Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O liveblog deste sábado fica por aqui. Pode continuar a acompanhar as consequências do mau tempo que se fez sentir no país ao longo das últimas semanas neste novo artigo em direto.

    Situação de calamidade e isenção de portagens terminam hoje

  • Forças Armadas removeram hoje 4 toneladas de detritos fluviais e fizeram 31 intervenções

    As Forças Armadas realizaram hoje 31 intervenções em coberturas de habitações, removeram quatro toneladas de detritos fluviais e fizeram 174 apoios de mobilidade em áreas inundadas, entre outros apoios na operação Intempéries.

    Em comunicado, as Forças Armadas (FA) deram conta que até às 18h00 de hoje estiveram mobilizados 3.163 militares, 362 viaturas, 24 máquinas de engenharia, 67 embarcações e sete meios aéreos.

    Entre os apoios e tarefas principais, as FA percorreram 16.554 quilómetros em 96 patrulhas de proximidade, tendo resgatado oito colmeias com um total de 40 mil abelhas, na zona de São Martinho da Árvore, em Coimbra.

    Além das 31 intervenções em coberturas de habitações, foram distribuídas 81 refeições e foram disponibilizados 23 banhos quentes.

    Foram também removidas quatro toneladas de detritos fluviais e 31 quilómetros de itinerários desobstruídos, além de se terem realizado 174 apoios de mobilidade em áreas inundadas, indicou a mesma nota informativa.

  • PSP. Falsos funcionários do Estado e chamadas suspeitas em tentativas de burla nas regiões afetadas — mas criminalidade baixou 30%

    A PSP está atenta ao crime de oportunidade: há indivíduos suspeitos de se aproveitarem da tempestade para burlar ou vender produtos falsos. Ainda assim, a criminalidade baixou.

    PSP. Falsos funcionários do Estado e chamadas suspeitas em tentativas de burla nas regiões afetadas — mas criminalidade baixou 30%

  • Habitantes de povoação na Azambuja autorizados a regressar a casa

    Os habitantes da localidade de Póvoa de Manique, no concelho da Azambuja (Lisboa), que tinham sido retirados por causa do impacto do mau tempo na barragem da Retorta, tiveram autorização para regressar a casa, anunciou hoje o município.

    Em comunicado, a Câmara Municipal da Azambuja garantiu que estão reunidas as condições de segurança da barragem da Retorta, localizada na Quinta da Torre Bela, depois de ter sido feita hoje uma avaliação técnica pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

    A informação sobre as condições de segurança desta pequena barragem e sobre a possibilidade de regresso às habitações foi transmitida hoje à população, numa sessão de esclarecimento.

    Na mesma sessão, a autarquia informou os habitantes de que “o centro de saúde poderá reabrir, retomando o seu funcionamento habitual”, e que a escola da localidade também poderá retomar a atividade letiva a partir de quarta-feira.

    No passado dia 06, a Câmara Municipal da Azambuja decidiu retirar preventivamente cerca de 30 pessoas nos lugares de Póvoa de Manique e Carvalhos, no concelho de Azambuja, devido ao risco de instabilidade no que designaram açude, provocado pela chuva intensa.

    Essas três dezenas de pessoas retiradas tinham sido encaminhadas para o quartel dos Bombeiros Voluntários Alcoentre, disse, na altura, a vereadora da Proteção Civil da Câmara de Azambuja, Ana Coelho, à agência Lusa.

  • Proteção Civil registou 377 ocorrências até às 18 horas

    A Proteção Civil registou hoje, até às 18h00, 377 ocorrências relacionadas com a situação meteorológica adversa que está a afetar o território de Portugal continental.

    Num ponto de situação, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicou em comunicado que entre as 00h00 e as 18h00 de hoje foram registadas 377 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sem especificar quais.

    De acordo com os dados divulgados, desde as 16h00 do dia 1 de fevereiro até às 18h00 de hoje foram registadas um total de 18.762 ocorrências.

    As sub-regiões mais afetadas foram a Sub-Região Coimbra, com 2.600 ocorrências, a Sub-Região Oeste, com 2.277, e a Sub-Região Grande Lisboa, com 1.840.

