Momentos-chave
- Portugal aparece na primeira posição e destrona Espanha
- The Economist distingue Portugal como "economia do ano". Montenegro vê notícia "com esperança e confiança"
- Cotrim entende que "prudência pode ser igual a medo da mudança"
- Europa "tem de abrir cordões à bolsa" e investir em defesa, diz Mendes que volta a atacar Cotrim na NATO
- Cotrim admite "grande diferença" na questão das privatizações
- Mendes lembra que Cotrim quer privatização da CGD para dizer que "é perigoso"
- Cotrim: "Papel do Estado como garante da segurança das pessoas em situações de desespero defendo tanto ou mais do que Mendes"
- Mendes diz que é "mais ambicioso" que Cotrim no plano social onde quer mais intervenção do Estado
- Cotrim entende que "candidatos têm obrigação de dizerem o que pensam" e acusa Mendes de não o fazer
- Mendes não diz o que faz à lei laboral, apela apenas "ao equilíbrio "e diálogo" na revisão
- Cotrim: "Promulgaria esta legislação laboral na versão mais recente"
- Mendes admite que "há questões de futuro que podem justificar" revisão laboral proposta pelo Governo
- Cotrim não desvaloriza, mas lembra que estar perto da juventude não é com "simbolismo"
- Para Mendes, um "Presidente tem de ser moderado, mas não mole"
- Cotrim defende candidatura "arejada": "Tenho-o visto a falar menos de consensos e pontes"
- Cotrim sobre período pós-Governo: "Tem alguma coisa a esconder?"
- Mendes continua no ataque a Cotrim: "Comporta-se como uma espécie de André Ventura envergonhado"
- Cotrim insiste que foi contactado por apoiantes de Mendes: "Acha que a minha candidatura é muito mais perigosa do que Gouveia e Melo"
- Mendes acusa Cotrim de "um ataque pessoal muito feio e lamentável"
- Líder do PS considera “pouco digno” Montenegro fazer “leilão” de salários
- "Não vamos ficar num braço de ferro". Gouveia e Melo defende negociações sobre pacote laboral
- Secretário-geral da UGT acusa Governo de querer forçar "ruptura negocial"
- Jorge Pinto diz que greve geral tem razões políticas, mas "são razões válidas"
- Catarina Martins: "A esquerda precisa de muito mais esperança e menos calculismos"
- "Europa deve aumentar autonomia estratégica na defesa mas não deve sair da NATO", diz Seguro
- Catarina Martins lamenta que "Portugal continue a importar bens de Israel"
- Catarina Martins questiona "ao serviço de quem" vai ficar aumento produtividade trazido pela inovação económica
- "Não é justo tentar colar-me a esse Governo" de Passos, queixa-se Seguro
- Em 2013 "a Catarina preferiu ficar no protesto", diz Seguro. Catarina Martins diz que estava "na Aula Magna com Soares"
- Catarina Martins acusa Seguro de ter negociado entrada do PS no Governo de Passos Coelho
- Catarina Martins diz que Seguro "achou que se podia ir contra a Constituição" durante a troika
- Seguro diz que se absteve no EO de 2012 por "convicção" porque "a maioria de direita não precisava da abstenção da esquerda"
- "Somos duas pessoas que sabem fazer diálogos. Mas eu decidi faze-los à esquerda e António José Seguro à direita"
- "Ministério Público tem e vri explicar o que se passa", diz Seguro que se chegar a Belém chamará PGR
- Catarina Martins diz que Amadeu Guerra fica fragilizado com publicação de escutas
- Montenegro aumenta objetivos e fala de salário mínimo nos 1.600 e médio nos 3.000 euros
- Marques Mendes defende cedências de Governo, sindicatos e patrões
- Comboios, Carris e barcos com serviços mínimos. Metro de Lisboa de fora
Histórico de atualizações
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The Economist distingue Portugal como "economia do ano". Montenegro vê notícia "com esperança e confiança"
O primeiro-ministro congratulou-se esta noite com a “distinção” da revista britânica The Economist sobre Portugal. Luís Montenegro partilha o artigo intitulado “Que economia teve o melhor desempenho em 2025” e em que Portugal aparece como “economia do ano”.
