Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A Casa Branca confirmou que a administração Trump tem mantido conversações diretas com o Hamas. Estas discussões estão centradas na libertação de reféns norte-americanos detidos em Gaza e na possibilidade de alcançar um acordo mais amplo para pôr fim à guerra. As negociações estão em curso e o governo israelita foi consultado sobre este assunto, mas manteve a sua posição de não divulgar mais detalhes.
    • O Hamas também confirmou o envolvimento nestas conversações, que tiveram início há várias semanas. Este é um marco importante na política externa dos EUA, uma vez que é a primeira vez que este se envolve diretamente com o grupo.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou um aumento da produção de armas para sustentar as operações militares em curso, sublinhando a determinação em alcançar a vitória após meses de conflito com o Hamas. Embora a construção militar em Jerusalém Oriental e as operações na Faixa de Gaza sejam temas controversos, o líder israelita mostrou disposição para continuar em frente com a sua estratégia.
    • A ajuda humanitária para Gaza continua a ser um tema crítico, com a UNRWA a operar “contra todas as probabilidades”. A organização conseguiu fornecer alimentação, abrigo e assistência médica mesmo face a dificuldades significativas de logística e segurança. Os Estados Unidos, o Reino Unido e outros aliados internacionais apelaram a Israel para permitirem a entrada de assistência humanitária de forma segura e sem problemas, sublinhando a necessidade de um compromisso maior para garantir suprimentos essenciais à população afetada pelo conflito.

  • Bom dia,

    Este liveblog fica por aqui, mas pode acompanhar as notícias relativas à guerra em Gaza neste link.

    Donald Trump confirma que EUA estão a negociar diretamente com o Hamas

  • Delegação de reféns libertados apela a Trump que ajude na libertação dos restantes reféns

    Depois do encontro com Donald Trump, a delegação de oito reféns israelitas libertados emitiu um comunicado através do Forum de Reféns e Familiares Desaparecidos, citado pelo Times of Israel. Os reféns agradecem o trabalho feito por Trump e o enviado especial ao Médio Oriente, Steve Witkoff, e apelam que “continuem os enormes esforços. Já fizeram tanto. Confiamos e sabemos que vão terminar o trabalho e trazer todos os 59 reféns ainda em Gaza de volta para as suas famílias em Israel”.

    De acordo com um dos reféns libertados que participou da visita, Eli Sharabi, o grupo encontrou com Trump para “garantir que os 59 reféns serão libertados no âmbito de um acordo para o seu regresso o mais cedo possível” e também para “agradecer a Trump e Witkoff por estarem comprometidos com este objetivo”.

  • Membros europeus do Conselho de Segurança da ONU pedem que Israel permita a entrada de ajuda humanitária em Gaza

    Os membros dos cinco países europeus do Conselho de Segurança da ONU pediram na tarde desta quarta-feira que Israel permita a entrada de ajuda humanitária na faixa de Gaza e apelam para que as partes “encontrem um caminho para as próximas fases do acordo de cessar-fogo e libertação de reféns”.

    O embaixador francês Jay Dharmadhikari, falando também em nome dos representantes da Dinamarca, da Grécia, da Eslovénia e do Reino Unido, destaca os esforços do Egito, do Qatar e dos Estados Unidos, no sentido de facilitar as negociações para o acordo de cessar-fogo e de libertação de reféns, condenando “o tratamento cruel do Hamas aos reféns”.

    O comunicado ainda reforça que “o plano não pode dar um papel de poder ao Hamas, deve garantir a segurança de Israel e não deve prever a retirada de palestinianos de Gaza”, além de “apoiar a união de West Bank e Gaza sob o mandato de uma autoridade palestiniana”. O embaixador francês finaliza a dizer que o grupo apoia a “solução de dois estados democráticos, Israel e Palestina, a viver lado a lado em paz e com fronteiras reconhecidas e seguras”.

  • Casa Branca emite comunicado sobre encontro de Trump com reféns israelitas

    A Casa Branca emitiu um comunicado sobre o encontro de Donald Trump e a delegação de reféns israelitas libertados pelo Hamas. “Hoje o presidente Trump dedicou um tempo a receber oito reféns libertados de Gaza. O presidente ouviu com atenção as suas histórias tristes. Os reféns agradeceram o presidente Trump pelos seus esforços em trazer todos os reféns para casa”, diz a secretária de imprensa Karoline Leavitt.

    Os reféns que participaram no encontro foram Iair Horn, Omer Shem Tov, Eli Sharabi, Keith Siegel, Aviva Siegel, Naama Levy, Doron Steinbrecher e Noa Argamani, libertados na primeira fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

  • Donald Trump deixa aviso ao Hamas: "Estou a enviar a Israel tudo o que precisam para terminar o trabalho"

    Depois do encontro com sete dos reféns libertados na primeira fase do cessar-fogo em Gaza, Donald Trump enviou um aviso ao grupo palestiniano através do perfil na Truth Social. “‘Shalom Hamas’ significa olá e adeus — podem escolher. Libertem todos os reféns agora, não depois, e devolvam imediatamente os corpos das pessoas que assassinaram, ou então acabou para vocês”, escreveu Trump que continua: “Estou a enviar a Israel tudo o que precisam para terminar o trabalho, nenhum membro do Hamas estará a salvo se não fizerem o que eu digo”.

