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    Trump falou 19 minutos ao país mais disse pouco de novo. Mais duas a três semanas no Irão para os dizimar militarmente

  • O que aconteceu até agora?

    • Donald Trump afirmou que os Estados Unidos podem encerrar a guerra com o Irão mesmo que o Estreito de Ormuz continue parcialmente fechado, priorizando o enfraquecimento da Marinha iraniana e do arsenal de mísseis. O Presidente norte-americano destacou que uma operação para reabrir o estreito iria prolongar a guerra além do prazo desejado de quatro a seis semanas.
    • A ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel no Médio Oriente resultou em mais de 11 mil alvos iranianos atacados no último mês. Entre os alvos dos ataques incluíram-se armazéns de urânio enriquecido em Isfahan, áreas vitais para o Irão situadas num local estratégico militar que sofreu bombardeamentos violentos.
    • Aguardando uma solução diplomática, o Presidente do Irão Masoud Pezeshkian comunicou que o país está disposto a encerrar a guerra com os Estados Unidos, desde que sejam oferecidas garantias que impeçam um recomeço do conflito. Este anúncio foi feito após contactos com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
    • As Forças de Defesa de Israel continuaram as operações no sul do Líbano, resultando na morte de quatro soldados israelitas em confrontos com o Hezbollah. Paralelamente, a ONU convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança após a morte de três capacetes azuis na região, sublinhando a gravidade do conflito em curso entre Israel e o movimento pró-Irão.

  • Avião militar russo despenha-se na Crimeia. Morreram os 23 passageiros e seis membros da tripulação

    Morreram todos os passageiros a bordo de um avião militar russo que havia desaparecido dos radares esta tarde perto da Crimeia. De acordo com a agência estatal russa TASS, o An-29 transportava 23 passageiros e seis membros de tripulação e, após uma operação de resgate levada a cabo pelo Ministério da Defesa da Rússia, todos os que seguiam no avião foram declarados mortos. A aeronave foi encontrada sem danos que pudessem ter causado a queda, pelo que a causa preliminar do acidente foi atribuída a uma “falha técnica” pela entidade responsável.

  • Israel diz ter matado "comandante sénior" do Hezbollah

    O exército israelita diz ter matado, em dois ataques diferentes, um “comandante sénior” do Hezbollah e outro alto funcionário do grupo xiita libanês esta terça-feira, avança a Reuters. A identidade das duas vítimas não foi revelada.

  • Irão. Representante da Unesco alerta que danos no património podem ser irreparáveis

    Alguns danos causados pelos ataques israelitas e americanos em locais do património cultural do Irão poderão ser irreparáveis, alertou esta terça-feira o representante iraniano junto da UNESCO, manifestando-se “chocado” com o que viu, após um mês de guerra.

    Vários edifícios históricos, sítios culturais e outros tesouros do património iraniano sofreram ataques desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, desencadeada pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

    No Palácio de Saadabad, em Teerão, inscrito na lista do património mundial da UNESCO e danificado na sexta-feira após um ataque americano e israelita, “poderá ser impossível de reparar alguns danos”, segundo os especialistas consultados, explicou esta em conferência de imprensa o secretário-geral da Comissão Nacional Iraniana para a UNESCO, Hassan Fartousi.

  • 348 militares dos EUA ficaram feridos durante conflito, mas já 315 voltaram ao serviço

    Um total de 348 militares do exército norte-americano ficaram feridos no conflito com o Irão, mas 315 já retomaram atividades, anunciou esta terça-feira o capitão Tim Hawkins. Nestas declarações citadas pela Associated Press, o porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos da América referiu que seis destes feridos são graves — um ligeiro decréscimo face à contabilização avançada na sexta-feira passada, quando disse que existiam 10 feridos graves entre os militares norte-americanos. Recorde-se que desde o início do conflito, no último dia de fevereiro, já morreram 13 militares ao serviço dos EUA.

  • Trump afirma que Irão já admitiu que "está a perder": "Estão a implorar para fazer um acordo"

    Donald Trump regressou à ideia de que o Irão está “sem forças armadas e marinha”. “Não tem nada. Estão a perder. Eles estão a admitir que estão a perder. Eles estão a implorar para fazer um acordo”, sublinhou.

    O líder norte-americano assegurou ainda que o Irão “nem sequer está a atacar” os Estados Unidos.

  • Trump admite sair do Irão "sem um acordo"

    Donald Trump admitiu ainda, nas mesmas declarações, que os Estados Unidos podem sair do Irão “sem um acordo”.