Montenegro viu a notícia com “esperança e confiança” e considera ser uma “justa aclamação do mérito e do trabalho dos portugueses”. Também “reforça a motivação do Governo”, escreve o primeiro-ministro.
É com esperança e confiança que vemos um reconhecimento internacional excepcional de Portugal. A distinção pela revista “The Economist” de que a “economia do ano” foi a portuguesa é uma justa aclamação do mérito e do trabalho dos portugueses e reforça a motivação do Governo em…
— Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) December 7, 2025
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O liveblog deste domingo fica por aqui. Pode continuar a acompanhar a atualidade política nacional neste novo artigo em direto.
Presidenciais começam a desenhar-se como as mais concorridas e imprevisíveis
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Portugal aparece na primeira posição e destrona Espanha
Portugal é a “economia do ano” de 2025 para a revista britânica “The Economist”, que compilou dados económicos dos 36 países mais ricos do mundo, enquanto Espanha, que tinha ganhado no ano passado, cai para a quarta posição.
Pelo quinto ano consecutivo, a revista “The Economist” elaborou um ‘ranking’ dos 36 países mais ricos do mundo para encontrar a economia com melhor desempenho.
Este ano, Portugal aparece na primeira posição, destronando Espanha, a vencedora do ano passado, e que em 2025 está com a mesma pontuação da Colômbia.
Para elaborar esta lista, a revista compilou dados de cinco indicadores económicos – inflação, o desvio da inflação, o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e o desempenho da bolsa de valores.
“Em 2025, [Portugal] conseguiu combinar um forte crescimento do PIB, baixa inflação e um mercado de ações em alta”, escreve a revista.
A puxar pelo PIB e pelo emprego em Portugal, segundo a “The Economist”, está o turismo, numa altura em que “muitos estrangeiros ricos estão a mudar-se para o país para aproveitar as baixas taxas de impostos”.
Em segundo lugar nesta classificação aparece a Irlanda, seguida de Israel.
Nas piores posições, aparecem sobretudo economias mais a norte da Europa: Estónia, Finlândia e Eslováquia são as últimas nesta compilação de indicadores.
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As notas dos debates. O golpe de Mendes logo a abrir deitou Cotrim abaixo
Mendes enfrentou Cotrim cara a cara para saber quem da sua candidatura o tinha forçado a desistir. Chamou-lhe “Ventura” envergonhado. Não teve resposta. Depois ainda veio lei laboral, NATO e o País.
As notas dos debates. O golpe de Mendes logo a abrir deitou Cotrim abaixo
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Seguro quer “governos de projetos e não de turno” e diz-se “focado nas soluções” para os problemas do país
O candidato presidencial António José Seguro defendeu hoje que Portugal tem de ter “governos de projeto e não governos de turno” e indicou que quer ajudar a resolver os problemas do país e está “focado nas soluções”.
“Eu sou candidato a Presidente da República, não faço comentários sobre a atualidade. Aquilo que é fundamental é que o país tenha governos de projeto e não governos de turno”, afirmou.
António José Seguro tinha sido questionado sobre as declarações do primeiro-ministro, que no sábado aumentou os objetivos salariais para o país, falando agora em 1.600 euros de salário mínimo e 3.000 euros de médio, um dia após mencionar valores inferiores.
O candidato apoiado pelo PS defendeu que é preciso “passar da gestão da conjuntura para opções estratégicas”, por forma a resolver “os problemas sérios” que o país atravessa.