    Então o presidente destacou o encontro com a delegação de reféns israelitas e deixou o “último aviso”: “Para os líderes, agora é a hora de deixar Gaza, enquanto ainda têm a chance”, escreveu Trump. “Para o povo de Gaza: um futuro bonito espera-vos, mas não se mantiverem reféns. Se o fizerem, estão mortos! Tomem uma decisão inteligente. Libertem os reféns agora ou vai haver o inferno para pagar depois!”

  • Reféns libertados encontram-se com Trump no Salão Oval

    Uma delegação com oito reféns israelitas libertados pelo Hamas encontrou-se na noite desta quarta-feira com o presidente norte-americano Donald Trump.

    Doron Steinbrecher, Noa Argamani, Eli Sharabi, Naama Levy, Iair Horn, Omer Shem Tov, e Keith e Aviva Siegel estiveram no Salão Oval, onde cumprimentaram o presidente norte-americano, agradeceram o comprometimento da administração Trump em libertar reféns e partilharam as experiências como prisioneiros em Gaza.

  • Gabinete de Netanyahu transmitiu aos EUA a posição de Israel sobre conversações com Hamas

    Depois de a Casa Branca confirmar que a Administração Trump tem mantido conversações diretas com o Hamas, o gabinete de Benjamin Netanyahu deu a conhecer a Washington a sua posição sobre estes contactos, mas não forneceu mais pormenores.

    “Nos nossos contactos com os EUA”, diz o gabinete do primeiro-ministro israelita, “Israel expressou a sua posição sobre as conversações diretas com o Hamas”, citou o Times of Israel.

  • Casa Branca confirma conversações diretas com Hamas

    A Casa Branca confirmou que a Administração Trump tem mantido conversações diretas com o Hamas, avançou o Times of Israel. “O enviado especial que está envolvido nessas negociações tem autoridade para falar com qualquer pessoa”, disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt, referindo-se a Adam Boehler. “Israel foi consultado sobre este assunto”, acrescenta.

    “O diálogo e as conversações com pessoas de todo o mundo para fazer o que é melhor para o interesse do povo americano é algo em que o Presidente provou acreditar”.

    Questionada sobre se nas conversações com o Hamas foi discutida a libertação de reféns norte-americanos ou o plano de Trump para conquistar Gaza, Leavitt recusou comentar, respondendo apenas que as discussões estão “em curso” e que há “vidas norte-americanas em jogo”.

  • Hamas confirma conversações diretas com os EUA

    O Hamas confirmou que tem mantido conversações diretas com a Administração de Trump sobre a libertação de reféns, adiantando que tiveram início há várias semanas, avançou o Haaretz.

  • UNRWA permanece em Gaza contra todas as probabilidades

    A Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) continua a operar na Faixa de Gaza “contra todas as probabilidades”, fornecendo ajuda todos os dias.

    “Apesar do bloqueio à entrada de ajuda humanitária em Gaza, as equipas da UNRWA continuam seu trabalho para prestar serviços vitais”, escreveu a agência da ONU numa publicação no X.

    “Desde o cessar-fogo, fornecemos alimentos a 2 milhões de pessoas, abrigo a 120.000 deslocados e assistência médica a mais de 364.000 pacientes”, afirmam.

  • EUA impõem novas sanções aos Houthi

    Os EUA impuseram novas sanções a sete membros dos Houthi que fizeram contrabando de artigos militares e sistemas de armamento e negociaram a compra de armas à Rússia, avançou o Departamento do Tesouro.

    Designou também o membro Abdulwali Abdoh Hasan Al-Jabri e a sua empresa por terem recrutado iemenitas para combater na Ucrânia em nome da Rússia e angariado dinheiro para apoiar as operações militares dos Houthi, refere o comunicado citado no Times of Israel.

    “O governo dos EUA está empenhado em responsabilizar os Houthis por adquirirem armas e componentes de armas de fornecedores da Rússia, China e Irão para ameaçar a segurança do Mar Vermelho”, afirma a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce, em comunicado.

  • Reino Unido, França e Alemanha instam Israel a restabelecer ajuda a Gaza

    Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, França e Alemanha instaram Israel a cumprir as suas obrigações internacionais de fornecer ajuda humanitária a Gaza.

    “Apelamos ao Governo de Israel para que cumpra as suas obrigações internacionais e assegure a prestação de assistência humanitária à população de Gaza de forma completa, rápida, segura e sem entraves”, lê-se no comunicado conjunto, citado na Al Jazeera.

    “A ajuda humanitária nunca deve depender de um cessar-fogo ou ser utilizada como instrumento político”, acrescentam, apelando ainda a todas as partes para que respeitem o cessar-fogo.

