Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O presidente Donald Trump emitiu um ultimato ao Irão com o prazo de terça-feira para a reabertura do Estreito de Ormuz, caso contrário, ameaça atacar pontes e centrais eléctricas iranianas. Trump frisou que “muito pouco está fora dos limites” se o seu prazo não for cumprido, afirmando que tal ação não só seria um ataque fulminante como também deixaria o Irão devastado numa só noite.
    • Recebendo uma proposta de cessar-fogo de 45 dias mediada por países como Paquistão, Egipto e Turquia, os EUA e o Irão ainda não chegou a uma resolução, com a administração Trump a não endossar a iniciativa formalmente. As negociações decorrem num contexto de intensificação do conflito e são consideradas um último esforço para evitar uma vasta escalada militar, com Trump avisando que operações militares poderiam continuar independentemente das negociações.
    • No teatro de operações, forças de Israel conduziram ataques significativos contra infraestruturas de importância económica e militar no Irão, incluindo o complexo petroquímico de South Pars. Ao mesmo tempo, o Irão alegadamente atacou forças norte-americanas e instalações na região, incluindo um suposto ataque por drones a bases militares em países vizinhos e um embate com navios.
    • A guerra gerou reações no seio da comunidade internacional, com entidades como a ONU e a AIEA a manifestarem preocupações sobre os contínuos ataques a infraestruturas civis e nucleares, sublinhando o elevado risco de um acidente radiológico e o incumprimento das normativas internacionais. António Guterres, secretário-geral da ONU, já alertou os EUA para a proibição de ataques a instalações civis, enquanto o Irão condena o que chama de crimes de guerra perpetrados por Washington e Telavive.

  • Este liveblog fica por aqui.

    Continue a acompanhar toda a atualidade das tensões geopolíticas internacionais neste novo liveblog que agora abrimos.

    Até já.

  • "Atacar infraestruturas públicas é um crime de guerra": Iranianos convocados a protestar em centrais elétricas

    Alireza Rahimi, vice-ministro da Juventude e Desportos do Irão, apelou aos iranianos, incluindo jovens, artistas e atletas, para formarem correntes humanas nas centrais elétricas de todo o país amanhã, escreve a Al Jazeera.

    “Estaremos de mãos dadas para dizer: Atacar infraestruturas públicas é um crime de guerra”, escreveu Rahimi numa publicação nas redes sociais, citada pelo canal.

  • Arábia Saudia avalia danos causados por mísseis iranianos

    O Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirma que o país abateu sete mísseis balísticos iranianos lançados em direção à região leste, escreve a Al Jazeera.

    De acordo com o Ministério da Defesa, os destroços caíram nas imediações de instalações energéticas, estando atualmente em curso a avaliação dos eventuais danos.

  • FMI alerta que conflito com o Irão vai afetar a economia global mesmo que "termine hoje"

    A responsável do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou que o atual conflito vai levar a uma inflação mais elevada e a um crescimento económico global mais lento, mesmo que termine de imediato, avança a Reuters.

    Sem o conflito, Georgieva afirmou que o FMI esperava poder ajustar as suas previsões e passar a estimar um crescimento global ligeiramente mais elevado do que anteriormente.

    “Em vez disso, todos os caminhos levam agora a preços mais elevados e a um crescimento mais lento”, disse à agência de notícias. “Mesmo que a guerra termine hoje, haverá um impacto negativo persistente no resto do mundo”, acrescentou.

  • Qatar condena ataque de ministro israelita a mesquita em Jerusalém

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar partilhou um comunicado na rede social X, onde condena o ataque do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, à Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, “sob a proteção da polícia de ocupação”.

    O Qatar classifica a mais recente ação do ministro israelita de como uma “violação flagrante do direito internacional humanitário e uma provocação aos sentimentos dos muçulmanos de todo o mundo“.

  • OMS suspende evacuações médicas de Gaza após morte de pessoa "contratada para prestar serviços"

    A Organização Mundial da Saúde anunciou que irá suspender as evacuações médicas em Gaza após a morte, “durante um incidente de segurança”, de uma pessoa “contratada para prestar serviços” à agência da ONU.

