Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora

    • O Médio Oriente encontra-se num estado de grande tensão devido a uma série de ataques e contra-ataques entre o Irão, Israel e os Estados Unidos. O Irão retaliou após ataques israelitas ao campo de gás de South Pars, prometendo atingir infraestruturas energéticas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar.
    • A situação tem também repercussões económicas significativas, sendo particularmente preocupante o impacto no preço do petróleo devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz. Esta via, crucial para o comércio de petróleo, está sob um bloqueio provocado pelas tensões na região, elevando substancialmente o preço do barril.
    • No plano político, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta críticas internas e discordâncias sobre a estratégia na região, evidenciadas pela demissão de altos responsáveis que se opõem à ofensiva no Irão.
    • Em simultâneo, a Europa e outros países como o Japão procuram mediar a situação, apelando ao Irão para cessar ações que ameacem a navegação no Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo que a NATO considera esforços para garantir a segurança na região. A resposta internacional às tensões no Médio Oriente permanece uma questão crítica, com potenciais implicações para a estabilidade global.

  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar os conflitos e as tensões geopolíticas internacionais neste outro artigo em direto.

    Trump avisa Irão que, se voltar a atacar o Qatar, EUA farão explodir maior campo de gás do mundo. Ataques iranianos fazem três mortos na Cisjordânia e um em Israel

  • Macron afirma que deve haver "moratória" sobre ataques a infraestruturas civis

    Emmanuel Macron, afirma que deve haver uma “moratória” sobre ataques que visam infraestruturas civis, após os ataques a áreas de produção de gás no Irão e no Qatar. Numa publicação nas redes sociais, o Presidente francês disse que falou com o Emir do Qatar e com Donald Trump, e diz que “as populações civis e as suas necessidades essenciais, bem como a segurança do abastecimento de energia, devem ser protegidas da escalada militar.”

  • EUA ponderam o envio de milhares de tropas norte-americanas para reforço da guerra no Médio Oriente

    A administração Trump está a avaliar a hipótese de enviar milhares de tropas norte-americanos como reforços para a guerra no Médio Oriente, avança a agência Reuters que cita fontes próximas do assunto.

    Entre as medidas analisadas pelo governo Trump, uma das principais é garantir a passagem segura de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, operação que seria conduzida principalmente por meios aéreos e navais — embora esteja em cima da mesa o envolvimento de tropas americanas enviadas diretamente para a costa iraniana, afirmaram quatro fontes, incluindo dois funcionários dos EUA.

    Além disso, a administração considerou ainda a possibilidade de mobilizar forças terrestres para a Ilha de Kharg (ponto central das exportações iranianas de petróleo), embora as fontes citadas pela agência admitam o risco elevadoda operação, já que Teerão possui capacidade de atacar a ilha com mísseis e drones.

    Outra das hipóteses reveladas é a possibilidade do envio de forças americanas para proteger as reservas de urânio altamente enriquecido do Irão.

  • Estilhaços de mísseis atingem instalações de gás em Abu Dhabi

    As operações nas instalações de gás de Habshan, em Abu Dhabi, foram suspensas, depois de um incidente causado pela queda de estilhaços de mísseis, informou o Gabinete de Imprensa de Abu Dhabi, citado pela Al-Jazeera. Não há relato de feridos. As autoridades estão a atuar em incidentes nesta infraestrutura, assim como no campo petrolífero de Bab.

    Anteriormente um míssil atingiu uma instalação de gás no Qatar, enquanto as autoridades sauditas anunciaram terem intercetado quatro mísseis a caminho de Riade.

    Os ataques iranianos serão em retaliação ao ataque israelita ao campo de gás de South Pars, a maior reserva de gás conhecida no mundo, que o Irão partilha com o Qatar.

  • Porta-voz do Kremlin confirma que conversações com a Ucrânia e os EUA estão em pausa

    Depois do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmar que as negociações trilaterais entre Ucrânia, Rússia e EUA estão em pausa devido ao conflito no Médio Oriente, também Dmitry Peskov, porta-voz do gabinete da Presidência russa, confirmou que as conversações estão suspensas, numa entrevista ao jornal Izvestia citada pela agência TASS.

    Peskov afirma que o enviado especial do Presidente russo para a cooperação económica com países estrangeiros, Kirill Dmitriev, CEO do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), continua o seu trabalho no âmbito do grupo bilateral Rússia-EUA. “Kirill Dmitriev continua o seu trabalho”, disse Peskov. “O grupo trilateral foi suspenso”, acrescenta.

  • Putin lamenta morte de Ali Larijani: "Verdadeiro amigo do nosso país"

    Vladimir Putin enviou uma carta ao Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, a apresentar as suas condolências pela morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão. O conteúdo da carta foi divulgado pela televisão estatal iraniana e citado pela agência russa TASS.

