Momentos-chave
- Zelensky: "Ficar silencioso apenas encoraja a escumalha em Moscovo a continuar a guerra"
- Starmer e Macron falaram ao telefone sobre "bons progresso" na mobilização de tropas
- Secretário do Tesouro norte-americano acusa Zelensky de "estragar o acordo mais fácil do mundo"
- Zelensky saúda “progresso” sobre eventual contingente europeu de segurança
- Ucrânia investiga divulgação de nova versão do acordo dos minerais
- Zelensky critica "reação tão fraca" da embaixada dos EUA a ataque russo: "Têm medo de dizer a palavra 'russo'"
- Decretados três dias de luto na cidade natal de Zelensky após ataque
- Vice-presidente da Comissão Europeia critica ataque a Kryvyi Rig e acusa Rússia de não ter "interesse na paz"
- Ataque com mísseis russos na cidade natal de Zelensky faz 18 mortos, dos quais 9 são crianças
- Macron deverá assumir papel de porta-voz nas negociações de cessar-fogo "quando chegar a altura"
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora:
- O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou fortemente o ataque russo em Kryvyi Rih, sua cidade natal, que resultou na morte de pelo menos 19 pessoas, incluindo 11 crianças. Criticou também a resposta internacional ao ataque, enfatizando que o silêncio sobre as ações russas é perigoso e encoraja Moscovo a continuar a guerra.
- Os governos francês e britânico continuam a discutir o envio de um contingente europeu de segurança para a Ucrânia, caso seja estabelecido um cessar-fogo com a Rússia. Emmanuel Macron e Keir Starmer conversaram sobre os progressos feitos pela “Coalition of the Willing” para mobilizar forças de manutenção da paz.
- Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, criticou Zelensky por não assinar um acordo de minerais, que diz ter sido prometido na Conferência de Munique, acusando a liderança ucraniana de más decisões que impedem a chegada de ajuda financeira ao povo ucraniano.
- Kaja Kallas, vice-presidente da Comissão Europeia, também condenou o ataque russo a Kryvyi Rih, afirmando que a Rússia não tem interesse em alcançar a paz e continua a destruir a Ucrânia com ataques imprudentes a áreas residenciais.
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Bom dia. Terminamos aqui a cobertura da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Pode acompanhar todos os desenvolvimentos deste domingo no liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.
Rússia ataca capital da Ucrânia durante a noite. Há pelo menos 3 feridos
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Zelensky: "Ficar silencioso apenas encoraja a escumalha em Moscovo a continuar a guerra"
O Presidente ucraniano focou o seu habitual discurso noturno nos ataques em Kryvyi Rih, a sua cidade natal, agradecendo o trabalho de todos os que estão a ajudar a “salvar vidas” e o apoio dos países que se pronunciaram sobre o ataque com mísseis balísticos, posições que classificou como “uma clara rejeição do terror russo”.
“Ficar silencioso sobre o facto de a Rússia estar a matar crianças com mísseis balísticos é errado e perigoso”, declarou Volodymyr Zelensky. “Só encoraja a escumalha em Moscovo a continuar a guerra e a ignorar a diplomacia”, acrescentou. O chefe de Estado reiterou os seus apelos aos aliados internacionais para que apliquem “pressão real” e “não percam tempo com conversas vazias”.
All day today—following the Russian strike on Kryvyi Rih—every effort has been made in the city to save lives. Some of the wounded, those in critical condition, were transported to Dnipro. Doctors are doing their utmost to save as many lives as possible. I am grateful to everyone… pic.twitter.com/bLylpOsHtI
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 5, 2025
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Starmer e Macron falaram ao telefone sobre "bons progresso" na mobilização de tropas
O Presidente francês e o primeiro-ministro britânico falaram hoje ao telefone e discutiram a reunião que os líderes militares dos dois países tiveram com Volodymyr Zelensky em Kiev durante o dia de ontem, relatou o gabinete de Keir Starmer em comunicado.
“[Starmer e Macron] discutiram os bons progressos que foram feitos pela Coalition of the Willing”, pode ler-se no comunicado. Esta coligação refere-se ao conjunto de países que se mostraram disponíveis para contribuir para o envio de tropas para a Ucrânia no âmbito de uma missão de manutenção da paz.
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Secretário do Tesouro norte-americano acusa Zelensky de "estragar o acordo mais fácil do mundo"
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, deixou duras críticas a Volodymyr Zelensky e acusou-o de “não estar com vontade” de assinar o acordo dos minerais, numa entrevista ontem com Tucker Carlson.