    “O Irão não tem de fazer um acordo. Falei com muitas pessoas. Eles têm um novo regime. São muito mais acessíveis”, destacou.

  • "Há bons novos líderes" no Irão, diz Trump, que agora garante que a mudança do regime "nunca foi um dos seus objetivos"

    Sobre a mudança de regime no Irão, Donald Trump assinalou que já se concretizou. O Presidente norte-americano recordou quem a mudança de regime “nunca foi um dos seus objetivos” para começar a ofensiva.

    “Eu só tinha um objetivo: que o Irão não tivesse armas nucleares. E esse objetivo foi alcançado. Estamos a terminar o trabalho”, afirmou Donald Trump.

    O líder norte-americano destacou igualmente que o Irão não vai ter armas nucleares até daqui a muito tempo.

    “Os líderes desaparecem todos. É por isso que temos uma mudança de regime. Temos bons novos líderes”, vincou Donald Trump.

    O líder norte-americano frisou que “derrubaram um regime e um segundo”: “Agora temos um grupo de pessoas que são muito diferentes e muito menos radicalizadas”.

  • Trump diz que a guerra termina daqui a duas a três semanas e declara: "Não temos nada a ver com o Estreito de Ormuz"

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, reiterou a ideia de que a guerra vai terminar em breve, indicando que o conflito terminará entre duas a três semanas.

    Além disso, em declarações na Sala Oval, Donald Trump afirmou que o país “não tem nada a ver com o Estreito de Ormuz”. “O que acontece com o Estreito… Não temos nada a ver isso”, frisou. O Presidente norte-americano exemplificou que “França e China” têm responsabilidades em abrir o Estreito.

  • Hamas apela ao Hezbollah para capturar soldados em troca de palestinianos

    O Hamas apelou hoje ao Hezbollah para que intensifique “os seus esforços para capturar soldados” israelitas, para que possam ser trocados por prisioneiros, na sequência da aprovação da lei da pena de morte dirigida a palestinianos.

    “Exortamos-vos a intensificar os vossos esforços para capturar soldados sionistas e conseguir a libertação dos prisioneiros palestinianos e árabes detidos nas prisões da ocupação, especialmente após a aprovação da lei que permite a execução de prisioneiros”, lê-se num comunicado.

    O grupo palestiniano sublinhou que “a luta do nosso povo contra os sionistas demonstrou que o caminho mais curto para libertar os prisioneiros é a resistência” e acrescentou que “Gaza fez enormes sacrifícios por esta causa”, pelo que instou “os combatentes do Hezbollah a completar a missão”.

    “Esta arrogância sionista — cujo último capítulo é a aprovação da lei de execução de prisioneiros, o encerramento de Al-Aqsa e a agressão contra os nossos povos árabes e islâmicos — obriga todos os setores da nossa nação e os povos livres do mundo a fazer tudo o que for possível para que a ocupação preste contas pelos seus crimes”, concluiu.

  • Oito mortos em ataques israelitas no sul do Líbano

    Oito pessoas morreram esta terça-feira no sul do Líbano na sequência de ataques israelitas, confirmou o Ministério da Saúde libanês, citado pela agência France Presse.

    Um ataque na região Tyre matou três e deixou 19 pessoas feridas, enquanto uma ofensiva em Sidon, mais a norte, vitimou outras quatro. Adicionalmente, um paramédico morreu e 13 pessoas ficaram feridas na sequência de um bombardeamento em Bint Jbeil.

  • Comissário da Energia da UE pede mais teletrabalho e menos deslocações em aviso sobre crise energética provocada pela guerra

    “Mesmo que a paz chegue amanhã, não vamos voltar ao normal num futuro próximo”, admitiu Dan Jørgensen, o Comissário Europeu da Energia, em declarações após uma reunião entre ministros da Energia em Bruxelas. Esta terça-feira, o responsável da UE pela política energética apelou ao teletrabalho, a uma redução das deslocações — tanto de carro como de avião — e também pediu a implementação “urgente” de energias renováveis.

    “Quanto mais petróleo conseguirem poupar, especialmente gasóleo e jet fuel, melhor ficamos”, afirmou Jørgensen citado pelo Politico. Assim, pediu aos 27 que seguissem as recomendações da Agência Internacional de Energia, como “trabalhar a partir de casa sempre que possível, reduzir os limites de velocidade nas autoestradas em dez quilómetros [por hora], incentivar a utilização dos transportes públicos… aumentar a partilha de veículos e adotar práticas de condução eficientes”.

  • Rubio falou com Rangel ao telefone e agradeceu a "estreita cooperação defensiva" de Portugal

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, falou hoje ao telefone com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel.

