Momentos-chave
- Ataque russo a Zaporizhzhia provoca incêndio de grandes proporções
- Rússia não quer acabar com a guerra e fez “um dos ataques mais brutais”, diz Zelensky
- Serviços secretos alemães acreditam que a Rússia quer testar eficácia do artigo 5.º da NATO
- Sobe para 21 o número de mortos nos ataques russos noturnos
- Apaziguar a Rússia causa mais bombas, agressões e vítimas, diz Tusk
- Zelensky: Ucrânia "está totalmente comprometida com diálogo construtivo" com os EUA
- Ucrânia pondera retirar-se de Kursk. Tropas russas romperam linhas de defesa e podem cercar ucranianos
- Ataque ucraniano danifica refinaria na Rússia, a mais de mil quilómetros da fronteira
- Ucrânia destrói dois comboios militares em território russo
- Ataques russos fazem 14 mortos na Ucrânia
Histórico de atualizações
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Ataque russo a Zaporizhzhia provoca incêndio de grandes proporções
Um ataque russo com recurso a drones deu origem a um grande incêndio na região de Zaporizhzhia, disse o governador regional Ivan Federov citado pelo Kyiv Independent.
O ataque afetou “infraestruturas críticas” e levou a que o abastecimento de gás tivesse algumas falhas.
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Rússia não quer acabar com a guerra e fez “um dos ataques mais brutais”, diz Zelensky
O Presidente da Ucrânia acusou hoje a Rússia de não querer acabar com a guerra, depois “um dos ataques mais brutais” dos russos em Dobropilia, que fez pelo menos 11 mortos e 50 feridos, incluindo sete crianças.
“A Rússia está literalmente a provar todos os dias, com a sua crueldade, que nada mudou para eles em Moscovo. Não estão a pensar em como acabar com a guerra, mas em como conseguir destruir e capturar mais, enquanto o mundo lhes permitir travar esta guerra”, denunciou Volodymyr Zelensky numa mensagem na sua conta do Telegram.
Acrescentou que o ataque a Dobropilia, na região oriental de Donetsk, foi “um dos mais brutais” da Rússia, um ataque combinado “especialmente calculado para causar o máximo de danos”, lançando mísseis e drones Shahed no centro da cidade.
O Presidente recordou que 11 pessoas foram mortas no ataque e que o segundo impacto ocorreu quando as equipas de salvamento começavam a trabalhar no local.
Para além dos 11 mortos, entre os quais um membro do Serviço Estatal de Situações de Emergência, 50 outras pessoas ficaram feridas, entre as quais sete menores, a mais nova das quais uma menina de 10 anos.
No ataque, que teve lugar na noite de 7 para 8 de março, foram atingidos nove edifícios residenciais, um centro comercial e várias lojas.
Zelensky recordou que no sábado foram registados mais ataques contra civis em Donetsk, Kharkiv e Kherson.
“É claro que fazemos tudo o que está ao nosso alcance para proteger vidas. E agradeço a todos os líderes, a todos os diplomatas dos nossos países parceiros, a todas as figuras públicas que apoiam a Ucrânia, que condenaram estes ataques russos e que chamam as coisas pelos nomes”, sublinhou.
“É importante que continuemos a coordenar todos os nossos esforços com os nossos parceiros para garantir que a nossa defesa funcione eficazmente e que seja feito tudo o que for possível para aproximar a paz”, concluiu.
Today, all day long, work continued in the city of Dobropillya, the Donetsk region, following a Russian strike. It was one of the most brutal attacks, a combined strike carefully planned to cause maximum damage. Missiles, along with Shahed drones, targeted the central part of the… pic.twitter.com/bipdh5iS9I
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 8, 2025
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Rússia bloqueia Telegram nas regiões da Chechénia e do Daguestão
Yuri Gamzatov, ministro da Digitalização do Daguestão, avançou que o Telegram foi bloqueado nas regiões russas da Chechénia e do Daguestão de forma a evitar que a aplicação seja utilizada por inimigos que promovem ações para perturbar a paz naquelas regiões, citou a CNN.