    De entre as tipologias de ocorrência mais registadas destaque para as quedas de árvores com 5.574, seguida de inundações (5.153), quedas de estruturas (3.024), movimentos de massa, vulgarmente conhecidos como deslizamento de terras (2.914), limpeza de vias (1.852), salvamento aquáticos (162) e salvamentos terrestres (83).

    Segundo a Proteção Civil, na resposta a estas ocorrências estiveram envolvidos 63.685 operacionais, apoiados por 26.087 meios.

  • Número de clientes sem energia em Portugal desce para 26 mil, 16 mil na zona mais crítica

    O número de clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica em Portugal continental desceu, sendo às 17h00 de hoje 26 mil, a maioria nas zonas de maior impacto da depressão Kristin, devido aos efeitos das condições climatéricas adversas.

    Num balanço relativo às 17h00, a empresa indicou que na zona mais crítica, a essa hora, estavam ainda cerca de 16 mil clientes sem energia.

    Num comunicado hoje divulgado, a E-Redes afirmou que “tem continuado focada em restabelecer o fornecimento de energia elétrica, em particular nas zonas de maior impacto da depressão Kristin”.

    No anterior balanço, hoje pelas 08h00, a E-Redes apontava para cerca de 19 mil clientes sem energia na zona mais crítica e 31 mil clientes sem energia no total do território continental.

    Na nota informativa, a E-Redes também reforçou “o alerta para que, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, se mantenha afastado e reporte a situação à E-Redes (800 506 506 ou balcaodigital.e-redes.pt)”.

  • Autarquia de Almada apela à população para que se mantenha afastada dos locais interditos por risco de derrocadas

    A Câmara Municipal de Almada apelou hoje aos munícipes para que se mantenham afastados dos locais interditos pelas autoridades, nomeadamente na zona de Porto Brandão, Azinhaga dos Formozinhos e as arribas e pontões da Costa de Caparica.

    Numa mensagem deixada na sua página na rede social Facebook, a autarquia de Almada, no distrito de Setúbal, explicou que os terrenos estão saturados pela precipitação intensa que se tem verificado pelo que “ultrapassar as barreiras colocadas pelas forças de autoridade pode colocar pessoas em risco desnecessário”.

    “Apesar do desagravamento meteorológico que se verifica no dia de hoje, pede-se à população que se mantenha afastada dos locais interditos pelas autoridades de Segurança e Proteção Civil, nomeadamente a zona de Porto Brandão, a Azinhaga dos Formozinhos, e as arribas e pontões da Costa de Caparica”, escreveu a autarquia.

    A Câmara Municipal de Almada adiantou que estão a decorrer trabalhos técnicos e de análises de risco em alguns pontos do concelho.

  • Mais de 100 mil sinistros participados às seguradoras devido ao mau tempo

    A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) avançou hoje ter participados mais de 100 mil sinistros, metade dos quais comunicados na última semana, referindo que desde a primeira hora as seguradoras estão no terreno das zonas afetadas.

    Em comunicado hoje divulgado, a APS refere que estão “neste momento participados mais de 100 mil sinistros. Destes, metade só foram participados nesta última semana”.

    De acordo com a nota, “75% dos sinistros já foram objeto de 1.ª peritagem, de adiantamento, ou pagamento total ou parcial das indemnizações, e/ou aguardam o envio de orçamentos ou documentos comprovativos dos danos sofridos para serem definitivamente dados como concluídos”.

    Aqueles que ainda não têm peritagens feitas deve-se, na maioria dos casos e de acordo com a APS “a problemas de acesso aos locais, inundados ou com vias interditadas, ou respeitam a participações efetuadas muito recentemente”.

  • Autarca pede apoio para comunidade piscatória de Alcácer do Sal

    A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, apelou hoje ao Governo para conceder apoios a uma comunidade piscatória do concelho, no distrito de Setúbal, que perdeu os rendimentos devido ao mau tempo.

    Em declarações aos jornalistas no final da visita do Presidente da República ao concelho, a autarca explicou que a comunidade piscatória da Carrasqueira, constituída por “28 a 30 pescadores”, foi muito afetada pelo temporal e está sem pescar há vários dias.

    “O cais palafítico ficou parcialmente destruído e eles estão sem pescar há vários dias, devido à água doce ter entrado na água salgada”, o que “acabou por afastar a pesca, o choco, por exemplo”, realçou.

