Momentos-chave
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  • Este liveblog termina aqui, pode continuar a acompanhar tudo o que se passa no Congresso do PS, em Viseu, aqui:

    Carneiro: “Não procuramos instabilidade política, mas não ficaremos em silêncio perante os erros do Governo”

  • Marcelo promete dedicar-se aos livros e cultura no futuro

    Na feira do livro de Celorico de Basto, Marcelo Rebelo de Sousa frisou que não faria declarações políticas e delineou os seus planos futuros, que passam por feiras do livro, orientação em termos de carreira a jovens, bibliotecas escolares e arte plástica.

    Aos jornalistas, antes de entrar para uma tertúlia, o ex-Presidente da República explicou que pretendia “falar com alunos do secundário sobre escolhas de futuro, não começando pelo curso, mas por qual é o futuro que pretendem, no que são bons e maus e depois daí é que se passa para o curso”.

    O seu outro plano envolve as bibliotecas escolares, onde pretende responder a perguntas de jovens sobre livros. Finalmente, Marcelo Rebelo de Sousa diz também querer estar ligado a “aspetos culturais ligados a museus e artes plásticas” — e tem planos pensados de abril a julho.

    Prometeu ainda não falar da Constituição, nem de poder local. “Vai ser uma maçada, um deserto eterno para os meus amigos [jornalistas], perguntar-me-ão mil vezes e mil vezes não direi nada”, sublinhou.

  • Brilhante Dias: "Ao fim de dois anos Portugal não está melhor, está pior"

    Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, diz que é preciso perguntar aos portugueses se o país melhorou nos últimos dois anos da AD. Diz que a Habitação “piorou e que as medidas do Governo foram erradas”; que na Saúde foi prometido um “choque” e que agora se está “pior”; na economia realça que “o PIB per capita piorou em 2025” e que a “carga fiscal aumentou”.

    “Ao fim de dois anos Portugal não está melhor, está pior. Sei que não é suficiente dizer aos portugueses que a aposta na AD falhou e que a coligação com a extrema-direita na Assembleia da República não resolve os problemas. É preciso reconquistar a confiança e a esperança que este partido, em momentos muito diferentes, foi capaz de entregar aos portugueses soluções”, argumenta.

    E conclui: “O nosso problema não é o lado do muro onde estamos.”

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Alexandra Leitão acusa AD de tentar "acantonar" PS: "AD tem optado por queimar pontes com o PS e fazer pontes com o Chega"

    Alexandra Leitão faz um retrato do país, com destaque para o estado da Habitação e Saúde. “O Governo vende imóveis públicos para habitação de luxo porque prefere o lucro ao direito à habitação”, exemplifica a ex-candidata à presidência da Câmara Municipal de Lisboa.

    “A tática desta direita é clara: tenta acantonar o PS na extrema-esquerda e condicionar a sua atuação. Quando o centro político está tão enviesado para a direita, até o mais moderado dos sociais-democratas será um dia considerado radical”, refere, apontando como o “grande desafio” do PS fazer com que “as pessoas voltem a confiar” no partido.

    “A AD tem optado por queimar pontes com o PS e fazer pontes com o Chega, ignorando que existe uma clara maioria de portugueses que votaram em partidos que defendem a Constituição e que rejeitam a extrema-direita”, vinca a socialista, realçando que as pontes têm de se construir das duas margens.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Mendonça Mendes: "Governo passa o ano a aprovar leis com o Chega e no fim manda a conta para PS pagar aprovando orçamento"

    António Mendonça Mendes garante que o PS não tem “a mínima dúvida” sobre a sua dimensão, como o “grande partido autárquico”. “As razões do povo para confiar na AD não foram para o Governo desbaratasse o excedente orçamental que deixámos e não ter dinheiro para pagar àqueles que perderam a casa com as tempestades e para apoiar nos combustíveis como Espanha apoiou”, defendeu.

