Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Hamas saúda "aparente" decisão de Donald Trump
- Operações contra Israel já estão em vigor, afirmam os Houthis
- Líderes da extrema-direita de França visitam Israel para conferência sobre antissemitismo
- Exército de Israel usou gás lacrimogéneo durante ataque na Cisjordânia
- Protesto: israelitas pedem libertação de reféns e um acordo de cessar-fogo
- "Ninguém será expulso de Gaza", garante Donald Trump
- Ministros árabes vão continuar as negociações com os Estados Unidos, avança o The Times of Israel
- Hamas saúda Houthis pelo anúncio do bloqueio no Mar Vermelho
- "O Irão pode retaliar", avisa o líder supremo do país em resposta à carta de Donald Trump
- "O terror tem de ser erradicado", diz Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel
- Yaniv Asor é o novo chefe do Comando Sul do exército israelita
- Primeiro-ministro britânico "chocado" com bloqueio de ajuda em Gaza
- "Nunca vi nada parecido com o que vi em Gaza", diz coordenador humanitário da ONU
- Mais de 48 mil mortos confirmados desde o início do conflito, informa o Ministério da Saúde palestiniano
- IDF alegam que Hamas enviou menino palestiniano de 4 anos para posto do exército israelita
- Famílias de reféns apelam a que Israel restabeleça fornecimento de energia em Gaza
- Médicos Sem Fronteiras criticam Israel por "instrumentalizar" ajuda humanitária em negociações
- Israel está focada no plano do enviado dos EUA nas negociações no Qatar, segundo o Times of Israel
- China anuncia reunião em Pequim com Irão e Rússia sobre programa nuclear iraniano
- Carta de Trump para o Irão sobre programa nuclear vai ser "entregue em breve por um país árabe"
- Metade dos israelitas acredita que Trump está mais preocupado com os reféns em Gaza do que Netanyahu
- Huthis do Iémen voltam a ameaçar “qualquer navio israelita”
- Autoridade Palestiniana critica Hamas por negociações com EUA para acordo no pós-guerra
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou na sua decisão de retirar os palestinianos da Faixa de Gaza, garantindo que “ninguém será expulso de Gaza”. Esta declaração surgiu como resposta a planos controversos do governo israelita para deslocar forçosamente a população da região. O Hamas elogiou o aparente recuo de Trump, apelando a que não se alinhasse com a visão da “extrema-direita sionista”.
- A situação humanitária na Faixa de Gaza continua crítica, com bloqueios à entrada de ajuda humanitária e energia. Organizações como os Médicos Sem Fronteiras criticam severamente Israel por utilizar a ajuda como “moeda de troca” em negociações de cessar-fogo, sublinhando que essas ações estão a prejudicar gravemente a população civil.
- Os rebeldes Houthis do Iémen emitiram uma ameaça renovada ao anunciar que irão considerar qualquer navio israelita que passe perto das suas águas como um alvo. Esta ação visa pressionar Israel a reabrir os canais de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, numa escalada da tensão regional que já ameaça a navegação e a estabilidade de importantes rotas marítimas.
- Nas negociações no Qatar sobre o cessar-fogo em Gaza, a atenção de Israel está centrada na proposta do enviado norte-americano, Steve Witkoff, que sugere um cessar-fogo de dois meses em troca da libertação imediata de metade dos reféns detidos pelo Hamas. Este plano tem gerado discussões intensas e potencialmente poderá influenciar o progresso para um acordo de paz duradouro na região.
[Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]
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Fechamos aqui este liveblog de quarta-feira sobre os mais recentes acontecimentos no Médio Oriente e no conflito israelo-palestiniano.
Pode seguir toda a atualidade de quinta-feira neste novo liveblog.
Obrigado por nos acompanhar.
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Hamas saúda "aparente" decisão de Donald Trump
O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, saudou o “aparente” recuo do Presidente norte-americano em relação ao plano que queria implementar na Faixa de Gaza.
Hazem Qassem desafiou Donald Trump a não se alinhar com a visão da “extrema-direita sionista”, de acordo com a Al Jazeera.
Trump afirmou, esta quarta-feira, que “ninguém será expulso de Gaza”. O Presidente norte-americano recua, assim, da decisão que tomou no início do ano: os Estados Unidos deveriam assumir o controlo de Gaza e retirar os habitantes da região.
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Operações contra Israel já estão em vigor, afirmam os Houthis
Abdul-Malek al-Houthi, líder dos rebeldes Houthis do Iémen, afirmou que vai cumprir, a partir de agora, as ameaças de atacar os navios que considera terem ligações a Israel.
