Histórico de atualizações
  • Depois de termos seguido a conferência de imprensa do BCE, fechamos aqui este liveblog.

    Obrigada por nos ter acompanhado.

  • Pontos chave da decisão do BCE

    • O Banco Central Europeu (BCE) anunciou o oitavo corte consecutivo da taxa de juro na zona euro, reduzindo-a em 25 pontos-base para 2%. Esta decisão era amplamente esperada pelos analistas.
    • Christine Lagarde, presidente do BCE, indicou que a instituição está a aproximar-se do fim do ciclo de cortes de taxas de juro. Apesar disso, alguns participantes do mercado ainda acreditam que possa haver mais um corte até ao final do ano.
    • O BCE reduziu significativamente as suas previsões de inflação para os próximos anos, prevendo uma inflação média de 2,0% em 2025 e 1,6% em 2026, ambos valores abaixo da meta de 2%.
    • Em relação às projeções económicas, o BCE mantém a expectativa de que o crescimento da economia da zona euro será de 0,9% este ano, inalterado face à previsão anterior.

  • BCE está a ficar sem espaço para mais cortes das taxas. Se juros voltarem a baixar será só depois do verão

    Christine Lagarde baixou taxa de juro para 2% e sinalizou de forma muito clara que o BCE está a ficar sem espaço para fazer muitas mais descidas. Não é certo que os juros voltem a cair neste ano.

    BCE está a ficar sem espaço para mais cortes das taxas. Se juros voltarem a baixar será só depois do verão

  • Lagarde: "Estamos a chegar ao fim do ciclo" de descidas das taxas de juro

    Christine Lagarde diz que o BCE está “a chegar ao fim do ciclo de política monetária”, em mais um sinal de que esta descida dos juros terá sido uma das últimas nesta fase.

    Depois do ciclo de subida das taxas de juro entre 2023 e a primeira metade de 2024, até 4%, o BCE teve depois um outro ciclo que foi marcado por descidas que levaram os juros para 2%.

    Este sinal levou os participantes do mercado de taxas de juro a prever que as taxas de juro irão cair, no máximo, mais uma vez até ao final do ano. Isso contrasta com a primeira reação dos mercados, que foi no sentido de ver uma maior probabilidade de dois cortes da taxa de juro ainda em 2025.

    A perspetiva de um fim próximo no ciclo de descidas foi reforçada pelo facto de Lagarde também ter dito que não exclui que o BCE venha a melhorar as perspetivas de crescimento na zona euro, embora tenha dito minutos antes que os riscos económicos pendem para o lado negativo.

    A próxima reunião de política monetária do BCE será a 24 de julho.

  • Saída do BCE para WEF? "Não me irão ver pelas costas tão cedo"

    Logo no início da sessão de perguntas e respostas, Lagarde foi questionada sobre o seu futuro e sobre se foi verdade que esteve a preparar uma saída antecipada do BCE para ir para o Fórum Económico Mundial (revelada pelo antigo presidente).

    Começando por responder que o seu futuro pessoal “é menos importante” do que o futuro da zona euro e da política monetária do BCE, Lagarde garantiu que “não me vão ver pelas costas em breve“.

    “Posso afirmar muito firmemente que sempre estive e continuo a estar determinada a completar o meu mandato”, garantiu a francesa.

    Christine Lagarde preparou saída do BCE antes do fim do mandato para liderar Fórum Económico Mundial, diz fundador Klaus Schwab

  • Lagarde sinaliza que o BCE irá tomar "pausa" em julho

    Questionada pelos jornalistas, a presidente do BCE fez um comentário que pode ser lido como um sinal de que a autoridade monetária irá fazer uma “pausa” nas descidas de juros em julho, na próxima reunião.

    “Cortámos 25 pontos base e com este corte acreditamos que estamos numa boa posição para navegar as condições incertas que aí vêm”, afirmou Christine Lagarde.

    A decisão foi “quase unânime”: “houve um governador que não apoiou a decisão mas de resto foi um consenso quase total”, afirmou a francesa.

  • Euro forte vai dificultar a vida das exportadoras e setor dos serviços está a abrandar

    Christine Lagarde também afirma, na descrição feita das perspetivas macroeconómicas, que as tarifas e o euro mais elevado irão tornar mais difícil a vida das exportadoras. Por outro lado, o setor dos serviços está a registar menor procura – incluindo por parte do mercado doméstico.

    “No atual ambiente geopolítico é ainda mais urgente tomar medidas orçamentais e estruturais para tornar a economia da zona euro mais competitiva e resiliente”, afirma Christine Lagarde, destacando a criação da união dos mercados de capitais e dos produtos de poupança/investimento – a missão dada a Maria Luís Albuquerque na Comissão Europeia.

    Os riscos para o crescimento económico “pendem para o lado negativo”, afirma a presidente do BCE.

