Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora?

    • Os Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, estão a negociar diretamente com o Hamas, com o objetivo de libertar reféns, situação que causou desconforto em Israel.
    • O Hamas emitiu avisos de que qualquer escalada militar por parte de Israel pode resultar na morte de reféns. A organização mantém a posição de que a libertação de prisioneiros israelitas só pode ocorrer no contexto de um acordo mais amplo que leve a uma paz duradoura. Além disso, há receios de que as ameaças vindas da administração Trump possam ser usadas por Israel para justificar medidas mais restritivas sobre Gaza.
    • Em resposta à aproximação entre os presidentes dos EUA e da Rússia, Trump e Putin, Israel pode reduzir a partilha de informações com os EUA. Esta possibilidade surge devido ao receio de que informação sensível seja partilhada inadvertidamente com Moscovo. Contudo, a cooperação na partilha de dados entre os dois países continua declaradamente forte, apesar das especulações contrárias.
    • O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que a ofensiva militar israelita irá atingir níveis de intensidade nunca antes vistos se os reféns israelitas não forem libertados.

    [António Raminhos, Luís Filipe Borges e Marco Horácio são três “Homens de Uma Certa Idade” a discutir a vida “de forma sincera”. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Este liveblog fica por aqui.

    Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a Guerra no Médio Oriente neste novo liveblog, que agora abrimos.

    Até já.

    Mais de 50 reféns apelam a Netanyahu para continuar o acordo de cessar-fogo

  • Donald Trump confirma que EUA estão a negociar diretamente com o Hamas

    Donald Trump revelou que a Casa Branca está a negociar diretamente com o Hamas para permitir a libertação de mais reféns.

    “Estamos a ajudar Israel nestas discussões porque estamos a falar de reféns israelitas”, disse, citado pelo Times of Israel.

    Apesar das preocupações de Israel – que não concorda com as negociações diretas entre EUA e Hamas -, Trump garantiu que os assuntos não estão a ser debatidos “nos termos do Hamas”. “Não vamos dar dinheiro”, acrescentou.

    “Tens que negociar. Há uma diferença entre negociar e pagar. Queremos resgatar [os reféns]”, assumiu.

    O Presidente dos EUA esteve reunido com reféns libertados e disse que não podia acreditar nas histórias surpreendentes que eles tinham para contar sobre as condições em que conseguiram sobreviver.

    “Faltam 59 [reféns] – 24 deles estão vivos. O resto estão mortos… Os que estão vivos… [os sobreviventes] dizem que eles estão em péssimas condições”, explicou.

    Antes, Steve Witkoff, o enviado especial de Trump para o Médio Oriente, disse que estas negociações eram recentes.

  • EUA acreditam que Israel terá divulgado conversas com o Hamas para sabotar negociações

    A acusação partiu de vários funcionários do governo dos EUA sob anonimato, revela a agência noticiosa israelita Ynet. Os oficiais acreditam que Israel divulgou informações à imprensa sobre as negociações diretas secretas da administração Trump com o Hamas, numa tentativa de sabotar as negociações.

    A mesma notícia adianta que Telavive não foi informada atempadamente das negociações entre o Hamas e Washington porque da última vez que se tentou marcar uma reunião idêntica, foi cancelada devido à pressão israelita.

    Por essa razão, escreve a Ynet, os EUA decidiram avançar com as conversações sem informar as instâncias israelitas. Segundo a agência noticiosa, quando o responsável israelita pelos reféns, o major-general Nitzan Alon, teve conhecimento das negociações, informou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu da sua existência. A primeira vez que se soube de tais contactos foi apenas 24 horas após Netanyahu tomar conhecimento desta situação, o que levou os EUA a suspeitarem que Telavive esteja por trás da fuga de informação.

    Os funcionários norte-americanos especularam junto da Ynet que o governo de Netanyahu terá tomado esta decisão por opor-se a que sejam tomadas decisões quanto ao futuro da Faixa de Gaza sem que seja informado. Além disso, a tentativa de sabotagem também pode estar relacionada com um temor israelita de que os EUA percam o interesse em pressionar o Hamas para um acordo total para os reféns se conseguirem libertar os cinco cidadãos americanos detidos pelo grupo extremista.

  • Enviado dos EUA para o Médio Oriente diz que Hamas pode "agir razoavelmente" e "sair" de Gaza. Witkoff pediu libertação de refém americano

    Em declarações em frente à Casa Branca, Steve Witkoff — citado pelo Haaretz — afirmou que “o Hamas tem a oportunidade de agir razoavelmente, fazer o que é certo e sair”.

    “Não vão fazer parte do governo, toda a gente compreende isso”, disse o enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, ‘se compreenderem isso, têm um caminho para sair’.