Na versão de Bessent, Zelensky prometeu assinar o acordo na Conferência de Munique, no início de fevereiro, mas depois acabou por não o fazer. Além disso, relatou que os oficiais ucranianos “suplicaram uma visita à Casa Branca”. “[Zelensky] estragou o que deveria ter sido a coisa mais fácil do mundo”, acrescentou.
“Se recuarmos no acordo, acho que uma das maiores coisas sobre isto era que garantia que o dinheiro ia para o povo norte-americano e ucraniano. E sabe quem não gostou disso? As pessoas que regulam o fluxo do dinheiro. Acho que isso foi parte do problema”, argumentou Bessent, sugerindo que as pessoas próximas de Zelensky o aconselharam mal para os seus ganhos pessoais.
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Zelensky saúda “progresso” sobre eventual contingente europeu de segurança
O Presidente ucraniano saudou hoje o “progresso tangível” e os “detalhes iniciais” sobre um eventual envio de um contingente europeu de segurança para solo ucraniano no caso de um cessar-fogo com a Rússia.
“Há um progresso tangível e detalhes iniciais sobre como um contingente de segurança parceiro poderia ser mobilizado”, afirmou Volodymyr Zelensky, sem adiantar mais pormenores, um dia após a visita dos chefes do Estado-Maior do Exército francês e britânico a Kiev.
Important meeting between our military and Chiefs of Defense Staff of partners – Admiral Sir Tony Radakin @AdmTonyRadakin_ of the United Kingdom and General Thierry Burkhard @CEMA_FR of France. We are working to ensure security in Ukraine and to establish reliable security… pic.twitter.com/NreW4az6WC
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 5, 2025
Os franceses e os britânicos admitem o envio de um contingente de países europeus para a Ucrânia para formar uma “força de segurança” com o objetivo de impedir o retomar do conflito, caso seja estabelecido um acordo de cessar-fogo.
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Ucrânia investiga divulgação de nova versão do acordo dos minerais
O Presidente ucraniano ordenou aos serviços de segurança uma investigação interna à fuga de informações sobre o novo rascunho do acordo de minerais, divulgado no final de março. A informação foi avançada pelo Financial Times, que cita oficiais ucranianos.
Esta investigação inclui testes de polígrafo feitos aos funcionários de múltiplos ministérios de Kiev. No dia 28 de março, Volodymyr Zelensky já tinha dito que achava “estranha” a divulgação do acordo e perguntou-se quem a teria levado a cabo.
Depois de a primeira versão do acordo ter caído por terra depois da discussão entre Trump e Zelensky na Sala Oval, esta segunda versão renovou as tensões entre as duas partes. O chefe de Estado ucraniano declarou que nunca irá assinar um acordo que comprometa a adesão à União Europeia. Já o seu homólogo norte-americano avisou Kiev que teria “grandes problemas” se recusasse o acordo.
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Número de mortos no ataque a Kryvyi Rih sobe para 72
O número de mortos no ataque a Kryvyi Rih subiu para 72. Destes, 11 são crianças, avançou o responsável pelo Conselho Municipal de Defesa da cidade, Oleksandr Vilkul, no seu canal de Telegram.
Há ainda 46 feridos, dos quais 5 são crianças.
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Zelensky critica "reação tão fraca" da embaixada dos EUA a ataque russo: "Têm medo de dizer a palavra 'russo'"
“Timofiy, de 3 anos. Radyslav, de 7 anos. Arina, que também terá 7 anos para sempre. German, de 9 anos. Danylo, de 15 anos. Nikita, de 15 anos. Alina, de 15 anos. Konstantin, que terá 16 anos para sempre. Nikita de 17 anos.”
São estas as 9 crianças que morreram no ataque russo a Kryvyi Rih, uma lista divulgada por Volodymyr Zelensky na rede social X.
O ataque, na terra natal do líder do ucraniano, levou Zelesnky a criticar a reação da embaixada americana, em comparação com reações de solidariedade que se registaram até ao momento, como a de Kajas Kallas.
“Infelizmente, a reação da embaixada americana é desagradavelmente surpreendente: um país tão forte, um povo tão forte — e uma reação tão fraca. Até têm medo de dizer a palavra ‘russo’ quando se fala do míssil que matou crianças”, escreveu.
