cirurgia do hospital.

    Israel, por seu lado, criticou o Hamas por utilizar infraestruturas civis “que colocam cruelmente em risco a população de Gaza”.

    De acordo com uma fonte do Hamas, que solicitou o anonimato à AFP, Ismail Barhum estava internado no hospital “a receber tratamento, depois de ter sido gravemente ferido num ataque aéreo à sua residência, que também vitimou o seu sobrinho, Mohamed Barhum, em Khan Yunis, na terça-feira”, quando o Exército israelita lançou uma operação de ataques intensivos ao território palestiniano, após dois meses de cessar-fogo.

    O bombardeamento também vitimou vários membros do corpo médico do hospital.

    Segundo o Haaretz, Barhoum tinha sido sujeito a sanções por parte dos EUA, da União Europeia e do Reino Unido. Além de membro do gabinete político do Hamas e do Conselho da Shura da organização, dirigia a “Associação de Instituições de Caridade”, que supervisiona cerca de 400 organizações de caridade, através das quais eram transferidos fundos para o Hamas.

  • IDF anunciam morte de mais figuras de destaque do Hamas e preparam envio da nova divisão para a Faixa de Gaza

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram hoje a morte do vice-comandante da Brigada de Gaza do Hamas e o comandante do Batalhão Shujaiyeh, não adiantando, porém, quando é que estas figuras terão morrido.

    Estas baixas foram provocadas pelos ataques aéreos de Israel sobre a Faixa de Gaza. As IDF fizeram também saber este domingo que milhares de tropas da 36ª Divisão do exército — que passou os últimos meses no norte de Israel e participou numa ofensiva terrestre contra o Hezbollah no Líbano — vão ser mobilizadas para o teatro de operações contra o Hamas.

    Como recorda o Times of Israel, apenas a Divisão de Gaza e a 252ª Divisão de Reserva das IDF estão a levar a cabo operações na Faixa de Gaza.

  • Sobe para três número de manifestantes detidos à porta da casa de Netanyahu

    A polícia israelita anunciou ter detido três manifestantes durante os protestos desta tarde perto da residência privada do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

    Segundo o Times of Israel, os ocorreram entre a polícia e os manifestantes na rua Azza, em Jerusalém, depois de os manifestantes terem tentado romper as barreiras de controlo de multidões que os separavam da residência do primeiro-ministro.

    Como resultado da escaramuça, vários manifestantes foram empurrados para o chão pela polícia, mas um agente ficou ferido na cabeça. As manifestações foram desencadeadas pela decisão do governo de demitir o chefe do Shin Bet, Ronen Bar, e a Procuradora-Geral Gali Baharav-Miara, juntamente com o recomeço dos combates em Gaza.

  • Depois de tentar demitir líder do Shin Bet, governo israelita aprova moção de censura a procuradora-geral

    Ao mesmo tempo que as ruas de Israel estavam a ser palco de protestos anti-governo pelo sexto dia consecutivo, Benjamin Netanyahu e os seus ministros aprovaram uma moção de censura contra a Procuradora-Geral Gali Baharav-Miara.

    Este é o primeiro passo de um processo para demitir uma das vozes críticas do governo e das suas políticas, mas para que tal aconteça, o comité que a escolheu tem de aprovar a sua saída.

    A decisão do executivo de Netanyahu está a ser encarada pela oposição israelita como outra tentativa de afastar figuras incómodas ao governo, depois do anúncio da demissão — entretanto travada pelo Supremo Tribunal de Justiça — do líder do Shin Bet, a agência de segurança interna do país.

    Segundo o Haaretz, milhares de israelitas protestaram esta tarde à porta da reunião do Conselho de Ministros com um cartazes como um que dizia: “Um suspeito não despede um investigador”.

    Da parte do governo israelita, o ministro da Justiça, Yariv Levin, justificou a proposta de uma moção de censura ao alegar “comportamento inapropriado” por parte de Baharav-Miara e “diferenças substanciais de opinião entre o governo e o procurador-geral, o que impede uma colaboração eficaz”.

    Baharav-Miara, no entanto, rejeitando participar nessa reunião onde foi aprovada a moção de censura, denunciou numa carta enviada aos ministros israelitas que o governo deseja estar “acima da lei” e que espera que a procuradora-geral cumpra ordens executivas ilegais.

    “A moção de censura visa apenas promover a lealdade ao governo”, escreveu, apontando ainda para uma vontade de obter “poder ilimitado, como parte de um movimento mais amplo para enfraquecer o poder judicial”.

    “Desde que o governo foi empossado, eu e a minha equipa temos trabalhado em conjunto com o governo para promover as políticas do governo. Os factos falam por si. As alegações de falta de cooperação eficaz são completamente infundadas”, atirou.