    Num comunicado enviado às redações, o Departamento de Estado indicou que Marco Rubio falou com Paulo Rangel e sublinhou “a força da continuidade dos laços bilaterais entre os Estados Unidos e Portugal”.

    O secretário de Estado agradeceu a Paulo Rangel a “estreita cooperação económica e defensiva” de Portugal aos Estados Unidos.

    “Os dois líderes expressaram ainda o compromisso à segurança transatlântica”, lê-se ainda no comunicado.

  • EUA reforçam presença militar e enviam terceiro porta-aviões para o Médio Oriente

    Apesar de Donald Trump garantir que a guerra está a chegar ao fim, os Estados Unidos vão reforçar a presença militar no Médio Oriente com o terceiro porta-aviões na região.

    Segundo avança o Wall Street Journal, o porta-aviões USS George H.W. Bush e os navios de guerra que o acompanham estão atualmente a caminho do Médio Oriente.

  • Trump diz à NBC News que guerra no Irão "está a chegar ao fim"

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse, numa entrevista telefónica à NBC News, que a guerra no Irão “está a chegar ao fim”.

  • EUA: milícia iraquiana pró-Irão próxima do Hezbollah terá raptado jornalista norte-americana em Bagdade

    Dylan Johnson, secretário assistente de Assuntos Públicos Globais no Departamento de Estado, apontou que terá sido a milícia iraquiana pró-Irão próxima do Hezbollah — Kataib Hizballah — a perpetrar o rapto da jornalista norte-americana Shelly Kittleson.

    O Departamento de Estado está “a ser informado” sobre o rapto. Dylan Johnson acrescentou que a jornalista já tinha sido avisada dos riscos que corria ao permanecer no Iraque, onde trabalhava.

  • Finlândia investiga drones caídos que podem ser da Ucrânia desviados pela Rússia

    As autoridades finlandesas estão a investigar uma “aeronave sem piloto” detetada sobre um lago gelado depois de se ter despenhado perto da fronteira com a Federação Russa, disseram guardas-fronteiriços à AFP.

    A queda das aeronaves ocorreu domingo no sul da Finlândia.

    Uma “aeronave sem piloto com asa fixa” foi detetada, durante uma patrulha matinal, sobre a superfície gelada do lago Pyhajarvi em Parikkala, perto da fronteira com a Federação Russa, disse o comandante Misa Hattunen, do distrito dos guardas-fronteiriços da Carélia do Norte, à AFP.

    Entretanto, os dirigentes ucranianos apresentaram desculpas à Finlândia, depois de dois dos seus drones terem caído domingo no sul finlandês, disse hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Gueorguiï Tykhy.

  • Irão. Pedida “licença médica imediata” para retirar Nobel da Paz 2023 da prisão

    A chamada aliança pela liberdade da ativista iraniana Narges Mohammadi, Prémio Nobel da Paz 2023, solicitou esta terça-feira às autoridades iranianas uma “licença médica imediata” para retirá-la da prisão devido ao “extremamente delicado” estado de saúde.

    “A vida de Narges Mohammadi está em perigo iminente e apelamos às autoridades iranianas para que atendam o nosso pedido e lhe prestem os cuidados médicos de que necessita urgentemente, concedendo-lhe licença médica imediata”, escreveu, num comunicado publicado no ‘site’ da fundação com o seu nome, sediada em Paris, a sua rede de apoio, que suspeita de que a ativista tenha sofrido um enfarte do miocárdio.

    A equipa jurídica de Mohammadi, de 53 anos, acompanhada por um membro da sua família, visitou-a a 29 de março na prisão de Zanjan, segundo um comunicado hoje divulgado pela campanha Free Narges Coalition.

    “O seu estado geral era extremamente precário, estava pálida e fraca, com uma perda de peso significativa”, contou a equipa no comunicado, que indica que outras reclusas relataram que a ativista dos direitos humanos foi encontrada inconsciente na sua cela a 24 de março, mas só recebeu cuidados médicos na enfermaria da prisão, apesar de ter “sintomas compatíveis com um enfarte”.

  • Presidente da Síria diz que país vai manter-se "fora de qualquer conflito" a não ser que seja atacado

    O Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, salientou hoje que o país não vai juntar-se ao conflito que grassa no Médio Oriente. Isto a não ser que a Síria seja atacada.

    “A não ser que a Síria seja atacada por qualquer parte, a Síria vai manter-se fora do conflito”, declarou Ahmed al-Sharaa, durante um evento em Londres, citado pelo Times of Israel.

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