    “Este é um Governo que mente, mente nas contas públicas para o país. Das contas certas que recebeu tem uma herança que não é mais do que uma mentira”, explica, recordando o excedente orçamental do ano passado. “Agora que os resultados são conhecidos, o secretário-geral do PS tinha razão, o Governo mentiu e tem a obrigação de pedir desculpa a José Luís Carneiro.”

    Mendonça Mendes dá conta de uma “maior carga fiscal” do que havia no ano anterior e nota que o Governo “quer fazer reforma laboral para destruir o mercado de trabalho”. “O saldo orçamental conseguido foi à custa da não execução do PRR”, alerta.

    Sobre os juízes do Tribunal Constitucional e sobre a “aliança entre AD e extrema-direita”, Mendonça Mendes diz que “em todas as matérias o Governo tem procurado o Chega e é com o Chega que decide o futuro do país”.

    Porém, realça: “O Governo passa o ano inteiro a aprovar leis com o Chega e chega ao fim do ano e manda a conta para o PS pagar aprovando o Orçamento do Estado.” Mendonça Mendes lembra que o OE “é uma coisa de adultos e exige responsabilidade” e alerta que o Governo não pode estar a pedir ao PS “sistematicamente a pedir responsabilidade e não darem demonstrações de responsabilidade”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • PS tem um "desafio histórico" ao nível dos "tempos mais difíceis" dos últimos 50 anos, diz Cabrita

    Discursa agora Eduardo Cabrita. O antigo ministro da Administração Interna de António Costa diz que o PS tem um “desafio histórico” ao nível dos “tempos mais difíceis” dos últimos 50 anos.

    Referindo-se à nomeação dos juízes para o Tribunal Constitucional, Eduardo Cabrita defende que o PS tem de liderar essa batalha e a convergência dos democratas. A seguir, Cabrita acusa o PSD de ter “traído” a memória dos deputados constituintes do seu próprio partido.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Santos Silva: "Se o PSD quiser passear de braço dado com a extrema-direita na rua, a escolha é dele"

    Augusto Santos Silva diz que o “PS não tem nenhum problema de identidade”. “Somos um partido de esquerda democrática, europeísta, moderado e progressista. Somos também um partido com vocação de poder. Existe para resolver o problema das pessoas.”

    Em Viseu, o antigo ministro defendeu que o PS precisa de desenvolver uma alternativa e ser um “partido de oposição”. “Este Governo merece oposição à contrarreforma laboral, à política de imigração injusta e desumana, merece oposição à sua política externa. Este é o Governo que segue Donald Trump”, atira.

    Sobre a questão do TC, Augusto Santos Silva põe as coisas nestes termos: “Não se venha dizer que somos nós que cortamos as pontes, que somos nós que ameaçamos cortar com o diálogo. É o PSD que se tem recusado a dialogar connosco. Tem de ficar claro nestes dias que a escolha do PSD tem consequências”.

    “Se o PSD quiser passear de braço dado com a extrema-direita na rua, a escolha é dele. Mas sabe que o PS estará do outro lado da rua. Se o PSD trair o chão comum da democracia, que é o seu ordenamento constitucional, os portugueses sabem que podem contar com o PS para o defender”, rematou Augusto Santos Silva.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Ida de Carneiro à Venezuela? "A coisa que mais me abomina na política é o chamado político de aquário"

    Quanto à viagem de José Luís Carneiro à Venezuela, Eurico Brilhante Dias recusa que tenha havido uma leitura política errada. “Não iria, eu fui [à Venezuela]”, esclarece, justificando que se faz “política para as pessoas e não para o éter”.

    “A coisa que mais me abomina na política é o chamado político de aquário. Os 600 mil portugueses e lusodescendentes precisam de apoio e os detidos políticos pedem ajuda”, justifica, recusando dizer que quem criticou a viagem sejam peixinhos de aquário.

    “O que eu ouvi foi considerar que a viagem podia ser mal interpretada e devo dizer que sempre que os portugueses precisarem nós vamos”, disse, garantindo que Francisco Assis estava “naturalmente informado”.