“Nós precisamos de ter uma economia mais competitiva, nós precisamos de fazer face ao envelhecimento da nossa população, nós precisamos de acabar com esta indignidade que é a desigualdade salarial entre homens e mulheres. Há muitas urgências e eu venho para ajudar a resolver os problemas dos portugueses, focado nas soluções”, salientou.
Na ocasião, Seguro foi também questionado sobre o debate de sábado, que o opôs a Catarina Martins, e no qual a candidata apoiada pelo BE tentou associar-se a Mário Soares e Jorge Sampaio, figuras do PS.
O candidato e antigo secretário-geral socialista não comentou diretamente e aproveitou para convidar “todos os democratas, os progressistas, os humanistas a juntarem-se à [sua] candidatura” para conseguir mudar “aquilo que é necessário mudar em Portugal”.
“Há muita coisa mal no nosso país, há muitos portugueses que passam dificuldades para ter um médico de família, para terem uma intervenção cirúrgica, muitos jovens têm dificuldades para terem um emprego digno, para poderem aceder à habitação, e há muita gente que não consegue fazer face ao elevado custo de vida. É por isso que eu me candidato, não é para ficar tudo na mesma, é para ajudar a mudar o nosso país para melhor”, referiu.
António José Seguro falava aos jornalistas à chegada à sessão evocativa “Mário Soares — as palavras e as imagens”, em Lisboa, que assinalou o dia em que o fundador do PS, que foi Presidente da República e primeiro-ministro, faria 101 anos.
Sobre Mário Soares, o candidato a Presidente da República defendeu que o fundador do PS é “uma das figuras mais importantes da vida democrática”.
António José Seguro disse também que marcou presença nesta iniciativa porque foi convidado e porque se quis “associar a uma justa homenagem a Mário Soares, que hoje faria 101 anos, e recordar o papel fundamental que ele teve na luta pela liberdade em Portugal, pela consolidação da democracia e pela integração de Portugal na União Europeia”.
O candidato a Belém falou durante poucos minutos aos jornalistas e recusou-se a responder a mais perguntas.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Esta é a 12.ª vez (incluindo as duas voltas das eleições de 1986) que os portugueses são chamados, desde 1976, a escolher o Presidente da República em democracia.
Às eleições presidenciais anunciaram, entre outros, as suas candidaturas António Filipe (com o apoio do PCP), António José Seguro (apoiado pelo PS), André Ventura (apoiado pelo Chega), Catarina Martins (apoiada pelo BE), Henrique Gouveia e Melo, João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), Jorge Pinto (apoiado pelo Livre) e Luís Marques Mendes (com o apoio do PSD e do CDS-PP).
Segundo o portal da candidatura, do Ministério da Administração Interna, há mais 31 cidadãos que se encontram a recolher assinaturas para uma candidatura à Presidência.
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Cotrim entende que "prudência pode ser igual a medo da mudança"
João Cotrim Figueiredo entende que desde a administração Biden “que se notava que a preocupação dos EUA se estava a deslocar para o sudeste asiático”. “A Europa tem de se dar ao respeito e fazer por si própria, (…) tem de acordar”, alerta, apontando que é preciso “reativar mercado único como foi previsto e estagnou”.
“Temos de nos tornar suficientemente poderosos para podermos voltar a contar alguma coisa.”
“Há alguém que privilegia a prudência em tempos de mudança e gosto de ser prudente, mas vendo mais longe vejo que a prudência pode ser igual a medo da mudança e isso não podemos ter. Estabilidade na atual situação é estagnação”, conclui.
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Europa "tem de abrir cordões à bolsa" e investir em defesa, diz Mendes que volta a atacar Cotrim na NATO
O último tema é o posicionamento da administração norte-americana face à Europa. Mendes diz que vê a posição “com grande preocupação”. Diz que é o momento da Europa “começar a pensar na sua autonomia estratégica. em investir, abrir os cordões à bolsa para tratar da sua segurança”.