  • Christine Lagarde confirma que agravamento das tarifas irá penalizar o crescimento e fazer baixar a inflação

    A presidente do BCE, no início da conferência de imprensa em Frankfurt, confirma que se as tensões comerciais se agravarem nos próximos tempos, isso irá criar pressões negativas para o crescimento e também para a inflação.

    Por outro lado, caso existam melhores perspetivas sobre as tensões comerciais (incluindo a possibilidade de a UE chegar a um acordo com Trump para evitar a entrada em vigor das tarifas), então isso poderá impulsionar o crescimento e, “em menor medida”, a inflação

  • Crescimento da economia da zona euro será de 0,9% este ano, reitera o BCE

    O crescimento da economia da zona euro será de 0,9% neste ano, reitera o BCE nas previsões macroeconómicas divulgadas nesta quinta-feira. É exatamente o mesmo valor que tinha sido estimado há três meses.

    “A projeção de crescimento inalterada para 2025 reflete um primeiro trimestre mais forte do que o esperado, combinado com perspetivas mais fracas para o resto do ano”, refere o BCE no comunicado divulgado há momentos.

    Embora a incerteza em torno das políticas comerciais deva pesar sobre o investimento empresarial e as exportações, especialmente a curto prazo, o aumento do investimento público em defesa e infraestruturas apoiará cada vez mais o crescimento a médio prazo”, afirma o BCE.

    Por outro lado, “os rendimentos reais [ajustados à inflação] mais elevados e um mercado de trabalho robusto permitirão às famílias gastar mais”. “Juntamente com condições de financiamento mais favoráveis, isto deverá tornar a economia mais resiliente a choques globais”, afirma a autoridade monetária.

    No próximo ano, o crescimento poderá acelerar para 1,1%, prevê o BCE.

  • BCE corta significativamente previsões de inflação nos próximos anos, para menos de 2%

    O BCE cortou significativamente as previsões de inflação nos próximos anos, confirmando a ideia de que a autoridade monetária está a prever uma inflação bastante abaixo da meta de 2% no próximo ano.

    Nas novas projeções económicas divulgadas pelo BCE, nesta quinta-feira, prevê-se uma inflação média de 2,0% em 2025 e 1,6% em 2026 – ambos 0,3 pontos percentuais abaixo da previsão anterior. Esta revisão “reflete, sobretudo, a previsão de preços mais baixos na energia e um euro mais forte” nos mercados cambiais, diz o BCE.

    Mesmo a inflação subjacente, que exclui os preços da energia e outros itens mais voláteis, deverá ser inferior a 2% (1,9%) em 2026.

    O indicador está a levar os participantes do mercado de taxas de juro a acreditar que as taxas de juro podem cair duas vezes até ao final do ano, não apenas mais uma.

  • Taxa de juro baixa para 2%. BCE confirma oitavo corte consecutivo dos juros na zona euro

    O Banco Central Europeu (BCE) confirmou o oitavo corte consecutivo da taxa de juro na zona euro, nesta quinta-feira, como era consensualmente previsto pelos analistas.

    A taxa de juro dos depósitos cai 25 pontos-base, para 2%, exatamente metade do pico de 4% que foi atingido em 2023.

  • Tarifas, crescimento, inflação e... a saída de Lagarde para o Fórum Económico Mundial?

    Além das questões relacionadas com a política monetária, a conferência de imprensa de Lagarde deve ser marcada pelos temas das tarifas de Donald Trump e o seu impacto na inflação na zona euro e, também, no crescimento económico.

    Por outro lado, é muito provável que a presidente do BCE seja também questionada sobre a notícia divulgada há poucos dias pelo Financial Times que dava conta de um aparente plano para Lagarde sair do BCE antes do final do mandato para substituir Klaus Schwab (entretanto demitido) na liderança do Fórum Económico Mundial.

    Christine Lagarde preparou saída do BCE antes do fim do mandato para liderar Fórum Económico Mundial, diz fundador Klaus Schwab

  • BCE deve baixar juros para 2%, metade do máximo de 2023

    Bom dia,

    Abrimos este artigo liveblog para acompanhar a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre taxas de juro, que deverá ser um novo corte de 25 pontos-base – o oitavo consecutivo – para 2%.

    A confirmar-se, a taxa de juro dos depósitos do BCE – a mais importante das três taxas definidas a cada seis semanas pelo banco central – baixa para um nível que é exatamente metade do pico (4%) que foi atingido no final de 2023, altura em que Christine Lagarde estava sob grande pressão para contrariar as pressões inflacionistas.

    Vamos acompanhar não só a decisão como, também, a divulgação de novas projeções macroeconómicas para a zona euro – para perceber se o BCE vai colocar nas suas previsões uma inflação inferior à meta de 2% algures no horizonte próximo.

    O comunicado do BCE sai às 13h15, hora de Lisboa, e a conferência de imprensa em Frankfurt começa meia hora depois.

    Obrigado por nos acompanhar.

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