Histórico de atualizações
  • Encerramos aqui o liveblog sobre a audição do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho no julgamento do BES e as reações e repercussões do adiamento da diligência devido à greve dos oficiais de justiça.

    Obrigado por nos ter acompanhado.

    Boa noite.

  • Oficiais de Justiça. Braço de ferro com Governo adiou audição de Passos Coelho no BES e pode acabar com a paz nos tribunais

    Ex-primeiro-ministro já viu duas vezes adiada a sua audição no julgamento do processo BES. Sindicatos intensificam pressão sobre o Ministério da Justiça na véspera de reunião sobre revisão da carreira

    Oficiais de Justiça. Braço de ferro com Governo adiou audição de Passos Coelho no BES e pode acabar com a paz nos tribunais

  • SFJ avisa que não é preciso concertação entre estruturas para adesão à greve

    A greve do funcionário judicial que levou hoje ao adiamento da sessão da manhã do julgamento do BES decorreu ao abrigo da paralisação convocada pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça, embora o trabalhador não pertença a essa estrutura, segundo apurou o Observador.

    António Marçal, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), sublinhou que a adesão de trabalhadores a ações de protesto não carece de articulação entre os dois sindicatos.

    “Nem sequer é preciso haver uma concentração da parte das estruturas sindicais. A proposta apresentada pelo Governo em dezembro é tão má, que os trabalhadores aproveitam todos estes momentos para demonstrarem que o Governo tem de infletir a sua posição”, referiu.

    E avisou que o adiamento que hoje se verificou relativamente à audição de Passos Coelho no Juízo Central Criminal de Lisboa se irá repetir, caso não haja uma melhoria das condições propostas pelo Ministério da Justiça para a carreira dos oficiais de justiça: “É um pouco o que vai acontecer por todo o país até que o Governo transforme em atos as palavras bonitas de ser aliado e de querer valorizar a carreira”.

  • Presidente do SOJ garante que greve é para manter "até que se alcancem resultados"

    O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) assegurou esta quarta-feira ao Observador que a greve é para manter, na sequência do adiamento da sessão do julgamento do BES na qual iria ser ouvido como testemunha o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho

    “A greve é uma forma de luta última, porque não temos outro mecanismo e já esgotámos todos. Um antigo primeiro-ministro e Presidente da República referiu que a greve é a bomba atómica nas mãos dos trabalhadores, e assim, de facto, é. Vamos manter a luta até que se alcancem resultados. Os resultados, até ao momento, não surgiram, portanto, os oficiais de justiça vão manter-se em luta”, indicou.

  • Os três esclarecimentos formais anteriores de Passos Coelho sobre o processo do BES

    A audição desta quarta-feira seria a quarta vez que Passos Coelho iria formalmente prestar esclarecimentos sobre o processo do colapso do BES.

    A primeira vez foi em março de 2015, nas respostas à comissão parlamentar de inquérito ao BES; depois, em abril de 2021, na comissão eventual de inquérito às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução; e, finalmente, em junho de 2022, já na fase de instrução do processo BES.

    Recorde aqui os esclarecimentos já prestados sobre o tema pelo ex-primeiro-ministro.

    Passos Coelho recusou ajuda a Ricardo Salgado e negou interferência na resolução. O que pode dizer o ex-PM no julgamento do caso BES?

  • Tribunal terá de definir nova data para audição de Passos Coelho

    O tribunal terá agora de definir uma nova data para a audição de Pedro Passos Coelho no julgamento do processo BES.

    O ex-primeiro-ministro tinha sido convocado para prestar depoimento esta quarta-feira de manhã, a partir das 9h30, e compareceu para sair apenas dois minutos depois devido à greve dos oficiais de justiça.

    Apesar de haver sessão de julgamento marcada para a tarde (14h00), ainda é incerta a sua realização. O que é certo é que Passos Coelho não será ouvido de tarde, uma vez que já estava agendada pelo tribunal a audição de outra testemunha — Joaquim Paulo, responsável da Deloitte envolvido na auditoria forense ao BES e que já está a ser ouvido desde dezembro.

  • Passos Coelho afasta cenário das presidenciais: "Estou fora da política ativa e estou bem"

    À entrada para o tribunal, de onde sairia dois ou três minutos depois, Passos Coelho voltou a ser questionado sobre uma eventual candidatura às eleições presidenciais, mas reiterou estar fora da corrida.

    “Já o disse várias vezes: estou fora da política ativa e estou bem. Não tenciono rever essa decisão”, afirmou.

    Questionado sobre o facto de o seu nome continuar a aparecer bem colocado entre as sondagens, Passos Coelho garantiu que não é por sua vontade que continua a ser apontado como possível candidato: “Têm de perguntar às empresas de sondagens, não é a meu pedido que o meu nome figura nessas sondagens. Estou fora da intervenção política ativa e assim me vou manter”.

  • Passos Coelho já deixou o tribunal: "Não me livro disto"

    “É caso para dizer que não me livro disto”. Foi desta forma que Passos Coelho reagiu ao ter conhecimento da greve dos oficiais de justiça, que forçou o adiamento da sua audição no julgamento do processo BES marcada para esta manhã.

    O ex-primeiro-ministro lembrou que estava apenas convocado para de manhã e que já havia outra testemunha agendada para a tarde, pelo que terá de aguardar por nova convocatória para ser ouvido em tribunal.

  • Advogado de Salgado anuncia greve dos oficiais de justiça e diz que não há sessão de julgamento

    Adriano Squilacce, um dos advogados de Ricardo Salgado, anunciou aos jornalistas à entrada do Juízo Central Criminal de Lisboa que há greve esta manhã do Sindicato dos Oficiais de Justiça e que, por força dessa situação, a sessão da manhã de julgamento do BES foi anulada.

  • Passos Coelho chega ao tribunal e diz que matéria está "mais do que requentada"

    Pedro Passos Coelho chegou ao Campus da Justiça pelas 9h20 e, perante os jornalistas, lembrou que já prestou esclarecimentos sobre o colapso do BES e que matéria “está mais do que requentada”.

    “Irei responder ao tribunal como testemunha. Fui convocado para responder às perguntas dos senhores procuradores, dos senhores advogados e dos doutores juízes. Responderei em função das perguntas que me fizerem, mas esta é uma matéria que está mais do que requentada. O contexto das funções que exerci como primeiro-ministro e que passou pelas minhas mãos está razoavelmente esclarecido, presumo eu. Se porventura não estiver, terei muito gosto em responder”, frisou, recusando fazer mais comentários sobre o processo BES.

  • Bom dia.

    Abrimos agora este liveblog dedicado à audição de Pedro Passos Coelho como testemunha no julgamento do processo BES, no Juízo Central Criminal de Lisboa.

    A inquirição está marcada para as 9h30. O antigo governante deverá responder às questões do coletivo de juízes presidido pela magistrada Helena Susano, mas também do Ministério Público e das defesas dos arguidos.

1 de 1