Histórico de atualizações
  • Bom dia. Vamos encerrar este liveblog. Pode continuar a seguir as principais notícias sobre a Guerra na Ucrânia neste novo artigo em direto. Obrigado por nos acompanhar.

  • Sérvia oferece-se para acolher reunião neutra e independente entre Trump e Putin

    A Sérvia ofereceu-se hoje para acolher uma reunião entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente eleito dos Estados Unidos da América, Donald Trump, argumentando que é um país independente e não-alinhado com blocos militares.

    “A Sérvia é o lugar no globo que seria adequado para ambos”, disse o Presidente sérvio, Aleksandar Vucic, no canal de televisão comercial Pink.

    O chefe de Estado defendeu que a Sérvia é o local mais adequado porque “não está apenas formalmente fora dos blocos militares, mas essencialmente fora de ambos os blocos, é um país independente” e “preparado para garantir total segurança a ambos os presidentes”. Assinalou ainda que a Sérvia é o país onde tanto Trump como Putin gozam do maior apoio.

    “Não há nenhum país que se compare à Sérvia em termos de nível de apoio ao Presidente Trump”, disse Vucic, acrescentando que é, ao mesmo tempo, “um país onde o Presidente Putin continua a ser muito, muito popular”. A Sérvia é um país candidato à entrada na União Europeia, mas também mantém laços estreitos com a Rússia.

    Donald Trump disse que está a preparar um encontro com o Presidente russo, Vladimir Putin, para acabar com a guerra na Ucrânia.

  • Presidente ucraniano propõe trocar soldados norte-coreanos por ucranianos detidos em Moscovo

    A Ucrânia está disposta a entregar os dois soldados norte-coreanos que capturou ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, se este conseguir que sejam trocados pelos combatentes ucranianos detidos na Rússia, disse hoje o Presidente ucraniano.

    “A Ucrânia está pronta a entregar os seus soldados a Kim Jong Un, se este puder organizar a sua troca pelos nossos combatentes que estão detidos na Rússia”, escreveu Volodymyr Zelensky na sua conta X, antigo Twitter, citado pela agência francesa de notícias, France-Presse (AFP).

    Kiev anunciou no sábado que tinha feito prisioneiros dois soldados norte-coreanos feridos em combates na região russa de Kursk, hoje o serviço nacional de informações da Coreia do Sul confirmou o anúncio das autoridades ucranianas.

    Zelensky acrescentou, já esta noite, que “haverá, sem dúvida, mais” soldados norte-coreanos capturados por Kiev no futuro e deixou uma mensagem aos combatentes asiáticos: “Para os soldados norte-coreanos que não desejem regressar (ao seu país), existem outras opções possíveis, aqueles que contarem a verdade sobre esta guerra terão essa oportunidade”.

    Nem Moscovo nem Pyongyang reconheceram que soldados norte-coreanos foram destacados para combater as forças ucranianas, mas para o Presidente da Ucrânia, o facto de dois norte-coreanos terem sido detidos mostra que Moscovo “não pode prescindir do apoio militar de Pyongyang a partir de agora”.

  • Zelensky acusa primeiro-ministro eslovaco de “apostar por Moscovo”

    O Presidente ucraniano acusou o primeiro-ministro eslovaco de “apostar por Moscovo” depois de Robert Fico ter afirmado na sexta-feira que Volodymyr Zelensky “anda pela Europa a pedir esmola”.

    “O problema real é que apostou por Moscovo, não no seu próprio país, não numa Europa unida e, certamente, não no bom senso. Desde o início era uma aposta perdida”, disse Zelensky na rede social X, numa referência ao chefe do Governo eslovaco.

    Para o Presidente ucraniano, “foi um erro evidente de Fico acreditar que as suas maquinações obscuras com Moscovo poderiam continuar para sempre”.

    Zelensky assegurou que Kiev ofereceu assistência à Eslováquia para se adaptar ao fim do trânsito de gás russo através da Ucrânia, mas que Robert Fico a recusou “com arrogância”.

    Na sexta-feira, o primeiro-ministro eslovaco disse que o Presidente da Ucrânia “anda pela Europa a pedir esmola”. “Não estou aqui para dar a mão ao Presidente Zelensky. Admito que às vezes estou farto dele”, declarou Fico numa sessão parlamentar.

    O líder do Governo eslovaco reagia à decisão de Zelensky de não renovar com a companhia de gás russa Gazprom o contrato de trânsito de gás pelo gasoduto Druzhba, privando a Eslováquia de combustível mais barato e de taxas de trânsito sobre o gás fornecido a países terceiros, no valor estimado de 500 milhões de euros anuais.

  • Ministro da Defesa polaco aponta "fatiga" da Polónia na ajuda à Ucrânia

    A Polónia tem sido um dos apoiantes mais vocais da Ucrânia ao longo dos últimos quase três anos, mas este apoio começa a pesar na economia e na sociedade polaca, apontou Władysław Kosiniak-Kamysz, ministro da Defesa, em entrevista ao Finantial Times. Kosiniak-Kamysz defende que a NATO e a União Europeia devem aumentar o investimento na área, mas recusa a colocação de tropas polacas em solo ucraniano ou a entrega de jatos de combate MiG-29, pedidos por Kiev, que a Polónia diz precisar para a sua própria segurança.

    “Por um lado, percebo o Presidente Zelensky porque é o seu papel pedir sempre mais assistência. Mas penso que ele e a Ucrânia também têm de se lembrar que enquanto os outros só estavam a enviar capacetes, nós enviámos tanques”, sublinhou o ministro polaco.