Tragically, three-year-old Tymofii died in the hospital today. Seven-year-old Radyslav. Arina, who will forever be seven as well. Nine-year-old Herman. Fifteen-year-old Danylo. Fifteen-year-old Mykyta. Fifteen-year-old Alina. Kostiantyn, who will forever be sixteen. Nikita –… pic.twitter.com/3jz4XS0YgI
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 5, 2025
Na mesma publicação aproveitou ainda para sublinhar que, “para acabar a guerra, não podemos ter medo de chamar as coisas pelos nomes”.
“Não devemos ter medo de pressionar o único país que continua esta guerra e que ignora todas as propostas para lhe pôr termo. Temos de exercer pressão sobre a Rússia, que opta por matar crianças em vez de um cessar-fogo”, terminou.
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Decretados três dias de luto na cidade natal de Zelensky após ataque
Foram decretados pelas autoridades de Kryvyi Rih, três dias de luto, entre 7 e 9 de abril, escreve o Pravda Ukrainsk, que cita o responsável pelo Conselho de Defesa da Cidade, Oleksandr Vilkul.
“Nos dias 7, 8 e 9 de abril, Kryvyi Rih vai estar de luto pelas vítimas dos ataques terroristas de ontem contra a nossa cidade”, escreveu no seu canal de Telegram.
E acrescentou: “Crianças, famílias, idosos… Ataques com mísseis balísticos e drones contra zonas residenciais e parques infantis… Isto não é mais do que um massacre de civis. Lembrar-nos-emos sempre de todos e de cada um dos que foram mortos.”
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Vice-presidente da Comissão Europeia critica ataque a Kryvyi Rig e acusa Rússia de não ter "interesse na paz"
A vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, criticou o “ataque russo imprudente” à cidade natal de Volodymyr Zelensky. E diz que o país de Putin não tem qualquer interesse em atingir a paz.
“Imagens trágicas e desumanas vindas de Kryvyi Rih. Outro ataque russo imprudente atingiu uma área residencial lotada… A Rússia continua a destruir a Ucrânia, sem interesse na paz”, lê-se numa publicação na rede social X.
Tragic and inhumane images coming out from Kryvyi Rih.
Another reckless Russian attack struck a crowded residential area, reportedly killing at least 14, including 6 children.
Russia continues to destroy Ukraine, no interest in peace.
— Kaja Kallas (@kajakallas) April 4, 2025
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Ataque com mísseis russos na cidade natal de Zelensky faz 18 mortos, dos quais 9 são crianças
Pelo menos 18 pessoas morreram num ataque russo com mísseis em Kryvyi Rig, cidade natal do Presidente, Volodymyr Zelensky, situada no centro do país. Desta quase duas dezenas de mortos, 9 são crianças.
As fotos divulgadas pelos socorristas ucranianos mostram vários cadáveres. Vídeos divulgados nas redes sociais, que não puderam ser verificados, revelam corpos caídos na rua e uma coluna de fumo. Noutras imagens, surge um carro em chamas e pessoas a gritar.
As defesas antiaéreas russas derrubaram, entretanto, durante a noite, 49 drones sobre nove regiões russas, de acordo com informação divulgada pelo Ministério da Defesa da Rússia.
Segundo o chefe da administração da região de Dnipropetrovs, 16 drones foram derrubados na região de Voronezh e 14 em Belgorod. Nas regiões de Kursk e Samara, foram derrubados 12 drones, seis em cada uma, enquanto na região da Mordovia foram abatidos seis.
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Macron deverá assumir papel de porta-voz nas negociações de cessar-fogo "quando chegar a altura"
Alguns membros da Coligação de Vontades têm vindo a fazer pressão para que um dos líderes europeus assuma a moderação das conversações que acontecerão com Putin a propósito de um acordo de cessar-fogo na Ucrânia.
Tanto Emmanuel Macron como Keir Starmes terão sido apontados, avança o Telegraph. No entanto, o primeiro-ministro do Reino Unido não tem como intenções assumir essa função.
No que toca ao Presidente francês, por outro lado, apesar de ainda não haver uma confirmação oficial, uma fonte próxima do Palácio do Eliseu admitiu que Macron está pronto para assumir este papel “quando chegar a altura certa”.
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Bom dia. Retomamos aqui a cobertura do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Pode rever os acontecimentos da passada sexta-feira no liveblog que agora encerramos. Obrigada por estar connosco.
Zelensky: “Diplomacia é uma palavra vazia” para a Rússia depois de ataque a central energética