Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O grupo Hamas expressou o seu compromisso em respeitar o cessar-fogo existente e afirmou o seu desejo de avançar para uma nova fase do acordo em negociações mediadas em Doha. Hazem Qassem, porta-voz do Hamas, realçou que o objetivo é evitar a guerra e obter uma retirada completa de Israel da Faixa de Gaza, embora mantenha que o grupo está preparado para defender os palestinianos se a agressão israelita continuar.
    • Um relatório das Nações Unidas acusou Israel de cometer atos genocidas em Gaza, incluindo a destruição parcial da capacidade reprodutiva dos palestinianos através da restrição ao acesso a cuidados de saúde. O relatório alude também a ações de agressão sexual e humilhação pelos israelitas. Em resposta, Israel refutou vigorosamente as acusações, descrevendo-as como absurdas e fruto de um órgão que acusou de ser antissemita.
    • Forças armadas israelitas afirmaram ter atacado um centro de comando da Jihad Islâmica Palestiniana em Damasco, alegadamente usado para planear operações contra Israel. A Jihad Islâmica negou que o edifício tivesse um uso terrorista, afirmando que era uma residência desocupada do líder do grupo. Este incidente reflete as tensões contínuas na região e participa numa série de operações militares envolvendo múltiplos atores no conflito.
    • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou veementemente o Conselho de Direitos Humanos da ONU, rotulando-o de “antissemita e irrelevante”, em resposta às acusações de genocídio. Além disso, planeou uma reunião com assessores principais e chefes de segurança para discutir as negociações em Doha, sublinhando a complexidade política e diplomática das relações entre Israel e os territórios palestinianos.

    [Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Este liveblog fica por aqui. Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra no Médio Oriente neste novo liveblog, que agora abrimos.

    “Hamas está a fazer uma má aposta”, afirma Witkoff. Estados Unidos apresentaram “proposta ponte” para o cessar-fogo em Gaza

  • Hamas afirma que está empenhado em cumprir o acordo de cessar-fogo existente

    O porta-voz do grupo, Hazem Qassem, desvalorizou as notícias sobre as iniciativas para prolongar temporariamente as tréguas em Gaza, afirmando que estas visam antecipar as negociações que estão em curso em Doha.

    De acordo com o comunicado, citado pela Al Jazeera, o Hamas está “empenhado no que já foi acordado e em avançar para a segunda fase do acordo”.

    Qassem disse, ainda, que o Hamas quer ver um fim permanente da guerra e a retirada total de Israel da Faixa de Gaza. “Não queremos voltar à guerra, mas se a ocupação [israelita] retomar a sua agressão, não teremos outra alternativa senão defender o nosso povo”, acrescentou.

  • ONU denuncia "grave escassez de material escolar" em Gaza

    O gabinete humanitário da ONU afirmou que está a trabalhar para ajudar as crianças que “perderam muitos meses de escola” a retomar a aprendizagem.

    De acordo com a Al Jazeera, “isto inclui o trabalho de avaliar se os edifícios escolares utilizados como abrigos são adequados para acolher a aprendizagem presencial”.

    Em comunicado, o gabinete sublinha que, “no entanto, a grave escassez de material escolar continua a dificultar estes preparativos”.

  • Benjamin Netanyahu convoca reunião para sábado para avaliar as negociações de Doha

    De acordo com o The Times of Israel, o primeiro-ministro de Israel vai reunir-se com os principais assessores e chefes de segurança do país no sábado à noite, com o objetivo de avaliar as negociações feitas em Doha.

  • OMS regista 54 ataques a centros de saúde na Cisjordânia desde janeiro

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) verificou “54 ataques a centros de saúde na Cisjordânia” desde o início de janeiro.

    O relatório, citado pela Al Jazeera, faz ainda referência a quatro mortos e nove feridos nos ataques aos centros de saúde.

    Neste momento, 20 instalações de saúde não estão a funcionar, devido à violência.

  • Ocupação israelita é um "ataque à soberania", afirma primeiro-ministro libanês

    O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou que a ocupação militar israelita no sul do Líbano é um “ataque à soberania e integridade territorial”.

    De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, citada pela Al Jazeera, o primeiro-ministro sublinhou que o exército libanês vai continuar no sul do país e a cooperar com as forças de manutenção da paz das Nações Unidas.

    Acrescentou, ainda, que o país irá “redobrar” os esforços políticos e diplomáticos para garantir o apoio árabe e internacional, com o objetivo de pressionar Israel a retirar-se do território.

  • Forças israelitas atacam instalações do Hezbollah no Líbano

    As Forças de Defesa Israelitas disseram que atacaram instalações do Hezbollah no vale de Beqaa – zona no Líbano perto da fronteira com a Síria, avançou o Haaretz.

    Segundo o Times of Israel, o local atingido serve de armazenamento de “armas estratégicas”.