“A decisão de proibir os navios inimigos de navegar no Mar Vermelho, em Bab al-Mandab, no Golfo de Aden e no Mar Árabe entrou em vigor”, declarou al-Houthi, citado pela Al Jazeera.
Na semana passada, os Houthis lançaram um ultimato a Israel: ou retomavam dentro de quatro dias a ajuda humanitária à Faixa de Gaza ou enfrentavam novos ataques.
Israel continua a travar a entrada de ajuda humanitária em Gaza e, consequentemente, “qualquer navio israelita que atravesse a zona de operações declarada será alvo de ataques”, afirmou o grupo.
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Líderes da extrema-direita de França visitam Israel para conferência sobre antissemitismo
O jornal Haaretz está a avançar que os líderes dos partidos de extrema-direita franceses vão participar numa conferência sobre o combate ao antissemitismo no final deste mês, em Israel.
De acordo com o comunicado, Jordan Bardella e Marion Marechal foram convidados pelo governo israelita para participar na conferência que se vai realizar em Jerusalém.
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Exército de Israel usou gás lacrimogéneo durante ataque na Cisjordânia
Vários palestinianos sofreram inalação de gás lacrimogéneo durante um ataque do exército israelita à cidade de al-Khader, na Cisjordânia.
De acordo com a Al Jazeera — que cita a agência de notícias palestiniana Wafa — o exército israelita invadiu a cidade e disparou granadas e bombas de gás lacrimogéneo, fazendo com que vários cidadãos morressem devido à inalação excessiva do gás.
Fontes locais também confirmaram ataques nas aldeias de Burin e Salem.
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Protesto: israelitas pedem libertação de reféns e um acordo de cessar-fogo
Num vídeo publicado na rede social X, um israelita mostra dezenas de pessoas — incluindo familiares de reféns — a protestar em frente à sede do governo e do exército israelita.
Os protestantes pedem ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que feche um acordo com o Hamas e liberte os reféns.
ברגעים אלו החלה משמרת 101 בסמוך למאהל המחאה בקריה בת"א בדרישה שקטה ונחושה לקידום הסכם שיחזיר את כל החטופים!
צילום: משמרת 101 pic.twitter.com/cb2nESWn5C
— לירי בורק שביט (@lirishavit) March 12, 2025
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"Ninguém será expulso de Gaza", garante Donald Trump
O Presidente dos Estados Unidos afirmou que nenhum palestiniano será expulso da Faixa de Gaza, mesmo quando implementar o seu plano para a região.
“Ninguém vai expulsar nenhum palestiniano”, garantiu Trump, em resposta a uma pergunta de uma jornalista enquanto recebia o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, na Sala Oval.
REPORTER: What about the president's plan to expel Palestinians out of Gaza?
TRUMP: Nobody is expelling any Palestinians. Who are you with?
REPORTER: I'm with Voice of America, sir.
TRUMP: Oh, no wonder. pic.twitter.com/SfosOKDnv6
— Aaron Rupar (@atrupar) March 12, 2025
A declaração do presidente norte-americano surge depois de o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, ter dito no passado domingo que Telavive iria abrir um novo gabinete de “Autoridade de Emigração” sob a alçada do Ministério da Defesa para gerir a deslocação forçada dos palestinianos de Gaza.
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Ministros árabes vão continuar as negociações com os Estados Unidos, avança o The Times of Israel
De acordo com o The Times of Israel, os ministros dos Negócios Estrangeiros árabes concordaram em continuar as negociações com o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, sobre o plano do Egito para a gestão da Faixa de Gaza no pós-guerra.
O grupo de diplomatas árabes reuniu-se com Witkoff nesta quarta-feira e emitiu uma declaração conjunta sobre o plano de continuar as negociações com os norte-americanos.
“Os ministros árabes sublinharam a importância de estabelecer um cessar-fogo em Gaza e nos territórios palestinianos ocupados, salientando a necessidade de esforços genuínos para alcançar uma paz justa e abrangente, garantindo a satisfação das aspirações do povo palestiniano à liberdade e à independência”, lê-se na declaração citada pela Al Jazeera.
De acordo com a Al Jazeera, os ministros árabes reiteraram o empenho em manter o diálogo para reforçar o cessar-fogo e trabalhar em conjunto para estabelecer a segurança, a estabilidade e a paz na região.
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Hamas saúda Houthis pelo anúncio do bloqueio no Mar Vermelho
O Hamas saudou o Houthis do Iémen pelo anúncio que fez na passada terça-feira sobre a intenção de bloquear os navios que atravessam o Mar Vermelho, o Mar Árabe e o Estreito al-Mandab se a ajuda humanitária a Gaza não for retomada.