    Witkoff foi ainda instado a responder se Trump autorizou ações contra o Hamas ou estava a planear medidas nesse sentido, não querendo comprometer-se forma taxativa. “Não é claro exatamente o que vai acontecer. Alguma ação será tomada. Pode ser em conjunto com os israelitas, mas não é claro neste momento”, retorquiu.

    No entanto, o funcionário norte-americano pediu ao Hamas que liberte Edan Alexander, um cidadão israelo-americano, confirmando que o tema dos reféns foi discutido entre o movimento extremista e os EUA, pela pessoa do enviado Adam Boehler.

    “Adam Boehler é o enviado especial responsável pelos reféns e já houve conversas. Achamos que o Hamas não tem sido franco connosco e está na altura de ser franco connosco”, diz Witkoff. “Edan Alexander seria uma demonstração muito importante. Veremos como [o Hamas] vai reagir.”

    “O Presidente emitiu uma declaração sobre o que é aceitável para ele e o que não é. Esperemos que haja uma boa conduta na próxima semana e que eu possa lá ir e discutir”, reagiu.

  • Hamas avisa que fim do cessar-fogo pode resultar na morte de mais reféns

    O porta-voz do braço-armado do Hamas, Abu Obeida, advertiu esta tarde que qualquer escalada militar israelita contra o grupo conduzirá muito provavelmente à morte de alguns reféns.

    As declarações foram avançadas tanto pela Reuters como pelo Times of Israel, tendo como pano de fundo as atuais ameaças de uma eventual retoma do conflito após o fim da primeira fase do cessar-fogo.

    A este respeito, Obeida avisa ainda que quaisquer ameaças não garantem a libertação dos reféns, afirmando que o grupo extremista continua empenhado em respeitar o acordo de tréguas com Israel.

    Ainda há 59 detidos na Faixa de Gaza após o fim da primeira fase do cessar-fogo, dos quais pelo menos 35 foram confirmados como mortos pelas IDF.

  • Israel poderá partilhar menos informação com EUA devido a aproximação de Trump a Putin. Telavive nega

    Apesar dos EUA serem o maior e mais próximo parceiro externo de Israel, o país estará a considerar reduzir a partilha de informações com os Estados Unidos devido à preocupação quanto à aproximação entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin.

    Esta reserva é adiantada pela NBC News, que cita fontes próximas a um relatório dos chamados Five Eyes, uma aliança entre Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos para partilha de informação sensível.

    Segundo este relatório citado pela NBC, entre os receios partilhados por vários aliados dos EUA — onde, além dos membros da aliança, se incluem Israel e a Arábia Saudita — está a hipótese de que a identidade de importantes ativos estrangeiros possa ser revelada — inadvertidamente ou não — a Moscovo, pondo-os assim em risco.

    Citando fontes não identificadas, a NBC diz que as discussões sobre a potencial redução da partilha de informações “já estão a decorrer”, ainda que nenhuma decisão tenha sido tomada até à data.

    Não obstante as fontes bem colocadas da NBC, um funcionário israelita negou o conteúdo deste relatório em declarações à emissora norte-americana, afirmando que “a cooperação entre Israel e os Estados Unidos a todos os níveis, incluindo a partilha de dados cruciais dos serviços secretos, está tão forte e sólida como sempre”.

    Além de Israel, o Reino Unido e o Canadá também rejeitam as considerações deste relatório, sendo que a Nova Zelândia e a Arábia Saudita não comentaram.

  • Fonte palestiniana avança que EUA terão proposto ao Hamas mais 60 dias de cessar-fogo por 10 reféns israelitas

    Os EUA terão proposto ao Hamas — sem o aval prévio de Israel — um acordo que prevê a libertação de 10 reféns israelitas vivos em troca de uma extensão do cessar-fogo por mais 60 dias.

    A informação é noticiada pelo Times of Israel, que por sua vez cita uma fonte palestiniana não identificada que terá falado com a Sky News Arabia.

    “Washington pediu ao Hamas que libertasse dez reféns em troca do prolongamento do cessar-fogo por sessenta dias, do início das negociações sobre a segunda fase [do cessar-fogo] e da posição das forças israelitas ao longo do Corredor de Filadélfia”, bem como da retoma da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, adiantou a fonte.

    A mesma notícia refere que o Hamas “ainda está a considerar a sua resposta à proposta americana”, sendo que não é confirmado quando é que esta solução foi apresentada.

  • Hamas critica Trump: "Linguagem das ameaças não tem qualquer valor"

    O Hamas reforçou que qualquer libertação de prisioneiros israelitas em Gaza deve fazer parte do acordo de cessar-fogo assinado em janeiro, que conduzirá a uma paz duradoura.

    Referindo-se ao mais recente ultimato de Donald Trump que exigia a libertação de israelitas em Gaza, um porta-voz do Hamas, citado pelo jornal Al Jazeera, afirma que “a linguagem das ameaças não tem qualquer valor e só complica a situação”.

