Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Encerramos este liveblog sobre a crise migratória em curso na fronteira entre Marrocos e Ceuta. Pode continuar a seguir a situação nesta nova ligação em direto. Obrigada por nos ter acompanhado.

  • Escaramuças entre imigrantes faz um ferido — que teve de ser hospitalizado

    Um imigrante de nacionalidade marroquina ficou ferido esta noite após ter sido esfaqueado nas costas por outro imigrante.

    Segundo a agência EFE, a situação aconteceu junto de uma escola, quando duas pessoas entraram ilegalmente em Ceuta e se envolveram numa escaramuça.

    Um dos imigrantes ficou ferido e teve de ser hospitalizado. O agressor conseguiu fugir.

    Tem havido várias escaramuças entre imigrantes em Ceuta, de acordo com a imprensa espanhola. Muitas vezes são entre imigrantes.

  • Cerca de 53 mil imigrantes já regressaram a Marrocos desde Ceuta

    As autoridades espanholas estimam que cerca de 53 mil pessoas tenham regressado a Marrocos desde Ceuta, avança a agência de notícias Efe.

    Esta contagem é das 20h00 desta sexta-feira. Inicialmente, o Governo espanhol indicou que 50 mil pessoas chegaram de forma irregular a Ceuta, mas as autoridades do enclave espanhol indicaram que eram 60 mil.

  • Sindicato alerta que único oficial de ligação da AIMA junta Espanha e Marrocos

    O Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) considerou hoje “incompreensível e profundamente irresponsável” que Portugal tenha apenas um oficial de ligação da AIMA, reconduzido num posto que acumula Espanha e Marrocos, que atravessam uma crise migratória.

    Numa nota hoje divulgada, o STM alerta para “a gravidade da situação migratória que se vive em Ceuta”, devido a vagas de imigrantes provenientes de Marrocos, afirmando que este é “um exemplo claro do que acontece quando os Estados falham na antecipação e na presença técnica no terreno”.

    “A migração é um fenómeno estrutural que exige informação qualificada, análise contínua e mecanismos de prevenção robustos e a Europa, incluindo Portugal, continua a ignorar esta realidade”, afirma a estrutura sindical.

    O STM critica que o único Oficial de Ligação (OLI) da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) esteja reconduzido para um posto que acumula Espanha e Marrocos, “quando Marrocos justificaria um lugar autónomo”.

    “O OLI está sediado em Espanha e não no país onde a presença técnica é indispensável. Esta opção revela ausência de estratégia e desvalorização dos riscos migratórios. É uma escolha política. E é uma escolha errada”, frisa o sindicato.

  • Polícia espanhola teve de intervir em centro de asilo em Ceuta, após centenas de pessoas terem tentado entrar à força

    A polícia espanhola teve, esta noite, de se deslocar para o Centro de Abrigo Temporário de Imigrantes, em Ceuta, após centenas de pessoas de origem do Magreb e da África subsaariana terem tentado entrar à força no local.

    A notícia está a ser avançada pela agência de notícias Europa Press e citada na imprensa espanhola, que refere que cinco carros da polícia tiveram de se deslocar para o centro de asilo.

    Os trabalhadores tiveram de se abrigar, após os confrontos que tiveram lugar à porta do centro de asilo.

    A situação ainda não está totalmente controlada, mesmo que a polícia tenha conseguido afastar muitos dos imigrantes que tentavam entrar no centro de asilo.

  • Comissário europeu garante que nenhum imigrante chegou à Europa desde Ceuta

    O comissário para os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, assegurou, após uma conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, que “nenhuma pessoa” conseguiu chegar à Europa, após 60 mil imigrantes terem tentado entrar em Ceuta.

    José Manuel Albares também informou o comissário europeu que, “após vários esforços sustentados”, praticamente “todos os que entraram em Ceuta já regressaram”.

    “Vamos manter-nos em contacto com os ministros de toda a Europa”, salientou Magnes Brunner.

  • Imigrantes tentaram entrar em Melilla

    A fronteira de Melilla, outro território espanhol no Norte de África, também está a ser um foco de tensão entre Espanha e Marrocos.

    Segundo o El País, vários grupos de pessoas tentaram aproximar-se da fronteira entre Marrocos e Melilla, apesar de não terem tido “êxito”.