    Segundo a autarca de Alcácer do Sal, esta comunidade piscatória do Rio Sado é de “baixos rendimentos” e precisa de apoio por parte do Governo.

    “Estamos a ajudá-los, através da junta de freguesia, com a canalização de alimentos para serem entregues também na comunidade para quem precisa, mas eles precisam de muito mais do que isso”, salientou.

    Clarisse Campos disse que a câmara vai contactar o secretário de Estado das Pescas para o alertar para a situação e solicitar apoios para a comunidade piscatória da Carrasqueira.

    Nas declarações aos jornalistas, a presidente do município disse estar igualmente preocupada com os prejuízos provocados pelas cheias nos negócios existentes na marginal da cidade e no próprio património da câmara.

  • Nível do rio Tejo deve continuar a descer durante a noite

    O nível do rio Tejo manteve a tendência de descida ao longo de todo o dia e a expectativa das autoridades é que continue a baixar durante a noite e a madrugada, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

    O rio está com a “situação a estabilizar em alta” e espera-se que vá “paulatinamente descendo durante o resto da noite”, embora ainda haja “bastante caudal”, afirmou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, David Lobato.

    A mesma fonte indicou que ainda se registam “caudais de 4.000 metros cúbicos por segundo em Almourol”, Vila Nova da Barquinha, e, embora a barragem de Castelo de Bode esteja a fazer descargas, o volume de água libertado está a ser “conjugado com as barragens espanholas” para garantir que o nível do Tejo continua a descer.

    “Não é expectável que tenhamos problemas, portanto, está a ser um final de tarde muito mais descansado e esperamos que amanhã continue assim”, antecipou, perante as previsões que apontam para uma melhoria das condições climatéricas e a redução da precipitação.

    David Lobato adiantou ainda que, caso estas expectativas se confirmem, na segunda-feira, o nível de alerta do plano da Proteção Civil distrital de Santarém poderá descer do vermelho para o laranja ou, “eventualmente, até ao amarelo”.

  • Fundo de Emergência Social da Cáritas de Leiria já angariou mais de 1,5 milhões de euros

    O Fundo de Emergência Social lançado pela Cáritas Diocesana de Leiria para apoio às famílias diretamente afetadas pelos danos provocados pela depressão Kristin angariou mais de 1,5 milhões de euros até este sábado, foi hoje anunciado.

    A instituição salientou, em comunicado, que o valor angariado de 1.573.112,06 euros reflete a “solidariedade contínua da sociedade portuguesa e a confiança depositada numa resposta que se quer humana, rigorosa e transparente”.

    A Cáritas Diocesana de Leiria anunciou que irá reunir-se, na próxima quarta-feira, às 14h00, no Seminário Diocesano de Leiria, com os presidentes de Junta e dos municípios das áreas afetadas integradas no território da Diocese de Leiria-Fátima, “no seguimento do compromisso assumido com uma gestão transparente e articulada do Fundo”.

    Na reunião, vai apresentar e esclarecer o funcionamento do Fundo de Emergência Social — Tempestade Kristin, nomeadamente o seu Regulamento Interno, e os procedimentos e critérios de atribuição de apoios, reforçando a articulação institucional e a transparência de todo o processo.

    “A Cáritas Diocesana de Leiria reafirma o seu compromisso de permanecer no terreno, acompanhando as famílias, sinalizando necessidades e mobilizando recursos”, lê-se no comunicado, no qual a instituição apela ao país para não esquecer as zonas mais afetadas.

    Em virtude da reorganização logística dos seus armazéns, informou ainda que hoje e domingo não procede à entrega de cabazes alimentares nem à distribuição de bens nas comunidades.

    “Esta reorganização é essencial para assegurar uma gestão mais eficiente, rigorosa e equitativa das doações recebidas, reforçando a capacidade de resposta nos próximos dias”, sustentou a instituição.

  • Capitania do Funchal cancela aviso de agitação marítima forte

    A capitania do Porto do Funchal cancelou hoje o aviso de agitação marítima forte para a orla marítima do arquipélago da Madeira que estava em vigor até às 06h00 de domingo.