    “Após o incidente, a OMS suspendeu hoje a evacuação médica de doentes de Gaza via Rafah para o Egito”, pode ler-se numa publicação na rede social X do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “As evacuações médicas permanecerão suspensas até novo aviso”, acrescenta.

    Mais de 1.700 profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros e paramédicos, foram mortos em Gaza desde outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, informa a Al Jazeera.

  • 15 norte-americanos feridos em ataque iraniano a base aérea do Kuwait

    15 norte-americanos ficaram feridos na sequência de um ataque iraniano com drones à base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, durante a madrugada, avança a a emissora CBS.

    A estação televisiva afirmou ainda que a maioria deles tinha regressado ao serviço, de acordo com fontes.

  • Irão rejeita retórica "rude e arrogante" de Donald Trump

    O Irão rejeita a “retórica rude e arrogante” de Donald Trump sobre o conflito no Médio Oriente, afirma Khatam Al-Anbiya, porta-voz do exército iraniano, segundo o TheTimes of Israel. Al-Anbiya diz ainda que as ameaças norte-americanas de atacar as infraestruturas do país não estão a atrapalhar os soldados iranianos.

    “A retórica rude e arrogante e as ameaças infundadas do delirante presidente norte-americano… não têm qualquer efeito na continuidade das operações ofensivas e de destruição dos guerreiros do Islão contra os inimigos americanos e sionistas”, disse Khatam Al-Anbiya, citado pelo jornal israelita.

  • Sirenes tocaram no Bahrein

    O Ministério do Interior do Bahrein informou que as sirenes do país foram acionadas e pediu à população para manter a calma e a dirigir-se para o local seguro mais próximo, relata a Al Jazeera.

  • Arábia Saudita intercepta quatro mísseis balísticos

    O Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou que quatro mísseis balísticos foram intercetados na região leste do país, escreve a Al Jazeera.

    O anúncio surgiu poucos minutos depois da Defesa Civil da Arábia Saudita ter informado que a Plataforma Nacional de Alerta Antecipado do país tinha emitido um aviso sobre um possível perigo na província oriental.

  • Hezbollah reivindica ataques contra forças e cidades israelitas

    O Hezbollah afirmou que os seus combatentes atacaram soldados e tanques israelitas com rockets e drones nas localidades libanesas de Aainata e Markab, avança a Al Jazeera.

    O grupo libanês disse ainda ter atacado soldados israelitas dentro e nos arredores das cidades de Kiryat Shmona e Sasa, em Israel.

  • Israel aprova plano para reabertura parcial das escolas

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, aprovou um plano do Ministério da Educação para a reabertura parcial das escolas no domingo, avança o The Times of Israel.

    De acordo com o jornal israelita, a decisão surge na sequência de uma avaliação do Comando da Frente Interna das Forças de Defesa de Israel.

    Na maior parte do país, considerada de alto risco de ataques com mísseis ou rockets, as aulas serão apenas lecionadas em abrigos antibombas, segundo o plano do Ministério da Educação de Israel. Já nas zonas de menor risco, as atividades educativas podem ser realizadas junto a abrigos.

    Para além disso, o site de notícias Ynet, segundo o The Times of Israel, refere que Netanyahu rejeitou uma proposta para designar o período de guerra como férias para os professores e, em vez disso, fazê-los trabalhar durante as férias de verão.

    Desde o início do conflito com o Irão, cerca de 2.5 milhões de crianças israelitas não vão à escola.

  • Ataque israelita mata três pessoas no sul do Líbano

    Três pessoas morreram na sequência de um ataque israelita no distrito de Tiro, no sul do Líbano, relata uma agência de notícias libanesa, de acordo com a Al Jazeera.

    Pelo menos duas pessoas ficaram feridas após aviões de guerra israelitas bombardearem uma casa na vila de Maarakah, no mesmo distrito.

    As equipas de resgate estão ainda à procura de sobreviventes, escreve o canal de notícias.

  • Israel aprova lista de novos alvos de instalações energéticas e outras infraestruturas no Irão

    Israel aprovou uma lista atualizada de alvos que inclui instalações energéticas e outras infraestruturas no Irão, segundo duas fontes israelitas citadas pela CNN.

    A lista foi revista e está a ser preparada como medida de contingência, para o caso das negociações diplomáticas do Irão com os Estados Unidos falharem, relatam as mesmas fontes.

