Momentos-chave
- Trump admite oferecer mísseis Tomahawk a Kiev se Putin não acabar com a guerra
- Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano acusa Rússia de tentar roubar instalação nuclear ucraniana
- Moscovo mostra preocupação com a possibilidade dos EUA fornecerem mísseis de longo alcance à Ucrânia
- Zelensky considera que um acordo parecido com o firmado entre Israel e o Hamas possa ser orquestrado na Ucrânia
- Zelensky fala com Trump pela segunda vez em dois dias
- Rússia lançou mais de 3000 drones, 92 mísseis e quase 1360 bombas aéreas contra a Ucrânia numa semana
- EUA estão a ajudar a Ucrânia a atingir infraestruturas energéticas russas
- Pelo menos 7 mortos e 23 feridos, incluindo crianças, nos ataques russos à Ucrânia no último dia
Histórico de atualizações
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Bom dia, este liveblog vai ser encerrado, obrigada por nos ter acompanhado.
Continue a par da atualidade da guerra da Ucrânia neste novo liveblog.
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Trump admite oferecer mísseis Tomahawk a Kiev se Putin não acabar com a guerra
Donald Trump admitiu este domingo, em declarações aos jornalistas dentro do avião que o está a levar a Israel, que pode oferecer mísseis Tomahawk à Ucrânia se Putin não acabar com a guerra.
Ao responder questões sobre as conversas com Volodymyr Zelensky no passado sábado e este domingo, o Presidente dos Estados Unidos da América disse que não venderia mísseis diretamente para a Ucrânia, mas poderia fornecê-los à NATO, que depois podem direcionar os Tomahawk a Kiev. “Talvez diga-o (Putin), que se não acabar a guerra, podemos fazer isto”, disse Trump, em declarações citadas pela Reuters. “Talvez não façamos, mas podemos fazer… Querem ter Tomahawks a voar na sua direção? Acho que não”.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano acusa Rússia de tentar roubar instalação nuclear ucraniana
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou a Rússia de cortar deliberadamente a linha de energia externa para a usina nuclear russa de Zaporaíjia a fim de conectar a usina à rede elétrica de Moscovo.
“A Rússia interrompeu intencionalmente a conexão da usina com a rede ucraniana para testar à força a reconexão com a rede russa”, escreveu Andrii Sybiha no X, ao denunciar a “tentativa de roubo de uma instalação nuclear ucraniana pacífica”.
“Moscovo tenta enganar a AIEA e toda a comunidade técnica e diplomática, fingindo que o problema é causado por alguém que não ela própria”, disse Sybiha.
The Zaporizhzhia nuclear power plant remains in a blackout for almost three weeks, threatening nuclear safety.
Russia intentionally broke the plant’s connection with the Ukrainian grid in order to forcefully test reconnection with the Russian grid. The action that has never been…
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) October 12, 2025
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Moscovo mostra preocupação com a possibilidade dos EUA fornecerem mísseis de longo alcance à Ucrânia
Moscovo mostrou preocupação com a possibilidade dos Estados Unidos da América fornecerem Tomahawk, mísseis de longo alcance, à Ucrânia. “O tema Tomahawk é de extrema preocupação”, disse este domingo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskovs em declarações à televisão estatal russa e citado pela Reuters. “É um momento muito dramático porque as tensões estão a escalar de ambos os lados”, disse ainda.
Os mísseis Tomahawk são capazes de alcançar mais de 2500 quilómetros, o que significa que a Ucrânia seria capaz de atingir o interior da Rússia, incluindo a capital, Moscovo.
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Zelensky considera que um acordo parecido com o firmado entre Israel e o Hamas possa ser orquestrado na Ucrânia
Em declarações à Fox News e citado pelo The Guardian, Volodymyr Zelensky disse este domingo que espera que um acordo similar ao firmado entre Israel e o Hamas possa ser orquestrado para acabar com a guerra na Ucrânia.
“É um verdadeiro sucesso. Dá-nos sinais e esperança que, com esta pressão, que o Presidente Trump usou no Médio Oriente para trazer a paz, que possa usar os mesmos instrumentos, ou mesmo mais, para pressionar Putin a acabar com a guerra na Ucrânia”.
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Zelensky fala com Trump pela segunda vez em dois dias
O Presidente ucraniano avançou que voltou hoje a falar com Donalde Trump, naquela que é a segunda conversa em dois dias. Assim como ontem, Volodymyr Zelensky classificou o telefonema como “muito positivo”.
Os dois líderes discutiram o apoio à defesa aérea e ataques de longo alcance, à medida que a Rússia intensifica os seus ataques à infraestrutura energética da Ucrânia.
“O Presidente Trump está bem informado sobre tudo o que está a acontecer”, escreveu no Telegram.
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Rússia lançou mais de 3000 drones, 92 mísseis e quase 1360 bombas aéreas contra a Ucrânia numa semana
Volodymyr Zelensky avançou que, ao longo da última semana, a Rússia lançou mais de 3100 drones, 92 mísseis e quase 1360 bombas aéreas contra o território Ucrânia.
O Presidente ucraniano disse que a Rússia está a intensificar os ataques à medida que a atenção global se volta para o Médio Oriente: “É precisamente por isso que não se pode permitir qualquer abrandamento da pressão”, disse Zelensky, citado no Kyiv Independent.
“Sanções, tarifas e ações conjuntas contra os compradores de petróleo russo — aqueles que financiam esta guerra — devem permanecer em vigor”, defendeu.
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EUA estão a ajudar a Ucrânia a atingir infraestruturas energéticas russas
O Financial Times revelou que os EUA têm estado a a ajudar a Ucrânia a realizar ataques contra instalações energéticas russas há vários meses, notando que, durante o verão, os ataques das forças ucranianas às instalações petrolíferas de Moscovo intensificaram-se, interrompendo as operações e agravando a escassez de combustível no país liderado por Vladimir Putin.
De acordo com o jornal, os serviços secretos dos EUA têm fornecido a Kiev dados sobre alvos importantes, como grandes refinarias de petróleo e infraestruturas russas. Os EUA estão assim envolvidos em todas as etapas do planeamento operacional, mas é Kiev quem mantém o controlo sobre a seleção dos alvos, com Washington apenas a aconselhar sobre as vulnerabilidades dos mesmos.
De acordo com as fontes do Financial Times, a medida também faz parte de um esforço coordenado para enfraquecer a economia de Vladimir Putin e pressioná-lo a sentar-se à mesa das negociações.
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Pelo menos 7 mortos e 23 feridos, incluindo crianças, nos ataques russos à Ucrânia no último dia
Nas últimas 24 horas, pelo menos sete pessoas morreram e 23 ficaram feridas, incluindo crianças, na sequência de ataques russos contra o território ucraniano, avança o Kyiv Independent. Entre as regiões sob fogo está Odesa, Donetsk, Zaporijia, Dnipro, Kharkiv e Kherson.
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Bom dia,
Iniciamos aqui um novo dia de cobertura jornalística da guerra na Ucrânia. Pode ver o que se passou ontem neste artigo em direto.
Pelo menos dois mortos em 679 ataques russos contra Zaporíjia em 24 horas