    “Informa-se ter sido recebido do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a informação correspondente ao cancelamento do aviso de agitação marítima forte”, indicou a autoridade regional, numa nota informativa.

    Na mesma nota, a capitania salientou que, apesar do cancelamento, todos os proprietários e armadores das embarcações devem adotar as necessárias precauções para garantir as respetivas condições de navegabilidade.

    A capitania acrescentou que as pessoas devem assegurar estarem reunidas as condições para a “circulação em molhes de proteção dos portos, arribas, praias ou piscinas naturais”, assim como “as condições de segurança para a prática da pesca lúdica, em especial junto a falésias e zonas rochosas”.

  • Espetáculo solidário “Amor ao Centro” rendeu 18.707 euros

    A campanha de angariação de fundos do concerto solidário “Amor ao Centro”, de apoio às vítimas da depressão Kristin, reuniu 18.707 euros para as associações ATLAS e Sharing Love, revelou hoje à Lusa fonte da organização.

    “Amor ao Centro” é um evento solidário que aconteceu no passado dia 11 na Casa Capitão, em Lisboa, com a atuação de vários artistas, como Ana Lua Caiano, Bia Maria, Iolanda, Joana Espadinha e Surma, e com uma angariação de fundos na plataforma GoFundMe, que terminou na sexta-feira.

    De acordo com a organização, foram angariados 18.707 euros, dos quais 11.107 euros resultaram da campanha online e 7.600 de receita de bilheteira daquele espetáculo.

    O dinheiro angariado reverte, na totalidade, para duas associações que “atuam diretamente em zonas carenciadas”.

  • Camião do Exército, lancha e bote dos Fuzileiros transportam pessoas em Montemor-o-Velho

    Em Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra, o transporte de pessoas entre freguesias inundadas está a ser realizado pelo Exército e Fuzileiros da Marinha Portuguesa. Uma embarcação dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho permanece à disposição 24 horas por dia para as urgências.

    Na sua página no Facebook, o Município de Montemor o Velho partilhou os horários dos transportes entre as freguesias da Ereira, Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca e a Vila de Montemor-o-Velho.

  • Leiria apela ao Governo pela prorrogação da isenção de portagens

    A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria apelou hoje ao Presidente da República para intervir na prorrogação da isenção das portagens nas principais autoestradas que servem aquele território, na sequência da destruição provocada pela depressão Kristin.

    “A reposição das portagens já no próximo domingo representaria um encargo acrescido para famílias e empresas que continuam a enfrentar sérias dificuldades, numa fase em que a prioridade deve ser a recuperação económica e social da região”, salientou hoje, em comunicado, aquela estrutura constituída por 10 municípios.

    Numa carta, apela ao chefe de Estado para que, “no quadro das competências que lhe são próprias, promova a reflexão e a intervenção que considere adequadas, no sentido de assegurar a prorrogação do regime de isenção de portagens nas autoestradas A8 (Marinha Grande/Leiria) e A19 por razões de mobilidade, de equidade e de solidariedade para com uma região que foi severamente atingida”.

  • Rios Lima, Douro, Tejo e Sado permanecem em risco de cheias

    Os alertas de risco de cheias foram atualizados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) às 17h00, para quatro rios: Lima, Douro, Tejo e Sado.

    InfoÁgua

    A classificação das bacias é referida como “amarela” na plataforma InfoÁgua. A estação hidrometeorológica de Extremo [em Arcos de Valdevez] teve a maior precipitação máxima entre todas as que foram monitorizadas nas últimas 24h, com 14.9 milímetros registados.

  • PCP questiona Governo sobre intervenções no sistema hidráulico do Mondego

    O PCP questionou hoje o Governo sobre as intervenções no sistema hidráulico do rio Mondego feitas pela papeleira Navigator, querendo saber qual o enquadramento legal e que papel tem desempenhado a Agência Portuguesa do Ambiente.

    Na pergunta, enviada através do parlamento aos Ministérios do Ambiente e Energia e da Agricultura e Mar, o Grupo Parlamentar do PCP quer saber se o Governo tem conhecimento de intervenções feitas nos últimos anos e recentemente pela Navigator ou outras empresas no sistema hidráulico do Mondego e também “no domínio público hídrico em geral”.