    As forças espanholas estão no terreno para tentar evitar outra vaga de imigração massiva, desta vez em Melilla.

  • "Praticamente todos os que entraram em Ceuta já voltaram a Marrocos", adianta MNE espanhol

    O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, deixou hoje a garantia de que “praticamente todos os que entraram em Ceuta já regressaram a Marrocos”.

    Além disso, o governante espanhol não deixou de criticar a decisão italiana em suspender os acordos de livre circulação. “Não é possível viajar de Ceuta e Melilla para a Península Ibérica sem se identificar na polícia.”

    Por isso, defendeu o ministro, a “integridade do Espaço Schengen está absolutamente garantida”. “Basta de confusão deliberada”, pediu José Manuel Albares.

  • Marrocos facilitou a entrada de imigrantes em Ceuta? "Não vamos entrar em especulações", pede Rangel

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, indicou que “não quer entrar em especulação” sobre “teorias imaginativas” de que Marrocos facilitou a entrada de imigrantes em Ceuta, como avançaram fontes dos serviços secretos ocidentais ao Telegraph.

    Para Paulo Rangel, quem tem de ter o controlo das fronteiras “tem de ser a União Europeia” — e com “rigor”.

    À Rádio Observador, o ministro lembrou que houve uma “imediata intervenção de Marrocos” e que “dispõe de imensas forças que mobilizou para as fronteiras de Ceuta”. “Aceitou receber todos os imigrantes sem exceção”, observou ainda.

  • Seguro: situação está "controlada", suspender Schengen seria "negativo"

    Em declarações aos jornalistas, António José Seguro diz que acompanha as medidas anunciadas pelo Governo e que “não há necessidade de outro tipo de decisões” em relação ao espaço Schengen. “Traria consequências negativas para a economia, a vida das pessoas, há muitas trocas comerciais entre Portugal e Espanha. A situação está controlada, pela informação que o Governo me deu”.

    “Precisamos de regular a imigração, este deve ser um momento de união na Europa. A defesa das nossas fronteiras não é incompatível com a dignidade humana”, acrescenta.

  • Crise "grave" está a ser "resolvida com prontidão". Rangel afasta acionamento do mecanismo de solidariedade da UE

    Paulo Rangel acredita que esta crise “grave” está a ser “resolvida com prontidão” e que quer Marrocos, quer Espanha estão a tentar resolver o problema.

    Questionado na Rádio Observador sobre se vai ser ativado o mecanismo de solidariedade da União para o pacto e imgiração e asilo, Paulo Rangel diz que é muito provável não. E o governante explica: “Nenhum destes imigrantes vai ter o processamento que é o processamento normal”.

    “Todos eles são devolvidos”, esclareceu, ainda que tenha descrito esta crise migratória como “muito grave”.

    “Obrigou a fechar todos os negócios, porque evidentemente uma cidade de 80 mil pessoas não pode receber 60 mil pessoas em dois e três dias. Torna impossível a vida da própria cidade”, notou Paulo Rangel.

  • Rangel: apesar de situação estar "controlada", não pode haver "relaxamento nos controlos"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, foi questionado sobre o reforço das fronteiras anunciado por Luís Montenegro.

    À Rádio Observador, Paulo Rangel indicou que não pode haver “relaxamento nos controlos”, apesar de a situação estar mais controlada. Assim, Portugal foi “um dos primeiros a anunciar que as nossas polícias — GNR e a Polícia Marítima — estão em perfeita comunicação com as autoridades espanholas”.

    Paulo Rangel garante que as autoridades espanholas “deram muita informação” a Portugal e que a diplomacia portuguesa esteve em contacto com a diplomacia marroquina.

    “Sinceramente, neste caso, não há um risco efetivo estes migrantes passarem a fronteira em Ceuta virem para continenete europeu”, sublinhou Paulo Rangel, acrescentando que “não há nenhuma saída de Ceuta seja por ar, seja por terreno.

    “Não há nenhuma possibilidade de estas pessoas virem para o continente europeu”, destacou, que referiu que a situação “não deixa de ser muito grave”.

    Paulo Rangel adiantou ainda que haverá várias reuniões na União Europeia para discutir a questão.

