Momentos-chave
- Kiev atacou uma das maiores refinarias russas
- "A Rússia nunca nos desiludiu, ao contrário da Ucrânia": PM da Eslováquia atira críticas a Zelensky
- Forças russas dizem ter capturado 16 soldados ucranianos que se renderam em Kurakhove
- Biden falou ao telefone com Zelensky sobre aumento de ajuda norte-americana em Kiev
- Moscovo promete responder às novas sanções norte-americanas contra petróleo e gás
- Scholz insiste que todos os países devem respeitar as fronteiras internacionais
- Zelensky diz que Ucrânia capturou dois soldados norte-coreanos em Kursk
- Kiev reclama a destruição de 47 drones russos nas últimas horas
- Alemanha tenta evitar derrame de petroleiro “sombra” russo à deriva no Báltico
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Zelensky propõe trocar soldados norte-coreanos por ucranianos detidos em Moscovo
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Kiev atacou uma das maiores refinarias russas
O diretor do centro ucraniano contra a desinformação confirmou que drones ucranianos atacaram uma refinaria russa em Nizhnekamsk, uma das maiores do país a cerca de 1300 quilómetros da fronteira com a Ucrânia. “A refinaria tem um papel chave em garantir combustível ao exército russo. Destruir refinarias e depósitos de combustível afeta diretamente a capacidade de a Rússia levar a cabo uma guerra intensiva”, afirmou Andrii Kovalenko, citado pelo Kyiv Independent.
A informação já tinha sido avançada pela publicação russa Astra, que relatou que o complexo tinha sido evacuado e publicou vídeos que mostravam uma grande nuvem de fumo sobre a refinaria.
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"A Rússia nunca nos desiludiu, ao contrário da Ucrânia": PM da Eslováquia atira críticas a Zelensky
O primeiro-ministro eslovaco renovou hoje críticas ao Presidente ucraniano, de quem disse estar “farto”. “Ele anda pela Europa, a mendigar e a chantagear os outros, a pedir dinheiro“, declarou Robert Fico, durante uma reunião parlamentar, que partilhou no seu Facebook com a legenda: “Hoje toda a gente deve ter percebido isto. Nós falamos pela Eslováquia e os progressistas por Zelensky”.
Os progressistas em questão são os partidos da oposição que convocaram a reunião, para esclarecer o encontro de Fico com Putin e as futuras políticas energéticas de Bratislava. Fico respondeu que Moscovo era um parceiro mais confiável e que “nunca desiludiu, ao contrário da Ucrânia” — “típicos ucranianos”, atirou.
“Isto tem de parar”, declarou, referindo-se à ajuda militar, humanitária e energética da UE a Kiev e ao corte do gás russo para a Europa, ao qual Fico já disse opôr-se por várias vezes.
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Candidata da extrema-direita alemã promete repor circulação de gás natural russo
Alice Weidel foi hoje confirmada como a candidata a chanceler do partido de extrema-direita AfD nas eleições legislativas do próximo mês. Num discurso depois da votação, Weidel prometeu repor o gasoduto russo no Báltico, o Nordstream. “Podemos confiar nisso”, declarou, citada pela imprensa alemã.
O Nordstream, que assegura o abastecimento de gás natural da Rússia à Alemanha e a outros países da Europa ocidental, explodiu em setembro de 2022. Em agosto do ano passado, foi avançado que o ataque terá sido, inicialmente, aprovado pelo próprio Volodymyr Zelensky.
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Forças russas dizem ter capturado 16 soldados ucranianos que se renderam em Kurakhove
“16 soldados das Forças Armadas ucranianas na direção de Kurakhove decidiram pousar as suas armas de forma a salvar as suas vidas”, relatou um grupo de forças russas, do comando sul, citados pela agência estatal russa TASS.
Este mesmo grupo de soldados russos adianta que a rendição dos ucranianos foi motivada pela “poderosa ofensiva” das forças de Moscovo na região, no sul do Donbass, mas também por uma campanha russa, em que drones lançaram panfletos a apelar à rendição sobre as posições ucranianas.
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Biden falou ao telefone com Zelensky sobre aumento de ajuda norte-americana em Kiev
O Presidente ucraniano falou ao telefone com o seu homólogo norte-americano ontem à noite, relatou a Casa Branca. O telefonema aconteceu no dia em que Washington aprovou um novo pacote de sanções contra Moscovo e Biden aprovou para sublinhar o apoio “sem precedentes” que os Estados Unidos têm entregue à Ucrânia.
“O Presidente Biden atualizou o Presidente Zelensky nos esforços dos EUA em aumentar o apoio à Ucrânia e fortalecer a sua posição face à Rússia”, pode ler-se no comunicado. O chefe de Estado ucraniano agradeceu este apoio e apresentou, por sua vez, o plano estratégico de Kiev para a próxima fase da guerra.
Joe Biden reconheceu ainda a importância desta ajuda contínua para “assegurar a paz justa e duradoura” que “o povo ucraniano merece”.
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Moscovo promete responder às novas sanções norte-americanas contra petróleo e gás
Moscovo responderá às novas sanções impostas na sexta-feira pelos Estados Unidos contra o seu setor energético, afirmou hoje o Kremlin, destacando que a Rússia continua a sentir-se um participante confiável e importante no mercado internacional de hidrocarbonetos.
“As ações hostis de Washington não ficarão sem reação e serão tidas em conta durante o planeamento da nossa estratégia económica externa”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, num comunicado publicado no seu canal no Telegram.
