Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Terminamos aqui a cobertura do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

    Pode acompanhar tudo o que acontecer este sábado no novo liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.

    Zelensky saúda “progresso” sobre eventual contingente europeu de segurança

  • O que se passou até agora

    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que a diplomacia é uma “palavra vazia” para a Rússia na sequência dos recentes ataques a território ucraniano, incluindo a uma central energética em Kherson. Zelensky assinalou a necessidade de pressão contínua sobre a Rússia para que sinta as consequências de cada ataque, cada engano e cada dia em que prolonga a guerra.
    • O número de vítimas relacionadas com os ataques a Kryvyi Rih continua a aumentar, registando-se, até ao momento, 16 mortos e 42 feridos. Entre os falecidos, havia seis crianças.
    • Os Estados Unidos da América, através do secretário de Estado Marco Rubio, expressaram a intenção de apurar em breve se a Rússia está genuinamente interessada em buscar a paz na Ucrânia. Rubio frisou que as ações da Rússia, e não as palavras, serão o critério para determinar a seriedade de suas intenções em relação às negociações de paz.
    • Em Bruxelas, a NATO reafirmou a importância de fortalecer a defesa face a um cenário global cada vez mais perigoso. Durante a conferência de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, o secretário-geral Mark Rutte elogiou o papel de Donald Trump em superar o impasse sobre as negociações, enquanto reiterava o compromisso em aumentar os gastos com defesa e assegurar a autonomia europeia em questões de segurança.

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  • Zelensky qualifica de "séria" e "construtiva" reunião com militares estrangeiros

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, qualificou de “séria” e “construtiva” a reunião desta sexta-feira entre representantes militares da França e do Reino Unido e funcionários ucranianos.

    “Tivemos uma conversa séria e construtiva”, segundo o chefe de Estado na sua conta do Telegram, numa referência ao encontro que considerou “fundamental”.

    “Estamos a discutir a presença em terra, no ar e no mar. E também as defesas aéreas e outras questões sensíveis”, acrescentou Zelensky, observando que “já existe um grande entendimento” entre os parceiros da Ucrânia sobre as necessidades do país.

    O responsável destacou a importância que se continue a trabalhar neste formato, indicando que as reuniões serão realizadas “todas as semanas entre oficiais militares” acerca do conflito entre a Ucrânia e Rússia, que decorre há mais de três anos.

  • Ministério da Defesa russo diz que morreram 85 "soldados e oficiais estrangeiros" em Kryvyi Rih

    Ao contrário do que dizem as fontes ucranianas, o Ministério da Defesa russo afirma que 85 “soldados e oficiais estrangeiros” foram mortos num ataque a Kryvyi Rih.

    “Um míssil de alta precisão com uma carga altamente explosiva foi lançado para o local de uma reunião com comandantes de unidades e instrutores ocidentais num dos restaurantes da cidade de Kryvyi Rih”, escreveu o ministério, citado pela agência russa RIA Novosti.

  • Vítimas em ataque a Kryvyi Rih volta a subir para 16 mortos e 42 feridos

    O governador da região de Dnipropetrovsk, Sergiy Lysak, confirmou que o número de mortes no ataque russo à cidade de Kryvyi Rih voltou a subir para 16.

    “6 delas são crianças”, revelou o governador no Telegram. “Não há palavras. É uma dor que não desejaria ao meu pior inimigo”, acrescentou.

    Na última atualização feita pelos Serviços de Emergência da Ucrânia, lê-se ainda que o ataque causou ainda 42 feridos.

  • Zelensky: "Diplomacia é uma palavra vazia" para a Rússia depois de ataque a central energética

    No típico discurso feito pelo Presidente ucraniano ao fim do dia, Volodymyr Zelensky afirmou que “diplomacia é uma palavra vazia” para Moscovo, depois de um dia marcado por vários ataques em território ucraniano, incluindo a uma central energética

    Esta sexta-feira, as forças russas bombardearam as cidades de Kharkiv e Kryvyi Rih, contabilizando-se 19 mortos entre ambos aos ataques. Uma central energética em Kherson, revela o Presidente, também sofreu ataques por drones russos.