    Brilhante Dias diz que a “direita perguntou a si própria” porque é que secretário de Estado e ministro ainda não foram à Venezuela, mas desdramatiza: “Não é um assunto político-partidário.”

  • Carneiro sobre acordo PSD-Chega para o TC: haverá uma "rutura" dos portugueses com a AD

    Em entrevista à RTP, a partir do Congresso do PS, em Viseu, José Luís Carneiro acredita que “se o Governo optar por excluir o PS” do processo da escolha de juízes para o Tribunal Constitucional, haverá uma “rutura” dos portugueses com a AD.

    “Hoje temos um Orçamento em execução porque o PS teve a responsabilidade de viabilizar com abstenção”, continua José Luís Carneiro. “Se há partido que tem dado provas de responsabilidade é o PS. Tenho até camaradas que me criticam por essa atitude de cooperação com o Governo. Mas exige reciprocidade e o Governo não tem tido essa reciprocidade.”

    José Luís Carneiro recorda que falou desta questão pela primeira vez com Luís Montenegro em julho de 2025 e garante que o PSD chegou a pedir ao PS que indicasse um candidato a ocupar uma das três vagas no Tribunal Constitucional.

    “Foi com estupefação que tivemos conhecimento da posição da AD. Isto é grave. Não se estão a discutir questões partidárias. Está-se a discutir a salvaguarda [da Constituição]. Não é uma questão de somenos importância. É, talvez, das questões mais relevantes do regime democrático”, insistiu o líder socialista.

    Desafiado a dizer se espera que António José Seguro intervenha nesta questão, José Luís Carneiro limitou-se a dizer que esta “matéria” deve ser tratada nas “instituições” próprias.

    Na mesma entrevista à RTP, José Luís Carneiro reagiu às críticas sobre a sua visita à Venezuela, recusando qualquer tipo de arrependimento. “Não foi um tiro no pé. Se fosse hoje, voltaria a decidir da mesma forma.”

  • Assis: "Não podemos aparecer ao país como um grupo de melancólicos ressentidos nem como um grupo de resignados"

    Francisco Assis diz agora ao Congresso que no contexto em que se atravessam “momentos muito difíceis na Europa, no mundo e no país”, o PS “tem de assumir um especial sentido de responsabilidade nesta época tão complexa.” O dirigente nacional do PS avisa: “Não podemos aparecer aos olhos do País nem como um grupo de melancólicos ressentidos, nem como um grupo de resignados.”

    Assis defende que os socialistas têm de “ser capazes de fazer oposição firme, séria e responsável.”

    Sobre a questão do TC, o eurodeputado diz que “há que distinguir, numa sociedade democrática, matérias de regime, de natureza constitucional, de outras matérias que tem a ver com a governação quotidades, de opções legítimas e diferentes de governação do dia a dia”.

    Assis lembra que a democracia portuguesa “construiu-se e consolidou-se com base em entendimento essencial entre o PSD e PS” e que da Constituinte às duas revisões constitucionais “sempre estes dois partidos se entenderam.”

    Para Assis, “as democracias não existem se não coexistirem duas grandes forças moderadas à esquerda e à direita e se elas não fossem capazes”. O membro do Secretariado Nacional admite que “o PS, talvez inebriado do exercício de poder, não tratou devidamente o PSD. Usámos de alguma sobranceria da relação com o PSD”, mas diz que isso “não justifica fazer qualquer mudança de natureza constitucional, ignorar o PS ou procurar uma maioria que exclua o PS, porque isso põe em causa” o sistema democrático.

    Francisco Assis diz que assistiu surpreendido ao anúncio de Ventura de que teria “um acordo com PSD” e questiona: “Em que estado o país estaria se Luís Montenegro tivesse agora André Ventura como porta-voz?”

    Assis fez ainda um “apelo àqueles e àquelas que no PSD não estão contentes com esta situação, que sabem que temos razão, não deixem isto passar. Que o PS e o PSD continuem a ser os partidos estruturantes.”