  • Manifestantes judeus contra a guerra em Gaza protestam contra detenção de estudante na Trump Tower

    Manifestantes do grupo antissionista e anti-guerra em Gaza Jewish Voice for Peace invadiram a entrada da Trump Tower, em Nova Iorque, para protestarem contra a detenção pelos serviços de imigração de Mahmoud Khalil, estudante que liderou os protestos contra a guerra na Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

    Os manifestantes empunhavam bandeiras com lemas a apelar à libertação de Mahmoud Khalil e anti-Israel e vestiam camisolas vermelhas com o lema “Judeus dizem para parar de armar Israel”.

    Na rede social X, o grupo afirmou que ia tomar conta da Trump Tower, edifício da propriedade da Trump Organization, para “registar a nossa recusa em massa”.

    “Não ficaremos parados enquanto este regime fascista tenta criminalizar os palestinianos e todos aqueles que pedem o fim do genocídio do povo palestiniano financiado pelos EUA pelo governo israelita. E nunca deixaremos de lutar por uma Palestina livre”, escreveu o grupo na rede social X.

  • EUA apelam a condenação "clara e unida" do programa nuclear iraniano pelo Conselho de Segurança da ONU

    Os Estados Unidos apelaram no Conselho de Segurança da ONU para que os membros regulem e condenem a evolução do programa militar iraniano, que os EUA acusam de violar as normas internacionais.

    “O Presidente Trump deixou claro que o programa nuclear do Irão constitui uma ameaça à paz e à segurança internacionais, que o Conselho de Segurança está encarregado de proteger”, acusou a missão diplomática dos EUA na ONU.

    “O Irão continua a desafiar de forma flagrante o Conselho de Segurança, a violar as suas obrigações em matéria de salvaguardas e a ignorar as preocupações claras e consistentes do Conselho e da comunidade internacional”, acrescentou, sublinhando que este órgão da ONU deve “devem ser claros e unidos na abordagem e condenação deste comportamento descarado”.

  • EUA anunciam sanções contra ministro do Petróleo e a setores comerciais do Irão

    Os EUA anunciaram novas sanções contra navios e entidades estatais iranianas, incluindo o ministro do petróleo do país, noticia o Haaretz, citando os departamentos de Estado e do Tesouro dos EUA.

    A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce, afirmou que as entidade sancionadas “forneciam serviços aos navios da frota fantasma que efetuam operações de transferência de navio para navio fora dos limites dos portos no Sudeste Asiático”.

    Já os navios e entidades petrolíferas foram acusadas de “transportarem petróleo iraniano para a China”, com o ministro responsável pelo setor a ser visado também.

    “O regime iraniano e os seus militares estão a roubar a riqueza petrolífera do país com a ajuda de Mohsen Paknejad, o chefe do Ministério do Petróleo do Irão”, acrescentou.

  • Israel diz ter atingido sede da Jihad Islâmica Palestiniana em Damasco, organização diz que era uma casa vazia

    As forças armadas israelitas (IDF) dizem ter atingido a sede da Jihad Islâmica Palestiniana (JIP) na capital síria de Damasco. A JIP negou que o edificio, alvo de um ataque aéreo, esteja a ser usado.

    Em comunicado citado pelo Haaretz, as IDF afirmaram que o edifício era “um centro de comando terrorista pertencente à organização terrorista Jihad Islâmica Palestiniana em Damasco”.

    “O centro de comando era utilizado para planear e dirigir as atividades terroristas da Jihad Islâmica Palestiniana contra o Estado de Israel”, acrescentaram.

    Em resposta, um representante da JIP negou à AP que o edifício estivesse a ser usado pela organização, alegando que o alvo era um apartamento do líder da JP, Ziad Nakhaleh, mas que este estaria vazio.

  • Trump criticado por usar o termo "palestiniano" como um insulto dirigido a senador democrata

    O Presidente dos EUA disse na quarta-feira que o senador democrata Chuck Schumer se tinha “tornado um palestiniano”. Está a ser criticado por usar esta nacionalidade como um insulto.

    Nihad Awad, diretor executivo do Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR), exige um pedido de desculpas de Trump, acrescentando que o uso do termo “palestiniano” como insulto racial é ao mesmo tempo “ofensivo e abaixo da dignidade do seu cargo”, cita a Aljazeera.

  • Hamas diz que relatório da ONU sobre Gaza "confirma o que aconteceu no terreno"

    O Hamas elogiou esta quarta-feira o relatório independente das Nações Unidas que considerou que Israel tinha cometido “atos genocidas” ao tentar “destruir a capacidade reprodutiva” dos palestinianos em Gaza (…) através da destruição sistemática dos cuidados de saúde sexual e reprodutiva”.

    Num comunicado, citado pela AFP, o grupo militante palestiniano afirma que “o relatório da investigação da ONU sobre os atos genocidas sobre o povo palestiniano confirma o que aconteceu no terreno: genocídio e violações de todos os padrões legais e humanitários.