    “Estes ataques não podem ser um acidente: os russos sabem que se trata de uma instalação de energia e que tais instalações devem ser protegidas de quaisquer ataques, tal como a Rússia prometeu aos EUA”, acusou Zelensky no Telegram.

    “A diplomacia é uma palavra vazia para eles. E é por isso que precisamos de pressão – pressão suficiente sobre a Rússia para os fazer sentir as consequências de cada engano, de cada ataque, de cada dia em que tiram vidas e prolongam a guerra”, acrescentou.

  • Número de mortes em ataque a Kryvyi Rih sobe para 14

    O número de mortos num ataque à cidade ucraniana de Kryvyi Rih subiu para 14, informou o governador da região da cidade, Sergiy Lysak, no seu canal de Telegram.

    Um dos mísseis, revela o governador, atingiu uma zona residencial e danificou pelo menos cinco casas.

    “Os russos atacam todos os dias. Morrem pessoas todos os dias. Só há uma razão para que isto continue: A Rússia não quer um cessar-fogo, e nós vemo-lo. O mundo inteiro vê-o”, disse ainda Lysak.

  • 12 pessoas mortas em ataque russo a Kryvyi Rih, segundo governador da terra natal de Zelensky

    12 pessoas morreram num ataque russo à cidade de Kryvyi Rih, terra natal do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

    Segundo o governador da região, Sergiy Lysak, o número de vítimas deve ainda aumentar, com vários edifícios altos a serem atingidos no ataque. O número de feridos, diz também, ainda está a ser determinado.

  • Países da NATO devem gastar 5% do PIB na defesa, insiste Rubio

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, insistiu que todos os países da NATO devem gastar 5% do PIB no orçamento para a defesa, repetindo uma exigência que tem sido repetida por Washington.

    “Pensamos que é isso que os aliados da NATO precisam de gastar para que a NATO possa enfrentar as ameaças que ela própria identificou e articulou”, justificou Rubio, ressalvando que os estados-membros devem entrar num caminho gradual para chegar “a esse ponto”.

    “A boa notícia é que todos, em geral, com algumas exceções, gastam mais em defesa hoje do que há três, quatro ou cinco anos. Isso é positivo. Esta tendência deve manter-se”, sublinhou ainda o secretário de Estado dos EUA, citado pela Sky News.

  • Rússia estará a tentar aproveitar negociações de paz para conseguir mais território na Ucrânia, segundo ISW

    De acordo com a última análise do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla inglesa) sobre a Guerra na Ucrânia, a Rússia estará a tentar aproveitar as negociações de paz para conseguir mais território pertencente a Kiev.

    “A Rússia procura tirar partido do cessar-fogo em curso e de futuras negociações de paz para se apoderar de grandes quantidades de território na Ucrânia e instalar um governo fantoche pró-russo em Kiev”, lê-se na análise do Instituto, que sublinha que “é provável” que a invasão russa continue “se o Kremlin não conseguir obter uma rendição total da Ucrânia através da diplomacia”.

    O relatório publicado pelo ISW cita ainda o relatório do Gabinete do Diretor de Informação Nacional dos EUA, que revela que Putin “parece decidido e preparado para pagar um preço muito elevado para prevalecer naquilo que considera ser um momento decisivo na competição estratégica da Rússia com os Estados Unidos, na história mundial e no seu legado pessoal”.

    Porém, o número de perdas militares e a aparente má qualidade dos recrutas recebidos são vistos pelo ISW como “fatores que podem aumentar o desejo do Kremlin de atingir os seus objetivos num cessar-fogo mediado ou numa negociação de paz a curto prazo, se possível”.