De acordo com o comunicado, citado pela Al Jazeera, o anúncio “expressa a posição genuína do povo iemenita e da sua liderança”.
A declaração do Hamas também apela aos “povos da nação e aos povos livres do mundo” para que intensifiquem as ações até que a “agressão” de Israel termine e o cerco à Faixa de Gaza seja levantado.
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"O Irão pode retaliar", avisa o líder supremo do país em resposta à carta de Donald Trump
O líder supremo do Irão afirmou, esta quarta-feira, que se o país quisesse produzir armas nucleares, os Estados Unidos não o poderia impedir.
De acordo com a agência Reuters, Ayatollah Ali Khamenei rejeitou a ideia de manter negociações com os Estados Unidos sobre um acordo nuclear — depois de Donald Trump ter enviado uma carta a apelar às negociações e a avisar que só “há duas maneiras de lidar com o Irão: militarmente ou fazer um acordo”.
Em resposta às ameaças militares de Trump, Khamenei advertiu: “O Irão pode retaliar e irá definitivamente fazê-lo”.
Khamenei afirmou, entretanto, a um grupo de estudantes universitários que a carta de Trump para as negociações era “um engano destinado a enganar a opinião pública”. O líder supremo iraniano garante que estas exigências da parte dos Estados Unidos só “aumenta a pressão sobre o Irão”.
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"O terror tem de ser erradicado", diz Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel
O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa’ar, afirmou a necessidade de combater o terrorismo em Israel e em África.
“O terrorismo é uma ameaça comum aos nossos povos. Estamos a assistir ao terror islâmico radical nas nossas regiões — o Hamas em Gaza, o Hezbollah no Líbano, os jihadistas na Síria e o Al-Shabaab em África. O terror tem de ser erradicado”, afirmou Sa’ar durante uma conferência de imprensa com o seu homólogo da Etiópia, Gedion Timotheos (que está de visita oficial a Israel).
“A Etiópia desempenha um papel fundamental na luta contra a organização terrorista Al-Shabaab”, sublinhou Sa’ar, explicando que a Al-Shabaab “colabora com os Houthis apoiados pelo Irão no Iémen, desestabilizando ainda mais a região. São uma ameaça para Israel, para África e para a ordem mundial”.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros acrescenta que a visita de Timotheos faz parte de uma iniciativa para aprofundar os laços com as nações africanas. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa’ar irá, em breve, realizar uma visita recíproca à Etiópia.
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Yaniv Asor é o novo chefe do Comando Sul do exército israelita
De acordo com o The Times of Israel, o major-general Yaniv Asor assumiu o cargo de chefe do Comando Sul das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).
Yaniv Asor substitui, assim, o major-general Yaron Finkelman, que se demitiu.
A cerimónia realizou-se esta quarta-feira na Faixa de Gaza, com a presença do novo chefe do exército de Israel, o Tenente-General Eyal Zamir.
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Primeiro-ministro britânico "chocado" com bloqueio de ajuda em Gaza
Nesta quarta-feira, Keir Starmer afirmou, no parlamento, estar “realmente chocado com o facto de Israel bloquear a ajuda quando é necessária em maior volume e velocidade do que alguma vez foi necessária”.
“Bloquear a entrada de bens, fornecimentos e energia em Gaza é um risco de violação do Direito Humanitário Internacional e não deveria estar a acontecer. Estamos a fazer tudo o que podemos para aliviar a situação”, garantiu o primeiro-ministro britânico, citado pela Al Jazeera.
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"Nunca vi nada parecido com o que vi em Gaza", diz coordenador humanitário da ONU
“Nunca vi nada parecido com o que vi em Gaza”, afirmou Muhannad Hadi, coordenador humanitário da ONU para os territórios palestinianos ocupados e coordenador especial adjunto para o processo de paz no Médio Oriente.
Em entrevista à Al Jazeera, Muhannad Hadi revelou que os últimos tempos foram os mais difíceis em toda a sua carreira: “Este último ano foi mais doloroso para mim do que os 34 anos em que trabalhei no setor humanitário. Nunca estive num lugar onde tudo é necessário, onde as casas de banho fossem o tema [de discussão] de toda a gente”.
“No início, não compreendi bem. Pensei que tinha experiência suficiente para lidar com a situação em Gaza, mas depois apercebi-me que tinha muito a aprender lá”, sublinhou o coordenador humanitário das Nações Unidas.
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Mais de 48 mil mortos confirmados desde o início do conflito, informa o Ministério da Saúde palestiniano
O Ministério da Saúde palestiniano divulgou o mais recente relatório que contém o número de mortos e feridos desde o início da guerra.