A diplomacia russa afirmou que a Rússia “continuará a realizar os seus grandes projetos nacionais de extração de petróleo e gás e trabalhará na substituição de importações, nos serviços ligados ao mercado do crude e na construção de centrais nucleares em países terceiros “.
“O nosso país tem sido e continuará a ser um participante chave e confiável no mercado global de combustíveis”, afirmou o ministério chefiado por Sergei Lavrov.
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Scholz insiste que todos os países devem respeitar as fronteiras internacionais
O chanceler alemão, Olaf Scholz, voltou a apelar hoje a “todos os países, sejam do leste ou do oeste”, para que respeitem as fronteiras internacionais, sublinhando que “nenhum país está atrás do tribunal de outro”.
“O princípio da inviolabilidade das fronteiras aplica-se a todos os países, quer estejam no leste ou no oeste (…), seja um país pequeno ou um país muito grande e muito poderoso”, declarou o chanceler ao seu Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), em Berlim, poucos dias antes da posse de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos, em 20 de janeiro.
A referência aos objetivos expansionistas de Donald Trump foi hoje óbvia, ainda que não tenha mencionado o nome do futuro Presidente americano. Scholz também denunciou “a impiedosa guerra de agressão da Rússia” contra a Ucrânia.
“A inviolabilidade das fronteiras é um princípio central do Direito Internacional. Nenhum país é o quintal de outro. Nenhum país pequeno deveria ter que temer os seus grandes vizinhos. Isto está no cerne do que chamamos de valores ocidentais”, disse o líder alemão, que falava num congresso do SPD em Berlim, para preparar as eleições legislativas de 23 de fevereiro na Alemanha.
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Zelensky diz que Ucrânia capturou dois soldados norte-coreanos em Kursk
“Os nossos soldados capturaram militares norte-coreanos na região de Kursk”, escreveu o Presidente da Ucrânia este sábado na rede social X. “Dois soldados, embora feridos, sobreviveram e foram transportados para Kiev, onde estão agora a comunicar com o Serviço de Segurança da Ucrânia”, afirmou Volodymyr Zelensky, que partilhou imagens dos militares capturados.
“Esta não foi uma tarefa fácil: As forças russas e outros militares norte-coreanos costumam executar os seus feridos para apagar qualquer prova do envolvimento da Coreia do Norte na guerra contra a Ucrânia. Estou grato aos soldados do Grupo Tático n.º 84 das Forças de Operações Especiais das Forças Armadas da Ucrânia, bem como aos nossos pára-quedistas, que capturaram estes dois indivíduos”, continou.
O Presidente ucraniano garantiu ainda que “tal como acontece com todos os prisioneiros de guerra, estes dois soldados norte-coreanos estão a receber a assistência médica necessária”. Além disso, Zelensky assegura ter dado instruções ao Serviço de Segurança da Ucrânia “para permitir o acesso dos jornalistas a estes prisioneiros”. “O mundo precisa de saber a verdade sobre o que está a acontecer”, justifica.
Our soldiers have captured North Korean military personnel in the Kursk region. Two soldiers, though wounded, survived and were transported to Kyiv, where they are now communicating with the Security Service of Ukraine.
This was not an easy task: Russian forces and other North… pic.twitter.com/5J0hqbarP6
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) January 11, 2025
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Kiev reclama a destruição de 47 drones russos nas últimas horas
As forças de defesa ucranianas derrubaram esta noite 47 de um total de 74 drones russos lançados contra o país, segundo informações divulgadas pela Força Aérea da Ucrânia através do seu canal no Telegram.
Os drones, incluindo os do tipo Shahed, foram lançados a partir das regiões russas de Milerovo, Orel, Bryansk e Primorsko-Akhtarsk.
De acordo com a mesma informação, citada pela Efe, a queda dos fragmentos dos drones abatidos causaram danos em dois edifícios, em duas habitações e em vários veículos em sete regiões da Ucrânia, não havendo feridos a lamentar.
Além disto, 27 réplicas de drones russos caíram no solo sem que tivessem causado quaisquer estragos, adianta a mesma fonte.
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Alemanha tenta evitar derrame de petroleiro “sombra” russo à deriva no Báltico
A Alemanha está hoje a esforçar-se para evitar um derrame no mar Báltico de um petroleiro à deriva, que Berlim diz pertencer à chamada “frota sombra” que a Rússia usa para evadir sanções internacionais.
O petroleiro Eventin, com 99 mil toneladas de petróleo a bordo, está em perigo e teve uma falha no motor após um corte de energia na madrugada de sexta-feira, de acordo com o centro de comando de emergência marítima da Alemanha.
O navio de 274 metros de comprimento, que navega sob a bandeira do Panamá, andou à deriva durante algum tempo “a baixa velocidade, sem condições de manobra, nas águas costeiras do Mar Báltico, a norte de Rügen”, uma ilha na costa norte da Alemanha, esclareceu o comando.
Três rebocadores enviados para o local conseguiram estabelecer contacto com o navio, que estão a tentar afastar da costa, empurrando-o para nordeste, informou a autoridade naval alemã, num comunicado divulgado esta madrugada.
O comando informou que tomou esta “medida de segurança” porque o vento, com força de 5 a 6 na escala de Beaufort (cujo nível máximo é 12), tinha virado para norte e ameaçava empurrar o navio em direção à costa, com ondas de “cerca de 2,5 metros de altura”.
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Zelensky diz que não tem o objetivo de “ocupar” região de Kursk