    “As atrocidades cometidas pela ocupação são demasiado horríveis para serem captadas na íntegra neste relatório, sublinhando a necessidade urgente de acelerar a acusação dos seus líderes por estes crimes e de assegurar o seu rápido julgamento no Tribunal Penal Internacional”, acrescentou o Hamas no comunicado.

  • Netanyahu vai visitar Hungria apesar de mandado de captura do TPI

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vai visitar a Hungria em meados de abril, de acordo com o chefe de gabinete do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

    A visita de Netanyahu levanta questões face ao mandado de captura emitido contra o primeiro-ministro israelita pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), já que a Hungria, enquanto estado-membro do tribunal, teria de prender o líder israelita.

    O convite a Netanyahu já tinha sido feito em novembro do ano passado, um dia depois do mandado ter sido emitido, com indicação de que a Hungria não cumpriria a ordem do TPI.

  • Netanyahu acusa Conselho dos Direitos Humanos da ONU de ser "antissemita" e "apoiar terroristas"

    O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu chamou o Conselho de Direitos Humanos da ONU de “órgão antissemita, podre, apoiante do terrorismo e irrelevante”, face às acusações de “atos genocidas” a Israel feitas num relatório publicado esta quarta-feira.

    “Em vez de se concentrar nos crimes contra a humanidade e nos crimes de guerra cometidos pela organização terrorista Hamas no pior massacre cometido contra o povo judeu desde o Holocausto, a ONU opta mais uma vez por atacar Israel com falsas acusações, incluindo acusações infundadas de violência sexual”, disse ainda Netanyahu, num comunicado citado pelo Times of Israel.

  • Israel nega acusações de genocídio e diz que ONU é "organização antissemita"

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel recusa as acusações de “atos genocidas” na Faixa de Gaza presentes no relatório das Nações Unidas publicado esta quinta-feira, a que chamou “um documento doentio que só uma organização antissemita como a ONU podia publicar”.

    “Acusa as vítimas dos crimes cometidos contra elas. O Hamas é que é a organização que cometeu crimes sexuais horrendos contra israelitas”, acrescentou o Ministério na rede social X.

  • Relatório das Nações Unidas acusa Israel de genocídio em Gaza

    Um relatório das Nações Unidas publicado esta quinta-feira acusa Israel de genocídio por atos cometidos em Gaza na sequência da resposta ao ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023.

    “As autoridades israelitas destruíram em parte a capacidade reprodutiva dos palestinianos de Gaza enquanto grupo, nomeadamente através da imposição de medidas destinadas a impedir os nascimentos, uma das categorias de atos genocidas previstas no Estatuto de Roma e na Convenção sobre o Genocídio”, refere a Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre os Territórios Palestinianos Ocupados.

    De acordo com esta entidade, as ações levaram a um aumento do número de mortes pela restrição de acesso a material médico e representam um crime de extermínio. O documento acusa ainda as forças israelitas de agressões sexuais e humilhação nos seus procedimentos operacionais junto dos palestinianos.

  • Israel entrega soldado libanês que estava detido ao Líbano

    Israel entregou esta quinta-feira ao Líbano um soldado que estava sob custódia das forças israelitas, naquela que é a quinta transferência entre os dois países desde terça-feira.

    A informação foi confirmada pelo exército libanês numa mensagem publicada nas redes sociais e citada pela Aljazeera. De acordo com Israel, a libertação do soldado representa um “gesto para o presidente libanês”. O soldado libertado foi levado para um hospital para tratamento.

    A libertação surge na sequência das negociações entre Israel e o Líbano sobre a fronteira terrestre que separa os dois países, de acordo com declarações divulgadas na terça-feira pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo enviado adjunto dos EUA para o Médio Oriente, Morgan Ortagus.

  • Egito elogia declarações de Trump a recusar expulsão de residentes de Gaza

    O Egito manifestou esta quinta-feira o seu apreço pelas declarações de Donald Trump a afastar uma possível exigência de expulsão dos residentes de Gaza.

    “Esta posição reflete a compreensão da necessidade de evitar uma maior deterioração da situação humanitária em Gaza e a importância de encontrar soluções justas e sustentáveis para a questão palestiniana”, afirma o Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio, citado pelo jornal Times of Israel.

    Em fevereiro, o Presidente dos EUA deixou no ar a ideia de assumir o território e expulsar os palestinianos. Porém, na quarta-feira, suavizou as declarações e disse que “ninguém está a expulsar nenhum palestiniano de Gaza”.

    Paralelamente, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, saudou os comentários de Trump: “Se as declarações do presidente dos EUA, [Donald] Trump, representam um recuo de qualquer ideia de deslocar o povo da Faixa de Gaza, elas são bem-vindas”.

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