Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ameaçou matar o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, durante uma conferência de imprensa. Netanyahu revelou que ataques israelitas já provocaram a morte de cientistas nucleares iranianos de alto nível, com o objetivo de impedir o desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irão. O primeiro-ministro afirmou ainda que Israel está a trabalhar em novas alianças regionais em resposta à atual crise.
    • Em resposta aos ataques, o Irão retaliou com ameaças de incendiar instalações energéticas na região caso as suas infraestruturas sejam atacadas. Além disso, o Irão fechou o Estreito de Ormuz como medida de pressão, um ponto crítico para o comércio mundial de petróleo, o que já elevou o preço do barril para acima dos 100 dólares, causando preocupações sobre uma crise energética global.
    • Nos EUA, a administração de Donald Trump está sob pressão devido a um bombardeamento que atingiu uma escola iraniana, resultando em 175 mortes, maioritariamente de crianças. Este incidente levantou críticas internas, especialmente do Partido Democrata, que exigiu respostas sobre a responsabilidade norte-americana por este atentado e expressou preocupações com os elevados custos económicos da guerra, estimados em 11 mil milhões de dólares nos primeiros seis dias.
    • A situação no Líbano também se intensificou após ataques israelitas a posições do Hezbollah. Netanyahu advertiu o governo libanês para agir contra o Hezbollah ou Israel tomará medidas por conta própria. A tensão levou a uma série de ataques e contra-ataques, exacerbando a instabilidade na região do Médio Oriente.

  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica internacional ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    “Vejam o que vai acontecer a estes canalhas desvairados hoje”. Trump ameaça Irão após destruição de avião dos EUA

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  • Netanyahu ameaça novo líder supremo e afirma que ataques israelitas mataram importantes cientistas nucleares iranianos

    Ainda durante a conferência de imprensa, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ameaçou matar o novo líder supremo do Irão e revelou que os ataques das IDF mataram cientistas nucleares iranianos de alto nível, parte do objetivo de impedir que o Irão desenvolva armas nucleares, avançou o The Guardian.

  • Irão ameaça destruir estruturas de petróleo e gás na região caso sofra ataques

    O Exército iraniano ameaçou hoje incendiar e destruir instalações de petróleo e gás no Médio Oriente caso a sua infraestrutura seja atacada.

    “O mais pequeno ataque às infraestruturas energéticas e aos portos da República Islâmica do Irão resultará numa resposta esmagadora e devastadora da nossa parte”, alertou o porta-voz do quartel-general central do Khatam al-Anbiya, ligado à Guarda Revolucionária Islâmica.

    “Em caso de um ataque deste tipo, toda a infraestrutura de petróleo e gás na região, na qual os Estados Unidos e os seus aliados ocidentais têm interesses significativos, será incendiada e destruída”, acrescentou, num comunicado divulgado pela televisão estatal.

  • EUA admitem que vão "reorganizar" esforços para reduzir danos sobre civis

    O Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse esta quinta-feira, num comunicado citado pelo Times of Israel, que está a desenvolver uma “reavaliação estratégica” para levar a cabo uma “futura reorganização” dos seus esforços para reduzir os danos sobre civis que resultam dos seus ataques.

    A informação chega depois de vários jornais norte-americanos terem noticiado que a investigação militar sobre o ataque a uma escola iraniana, onde morreram 175 pessoas (sobretudo crianças), aponta que este terá sido levado a cabo pelos EUA, que recorreram a informações obsoletas sobre aquela localização.

    Também já tinha sido noticiada a redução de 90% que o Pentágono tinha feito do seu gabinete dedicado à proteção de civis.

  • Avião de reabastecimento norte-americano despenha-se no Iraque

    Um avião de reabastecimento norte-americano despenhou-se no oeste do Iraque, anunciou hoje o Comando Central dos EUA (Centcom), adiantando que a perda do KC-135 “não foi causada por fogo inimigo ou amigo”.

    “As operações de resgate estão em curso”, acrescentou o Centcom em comunicado, referindo que outra aeronave envolvida no acidente aterrou em segurança.

    O Centcom referiu ainda que o incidente “ocorreu em espaço aéreo amigo durante a Operação Epic Fury”, em que os EUA e Israel têm atacado o Irão.

  • A lucrar com o petróleo e a Ucrânia esquecida. Pode Putin ser "o grande vencedor" da guerra no Irão?

    Empresas petrolíferas russas “nunca ganharam tanto dinheiro” como na guerra do Irão. Rússia pode ainda ganhar vantagem contra a Ucrânia, mas deve perder influência no Médio Oriente.

    A lucrar com o petróleo e a Ucrânia esquecida. Pode Putin ser “o grande vencedor” da guerra no Irão?

  • Costa convida Guterres para cimeira de líderes da UE focada no Irão e competitividade

    O presidente do Conselho Europeu convidou o secretário-geral da ONU, António Guterres, para a cimeira de líderes da UE da próxima semana, centrada na guerra no Irão e nas suas repercussões económicas, assim como na competitividade da economia.