    “Tive a oportunidade de encontrá-lo muitas vezes. Era um político sábio e visionário, que defendeu com firmeza os interesses de seu povo”, diz a carta. “A memória dele como um verdadeiro amigo do nosso país, que tanto contribuiu para o desenvolvimento da parceria estratégica abrangente entre Moscovo e Teerão, permanecerá nos nossos corações. Por favor, transmita as minhas mais profundas condolências e o meu apoio à sua família e entes queridos”, diz ainda o texto.

  • Primeiras vítimas de mísseis iranianos em território palestiniano, afirma Crescente Vermelho

    A queda de mísseis iranianos perto da cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada, matou hoje quatro mulheres, informou o Crescente Vermelho Palestiniano, no primeiro incidente do género em território palestiniano desde início do atual conflito no Médio Oriente.

    A mesma fonte detalhou que os paramédicos do concelho de Dura assistiram na zona de Beit Awa um total sete feridos, também mulheres, transferidas para um hospital próximo.

    Já depois da informação inicial de um ferido grave, um novo balanço deu conta de quatro vítimas mortais, todas mulheres.

    Estas são as primeiras mortes causadas por mísseis iranianos em território palestiniano no atual conflito do Médio Oriente.

  • Guarda Revolucionária iraniana ameaça "destruir" infraestruturas energéticas dos vizinhos do Golfo

    A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou destruir a indústria de petróleo e gás dos seus vizinhos do Golfo Pérsico caso o seu próprio setor energético seja novamente atacado.

    “Advertimos mais uma vez que cometeram um grande erro ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica, e a resposta a isso já está a ser implementada”, anunciou a Guarda Revolucionária, num comunicado divulgado pela imprensa iraniana e citado pela AFP. “Se isso se repetir, os ataques à sua infraestrutura energética e à de seus aliados não cessarão até que sejam completamente destruídsa, e nossa resposta será muito mais severa do que os ataques desta noite.”

  • Trump apoiou ataque a campo de gás de South Pars, mas não quer novos ataques, diz WSJ

    Donald Trump terá apoiado o ataque ao campo de gás natural de South Pars, no Irão, mas não quer mais ataques a instalações de energia iranianas, de acordo com fontes anónimas norte-americanas ouvidas pelo Wall Street Journal.

    De acordo com o jornal, o Presidente norte-americano apoiou o ataque israelita à infraestrutura energética do Irão como uma forma de enviar uma mensagem ao Irão sobre o Estreito de Ormuz, a qual acredita que terá sido recebida, e por este motivo será contra novos ataques. Contudo, as mesmas fontes afirmam que Trump poderia estar aberto a mais ataques a alvos de energia iranianos se o Irão ameaçar ou impedir a circulação no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o petróleo e o comércio internacional.

  • Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas vai à Venezuela a 31 de março

    O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, vai visitar a comunidade portuguesa na Venezuela entre 31 de março e 2 de abril, confirmou o gabinete do secretário através de comunicado.

    Emídio Sousa vai vistar Caracas e Valência, reunir com autoridades locais e encontrar membros da comunidade portuguesa, o movimento associativo, os Conselheiros das Comunidades Portuguesas, os funcionários consulares e a diáspora empresarial.

    A deslocação estava agendada para o início de março mas foi adiada por causa do conflito no Médio Oriente, quando Emídio Sousa esteve a coordenar a operação de repatriamento de cidadãos portugueses retidos na região.

  • Qatar dá prazo de 24 horas para a saída de funcionários da embaixada do Irão

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar ordena a saída do pessoal militar e diplomático da embaixada iraniana, dando-lhes um prazo de 24 horas para deixar o país, avança a Al Jazeera. O Qatar, que justifica a decisão à luz dos recentes ataques de Teerão, declarou o pessoal militar e os funcionários da embaixada iraniana como persona non grata.

    No comunicado publicado nas rede social X, o ministério explica que “entregou um memorando oficial à Embaixada da República Islâmica do Irão, informando que o Qatar considera como persona non grata tanto o adido militar como o adido de segurança da embaixada, assim como os funcionários dos respetivos gabinetes, e solicita que estes abandonem o país no prazo máximo de (24) horas”.

  • Teerão lança ataques contra Emirados Árabes Unidos, Qatar e Arábia Saudita

    O Irão lançou hoje ataques contra os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Qatar, atingindo a principal instalação de gás do território qatari e provocando “danos consideráveis” na mesma, segundo o Ministério do Interior de Doha.

    O Irão tinha ameaçado atacar as infraestruturas energéticas no Golfo, em retaliação aos ataques israelo-americanos às suas próprias instalações de gás.

    O Ministério do Interior do Qatar indicou num comunicado que a proteção civil estava “a gerir um incêndio na zona de Ras Laffan” após um ataque iraniano que, segundo um comunicado da empresa energética pública Qatar Energy, causou “danos consideráveis”.

    Na Arábia Saudita, as autoridades afirmaram ter intercetado quatro mísseis balísticos que se dirigiam para Riade.