    “Israel aguarda a decisão de Trump sobre os próximos passos, mas temos planos adicionais para as próximas semanas, dependendo da aprovação americana”, disse uma das fontes ao canal.

    De acordo com outra das fontes israelitas, o país mantém-se cético quanto à possibilidade de um acordo. Acrescentou ainda que Benjamin Netanyahu demonstrou preocupação sobre possíveis acordos de cessar-fogo em conversações recentes com Donald Trump.

    Os líderes falaram ao telefone no domingo à noite na sequência do resgate de dois pilotos norte-americanos e discutiram perspetivas diplomáticas, assim como uma maior coordenação militar entre Israel e os EUA no Irão, de acordo com o que uma das fontes disse à CNN.

  • Soa sirene alerta de rockets no norte de Israel

    Foi acionado uma sirene alerta de rockets na cidade fronteiriça de Misgav Am, no norte de Israel, encerrando uma pausa de aproximadamente três horas sem ataques com mísseis ou drones atribuídos ao Hezbollah, aos Houthis ou ao Irão, avança o The Times of Israel.

  • Quatro soldados das IDF acusados de espionagem para o Irão

    Quatro soldados das Forças de Defesa de Israel foram detidos há algumas semanas por suspeita de espionagem para o Irão, segundo o portal de notícias Ynet, escreve o The Times of Israel.

    O relato, segundo o jornal israelita, contém poucos detalhes, embora descreva a todos como soldados rasos e não se sabe se os quatro têm ligações entre si.

    A polícia israelita confirmou as detenções e afirmou que a investigação está em curso. Salientou ainda que a maioria dos detalhes do caso está sob sigilo judicial.

  • Manifestações pró-regime persistem diariamente em Teerão

    Durante todo o conflito, as praças públicas de Teerão foram palco de manifestações de apoio ao governo. Esta noite, dezenas de pessoas a agitaram bandeiras iranianas e celebraram o regime.

    “Desde o primeiro dia que as pessoas começaram a sair à rua, ficando até à 1h ou 2h da manhã, apesar das explosões, apesar dos ataques aéreos”, relata um repórter da Al Jazeera a partir da capital iraniana.

  • EUA e Egito pressionam Israel para não atacar principal passagem fronteiriça entre Líbano e Síria

    Os Estados Unidos e o Egito pressionam Israel para não atacar a principal passagem fronteiriça entre o Líbano e a Síria. De acordo com a AP, a informação foi avançada pelo chefe da Segurança Geral do Líbano, Hassan Choucair, que afirmou que os “contactos contínuos” entre Washington e o Cairo visam proteger e reabrir a passagem fronteiriça de Masnaa.

    A passagem está encerrada desde sábado, segundo a agência de notícias, depois de Israel ter alertado que poderia ser alvo de ataques devido ao alegado contrabando de armas pelo Hezbollah.

    As autoridades do libanesas e sírias negam a alegação, afirmando que os veículos são rigorosamente inspecionados.

    Mais de 200 mil pessoas atravessaram a fronteira do Líbano para a Síria desde a escalada do conflito. O fecho da passagem obriga agora os viajantes a recorrer a um percurso mais longo pelo norte, relata a AP.

  • Ataque aéreo israelita mata pelo menos 10 pessoas em Gaza

    Um ataque aéreo israelita matou pelo menos 10 pessoas e feriu um número desconhecido nos arredores de uma escola que alberga palestinianos deslocados, afirmam as autoridades de saúde de Gaza, controladas pelo Hamas, segundo a Reuters.

    De acordo com a mesma agência de notícias, antes dos ataques alguns palestinianos entraram em confronto com membros de uma milícia apoiada por Israel. Alguns relatos de médicos e habitantes apontam para que a mesma milícia tenha atacado a escola numa tentativa de raptar pessoas.

    Durante os confrontos, na região central da Faixa de Gaza, drones israelitas dispararam dois mísseis contra a zona, matando pelo menos 10 pessoas e ferindo várias outras.

    Um responsável de uma milícia pró-Israel declarou, num vídeo cuja veracidade não foi confirmada pela Reuters, que terão sido eliminados a cinco elementos do Hamas.

    Nem o Hamas nem as Forças de Defesa de Israel se manifestaram sobre o assunto.

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