  • Chefe da diplomacia europeia hoje no Egito antes de visita a Israel e Palestina

    A alta representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, chega hoje ao Egito para se reunir com o Governo, antes de visitar Israel e a Palestina na segunda-feira.

    Kallas vai reunir-se no Cairo com o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Migração, Badr Abdelati, e com o Comité Ministerial Árabe-Islâmico sobre a Palestina.

    “A missão será uma oportunidade para discutir as relações UE-Egito, a crise de Gaza e outras questões de segurança regional”, segundo o gabinete de Kallas.

    Na segunda-feira, a chefe da diplomacia europeia viajará para Israel para se encontrar com o Presidente israelita, Isaac Herzog, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, e o líder da oposição israelita e ex-primeiro-ministro, Yair Lapid.

    Na Palestina, vai reunir-se com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, o primeiro-ministro Mohamed Mustafa e os chefes das duas missões civis da União Europeia na região: a Missão Policial da União Europeia para os Territórios Palestinianos (EUPOL COPS) e a Missão de Assistência Fronteiriça da União Europeia na Passagem de Rafah.

    “A missão proporcionará uma oportunidade para discutir o conflito em Gaza, reiterar a importância do acesso irrestrito e da distribuição sustentada de assistência humanitária em larga escala em Gaza e em toda a região, e exigir o regresso imediato à implementação total do acordo de cessar-fogo e a libertação dos reféns”, acrescentou o gabinete de Kallas.

  • Manifestações à porta da casa de Netanyahu. Dois manifestantes foram detidos

    A polícia israelita prendeu dois manifestantes durante os confrontos violentos no exterior da residência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no centro de Jerusalém. Os dois homens foram levados para uma esquadra policial para interrogatório, indica uma rede de advogados que os representa.

    A detenção não mereceu, para já, quaisquer comentários da polícia, de acordo com a imprensa israelita.

    Em simultâneo, milhares de manifestantes estão a dirigir-se para a Azza Road, em Jerusalém, vindos do parlamento israelita (Knesset). Alguns, diz o The Times of Israel, trazem consigo tendas, sinal de que irão participar num acampamento noturno de protesto que está a preparar-se nas imediações da residência privada do primeiro-ministro.

  • "Talvez eu tenha sido papado". Witkoff, enviado de Trump ao Médio Oriente, admite ter sido enganado pelo Hamas

    Steve Witkoff, o enviado especial dos EUA ao Médio Oriente, admite ter sido enganado pelo Hamas nas negociações de paz que decorreram no dia 12 de março em Doha. “Talvez eu tenha sido papado“, disse Witkoff, explicando que “pensava que tinha o acordo deles, mas evidentemente não tinha”.

    Em causa estava uma proposta dos EUA de um acordo interino que, a troco da entrega de mais cinco reféns, pudesse prolongar o cessar-fogo no conflito israelo-palestiniano – que, entretanto, foi quebrado.

    “Pensei que tínhamos um acordo aceitável em cima da mesa – e pensei que tínhamos a aprovação do Hamas”, afirmou Witkoff: “mas talvez eu tenha sido papado, pensava que tínhamos conseguido mas evidentemente não tínhamos”.

    Em entrevista à Fox News, Witkoff garantiu que este regresso às hostilidades é “culpa do Hamas“. “Os EUA estão ao lado de Israel, é um compromisso a 100%”.

  • Cerco israelita a cidade de Rafah coloca em "perigo iminente" a vida de mais de 50 mil pessoas

    A agência de defesa civil de Gaza, controlada pelo Hamas, alertou para o “perigo iminente” para as vidas de mais de 50 mil pessoas numa zona a oeste da cidade de Rafah, no extremo sul, depois de esta região ter sido cercada pelas forças israelitas.

    As equipas de primeiros socorros estão em risco na área cercada, enquanto tentam resgatar médicos ligados à organização palestiniana Crescente Vermelho. Esta agência diz que, neste momento, não consegue comunicar com as suas equipas neste local cuja evacuação foi ordenada por Israel esta manhã.

  • Huthis dizem ter disparado míssil balístico em direção a aeroporto israelita

    Os rebeldes Houthis, doo Iémen, assumiram a responsabilidade pelo disparo de um míssil balístico “Palestine-2” em direção ao aeroporto Ben Gurion, em Israel, esta manhã.

    As forças armadas de Israel tinham dito, há poucas horas, que tinham intercetado um míssil antes de este cruzar a fronteira.

    O porta-voz militar do grupo apoiado pelo Irão, Yahya Saree, acrescentou que os rebeldes atacaram o porta-aviões norte-americano USS Harry S. Truman.

  • Papa Francisco, que fez primeira aparição pública em semanas, está "triste" com bombardeamentos israelitas

    Papa Francisco, que fez primeira aparição pública em semanas, está “triste” com o regresso dos bombardeamentos israelitas à Faixa de Gaza, de acordo com oração publicada pelo Vaticano (por escrito) neste domingo.