  • Israel destruiu 181 casas palestinianas em Jerusalém Oriental em 2024

    Um grupo de defesa dos direitos humanos afirmou que, em 2024, Israel destruiu 181 casas palestinianas e outras estruturas em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel desde 1967, citou o Haaretz.

    O grupo israelita avançou ainda que, mais recentemente, Israel parece ter abandonado uma política de longa data contra a demolição de casas durante o mês do Ramadão. Segundo a organização, um edifício residencial e três apartamentos foram destruídos na semana passada.

    As políticas discriminatórias tornam quase impossível aos palestinianos expandir ou reconstruir os seus bairros em Jerusalém Oriental, acabando por serem obrigados a construir sem autorização, afirma o grupo.

  • África do Sul acusa Israel de usar fome como arma de guerra em Gaza

    A África do Sul acusou hoje Israel de utilizar a fome como arma de guerra em Gaza por estar a bloquear desde domingo a ajuda humanitária ao enclave palestiniano.

    “Ao impedir a entrada de alimentos em Gaza, Israel continua a utilizar a fome como arma de guerra”, acusou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da África do Sul em comunicado, que “condena veementemente a recusa de Israel em permitir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza”, quando os 2,4 milhões de habitantes sob cerco têm “necessidade urgente de alimentos, abrigo e material médico”.

    Como consequência do impasse nas negociações sobre o seguimento do acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel, o Governo de Benjamin Netanyahu impede, desde domingo, a entrada de ajuda humanitária à população palestiniana.

    Relativamente à ofensiva israelita na cidade de Jenin, na Cisjordânia ocupada, a África do Sul também condena as “operações militares israelitas em curso”, que “representam uma perigosa escalada”.

  • EUA e Hamas em conversações secretas sobre reféns em Gaza

    A Administração Trump tem mantido conversações diretas com o Hamas sobre a libertação dos reféns norte-americanos detidos em Gaza, assim como a possibilidade de um acordo mais amplo para pôr fim à guerra, avança o portal de notícias Axios, que cita “duas fontes com conhecimento direto das discussões”. É a primeira vez que os EUA se envolvem diretamente com o grupo.

  • Israel já matou mais de 48 mil pessoas, afirma o Ministério da Saúde palestiniano

    O Ministério da Saúde palestiniano divulgou o mais recente relatório sobre o número de mortos e feridos no conflito israelo-palestiniano.

    Em comunicado, citado pelo jornal Al Jazeera, o Ministério da Saúde refere que, nas últimas 24 horas, foram registadas 35 vítimas mortais.

    O número de mortos confirmados em ataques israelitas ascende, assim, a pelo menos 48 mil e mais de 111 mil feridos.

  • Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano apela à comunidade internacional para que imponha sanções a Israel

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano apelou à comunidade internacional para que imponha sanções a Israel, com o objetivo de pôr fim à sua agressão e às suas ambições coloniais.

    O Ministério acusa Israel de estar a construir unidades coloniais em Jerusalém, enquanto as forças de ocupação continuam a “privar o povo de Gaza”.

    “Enquanto as forças de ocupação continuam a exterminar e a demolir campos e cidades no norte da Cisjordânia e privam o nosso povo na Faixa de Gaza das necessidades humanitárias mais básicas, as operações coloniais começam a construir cerca de mil novas unidades coloniais em Jerusalém Oriental”, afirmou o Ministério em comunicado, citado pelo jornal Al Jazeera.

  • Metade do orçamento do Hamas vem dos camiões com ajuda humanitária, diz ministro israelita

    O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel disse nesta quarta-feira a David Lammy, o seu homólogo britânico, que metade do orçamento do Hamas vem dos camiões com ajuda humanitária que estão a entrar em Gaza após o cessar-fogo.

    Gideon Sa’ar publicou na rede social X que, durante a conversa, disse a David Lammy que “durante os 42 dias da primeira fase, 25 mil camiões de ajuda humanitária entraram em Gaza — metade do orçamento do Hamas em Gaza vem destes camiões”. Sublinhou também a ideia de que o Hamas está a “restaurar as capacidades militares e a recrutar jovens terroristas”. Declarou ainda que “isto não pode continuar.”

    Sa’ar afirma, também, ter sublinhado ao ministro dos Negócios Estrangeiros britânico que o Hamas rejeitou a proposta do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, de prolongar o cessar-fogo temporário até ao Ramadão e à Páscoa, na condição de o Hamas libertar mais reféns.

  • Agência alimentar das Nações Unidas tem alimentos suficientes para menos de duas semanas

    A agência alimentar das Nações Unidas indica que só tem alimentos suficientes para manter as cozinhas e padarias públicas a funcionar por menos de duas semanas.

    A informação, que é citada pelo jornal Haaretz, é revelada depois de Israel ter interrompido no domingo a entrada de alimentos, combustível e medicamentos em Gaza.

    O Programa Alimentar Mundial explica que tem poucos alimentos armazenados porque tem dado prioridade à distribuição de comida pela população. Além disso, também alerta que o stock de combustível dará para apenas mais algumas semanas.

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