    Numa carta-convite dirigida hoje aos chefes de Estado e Governo da União Europeia (UE), António Costa indica que convidou António Guterres para se juntar aos líderes num almoço de trabalho, com o intuito de “discutir a deterioração da situação internacional e como a UE, em cooperação com os seus parceiros, pode agir para defender o multilateralismo”.

    Este convite a António Guterres é feito numa altura em que tem havido divergências na UE quanto à postura a adotar perante os ataques de Israel e Estados Unidos ao Irão: enquanto os líderes de Espanha e Itália já consideraram estar em causa uma violação do direito internacional, o chanceler alemão defendeu que não é o momento de “dar lições” aos aliados e a presidente da Comissão Europeia considerou que a Europa não “pode continuar a ser a guardiã da velha ordem internacional”.

    “Juntos, temos de identificar os instrumentos que precisamos de mobilizar para garantir uma resposta atempada, coordenada e eficaz, que protege os nossos cidadãos e empresas, trabalhando simultaneamente no sentido de redução das tensões e estabilidade na região”, afirma, referindo que os líderes vão também discutir a “situação preocupante” no Líbano, Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

  • Israel completou vagas de ataques contra "centros de comando" do Hezbollah

    O exército israelita diz ter completado várias vagas de ataques contra infraestruturas do Hezbollah, em Beirute e no sul do Líbano.

    De acordo com um comunicado citado pelo Haaretz, o exército “atingiu vários centros de comando do Hezbollah, a partir dos quais os terroristas operavam para executar ataques de terror contra o Estado de Israel e os seus civis”.

    Israel garante ter tomado medidas prévias para reduzir o risco de atingir civis.

  • Seis soldados franceses feridos em ataque a base no Iraque

    Pelo menos seis soldados franceses ficaram feridos num ataque com drone a uma base curda e francesa na área de Makhmour, no Iraque. A informação foi avançada pelo governador de Erbil (no curdistão iraquiano), Omed Koshnaw, citado pela Reuters.

    Donald Trump tem dito que “seria fantástico” que os curdos iniciassem uma revolta no Irão, o que poderia ajudar a derrotar o regime dos aiatolas.

  • Seleção iraniana responde a Trump: "País excluído deve ser o anfitrião, que não consegue garantir segurança"

    Depois de Donald Trump ter vindo dizer que “pela sua vida e pela segurança” a seleção do Irão não deveria participar no Mundial de Futebol deste ano, nos Estados Unidos, a equipa veio responder, dizendo que “ninguém pode retirar a equipa iraniana do Mundial” e que o país que deveria ser excluído é “o que meramente tem o título de anfitrião mas não consegue garantir a segurança das equipas que participam no evento”.

    Numa publicação nas redes sociais, os iranianos frisam que o Mundial é um evento histórico e internacional organizado pela FIFA “e não por um só país”.

    “A seleção iraniana qualificou-se com autoridade e vitórias consecutivas, tornando-se uma das primeiras equipas a entrar neste grande torneio”.

  • Presidente polaco rejeita aquisições militares com financiamento europeu SAFE

    O Presidente polaco recusou hoje promulgar a participação do país no mecanismo de financiamento europeu SAFE, do qual a Polónia seria a maior beneficiária, com mais de 40 mil milhões de euros para aquisições militares.

    “Decidi não assinar a lei que permitiria à Polónia contrair o chamado empréstimo SAFE (Security Action For Europe, sigla em inglês). Nunca assinarei uma lei que viole a nossa soberania, a nossa independência e a nossa segurança económica e militar”, declarou o nacionalista Karol Nawrocki numa comunicação ao país.

    O chefe de Estado polaco propôs um projeto de lei alternativo contemplando a utilização de recursos nacionais em vez de empréstimos da União Europeia (UE) para financiar novos investimentos em Defesa.

  • Netanyahu afirma que a relação com a Administração Trump funciona através do diálogo

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que “gosta sempre de receber” o enviado da Casa Branca Steve Witkoff e que não há “imposições” dos EUA.

    “A relação entre o presidente Trump e eu, os laços que construímos entre Israel e os Estados Unidos e a cooperação entre os dois exércitos — os melhores exércitos do mundo e as melhores forças aéreas do mundo — essa cooperação é imensa”, afirmou Netanyahu.

    “Não funciona através de imposições”, salienta, garantindo que funciona através do “diálogo, conceitos partilhados, consulta e trabalho conjunto. Comecem a pensar dessa forma. É verdade em todos os níveis, mas, em primeiro lugar, entre o presidente e eu, e também entre as nossas equipas.”

  • Três funcionários da Cruz Vermelha feridos em ataques ao Irão

    A Al Jazeera está a avançar que três funcionários da Cruz Vermelha ficaram feridos em ataques aéreos na estrada Teerão-Qom, no Irão.

  • "A guerra no Irão está a correr muito bem", afirmou Trump

    Num discurso na Casa Branca para assinalar o Mês da Mulher, Donald Trump, abordou brevemente a guerra no Irão. “A guerra no Irão está a correr muito bem”, afirmou, citado na Al Jazeera.

