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    Estados do Golfo anunciam estar a responder a novos ataques iranianos

  • Seleção feminina de futebol do Irão regressou esta quinta-feira a Teerão

    Algumas jogadoras da seleção nacional de futebol feminino do Irão regressaram esta quinta-feira a Teerão após a Taça Asiática na Austrália, e de duas jogadoras terem decidido pedir asilo ao governo australiano.

    De acordo com a Associated Press, a equipa foi recebida com bandeiras e flores na capital iraniana, o que causou alguma surpresa entre as atletas. “Primeiro, estamos muito felizes por estar de volta no Irão, porque o Irão é a nossa terra natal”, assinalou Fatemeh Shaban, referindo que “não estava a espera” de ser recebida por “tanta gente”.

    As duas jogadoras que optaram por não regressar ao Irão, Fatemeh Pasandideh and Atefeh Ramezanisadeh, continuam na Austrália e estão a treinar com o clube australiano Brisbane Roar.

  • Danos provocados em Ras Laffan podem demorar "até cinco anos" a recuperar. "Terá impacto nos mercados na Europa e na Ásia"

    O ataque iraniano à cidade industrial de Ras Laffan, a principal instalação de produção de gás natural liquefeito do Qatar, reduziu a capacidade de exportação por 17%, de acordo com a QatarEnergy, noticia o The Guardian.

    Os danos provocados pelo ataque do Irão esta semana poderão resultar num decréscimo de 20 mil milhões de dólares das receitas anuais. O ministro da Energia do Qatar, Saad al-Kaabi, admite que podem vir a demorar “até cinco anos” a recuperar aquilo que ficou danificado. “Terá impacto nos mercados da Europa e na Ásia”, afirmou o governante, que descreveu os ataques como sendo “injustificados e sem sentido”.

  • Irão diz que ataques dos EUA e Israel fizeram mais de 18 mil feridos civis

    Mais de 18 mil civis iranianos ficaram feridos nos últimos 20 dias de guerra com os Estados Unidos da América e Israel, avança a agência estatal do Irão. A estes milhares de feridos, notam também “centenas” de crianças que morreram, bem como duas mulheres grávidas. A IRNA refere que desde 28 de fevereiro, mais de 3.200 mulheres ficaram feridas fruto das ofensivas israelo-americanas no Irão. Não existe uma atualização do número oficial de mortos desde o dia 10 de março, onde a contagem chegava aos 1.332 civis.

  • Emirados Árabes Unidos dizem ter desmantelado rede do Hezbollah no país

    O serviço de segurança dos Emirados Árabes Unidos confirmou esta noite ter desmantelado uma rede do Hezbollah a operar dentro do país.

    De acordo com o comunicado citado pela Al Jazeera, o objetivo desta rede criminosa seria “infiltrar a economia nacional e executar esquemas externos para ameaçar a estabilidade financeira do país”.

    “Violação dos sistemas legais e económicos para lavar dinheiro, financiar terrorismo e ameaçar a segurança nacional”, lê-se ainda. Os membros desta rede terão sido detidos pelas autoridades dos Emirados, mas não revelaram a composição do grupo financiado pelo Hezbollah e pelo Irão.

  • Europa quer circulação marítima "em segurança e em liberdade" no Estreito de Ormuz

    Os líderes europeus, num documento agora divulgado após uma reunião sobre o conflito no Médio Oriente, apelaram à necessidade de garantir o espaço aéreo regional e, relativamente ao Estreito de Ormuz, permitir a circulação marítima “em segurança e em liberdade”.

    “O Conselho Europeu reitera que o Irão nunca poderá adquirir uma arma nuclear e que deverá cumprir as suas obrigações juridicamente vinculativas em matéria de salvaguardas nucleares ao abrigo do Tratado de Não Proliferação”, lê-se no comunicado partilhado pela Sky News.

  • Líderes europeus querem medidas contra aumento de preços e pedem moratória para ataques contra infraestruturas de energia e água

    Os líderes europeus vão pedir à Comissão Europeia ajuda para tomarem medidas temporárias e específicas para fazerem frente ao aumento dos preços da energia devido à guerra no Irão, revela um documento noticiado pela Reuters.

    “O Conselho Europeu pede a máxima contenção, a proteção dos civis e das infraestruturas civis e respeito total pela lei internacional por todas as partes”, lê-se nas conclusões da cimeira desta quinta-feira.

    E pedem uma moratória nos ataques contra infraestruturas que tenham a ver com água e energia.

  • Israel diz que atingiu mais de 130 alvos para enfraquecer mísseis balísticos iranianos

    O exército israelita diz ter atingido mais de 130 alvos em território iraniano, durante esta quinta-feira, para enfraquecer “o leque de mísseis balísticos do regime de terror iraniano”.