Em comunicado, citado pela Al Jazeera, o Ministério da Saúde informou que, nas últimas 24 horas, foram registados 12 mortos e 14 feridos.
O número de mortos confirmados em ataques israelitas desde o início do conflito ascende, assim, a pelo menos 48 515, com 111 941 feridos.
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O que se passou até agora?
- A Autoridade Palestiniana criticou o Hamas por manter negociações com os Estados Unidos sobre o futuro de Gaza. A Autoridade Palestiniana considera que negociações são vistas como prejudiciais à unidade palestiniana e consideradas uma violação da lei que proíbe comunicações com partes estrangeiras.
- Durante as negociações no Qatar, a atenção de Israel está virada para a proposta do enviado norte-americano para o Médio Oriente, Steve Witkoff. O plano envolve um cessar-fogo de dois meses, condicionado à libertação imediata de metade dos reféns mantidos pelo Hamas em Gaza. A outra metade seria libertada quando a guerra terminasse.
- A associação Médicos Sem Fronteiras critica a utilização da ajuda humanitária como “moeda de troca” por parte de Israel nas negociações de cessar-fogo com o Hamas. Em comunicado, a coordenadora da organização, Myriam Laaroussi, acusa Israel de “normalizar a utilização da ajuda como instrumento de negociação”.
- Os rebeldes Huthis do Iémen emitiram um alerta para as embarcações marítimas, afirmando que qualquer navio israelita que passe pelas águas próximas ao Iémen será considerado um alvo. Esta ameaça surge em resposta ao bloqueio de Israel à ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza.
- A China anunciou que irá realizar uma reunião em Pequim com o Irão e a Rússia para discutir a questão nuclear iraniana. Esta reunião surge na sequência de um encontro do Conselho de Segurança da ONU sobre o mesmo tema.
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IDF alegam que Hamas enviou menino palestiniano de 4 anos para posto do exército israelita
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) alegam na rede social X que o Hamas enviou ontem um menino de 4 anos para um posto do exército israelita na Faixa de Gaza para “promover o seu terrorismo”.
Os militares dizem ter devolvido a criança em coordenação com organizações internacionais.
Yesterday, IDF soldiers identified a 4-year-old child moving towards a post in the security zone. The boy was returned to Gaza by IDF forces and in coordination with international organizations.
In a conversation with the soldiers, the child said that he was sent to the post by… pic.twitter.com/tfrpfLVZSO
— Israel Defense Forces (@IDF) March 12, 2025
O exército israelita relata que militares avistaram o menino a aproximar-se deles numa zona de segurança de Gaza. “A criança disse que foi enviada ao posto pela organização terrorista Hamas”, garantem.
“O Hamas não hesita em usar quaisquer meios para usar e explorar cinicamente civis e crianças para promover seu terrorismo”, acrescentam as IDF.
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Famílias de reféns apelam a que Israel restabeleça fornecimento de energia em Gaza
50 famílias de reféns israelitas na Faixa de Gaza entregaram uma petição ao Tribunal Superior de Justiça de Israel para reverter decisão do governo de Netanyahu de cortar a eletricidade no enclave palestiniano.
Segundo as famílias, esta decisão do governo “foi tomada sem a devida autoridade” e ignorou “explicitamente as consequências diretas para o bem estar dos reféns”, lê-se no comunicado das famílias citada pelo Haaretz.
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Médicos Sem Fronteiras criticam Israel por "instrumentalizar" ajuda humanitária em negociações
A organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) criticou Israel por usar a ajuda humanitária como “moeda de troca” nas negociações de cessar-fogo com o Hamas.
Em comunicado publicado no site da organização, a coordenadora da MSF, Myriam Laaroussi, acusou Israel de estar a “normalizar a utilização da ajuda como instrumento de negociação”.
“A ajuda humanitária nunca deve ser utilizada como moeda de troca numa guerra. O bloqueio de todos os fornecimentos está inevitavelmente a prejudicar centenas de milhares de pessoas e está a ter consequências mortais”, disse Laaroussi.
A organização apelou também aos aliados de Israel para que “evitem normalizar estas açoes e ajam decisivamente para evitar que Gaza mergulhe ainda mais na devastação”.
Atualmente, conta a organização, face ao bloqueio energético israelita, a central de dessalinização deágua na cidade de Khan Younis já foi obrigada a mudar para funcionar a combustível, um fornecimento essencial que também não está a entrar no enclave palestiniano.
“Estamos de mãos atadas e, sem uma conduta de abastecimento, torna-se ainda mais difícil ajudar a população de Gaza quando as nossas reservas se esgotarem. Um cessar-fogo sem aumentar a ajuda humanitária é contraditório”, disse ainda a coordenadora.