    Também as autoridades dos Emirados Árabes Unidos anunciaram que o seu sistema de defesa aérea estava a intercetar mísseis iranianos.

  • Consegue a UE dar resposta ao impacto da guerra?

    Liliana Reis diz que a escalada no Médio Oriente vai dominar o Conselho Europeu. Admite ainda efeitos duradouros na energia e na economia e deixa o alerta para uma guerra mais longa do que o previsto. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Consegue a UE dar resposta ao impacto da guerra?

  • Perseguição a altos responsáveis do Irão "não vai parar", ameaça Israel

    O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Effie Defrin, afirmou que Telavive continuará os ataques a altos responsáveis iranianos: “Continuaremos a perseguir todos os altos responsáveis do regime”, declarou Defrin numa conferência de imprensa, citado pelo The New York Times.

    “A série de assassinatos não vai parar”, ameaçou.

  • EUA não terão participado de ataque a campo de gás iraniano, diz AP

    Os Estados Unidos terão sido informados sobre os planos de Israel em atacar o campo de gás natural de South Pars, no Irão, mas não participaram da ação, diz à AP, sob anonimato, uma pessoa familiarizada com o tema. Entretanto, a fonte não quis dizer se o Governo norte-americano concordava com a decisão israelita.

    O campo de gás de South Pars/North Dome é a maior reserva de gás conhecida no mundo, que o Irão partilha com o Qatar. Depois do ataque, o Irão informou que iria retaliar, e anunciou como alvos instalações energéticas no Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Um míssil atingiu a cidade industrial de Ras Laffan, no Qatar, enquanto outros dois mísseis terão sido intercetados pelas defesas aéreas do país. Em Riade, quatro mísseis foram intercetados, mas os estilhaços deixaram quatro pessoas feridas.

  • Quatro feridos em ataque a zona residencial em Riade

    A Defesa Civil da Arábia Saudita informou através do X que quatro pessoas de nacionalidade asiática ficaram feridas numa zona residencial de Riade ao serem atingidas por estilhaços de mísseis balísticos que foram intercetados pela defesa aérea do país. O comunicado dá conta ainda de danos materiais “limitados”. O porta-voz da Defesa Civil destaca ainda o ataque como uma “violação flagrante do direito internacional humanitário”. Anteriormente, as autoridades sauditas haviam informado que quatro mísseis balísticos iranianos haviam sido intercetados no espaço aéreo do país.

  • Qatar confirma que intercetou outros dois mísseis iranianos rumo a Ras Laffan

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar confirmou nas redes sociais que a defesa aérea intercetou outros dois mísseis iranianos que seguiam rumo à cidade industrial de Ras Laffan, onde está a principal instalação de gás natural do país.

    Anteriormente as autoridades qataris já haviam confirmado que quatro mísseis iranianos foram intercetados. Entretanto, um dos mísseis caiu perto da instalação de Ras Laffan, causando “sérios danos” na infraestrutura energética e incêndios na cidade, que já terão sido controlados. Não há registo de vítimas.

  • Presidente do Irão afirma que ataque a infraestrutura energética iraniana pode ter "consequências inconsoláveis"

    Numa publicação no X, o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou que os ataques dos EUA e Israel a infraestruturas energéticas do país pode ter “consequências incontroláveis”. Esta terça-feira foram atacados o campo de gás de South Pars/North Dome, que é a maior reserva de gás conhecida no mundo; e a central nuclear iraniana de Bushehr.

    “Condeno veementemente o ataque à infraestrutura energética do Irão. Tais atos agressivos não trarão nenhum benefício ao inimigo sionista-americano e aos seus apoiadores. Isso complicará a situação e poderá ter consequências incontroláveis, cujo alcance poderá atingir o mundo inteiro”, afirmou Pezeshkian, minutos antes do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar confirmar o ataque à instalação de gás natural de Ras Laffan.

  • JD Vance afasta guerra prolongada e apoia Trump na demissão de líder de contraterrorismo

    O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou hoje que o líder norte-americano, Donald Trump, não deseja uma guerra prolongada com o Irão e apoiou-o na demissão do diretor nacional de Contraterrorismo, que se opõe à ofensiva.

    “Ninguém gosta de guerra, certo? Garanto que o Presidente [Trump] não está interessado em colocar-nos nos atoleiros de longa duração que temos visto nos últimos anos”, afirmou JD Vance numa visita ao estado de Michigan.

    Quando questionado sobre a demissão do chefe do Departamento de Contraterrorismo, Joe Kent, o vice-presidente dos Estados Unidos apoiou Trump, que descreveu como alguém que acolhe opiniões diferentes.

    “Independentemente da sua opinião, quando o Presidente dos Estados Unidos toma uma decisão, o seu trabalho é ajudar a torná-la o mais eficaz e bem-sucedida possível”, comentou.

    Joe Kent apresentou a demissão na terça-feira, em protesto contra a guerra desencadeada pela aliança militar isrelo-americana no Irão.

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