    O eurodeputado elogia também António José Seguro, um “socialista decente”, acrescentando que “a maioria eleitoral da segunda volta significa que o eleitorado da direita democrática em Portugal é fiel aos grandes princípios democrático.”


    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Brilhante Dias: "Caminho do PS é voltar a ganhar eleições e não sabemos se é o PSD que fica em terceiro lugar"

    Eurico Brilhante Dias assume dúvidas de que seja preciso um retificativo, começando por justificar que “o Governo enganou a Assembleia da República no que diz respeito ao saldo da Segurança Social” e defendendo que “foi um mero esquema artificial de condicionar a oposição” nas propostas de alteração do Orçamento do Estado.

    Relativamente às tempestades que assolaram os distritos de Leiria e Coimbra, Brilhante Dias garante que “o dinheiro não chega” e, por isso, conclui: “Se calhar o retificativo não é necessário. Como o dinheiro não é executado não há maneira de fazer retificativo, porque o teto esta lá intocável.”

    Já sobre a moção que pede que Carneiro saia de cima do muro, Brilhante Dias entende que o PS já passou por duas eleições, autárquicas e presidenciais, e que já conseguiu “não bater de frente contra o muro”. “Essa sensação de que ultrapassámos dois pontos importantes é algo que perpassa no Congresso”, aponta.

    “O PS é oposição deste Governo, mas é por positivo, não é oposição ao PS”, garante. “O caminho do PS, se continuarmos por este caminho, é o de voltar a ganhar eleições e de não sabemos se é o PSD que fica em terceiro lugar e não o Chega”, antecipa, realçando que o Governo escolheu como “muleta a extrema-direita” e “corre o risco de ser ultrapassado pela própria extrema-direita”.

    Aos olhos do líder parlamentar do PS, o PSD está “algo assustado com os movimentos dentro do partido”, considerando que estes resultam da “direita portuguesa se ter atirado para o divã depois das eleições presidenciais”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Brilhante Dias: Carneiro "sempre disse que não seria o PS a colocar o PSD nas mãos da extrema-direita"

    Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, está agora a ser entrevistado no Observador. Questionado sobre o “rotundo não” de José Luís Carneiro e sobre se é uma previsão relativa ao Orçamento do Estado, Brilhante Dias garantiu que não se sabe o que estará nesse documento e se será ou não preciso um retificativo.

    “O PSD sabe que as condições de governabilidade exigem uma forte capacidade de compromisso e o secretário-geral do PS sempre disse que não seria o PS a colocar o PSD nas mãos da extrema-direita”, recorda, frisando que há matérias que obrigam a que o PS seja uma “oposição responsável”.

    “É o PSD, não por vontade do PS, que se entrega nas mãos da extrema-direita para governar”, sublinha, recordando matérias em que Chega e PSD estiveram lado a lado.

    Sobre o Tribunal Constitucional, acusa o PSD de “desequilibrar”, explicando que “só há um partido que decide se o Chega entra ou não”. “O PS mantém a sua posição quanto ao Chega, mas o PSD, que é o único partido essencial a qualquer configuração de dois terços, tem de estar sempre presente. O PSD decidiu que o Chega estava e essa decisão não pode ser imputada ao PS.”

    O líder parlamentar do PS reitera que Montenegro já disse que este “não é um processo terminado” e explica que não precisa de fazer “pré-marcações” de conversas com Hugo Soares, já que falam praticamente diariamente. “O meu interlocutor é o deputado Hugo Soares”, reitera, dizendo que as conversas sobre este caso “não foram conclusivas”.

    Ainda tem “esperança” por ser “um otimista por natureza”, mas “não vislumbra qual será o desfecho”.

    Separa este tema da alegada questão da revisão constitucional, mas nota que a direita tem dado sinais para que isso aconteça. “O PSD sabe que não tem mandato para fazer revisão constitucional porque são questões que não foram levantadas no debate eleitoral.”