E ao mesmo tempo diz que “deve fazer tudo para não agravar a relação com os EUA”. E volta a atira ao adversário, para dizer que a sua posição nesta matéria “é um erro”: “Defendeu um europeu e não um americano no comando da NATO e isso agravaria ainda mais a relação e só beneficiaria Putin”.
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Cotrim admite "grande diferença" na questão das privatizações
“Aqui temos uma grande diferença”, assume Mendes, frisando que “é perigoso” pelo motivo contrário ao referido pelo adversário: na TAP “havia tentativas de influência inclusive nas rotas” e “quantas decisões tomou a CGD que não fossem no estrito interesse da sua rentabilidade e não por orientações políticas?”
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Mendes lembra que Cotrim quer privatização da CGD para dizer que "é perigoso"
Marques Mendes quis ainda introduzir no debate a privatização da CGD, apontando o dedo a Cotrim. “Defendeu a privatização a 100% e isto significaria que a CGD ia parar ás mãos de espanhóis. E o grande fusível do nosso sistema financeiro”, refere.
“É perigoso”, diz Mendes que refere que numa situação de crise financeiro, o centro de decisão do banco estaria em Espanha e não em Portugal.
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Cotrim: "Papel do Estado como garante da segurança das pessoas em situações de desespero defendo tanto ou mais do que Mendes"
“O papel do Estado como garante da segurança das pessoas em situações de desespero defendo tanto ou mais do que Luís Marques Mendes”, assegura.
Diz que “IRS já baixou”. “Um jovem qualificado chega ao último escalão no instantinho, temos provavelmente o IRS mais progressivo da Europa”. “Investimento em perda de receita fiscal é mais dinheiro no bolso das pessoas.”
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Mendes diz que é "mais ambicioso" que Cotrim no plano social onde quer mais intervenção do Estado
No plano social, Mendes auto-proclama-se como “mais ambicioso” do que Cotrim e diz que o crescimento vai ajudar mas a intervenção do Estado é fundamental
“Na parte social é importante outra sensibilidade e outra capacidade de intervenção”, diz Mendes que aponta à proposta fiscal de Cotrim que “comprometeria a capacidade social do país”. fala na “proposta de uma taxa única no IRS”. Cotrim diz que não o propõe há cinco anos. “foi sempre a sua ideia”, reforça Mendes.
Mendes diz que esta ideia “não é justa” e é a “ideia de João Cotrim Figueiredo”. Refere as contas da UTAO, “há 4 ou 5 anos”, em relação a estas propostas da IL apresentadas por Cotrim que dizia que isso implicaria uma perda de receita de 3 mil milhões de euros.
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Cotrim entende que "candidatos têm obrigação de dizerem o que pensam" e acusa Mendes de não o fazer
“Candidatos têm obrigação de dizerem o que pensam”, diz Cotrim, “é o que estou a fazer”, garante Mendes. Candidato liberal assegura que não.
Quanto à lei, Cotrim não gosta da política de natalidade: “Tornar mais difícil pais de crianças inferior a 12 anos recusarem trabalho ao fim de semana ou fora de horas parece-me um erro e dificultar um regime de amamentação parece-me um erro e desnecessário”. Porém, entende que nenhuma lei laboral resolve tudo com rapidez.
“Percentagem de pessoas que vive de pobreza é dramático e essas pessoas vivem na pobreza depois de apoios sociais, senão seria o dobro”, alerta, frisando que “níveis de desigualdade não se têm alterado” em Portugal. “As novas gerações têm razões de se sentirem menos bem tratadas. Crescimento económico é a única maneira de tratar da pobreza a prazo.”
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Mendes não diz o que faz à lei laboral, apela apenas "ao equilíbrio "e diálogo" na revisão
Ainda sobre a reforma laboral, candidatos são questionados sobre capacidade de reter jovens e de ajudar à natalidade. “Pode eventualmente responder a alguns”, começa por responder Mendes.