  • Delegação ucraniana vai voltar a Washington "a curto prazo" para discutir novo acordo de minerais

    Uma delegação ucraniana vai regressar aos EUA “a curto prazo” para negociar um novo acordo sobre minerais com a Administração Trump, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiha, citado pela Reuters.

    O acordo original atingido pelos dois países foi abandonado depois do confronto entre Trump, Zelensky e o vice-presidente norte-americano JD Vance na Casa Branca.

    Entretanto, as negociações entre ambos os países foram retomadas, tendo Sybiha revelado também que o governo ucraniano está a rever a última proposta norte-americana.

  • Putin e Trump sem planos para falar novamente devido a estagnação das negociações

    Donald Trump e Vladimir Putin não planeiam falar novamente, informou esta sexta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, no final de uma semana em que o enviado russo para os investimentos, Kirill Dmitriev, visitou Washington.

    Apesar da visita ter sido recebida com “otimismo cauteloso” por Peskov, o porta-voz, citado pela Reuters, sublinhou que uma conversa não está prevista “nos próximos dias”, nem há nada do género na agenda.

    Na semana passada, Trump já tinha contado que estava “zangado” e “irritado” com Putin e ameaçou a aplicação de tarifas secundárias à Rússia caso um acordo não consiga ser atingido para “parar com o derramamento de sangue” na Ucrânia.

  • Comandante russo garante que situação em Belgorod "é bastante boa", batalhas prosseguem em Kursk

    A situação na região russa de Belgorod está “sob controlo” depois de uma tentativa ucraniana para atravessar a fronteira há duas semanas. A garantia é do russo Apti Alaudinov, comandante das forças especiais da Chechénia (Akhmat).

    Em declarações à televisão estatal, citadas pela agência russa Ria, Alaudinov disse que as tropas de Moscovo estão a “limpar” Belgorod dos ucranianos. “No geral, a situação é bastante boa”, sublinhou, acrescentando que Kiev continua a enviar “nova carne [para cannhão]” e que as baixas diárias são muito elevadas.

    Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros disse hoje que os combates prosseguem na região russa de Kursk, depois da incursão ucraniana que começou no ano passado.

  • EUA vão saber dentro de algumas semanas "se a Rússia está a falar a sério sobre a paz", diz Rubio

    O secretário de Estado norte-americano disse hoje que Washington saberá dentro de algumas semanas, e não meses, “se a Rússia está a falar a sério sobre a paz” na Ucrânia. “Espero que sejam”, afirmou Marco Rubio na sequência do encontro entre ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO em Bruxelas.

    “O presidente [Donald] Trump não vai cair na armadilha de negociações intermináveis ​​sobre negociações”, garantiu Marco Rubio, citado pela Reuters.

    “Estamos a testar e ver os russos estão interessado em paz. As suas ações — e não as suas palavras — vão determinar se estão sérios ou não, e nós pretendemos descobrir isso o mais cedo possível”, acrescentou.

  • Secretário do Vaticano para as Relações com os Estados falou com MNE russo

    O arcebispo Paul Richard Gallagher, que ocupa o cargo de secretário para as Relações com os Estados na Secretaria de Estado do Vaticano, conversou esta sexta-feira com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo.

    Segundo uma nota do gabinete de comunicação do Vaticano, o arcebispo e Sergey Lavrov falaram sobre iniciativas para pôr fim às operações militares.

    Já um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros descreve que a iniciativa partiu do Vaticano e que Lavrov e Gallagher discutiram “formas de resolver a crise ucraniana com a eliminação obrigatória das suas causas profundas.”

  • Turquia acredita que acordo de paz será difícil de digerir, mas é melhor do que continuação das mortes

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia mostrou-se favorável à iniciativa dos Estados Unidos da América para pôr fim à guerra na Ucrânia. Descrevendo que nesta fase Ucrânia e Rússia estão “um pouco longe” de chegar a um condenso, admitiu que será sempre algo difícil de digerir.