    Os comunistas querem saber “ao abrigo de que instrumentos jurídicos, nomeadamente de contratação pública ou de contrapartida com o Estado”, foram feitas essas intervenções e que papel tem desempenhado a APA.

    “É amplamente conhecida a prática, de anos, de nomeadamente a empresa de celulose Navigator, de intervenções no sistema hidráulico do Mondego, sem que se conheça qualquer contrato ou procedimento que as habilite, o que legitima as preocupações quanto à falta de transparência dessa relação”, refere o PCP.

    Nas iniciativas, assinadas pelo deputado Alfredo Maia, o Governo é questionado também sobre “que meios humanos e técnicos dispõe presentemente a APA para a monitorização, vigilância e gestão do Aproveitamento do Mondego” e se correspondem às necessidades.

    O PCP quer saber ainda “o ponto de situação da conclusão da obra do aproveitamento hidroagrícola do Mondego”.

    O PCP considerou que intervenções de uma empresa privada numa área que é “responsabilidade da APA” demonstram a “falta de meios para a gestão pública integral do sistema”, a “falta de transparência quanto à legitimidade, legalidade, critérios, custos e contrapartidas de intervenções privadas” e exige a “conclusão urgente da obra hidroagrícola do Baixo Mondego”.

  • Centenas de animais em risco de vida resgatados pela organização IRA na Azambuja

    Centenas de animais em risco de vida estão a ser resgatados pela Intervenção Resgate Animal (IRA) no município da Azambuja, disse hoje nas suas redes sociais aquela organização.

    @intervencaoresgateanimal/Instagram

    As equipas de resgate retiraram cães, gatos, galinhas, patos e pombos numa extensão de cinco quilómetros de “construções ilegais que serviam de abrigo para animais”.

    Na ação, que teve o apoio dos Bombeiros Voluntários de Azambuja “devido à dimensão da inundação”, foram encontrados também dezenas de animais mortos por afogamento.

  • Marcelo quer "fundo de calamidade avultado" que sirva de reserva e que quem tem dívidas ao Estado tenha acesso a apoios

    Marcelo Rebelo de Sousa, após uma visita de duas horas a Alcácer do Sal, defendeu a criação de um fundo de reserva “avultado” a que o país possa recorrer em caso de desastre ambiental.

    O Presidente da República diz que “há países mais avançados que criaram fundos de calamidade, avultados, para quando chegar situação dessas poder enfrentar, em vez de quando sucede ir sempre ver se se vai buscar o dinheiro ao Orçamento de Estado a fundos europeus ou de emergência para resolver”.

    O Presidente da República avisa que muitos dos valores de prejuízos estão ainda por contar. “É preciso fazer cálculo para ver o que significa, para ninguém ficar para trás. Quando se fala do volume de alguns milhares de milhões, provavelmente ainda é valor aquém dos prejuízos que se vai descobrindo”, diz.

    Marcelo Rebelo de Sousa diz ainda que os cidadãos que tiverem dívidas fiscais não devem ser impedidos de recorrer aos fundos: “Essas pessoas têm de ser protegidas. Tem de se encontrar medidas, como a suspensão de obrigações fiscais e depois tem de se ver como as pessoas recuperam de forma a poderem pagar impostos. Sobretudo devem ser ajudados por aquilo que lhes aconteceu, não só não serem penalizados, mas terem um regime mais favorável por causa disso”.

  • Lisboa. 121 ocorrências da Proteção Civil concluídas

    Na sexta-feira, Lisboa teve momentos de chuva isolados — num total de 28 milímetros de acumulado diário — mas fortes, acompanhados também de vento com rajadas de até 85,7 quilómetros por hora.

    No âmbito da instabilidade atmosférica que afetou todas as freguesias da cidade, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa atendeu 121 ocorrências, que referiram na tarde deste sábado já terem todas sido encerradas.

    Foram registadas 17 inundações, 39 quedas de árvores, 22 quedas de revestimentos, 40 quedas de estruturas e 3 movimentos de massa e outros tipos de ocorrência não especificados.

    “O aviso de agitação marítima mantém-se até hoje. O SMPC de Lisboa monitorizou e acompanhou permanentemente o evoluir da situação meteorológica”, disse aquele órgão na sua página no Facebook.

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