    “O Presidente da República não participa na revisão constitucional”, realça, dizendo que Seguro “respeita o espaço do partido”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Ana Catarina Mendes: "Socialistas não podem silenciar os ataques que são feitos à democracia"

    A eurodeputada Ana Catarina Mendes fala agora ao Congresso e diz que “é verdade que o momento é de maior exigência”, mas “a última coisa que um socialista pode ter é um espírito derrotista. Este Congresso é para olhar para o futuro”.

    Diz que o partido “tem de se orgulhar de tudo o que fez ao longo dos anos” e que “quando a democracia está a ser atacada são os socialistas que têm a responsabilidade de a defender, que não podem silenciar os ataques que são feitos à nossa democracia”.

    “O PS é o melhor partido do nosso país e temos de nos orgulhar de todos os seus protagonistas”, diz a autora da moção setorial que defende o legado de Costa, designadamente o impulso que deu ao PRR. Também diz que tem de ser o PS a “estar na linha da frente da defesa dos direitos humanos”, quando fala na deportação de imigrantes.

    “É preciso que o PS volte a ter uma agenda para ter serviços públicos capazes de resolver os problemas das pessoas”, diz ainda, sublinhando a necessidade de “uma ambição para construir um país solidário”. E pede “ânimo, trabalho e força” aos socialistas.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Inês de Medeiros encabeça lista de Carneiro à Comissão Nacional. Lista crítica não foi aceite

    Foi aceite pela Mesa do Congresso a lista à Comissão Nacional, encabeçada por Inês de Medeiros, apresentada por José Luís Carneiro. Não foi aceite a lista encabeçada por Ricardo Gonçalves “por unanimidade” da Mesa, anunciou Carlos César — a decisão foi ratificada pelos delegados.

    Há um momento em que um dos elementos dessa lista se dirige ao presidente do partido mas César diz que a lista entregue às 19 horas “só tem sete pessoas” e não os 251 necessários, o total de membros da Comissão Nacional. Para ser aceite tinha também de reunir assinaturas de 80 delegados.

    Ouve-se César dizer que o argumento que está a ser colocado é que “houve um problema com o print“, mas “esta matéria está esgotada”. Diz que se a lista quiser, por recorrer da decisão da Mesa para o plenário.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Francisco César: "PS não é apenas um partido de oposição, é e está aqui para ser um partido de construção"

    Francisco César fala agora no Congresso do PS, com foco nos Açores, já que é presidente do partido nessa região. “O PS não é apenas um partido de oposição, é e está aqui para ser um partido de construção e afirmar soluções”, realça.

    Destaca a necessidade de um projeto de interesse comum entre a República e a Região Autónoma dos Açores, que “alinhe esforços, mobilize recursos nacionais e regionais públicos e privados, que una vontades”. “Os Açores não precisam de mais desencontros institucionais, precisam de convergência, de estratégia e compromisso.”

    “Isto não é apenas política pública, é dar horizonte às pessoas”, resume, apontando que “a autonomia só faz sentido se continuar a servir as pessoas” e que é preciso mais “respostas, ambição e futuro”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • João Torres defende que existe "aliança entre AD e Chega" e acusa direita de "transformar maioria conjuntural numa realidade estrutural"

    João Torres, ex-secretário-geral adjunto do PS, acredita que o atual momento político em Portugal exige que o PS “se foque muito na reforma do partido e ainda mais, muito mais, na reforma do país”.

    “O que enfrentamos em Portugal não é uma mera alternância governativa, enfrentamos uma transformação profunda da direita portuguesa que está a ter implicações graves no regime democrático”, começa por dizer.

    E prossegue: “Hoje existe uma aliança entre AD e Chega em Portugal, talvez não formalizada, seguramente não assumida, mas politicamente, absolutamente, inquestionável. A direita quer transformar uma maioria conjuntural numa realidade estrutural tocando em matérias críticas na democracia.”