    Os dirigentes israelitas têm afirmado, constantemente, que não querem ver o Hamas no poder — algo que tem sido bem acolhido pelos Estados Unidos, que continuam a fazer ameaças com o objetivo de ganhar influência sobre o grupo.

  • Convocação dos ultraortodoxos para as forças armadas israelitas falhou. Apenas 177 se alistaram

    Desde o último verão, as Forças de Defesa de Israel (IDF) enviaram 10 mil convocatórias para que os ultraortodoxos (uma comunidade que estava, anteriormente dispensada das obrigações militares) elegíveis se alistassem nas forças armadas.

    No entanto, e passados vários meses, apenas 177 o fizeram, revelou hoje um oficial das IDF numa audição no Knesset, o Parlamento israelita. Entretanto, foram enviadas segundas ordens de convocatória e emitidas mil ordens de detenção contra os judeus que ignoraram também esse segundo aviso.

  • Pelo menos um morto e vários feridos em ataque israelita em Gaza

    Pelo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas na sequência de um ataque levado a cabo pelas forças de Defesa de Israel (IDF) contra o bairro de Shujaiyeh, na cidade de Gaza, avança o Haaretz.

  • Ministro israelita diz que ofensiva vai atingir "níveis nunca vistos" se reféns não forem libertados

    O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, assegurou esta quinta-feira que a ofensiva no terreno vai atingir “níveis nunca vistos” de intensidade de os reféns israelitas não forem libertados, segundo uma citação do Haaretz.

  • Hamas diz que EUA devem "pressionar" Israel a manter cessar-fogo, e não "encorajar" incumprimento

    Os Estados Unidos “devem pressionar” Israel a entrar na segunda fase do acordo de cessar-fogo, avisa o Hamas.

    À agência turca Anadolu, citada pela Al-Jazeera, o porta-voz do Hamas Hazem Qassem diz que as ameaças de Donald Trump “complicam as matérias relativas ao acordo de cessar-fogo e encorajam Israel a não cumprir os seus termos”.

    “O Hamas implementou todas as suas obrigações na primeira fase, mas Israel está a evitar entrar na segunda”, disse Qassem, considerando que a administração norte-americana “deve pressionar a ocupação a entrar nas negociações para a segunda fase, como está estipulado no acordo de cessar-fogo”.

  • EUA não avisaram Israel de que estão a falar diretamente com o Hamas. Israel soube "por outros canais"

    Israel não soube pelos Estados Unidos que estes estão a manter conversações diretas com o Hamas. A garantia é de um responsável israelita que falou com o New York Times sob anonimato e que diz que Israel soube destas conversas “por outros canais”.

    Segundo a mesma fonte, o general Nitzan Alon, membro da equipa de negociação israelita, avisou o Benjamin Netanyahu desta informação e informou também a equipa negocial norte-americana que está em Doha, no Qatar, de que Israel já estava a par das conversas.

  • Hamas: se Trump quer libertar reféns deve pressionar Netanyahu

    O porta-voz do Hamas em Gaza, Hazem Qassem, diz que as ameaças repetidas de Donald Trump “colocam em perigo o cessar-fogo”, garantindo que mais reféns só serão libertados através de negociações.

    “Se ele quer libertar os reféns, deve pressionar Netanyahu para começar as negociações para a segunda fase do acordo” de cessar-fogo, diz Qassem, citado pelo Haaretz.

    O jornal refere que o porta-voz do grupo teme que Israel use as ameaças de Trump para “escalar o bloqueio em Gaza” e “intensificar a política de fazer a população passar fome”.

  • Marco Rubio: Trump "perdeu a paciência" com "jogos" do Hamas

    Depois de Donald Trump ter vindo a público, na noite desta quarta-feira e após ter-se reunido com reféns que foram libertados, para dizer que o Hamas deve libertar imediatamente os que restam e que este será o “último aviso”, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, veio avisar o Hamas de que deve levar a ameaça a sério.

    “As pessoas não percebem que o Presidente se encontra com estas pessoas, ouve as histórias delas; está indignado e com razão”, disse Rubio em entrevista à Fox News. O Presidente, disse, está “cansado” de ver vídeos em que há corpos devolvidos, “e às vezes são os corpos errados” e “jogos que estão a ser feitos”.

    “Ele perdeu a paciência para isso”, disse à Fox News. “Ele não diz estas coisas sem intenção. Se diz que vai fazer uma coisa, ele vai fazê-la. Por isso é melhor levarem-no a sério”.

  • Bom dia,

    Neste liveblog vamos estar a acompanhar todas as novidades relativas à guerra em Gaza.

    Neste link pode recordar as notícias que marcaram esta quarta-feira.

    Donald Trump deixa aviso ao Hamas: “Estou a enviar a Israel tudo o que precisam para terminar o trabalho”

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