    Numa declaração citada pelo Haaretz, as Forças Armadas israelitas dizem que atingiram lançadores de mísseis balísticos e sistemas de defesa aérea, para tentar “reduzir ao mínimo o fogo lançado contra Israel”.

  • Qatar afirma que ataques iranianos reduzem 17% capacidade de exportação de GNL 

    O governo do Qatar afirmou hoje que os ataques iranianos às suas instalações energéticas reduzirão em 17% a capacidade de exportação de gás natural liquefeito (GNL), causando perdas estimadas em 20 mil milhões de dólares em receitas anuais.

    “A reparação dos danos nas instalações de GNL levará três a cinco anos. Isto terá repercussões para a China, Coreia do Sul, Itália e Bélgica”, disse o ministro qatari da Energia, Saad Sherida Al-Kaabi, em comunicado.

    “Isto significa que seremos forçados a declarar força maior até cinco anos em alguns contratos de GNL de longo prazo”, acrescentou o ministro, referindo-se ao termo jurídico que significa que eventos fora do controlo do país podem impedi-lo de atingir as suas metas de exportação.

  • Paulo Rangel conversou com ministro israelita sobre operação militar de Israel no Líbano

    O ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Rangel conversou esta tarde com o seu homólogo israelita Gideon Sa’ar sobre a ofensiva atualmente a decorrer no Líbano contra o Hezbollah. Na rede social X, o chefe da diplomacia de Israel diz ter “detalhado o sofrimento dos cidadãos israelitas” ao longo das últimas semanas de “milhares de mísseis e ataques com drones” que têm vindo tanto do Irão, como da fronteira a norte.

    “Disse que Teerão controla de facto o Líbano, enquanto o Hezbollah continua a ser a força militar dominante no país. O governo libanês não tomou nem está a tomar medidas concretas para impedir os ataques do Hezbollah contra Israel”, escreve o ministro israelita.

  • França vai duplicar apoio humanitário para o Líbano

    França vai duplicar o apoio humanitário que tem vindo a enviar para o Líbano durante o conflito, confirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros Jean-Noel Barrot.

    Nas redes sociais, o chefe da diplomacia francesa compromteu-se com 17 milhões de euros para o país, durante uma visita a Beirute, um dos locais mais afetados pela ofensiva israelita contra o Hezbollah.

  • Zelensky anuncia encontro com negociadores dos EUA no sábado

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou esta quinta-feira que uma delegação de Kiev vai reunir-se no sábado com os enviados da Casa Branca nos Estados Unidos para retomar o processo negocial sobre o conflito na Ucrânia.

    “A equipa ucraniana — concretamente a parte política do grupo — já está a caminho. Esperamos uma reunião nos Estados Unidos no sábado“, disse Zelensky no seu pronunciamento diário.

    Segundo o líder ucraniano, já era “tempo de pôr fim” à pausa nas negociações entre Kiev e Moscovo, promovidas por Washington, que passaram para segundo plano desde o início da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

  • "Não sei quem está a comandar o Irão neste momento", admite Netanyahu. "Mas estamos a ver brechas no poder"

    Benjamin Netanyahu, questionado sobre a liderança atual do Irão, admite que “não sabe” quem está efetivamente a comandar o país após a morte do aiatola Ali Khamenei, referindo que o seu sucessor “ainda não mostrou a cara” e que “existe uma nuvem que ainda não desapareceu” relativamente ao filho do líder supremo defunto. “Vocês já o viram? Nós ainda não o vimos”, questiona o primeiro-ministro israelita.

    Porém, admite conseguir observar “muitas tensões” entre os quadros mais altos do poder iraniano. “A mudança de regime não vai acontecer num dia, mas estamos a ver brechas no poder”, assegura Netanyahu, que diz conseguir ver “medo e apreensão” entre os líderes iranianos, que terão “medo de morrer”.

    “Estamos a ver brechas e vamos voltar a atingi-los”, garante. “Se vão ter o mundo como alvo, se vão ter o Presidente dos EUA como alvo, eles próprios vão ser os alvos”, acrescenta Netanyahu.

    Ainda assim, o primeiro-ministro de Israel volta a reforçar que “não é garantido que o regime vá mudar” e, por isso, torna a apelar ao “corajoso povo iraniano” para que se mobilize quando a estrutura de poder estiver mais enfraquecida.

  • UE sob pressão para recuar no mercado do carbono, mas pode ser um tiro no pé da indústria europeia, alerta análise

    Grupo de reflexão belga apresenta cinco argumentos contra o alívio das regras do mercado de carbono, pedido por vários países da UE para conter os preços de energia. É uma “autosabotagem económica”.