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Serviços secretos alemães acreditam que a Rússia quer testar eficácia do artigo 5.º da NATO
O presidente dos serviços secretos alemães, Bruno Kahl, afirmou numa entrevista ao Deutsche Welle que a Rússia está a considerar testar a eficácia das garantias de segurança da NATO. Acrescentou ainda que as ações do Kremlin podem mesmo vir a intensificar-se num futuro próximo caso os combates na Ucrânia parem.
“Esperamos sinceramente que isso não seja verdade e que não sejamos colocados na difícil posição de sermos testados. No entanto, temos de partir do princípio de que a Rússia quer pôr-nos à prova, pôr à prova a unidade do Ocidente”, afirmou, citado na CNN.
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Sobe para 21 o número de mortos nos ataques russos noturnos
A nova atualização dá conta de que pelo menos 21 pessoas morreram durante os ataques noturnos das forças russas contra a Ucrânia, avança a BBC. Em Donetsk são 17 as vítimas mortais, incluindo cinco crianças, e 30 feridos; em Kharkiv o número manteve-se nas três vítimas mortais e sete feridos; e, em Kherson, o governador militar da região dá conta da morte de uma mulher de 54 anos.
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Apaziguar a Rússia causa mais bombas, agressões e vítimas, diz Tusk
Referindo-se à Rússia, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, disse que “apaziguar os bárbaros” está a levar a mais tragédias na Ucrânia.
“Isto é o que acontece quando alguém apazigua os bárbaros. Mais bombas, mais agressão, mais vítimas. Mais uma noite trágica na Ucrânia”, escreveu Tusk na rede social X.
This is what happens when someone appeases barbarians. More bombs, more aggression, more victims. Another tragic night in Ukraine.
— Donald Tusk (@donaldtusk) March 8, 2025
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Zelensky: Ucrânia "está totalmente comprometida com diálogo construtivo" com os EUA
A Ucrânia está “totalmente comprometida” com um diálogo construtivo com os representantes dos EUA na próxima semana, escreveu Volodymyr Zelensky na rede social X, antecipando a tão esperada reunião na Arábia Saudita.
“Estamos totalmente comprometidos com o diálogo construtivo e esperamos discutir e concordar com as decisões e medidas necessárias”, sublinhou o presidente da Ucrânia, realçando que “a Ucrânia vem procurando a paz desde o primeiro segundo desta guerra” e que deseja alcançar a paz de forma “rápida e efetiva”.
Today, a highly productive meeting took place in Kyiv between the diplomatic teams of Ukraine and the UK.
We discussed our joint steps that could bring us closer to peace and accelerate diplomatic efforts. I’m grateful for the support. Ukraine is determined to do everything to…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 8, 2025
Zelensky também vai estar na Arábia Saudita na próxima terça-feira, onde se irá encontrar com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman..
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União Europeia acusa Putin de não ter “qualquer interesse na paz”
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) afirmou hoje que o Presidente russo, Vladimir Putin, “não tem qualquer interesse na paz”, aludindo a mais uma noite de ataques que provocaram pelo menos 11 mortes na Ucrânia.
“Os mísseis russos continuam a chover implacavelmente sobre a Ucrânia, trazendo mais morte e destruição. Mais uma vez, Putin mostra que não tem interesse na paz”, escreveu Kaja Kallas na rede social X.
A alta representante para a Política Externa da UE salientou que o grupo dos 27 Estados-membros deve aumentar o apoio militar.
“Caso contrário, mais civis ucranianos vão continuar a pagar o preço mais elevado” da guerra, justificou.
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Ucrânia pondera retirar-se de Kursk. Tropas russas romperam linhas de defesa e podem cercar ucranianos
A Ucrânia está a ponderar a retirada das forças da região russa de Kursk. Pelo menos 10 mil soldados ucranianos estão em risco de ficarem cercadas pelos russos, depois de as forças de Moscovo terem quebrado as principais linhas de defesa e interrompido as cadeias de abastecimentos ucranianas, escreve o The Telegraph.
As forças russas avançaram a sul de Sudzha, cruzando a fronteira para a região de Sumy, na Ucrânia, esta sexta-feira.