    Destaca o caso dos juízes do Tribunal Constitucional, realçando que o significado dessa negociação é que “quando se rompe um consenso abre-se uma porta”, desde logo para revisão da Constituição. “As diferentes direitas estão a convergir, convergem na simplificação do discurso, na privatização do Estado, na subtração de direitos civis e sociais”, conclui.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Beleza discorda de Assis e defende Carneiro na Venezuela: "Foi dar um abraço fraterno, o resto é menor"

    O socialista Álvaro Beleza intervém agora e começa por declarar que “José Luís Carneiro é um homem de confiança” e que a “confiança e decência também ganham eleições.”

    E daqui passa para a “vitória épica” de António José Seguro — “um de nós”, diz Beleza.

    Na intervenção diz que o PS ouve “quem sabe” e que tem de “propor aos portugueses” ideias para pôr o país a crescer. E inclui uma ideia de que, antecipa, “se calhar alguns não vão gostar”: “O Estado tem de sair de áreas onde está a mais mas tem de entrar noutras em que está a menos e está pouco presente na habitação.”

    Acaba a intervenção a destoar de um socialista de quem é próximo, Francisco Assis, sobre a polémica visita de Carneiro à Venezuela, há uma semana. Para Beleza, o líder “foi dar fraternidade aos portugueses que tivera, de sair de Portugal para serem felizes”.

    “Foi dar um abraço fraterno, o resto é menor”, atira em relação às críticas, dizendo mesmo a José Luís Carneiro: “Da próxima vez que fizeres qualquer viagem para ir dar um abraço fraterno, podes contar comigo.”

  • Assis indisponível para "funções executivas" no PS

    Quanto ao seu futuro no PS, Assis revelou ao Observador que não está disponível para continuar a exercer funções executivas na direção do PS, uma vez que vive entre Bruxelas, Estrasburgo e Amarante.

    “Não faço questão nenhuma de continuar a desempenhar funções no Secretariado do PS. E estou totalmente indisponível para exercer funções executivas no Secretariado do PS. Não voltarei a ter. Já manifestei essa intenção a José Luís Carneiro”, garante Assis.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Assis: "Considero que a visita de Carneiro à Venezuela foi um erro. Espero que dela se retirem ilações"

    Na mesma entrevista ao Observador a partir do Congresso do PS, Assis foi confrontado com a visita de José Luís Carneiro à Venezuela e reiterou as críticas públicas que já tinha feito ao secretário-geral do PS.

    “Nunca aconselharia à realização da visita, nunca faria essa visita e considero que essa visita foi um erro. Todos nós errámos. Espero que dela se retiram ilações. Tenho a certeza que se retiraram.”

    Perante a intervenção de Paulo Pisco, que tem a pasta das “Comunidades” no PS, que organizou a visita de Carneiro à Venezuela e que este sábado já veio defender a mesma visita, Assis rematou: “Não ouvi Paulo Pisco. Pode ser que ele ainda não tenha tirado as ilações que deve retirar.”

  • Líder da JS recupera "pergunta fundadora" para questionar Congresso: "PS quer limitar-se a ser responsável ou quer voltar a ser decisivo?"

    Sofia Pereira, secretária-geral da JS, recupera as conquistas de Portugal que mudaram a vida dos portugueses, alertando que “os desenvolvimentos de ontem já não bastam para os desafios de hoje”.

    “Um partido como o PS, que já mudou tanto Portugal, tem de responder à sua pergunta fundadora: quer limitar-se a ser responsável ou quer voltar a ser decisivo?”, questiona.

    A líder da JS recorda vários líder do PS e como marcaram o país, passando por cima de José Sócrates, para dizer que “esta é a história de um partido que em momentos decisivos mudou mesmo a vida dos portugueses”. “Um partido com esta história não pode designar-se à gestão da estagnação e viver para a memória do que fez”, reforça.

    “Jovens portugueses não voltarão a ligar-se ao PS por nostalgia”, sublinha, frisando que só o farão se perceberem que “é capaz de mudar vidas”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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