    UE sob pressão para recuar no mercado do carbono, mas pode ser um tiro no pé da indústria europeia, alerta análise

  • "Israel agiu sozinho" no ataque contra South Pars e, após aviso de Trump, Netanyahu confirma que "não se vai repetir"

    Questionado sobre a publicação de Donald Trump sobre o ataque israelita na central de gás natural de South Pars, no Irão, Benjamin Netanyahu confirma que “Israel agiu sozinho” e que, após conversa com o Presidente dos EUA, ataque “não se vai repetir”.

    O primeiro-ministro, respondendo a questões da imprensa internacional, admite que uma das prioridades para um cenário pós-guerra é definir rotas alternativas para a passagem de petróleo e gás natural pelo Estreito de Ormuz.

    Mas já na reta final da conferência de imprensa, Netanyahu reforçou que nesta operação militar conjunta com os Estados Unidos da América, “Donald Trump é o líder” e Israel o “aliado modelo”. “Estamos a lutar por um objetivo comum, falamos regularmente”, continua o primeiro-ministro israelita, referindo que se trata de uma “cooperação sem precedentes”. “Trump toma as suas próprias decisões e eu respeito”, conclui.

  • Netanyahu não quer "substituir Hitler por um Himmler", defendendo um "governo democrático de transição" no Irão

    Um dos três objetivos de Israel para este conflito é “criar as condições” para uma mudança de regime no Irão. Mas, como afirma Benjamin Netanyahu, “não se fazem revoluções pelo ar”. Assim, o primeiro-ministro de Israel diz que conseguem “criar as condições”, mas que cabe aos iranianos “aproveitar estas condições”.

    “Não queremos substituir Hitler por um Himmler”, compara Netanyahu, para defender um “governo democrático de transição”, uma mudança do regime dos aiatolas. E, apesar de elogiar os esforços de Reza Pahlavi enquanto “força do bem” para “unir” os iranianos, “ainda é muito cedo” para colocar o filho do último Xá do Irão no poder.

  • Netanyahu diz que guerra vai "demorar o tempo que for necessário" e agradece "liderança visionária" de Trump

    “Vamos trabalhar em conjunto e vamos ganhar em conjunto”, garante Netanyahu em conferência de imprensa. Numa mensagem transmitida diretamente para os israelitas que têm vindo a questionar a possível duração do conflito no Irão, o primeiro-ministro defende que a guerra vai “demorar o tempo que for necessário” até os três objetivos principais serem cumpridos.

    O primeiro-ministro de Israel aproveitou a oportunidade para agradecer a “liderança visionária” do “amigo” Donald Trump ao longo destes 20 dias de operação militar, referindo que Israel e os Estados Unidos da América não estão a proteger apenas o Médio Oriente, mas “o mundo inteiro”.

    Aqui, Netanyahu aproveitou a oportunidade para afastar mais “fake news” que têm vindo a circular: a “ideia de que Israel arrastou os Estados Unidos para o conflito com o Irão”. “Há alguém que pense que pode dizer ao Presidente Trump o que fazer?”, desacredita o primeiro-ministro, referindo que o Chefe de Estado norte-americano “toma sempre decisões baseadas naquilo que acredita ser melhor para a América”.

  • Irão "já não tem capacidade para enriquecer urânio nem para produzir mísseis balísticos", garante Netanyahu

    Benjamin Netanyahu fala agora à imprensa pela segunda vez desde o início do conflito no Irão. Ao fim de 20 dias de guerra, o primeiro-ministro israelita garante que Teerão “já não tem capacidade para enriquecer urânio nem para produzir mísseis balísticos”.

    Netanyahu esclarece que a operação “Rugido de Leão” tem três objetivos: “remover a ameaça nuclear, remover a ameaça de mísseis balísticos” e “criar as condições para os iranianos traçar fazer o seu próprio destino”.

    “Apesar de toda a desinformação, ao fim de 20 dias, estamos a ganhar e o Irão a ser dizimado”, assegura o primeiro-ministro. Netanyahu descreve Israel como estando “mais forte que nunca” e o Irão “mais fraco”. “Ainda há muito trabalho por fazer, e vamos fazê-lo agora”, acrescenta.

  • Em junho ou até mais cedo, em abril. BCE admite voltar às subidas de juros por causa da guerra no Irão

    Mercados estão a prever duas subidas até ao final do ano, para 2,5%. BCE dá a entender que, no cenário-base, talvez não seja preciso subir. Mas em cenários mais adversos inflação pode ultrapassar 4%.

    Em junho ou até mais cedo, em abril. BCE admite voltar às subidas de juros por causa da guerra no Irão

  • Dois bombardeiros norte-americanos descolam do Reino Unido. BBC prevê "ataque profundo" no Irão

    Dois bombardeiros B-52 da Força Aérea norte-americana partiram da base de Fairford, no Reino Unido, há poucos minutos. De acordo com a BBC, as duas aeronaves apareciam carregadas com mísseis cruzeiro, indicando que estariam preparadas para um “ataque profundo” no Irão.

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