Um oficial sénior do exército ucraniano disse ao jornal britânico Telegraph que a Ucrânia está a ponderar retirar-se da região de Kursk para evitar mais perdas.
Mapas do blog militar ucraniano Deepstate revelam que cerca de três quartos das forças ucranianas que operam em território russo estão quase totalmente cercadas. E com o avanço russo, as forças ucranianas poderão ficar divididas em dois grupos.
A Ucrânia mantém-se nesta zona várias unidades de elite, nomeadamente a 95ª Brigada de Assalto Aéreo, a 115ª Brigada Mecanizada e o 8º Regimento de Forças Especiais.
Uma fonte no gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse à revista Time que as operações na região de Kursk foram mais afetadas pela recente interrupção da partilha de informações por parte dos Estados Unidos. Desta forma, Washington terá permitido que os russos operem mais livremente e planeiem ataques sem o conhecimento das forças ucranianas.
Acredita-se que um número significativo de tropas norte-coreanas foi usado na ofensiva russa em Kursk, juntamente com drones — que atacam os meios de transporte usados pela Ucrânia para abastecer as suas forças.
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Ataque ucraniano danifica refinaria na Rússia, a mais de mil quilómetros da fronteira
Um tanque de uma refinaria da petróleo Kirishi , uma das maiores da Rússia, foi danificado pela queda de destroços durante um ataque de drones ucranianos esta noite, escreve a agência Reuters, citando o governador da região de Leninegrado, onde ocorreu o ataque.
“As defesas aéreas derrubaram um drone na aproximação à refinaria, o outro foi destruído sobre a área da empresa”, disse Alexander Drozdenko, governador da região de Leningrado, no Telegram. Não há registo de feridos nem de um incêndio na sequência do ataque. A refinaria em causa, a Kirishinefteorgsinten, é uma das duas principais refinarias da Rússia (com capacidade para refinar 350 mil barris por dia).
A infraestrutura fica muito longe da fronteira ucraniana, a mais de mil quilómetros, e já perto da fronteira com a Finlândia.
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Ucrânia destrói dois comboios militares em território russo
A Ucrânia destruiu, nas últimas semanas, dois comboios usados para transportar material militar e armas em território russo, escreve o Kyiv Independent, citando dos Serviços Secretos militares ucranianos.
Um comboio usado para transportar armas e equipamentos militares da Rússia para a Ucrânia ocupada foi destruído na noite de 5 para 6 de março na cidade de Voronezh, a cerca de 300 quilómetros da fronteira. Outro comboio foi incendiado no dia 19 de fevereiro no distrito de Orekhovo-Zuyevsky, na região de Moscovo.
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Ataques russos fazem 14 mortos na Ucrânia
Dois ataques levados a cabo pelas forças russas no leste e no nordeste da Ucrânia, nas últimas horas, fizeram pelo menos 14 mortos e dezenas de feridos. Segundo o Kyiv Independent, 11 pessoas morreram num ataque — com mísseis e drones — a um bloco de apartamentos na cidade de Dobropillia, na região de Donetsk.
De acordo com chefe da Administração Militar Regional de Donetsk, Vadym Filashkin, há registo de 11 mortos e de pelo menos 30 feridos. No entanto, as equipas de resgate ainda tentam encontrar mais pessoas que poderão ter ficado presas sob os escombros dos oito edifícios residenciais atingidos.
Hellish photos: Russian occupiers struck Dobropillya in Donetsk region
At least 11 killed and 30 injured.
Residential buildings and dozens of apartments are on fire. While firefighters were extinguishing the blaze, Russia launched a repeat strike, damaging a fire truck. pic.twitter.com/6J61egPzii
— NEXTA (@nexta_tv) March 8, 2025
Já na região de Kharkiv, mais a norte, um drone russo com explosivos atingiu uma fábrica de processamento de carne, matando três trabalhadores, todos homens. Segundo o governador da região, Oleh Syniehubov, o ataque provocou ainda sete feridos.
Durante a noite, a Força Aérea da Ucrânia informou que 145 drones foram lançados pela Rússia, bem como dois mísseis balísticos e um míssil de cruzeiro.
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Bom dia.
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