    “A situação com o Irão está a evoluir muito rapidamente. Estamos a fazer o que tem de ser feito”, acrescentou, citado na Sky News.

    “Eles são realmente uma nação de terror e ódio, e estão a pagar um preço alto neste momento”.

  • Netanyahu deixa a porta aberta para o Líbano agir contra o Hezbollah antes que Israel exija um "preço muito alto"

    Benjamin Netanyahu deixou em aberto a possibilidade de uma operação terrestre no Líbano poder ser evitada, alertando o governo libanês que, se “continuar a permitir que o Hezbollah aja em violação do seu compromisso de desarmá-lo”, então Israel o fará.

    “Vocês comprometeram-se, então tomem o vosso destino nas vossas próprias mãos”, afirmou, acrescentando: “Chegou a hora de o fazerem.”

    “Se não o fizerem, está claro para vocês que nós o faremos”, continuou. “Como? No terreno, fora do terreno, outras coisas, não vou entrar em detalhes aqui. Mas prometo-vos, como disse, que cobraremos um preço muito alto ao Hezbollah.”

    Se o governo do Líbano “quer salvar-se”, deve “participar nesta ação”, afirmou. “Se não o fizerem, não teremos outra escolha a não ser fazê-lo à nossa maneira”.

    Netanyahu prometeu ainda não “abandonar os residentes do norte”, acrescentando que está a manter discussões “não por causa da discussão, mas discussões por causa da ação”.

  • Netanyahu não sabe se os iranianos vão derrubar o regime

    O primeiro-ministro israelita afirmou que não há garantias de que o povo iraniano se revolte depois de Israel “criar as condições” para que derrubem o regime em Teerão.

    “Pode-se levar alguém até à água, mas não se pode obrigá-lo a beber”, afirmou, acrescentando: “Criaremos as condições ideais para isso, incluindo ataques aéreos como fizemos ontem, como estamos a fazer nestes dias, para tentar dar-lhes o espaço necessário para irem às ruas”.

    Questionado sobre se iria atrás do novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, Netanyahu respondeu: “Eu não faria um seguro de vida para nenhum dos líderes das organizações terroristas.”

    Afirmou ainda que Israel tem “muitas surpresas” na manga para a campanha atual, que está a correr melhor do que o esperado.

  • Netanyahu elogia laços com Trump e afirma que Israel está a "tecer" novas alianças regionais que antes seriam inimagináveis

    Ainda durante a conferência de imprensa, Benjamin Netanyahu elogiou a sua relação com Donald Trump e afirmou que Israel também está a trabalhar para forjar novas parcerias regionais durante a guerra.

    “Criámos uma aliança sem precedentes com os Estados Unidos, uma aliança com o nosso grande amigo, meu amigo pessoal, o Presidente Trump. Falamos quase todos os dias. Falamos livremente, trocamos ideias e conselhos e tomamos decisões em conjunto”, afirmou Netanyahu.

    “A nossa relação é 100 vezes mais forte do que qualquer relação que já existiu entre um presidente americano e um primeiro-ministro israelita. Não estamos a pensar apenas nos nossos países, ou apenas nesta geração. Estamos a pensar nas gerações futuras, no futuro da humanidade”, continuou.

    Netanyahu acrescentou ainda que Israel também está a procurar novas aberturas diplomáticas na região: “Nestes dias, a minha equipa e eu estamos a tecer alianças adicionais com países da região, alianças que, há apenas algumas semanas, pareceriam inimagináveis”.

  • Ataques israelitas têm como objetivo impedir projetos nucleares do Irão

    Benjamin Netanyahu afirmou ainda que o objetivo dos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão é “impedir o Irão de desenvolver armas nucleares”.

    “Se não tivéssemos agido imediatamente, em poucos meses as indústrias da morte do Irão teriam se tornado imunes a qualquer ataque. Por isso, saímos juntos para a batalha — os Estados Unidos e Israel — para continuar o que começámos e impedir o Irão de desenvolver armas nucleares. Para impedir o Irão de desenvolver mísseis balísticos que ameaçam Israel, os Estados Unidos e o mundo inteiro. Esse é o nosso objetivo”, afirmou o primeiro-ministro israelita.

  • Netanyahu diz que a liberdade do povo iraniano se está a aproximar

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou durante a conferência de imprensa que “o momento” em que o povo iraniano vai conquistar a liberdade está “a aproximar-se”.

    “Estamos a trabalhar para avançar com outro objetivo: criar as condições que permitirão ao povo iraniano remover o regime tirânico e cruel que o oprime há quase cinquenta anos”, afirmou, citado no Times of Israel.

    “Estamos a desferir golpes devastadores contra a Guarda Revolucionária, as suas bases, as suas forças nas ruas, os seus postos de controlo — e ainda há mais por vir”, alertou.

    “Digo ao povo iraniano: o momento em que poderão embarcar num novo caminho de liberdade está a aproximar-se. Esse momento está cada vez mais próximo. Estamos convosco. Estamos a ajudar-vos. Mas, no final, depende de vocês. Está nas vossas mãos”, afirmou Netanyahu.

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