Volta a dizer que processo ainda vai levar “meses” e que o Presidente só deve pronunciar-se com “o texto final”. Apela apenas ao “equilíbrio” e ao “diálogo social, sobretudo com a UGT” — diz inclusivamente que vê o ambiente mais desanuviado”. “Presidente da República que se preze pronuncia-se no fim”, volta a repetir.
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Cotrim: "Promulgaria esta legislação laboral na versão mais recente"
João Cotrim Figueiredo entende que ainda não se percebeu se Marques Mendes “promulga ou não promulga e já disse que prefere não se pronunciar”.
“Promulgaria esta legislação laboral na versão mais recente”, assegura, insistindo que enquanto candidato tem de ser claro nos seus posicionamentos. Cotrim considera que uma “legislação mais flexível é importante”.
O candidato presidencial sugere que a UGT pode “querer mostrar-se mais ou tão ativa como a CGTP”.
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Mendes admite que "há questões de futuro que podem justificar" revisão laboral proposta pelo Governo
A greve geral novamente e as alterações à lei laboral proposta pelo Governo. Resolve problemas? Mendes começa por dizer que primeiro precisa conhecer a proposta.
Diz que o Governo tem “toda a legitimidade para fazer esta proposta” e considera mesmo que há questões que se colocam para o futuro “que a podem justificar”.
Não diz se a proposta resolve as questões do mercado e que ainda espera pela redação final.
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Jovem no Conselho de Estado será designado pelo Presidente (se for Mendes a ganhar)
Ainda sobre o jovem no Conselho de Estado que propõe, Mendes diz que seria na quota (de cinco nomes) designada pelo Presidente da República.
“Tenho tido contactos com jovens e todos valorizam este ideia”, garante o candidato apoiado pelo PSD e CDS.
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Cotrim não desvaloriza, mas lembra que estar perto da juventude não é com "simbolismo"
João Cotrim Figueiredo relembra que, após cerca de 15 anos no Conselho de Estado os “problemas continuam na justiça, saúde, emigração de jovens”.
“Não estou a desvalorizar”, garante, frisando que “se quer estar perto da juventude não é com o simbolismo do Conselho de Estado”.
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Para Mendes, um "Presidente tem de ser moderado, mas não mole"
Mendes diz que “não preocupa absolutamente nada” a candidatura de Cotrim e fala na necessidade de consenso no país, nomeadamente na justiça.
Cotrim pergunta-lhe que objetivo tem e Mendes fala na necessidade de se resolver a questão da morosidade, mas também a possibilidade de “manobra dilatórias” em processos como o de Sócrates e também fala em resolver o “excesso de corporativismo no Ministério Público”.
“O Presidente tem de ser mediador. Tem de ser moderado mas não deve ser mole, deve ser firme”, refere mesmo antes de falar na necessidade de ter um jovem no Conselho de Estado. Cotrim diz, do outro lado, que não resolve nada. Mas Mendes diz que “mal não faz”.
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Cotrim defende candidatura "arejada": "Tenho-o visto a falar menos de consensos e pontes"
Cotrim Figueiredo entende que é “diferente” do adversário, sem uma “carreira política de 50 anos”, mas com “muita experiência em muitas outras áreas”. Diz ter uma candidatura “moderna e arejada”.
“Era incapaz de recomendar que se fizessem pactos sem saber para quê”, explica, prometendo que “estaria com a juventude muito mais” do que colocar um jovem no Conselho de Estado.
“Tenho-o visto a falar menos de consensos e pontes e mais de ambição e crescimento, mas isso para mim é o respirar natural”, atira, sugerindo que Mendes mudou de rumo devido às preferências dos portugueses sondagens.
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"Fui a pessoa mais escrutinada nos últimos anos", responde Mendes
“Isto foi uma tentativa de assassinato de carácter”, volta a dizer Mendes sobre o mesmo assunto e que diz que foi a pessoa “mais escrutinada nos últimos anos” e que se tiver perguntas e “insinuações” responderá.