    Kosiniak-Kamysz também denunciou um certo sentimento de ressentimento face aos imigrantes ucranianos — assente em divergências históricas e dificuldades económicas que se fazem sentir na Polónia. “Claro que há fatiga na sociedade polaca e é compreensível, especialmente quando as pessoas veem jovens ucranianos a conduzir os últimos carros e a ficar em hotéis de cinco estrelas”, elaborou.

  • Olaf Scholz diz querer falar novamente com Vladimir Putin

    O chanceler alemão Olaf Scholz apelou este sábado a negociações entre Kiev e Moscovo para pôr fim à “matança”, sem que a paz seja ditada por apenas uma das partes. “Neste aspeto, não são más notícias se o Presidente americano e o Presidente se russo se quiserem encontrar”, afirmou, numa entrevista à margem do congresso do SPD.

    Da sua parte, Scholz afirmou que “falaria novamente” com Putin. Ainda assim, o chanceler — que vai às urnas no final do próximo mês — declarou que Berlim tem de continuar a ser o maior apoio de Kiev na Europa. “Uma mistura de apoio à Ucrânia e prevenção de uma escalada na guerra”, avaliou Scholz sobre a posição do partido.

  • Rússia diz ter conquistado mais duas aldeias ucranianas

    O Ministério da Defesa da Rússia disse que o exército russo conquistou nas últimas 24 horas mais duas aldeias ucranianas: Yatarne, na região de Donetsk, e Kalinove, na região de Kharkiv.

    A alegada captura das aldeias resultou, segundo o ministério russo que é citado pela agência estatal TASS, “de ações ofensivas bem-sucedidas”.

    Segundo o Ministério da Defesa, neste setor da frente de guerra, o exército russo infligiu cerca de 410 baixas a três brigadas motorizadas e uma brigada de defesa territorial das forças armadas da Ucrânia nas proximidades de quatro cidades, duas na região de Kharkiv e duas em Donetsk.

    Entretanto, a força aérea ucraniana informou hoje que a Rússia lançou um total de 94 drones contra o território da Ucrânia durante a madrugada de sábado, dos quais 60 foram abatidos.

    Os drones, incluindo Shahed e réplicas de drones, foram lançados a partir das regiões russas de Milerovo, Orel, Bryansk e Kursk, segundo a mesma informação divulgada através do Telegram.

    Os ataques foram repelidos pela aviação ucraniana e com a ajuda de mísseis antiaéreos, unidades de guerra eletrónica e grupos móveis da força aérea e do exército.

    *Com Lusa

  • Suíça mostra-se disponível para acolher encontro entre Trump e Putin

    A Suíça mostrou-se disponível para acolher um encontro entre o Presidente eleito norte-americano, Donald Trump, e o homólogo russo, Vladimir Putin, se as duas partes expressarem esse interesse.

    Nicolas Bidault, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suíça, lembrou a cimeira pela paz que decorreu no país para notar que, após o evento, Ucrânia, Rússia e EUA manifestaram “disponibilidade para apoiar todos os esforços diplomáticos para estabelecer a paz”.

    “Na sequência da cimeira de Bürgenstock, a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos foram regularmente informados da nossa disponibilidade para apoiar os esforços diplomáticos para alcançar a paz”, afirmou Nicolas Bidault numa entrevista ao jornal Le Temps, que é citada pelo Pravda.

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço notou que o mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra Putin não seria um obstáculo ao eventual encontro com Trump. Desta forma, o responsável sinalizou que o governo da Suíça poderia abrir uma exceção, caso fosse necessária para conversações pela paz.

  • Comissário apela a mais solidariedade na UE para conseguir "big bang" na defesa

    O novo comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, apelou aos estados-membros da União Europeia (UE), especialmente aos “mais distantes de Moscovo” geograficamente, incluindo Portugal, para aumentarem as despesas e reforçar a defesa do bloco.

    “Aqueles que estão mais distantes de Moscovo devem mostrar todo o seu potencial. É disso que se trata a solidariedade da UE. Só juntos podemos alcançar um ‘big bang’/ligar o turbo da nossa defesa! Solidariedade!”, disse o lituano.

    Kubilius publicou esta mensagem nas redes sociais, acompanhada de um gráfico que mostra a posição dos 27 estados-membros com base na distância em quilómetros da Rússia e na parte do Produto Interno Bruto (PIB) que gastam em defesa, com a Irlanda, Portugal e Espanha no fundo da escala.

  • Coreia do Sul confirma que Ucrânia capturou dois soldados norte-coreanos

    A Ucrânia capturou dois soldados norte-coreanos na região russa de Kursk, confirmaram os serviços de informação da Coreia do Sul, que estão a interrogar os militares juntamente com as autoridades ucranianas.

    “O Serviço Nacional de Informações [sul-coreano, NIS na sigla em inglês], através da cooperação em tempo real com a Agência Especial de Informações da Ucrânia [SBU, na sigla em ucraniano], (…) confirmou que os militares ucranianos capturaram dois soldados norte-coreanos no dia 9 de janeiro no campo de batalha de Kursk, na Rússia”, disse o NIS.

    Em comunicado, o NIS disse que um dos soldados capturados revelou durante o interrogatório que tinha recebido treino militar das forças russas depois de ter chegado à Rússia em novembro.

    “Inicialmente, acreditou que estava a ser enviado para treino, mas ao chegar à Rússia percebeu que tinha sido destacado” para a frente de combate, disse o NIS.

    O soldado disse que as forças norte-coreanas sofreram “perdas significativas durante os combates”, acrescentou o comunicado.

  • Bom dia.

    Abrimos este liveblog para continuar a acompanhar os mais recentes desenvolvimentos da guerra na Ucrânia. Pode recordar as notícias que marcaram este sábado nesta página, que agora arquivamos.

    Alemanha tenta evitar derrame de petroleiro “sombra” russo à deriva no Báltico

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