    “Vai ser extremamente difícil digerir qualquer proposta. Mas quando olhamos para as outras opções, que trazem mais guerra e destruição, acho que as condições que temos … serão mais razoáveis”, afirmou Hakan Fidan numa entrevista à Reuters à margem da cimeira com os homólogos da NATO, em Bruxelas.

    Fidan sublinhou que o Presidente Donald Trump “está finalmente a seguir uma agenda da para parar a guerra” e disse também que os EUA a Europa não consegue assegurar garantias de segurança à Ucrânia. O ministro reiterou ainda que a Turquia está disponível para acolher negociações de paz.

  • Rutte elogia Trump por "quebrar o impasse" sobre negociações

    Durante a conferência de imprensa, o secretário-geral da NATO foi questionado sobre as conversações iniciadas pelos Estados Unidos da América para pôr fim ao conflito na Ucrânia. Mark Rutte aproveitou o momento para elogiar Donald Trump por “quebrar o impasse” sobre as negociações.

    Sobre a imposição à Rússia de um prazo para se alcançar um cessar-fogo, que tem sido exigido por alguns países, Rutte disse não querer interferir. “Vamos ver o que acontece”, sublinhou, citado pelo jornal Guardian.

    As perguntas também se focaram nas duras tarifas anunciadas por Trump a vários países, incluindo aliados. Inicialmente recusou responder se poderiam constituir uma violação ao artigo 2.º da NATO, que estabelece que os aliados devem procurar eliminar conflitos nas políticas económicas internacionais. Perante a insistência dos jornalistas, afirmou que já existiram várias lutas sobre tarifas e que isso não foi considerado uma violação do estatuto.

  • Rússia apela a EUA e Irão para usarem diplomacia em vez de ameaças em relação à questão nuclear

    A Rússia apelou esta sexta-feira ao Irão e aos Estados Unidos para que resolvam a questão nuclear iraniana pela via diplomática e que mostrem contenção após as ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra Teerão.

    “Todas as partes devem mostrar absoluta contenção e concentrar-se precisamente nos esforços diplomáticos”, disse o porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

    Peskov disse também que a Rússia e o Irão são aliados, com relações bilaterais desenvolvidas e multifacetadas.

    O Irão é um parceiro importante da Rússia e, segundo o Ocidente, forneceu-lhe drones e mísseis para o esforço militar na Ucrânia.

  • Rutte: num mundo mais "perigoso" precisámos da NATO "mais que nunca"

    No fim do encontro de dois dias que juntou em Bruxelas os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, o secretário-geral Mark Rutte sublinhou que a aliança militar enfrenta uma série de desafios. “Num mundo cada vez mais perigoso, precisamos da NATO mais que nunca”, disse numa conferência de imprensa ao final da manhã.

    “Quaisquer que sejam os desafios que enfrentamos, temos de garantir que temos as forças e as capacidades necessárias para dissuadir agressões e nos conseguirmos defender caso alguém cometa o erro de atacar”, afirmou.

    Rutte deixou a promessa de continuar a aumentar os gastos de defesa da aliança, o tema que esteve em destaque durante o encontro em Bruxelas. Numa altura em que os EUA têm exigido uma maior autonomia europeia, os ministros dos Negócios Estrangeiros estiveram reunidos com Kaja Kallas, a alta representante da UE para os Assuntos Externos e Política de Segurança.

  • Ucrânia denuncia que Rússia lançou mais de 70 drones

    As autoridades ucranianas acusaram a Rússia de lançar mais de 70 drones durante a noite e madrugada. A defesa aérea destruiu 42 e outros 22 nunca chegaram a atingir os alvos, tendo desaparecido dos radares.

    Segundo a Força Aérea da Ucrânia, os drones foram lançados das cidades russas de Bryansk, Millerovo, Primorsko-Akhtarsk e Kursk. Atingiram quatro regiões ucranianas: Kharkiv, Dnipropetrovsk, Kiev e Zaporíjia.

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