    “Peço a suspensão imediata do fogo e peço que haja coragem para retomar o diálogo, para que todos os reféns possam ser libertados e seja alcançado um cessar-fogo definitivo”, disse.

    Papa Francisco reaparece em público, saúda fiéis à janela do quarto de hospital

    Por outro lado, o Papa disse-se “satisfeito por a Arménia e o Azerbaijão terem concordado com o texto final do acordo de paz. “Espero que seja assinado o mais rapidamente possível e que assim possa contribuir para estabelecer uma paz duradoura no Cáucaso do Sul.”

  • Mais de 50 mil palestinianos mortos por Israel em Gaza, diz o Hamas

    Mais de 50 mil palestinianos foram mortos por Israel na Faixa de Gaza, desde o 7 de outubro (de 2023), diz o Ministério da Saúde local, gerido pelo Hamas.

    Este número de mortes terá sido atingido, de acordo com esta fonte, depois de mais 41 pessoas terem sido mortas em Gaza nas últimas 24 horas.

  • Israel cerca bairro em Rafah cuja evacuação tinha pedido nesta madrugada

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) dizem ter concluído o cerco do bairro Tel Sultan, em Rafah, no sul de Gaza. Esta manhã, as IDF tinham emitido um aviso de evacuação “urgente” e imediata para os palestinianos que residem nesse bairro.

    De acordo com a informação oficial citada pelo The Times of Israel, a operação — que começou durante a noite — tem como objetivo “destruir a infraestrutura terrorista e eliminar terroristas na área, com o objetivo de aprofundar o controlo e expandir a área de segurança no sul da Faixa de Gaza”.

    Vários operacionais do Hamas terão sido neutralizados nesta operação, acrescenta o exército israelita.

  • Balanço de ataques israelitas contra Líbano sobe para oito mortos

    Duas vagas de ataques lançados pelo exército de Israel contra o Líbano, em resposta a disparos de ‘rockets’ provenientes de território libanês, causaram pelo menos oito mortos, de acordo com um novo balanço divulgado hoje.

    De acordo com o Ministério da Saúde libanês, citado pela agência de notícias estata ANN, cinco pessoas, incluindo uma criança, foram mortas e oito ficaram feridas na cidade de Touline, numa primeira vaga de ataques, na manhã de sábado.

    Ao início da noite, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, ordenaram “uma segunda vaga de ataques contra dezenas de alvos terroristas do Hezbollah”.

    A agência ANN referiu vários ataques israelitas no sul e leste do país, principalmente na cidade de Tiro, onde morreram três pessoas e sete ficaram feridas.

    Duas vagas de ataques lançados pelo exército de Israel contra o Líbano, em resposta a disparos de ‘rockets’ provenientes de território libanês, causaram pelo menos oito mortos, de acordo com um novo balanço divulgado hoje.

    De acordo com o Ministério da Saúde libanês, citado pela agência de notícias estata ANN, cinco pessoas, incluindo uma criança, foram mortas e oito ficaram feridas na cidade de Touline, numa primeira vaga de ataques, na manhã de sábado.

    Ao início da noite, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, ordenaram “uma segunda vaga de ataques contra dezenas de alvos terroristas do Hezbollah”.

    A agência ANN referiu vários ataques israelitas no sul e leste do país, principalmente na cidade de Tiro, onde morreram três pessoas e sete ficaram feridas.

  • Ataques aéreos israelitas matam 19 pessoas em Gaza

    Ataques israelitas contra o sul da Faixa de Gaza mataram pelo menos 19 pessoas, incluindo o líder político do movimento islamita palestiniano Hamas Salah al-Bardaweel, disseram hoje as autoridades do território.

    Dois hospitais no sul da Faixa de Gaza disseram ter recebido durante a madrugada 17 vítimas mortais dos ataques israelitas, incluindo várias mulheres e crianças.

    O Hospital Europeu disse que entre as vítimas estão cinco crianças e os pais, mortos num ataque em Khan Younis. Outra família — duas raparigas e os pais — morreu num ataque separado, também contra a mesma cidade do sul do enclave.

    O Hospital do Kuwait disse ter recebido os corpos de uma mulher e uma criança mortas noutro ataque.

    O Hamas e a comunicação social palestiniana já tinham confirmado que um dos ataques tinha morto o líder político do movimento islamita palestiniano, Salah al-Bardaweel, em Khan Yunis, assim como a mulher.

  • Bom dia.

    Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com o conflito no Médio Oriente, ao longo deste domingo.

    Deixamos, aqui, a ligação para o liveblog de ontem, sábado, que terminou com a informação de que os protestos voltaram em força às ruas de Israel.

    Protestos voltam a encher as ruas de Israel. Oposição vai convocar greve geral se governo demitir líder do Shin Bet

    Muito obrigado por nos acompanhar.

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