  • França anuncia que vai quintuplicar agentes na fronteira com Espanha, assim como vai reforçar vigilância por drones

    O ministro da Administração Interna francês, Laurent Núñez, indicou que já foram destacados reforços para a fronteira com Espanha.

    A partir de hoje, o reforço já foi triplicado, mas, a partir de amanhã, o “número será quintuplicado, totalizando 334 agentes da polícia, além do efetivo habitual”. Na fronteira, também haverá mais drones.

    “Os recursos de vigilância aérea também serão reforçados com o destacamento de três aeronaves”, sinalizou Laurent Núñez.

    Além disso, França vai reforçar o patrulhamento na ferrovia, ao “longo do eixo franco-espanhol”.

  • Autoridades de Ceuta tiveram de encontrar segundo espaço para manter corpos. Maioria dos mortos tem entre 20 e 35 anos

    A agência Efe está a avançar que as autoridades de Ceuta tiveram de encontrar um segundo espaço para manter os corpos das 57 vítimas mortais que foram encontradas na costa.

    O elevado número de vítimas mortais levou a que tivesse de se arranjar outro espaço.

    Segundo algumas fontes à agência Efe, a maioria dos mortos são jovens entre os 20 e os 35 anos, havendo pelo menos uma mulher entre as vítimas mortais.

  • Comissão Europeia manda recado a Itália: controlos das fronteiras devem ser um "último recurso"

    A Comissão Europeia recordou hoje, numa resposta citada pela Europa Press, que o controlo de fronteiras é um “último recurso” — e que apenas deve ser aplicada em situações excecionais e temporárias.

  • Grupo de dezenas de migrantes consegue escapar a cordão de segurança e entra em Ceuta

    A Guardia Civil deu ordens para recuar, tanto aos agentes da polícia como ao Exército, e dezenas de marroquinos conseguiram escapar do cordão de segurança que estava a ser feito e conseguiram entrar no enclave.

    *Em Ceuta

  • Meloni defende suspensão de acordos de livre circulação com Espanha: "Só vai estar em vigor o tempo necessário"

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, publicou no X uma nota em que confirma que o Governo de Itália decidiu “suspender temporariamente a livre circulação marítima e aérea” com Espanha, reintroduzindo controlos fronteiriços.

    “Isto é uma medida extraordinária, adotada para salvaguardar a segurança nacional e para prevenir possíveis repercussões para a nossa nação”, destacou Giorgia Meloni, numa nota no X.

    A líder do Executivo italiano assegurou que a medida estará em vigor “apenas o tempo necessário” e não vai ter impactos “nos fluxos turísticos” de verão.

    “Itália está pronta para apoiar as instituições espanholas”, disse Girogia Meloni.

  • Afinal, controlos na fronteira em Itália de quem vem de Espanha não vão afetar cidadãos europeus — e serão aleatórios

    Itália esclareceu hoje, após ter suspenso o acordo de livre circulação com Espanha, os contornos de como funcionará o controlo nas fronteiras.

    Segundo a imprensa espanhola, os controlos aeroportuários e portuários serão aleatórios e apenas afetarão turistas que chegam de Espanha e que não pertençam à União Europeia (UE).

    “O restabelecimento dos controlos de acesso nas fronteiras aéreas e marítimas com Espanha não levará a nenhuma mudança para os viajantes espanhóis ou europeus até Itália, que seguirão a poder entrar no nosso país, como sempre, sem nenhum trâmite adicional”, lê-se num esclarecimento do Governo italiano.

  • Montenegro: situação em Ceuta é "grave", mas recusa histerismo: "Há mecanismos para a repor"

    Luís Montenegro defende que o Governo tem uma política “humanista”, mas com “maior regulação”, após uma situação que diz ter estado “desregulada”.

    Para Luís Montenegro, é necessário ter “realismo” e não entrar em histerismo. “Não significa desvalorizar nem diminuir a gravidade. Há mecanismo para de forma controlada repor a situação.”

    Questionado sobre se estava a criticar o Chega e a suspensão do espaço Schengen como sugeriu André Ventura, o primeiro-ministro respondeu que não “estava a falar para ninguém”.

    “Há situação é grave, é normal haver apreensão”, reconheceu Luís Montenegro, que recusou novamente um cenário de histerismo.

  • Montenegro anuncia reforço do controlo fronteiriço terrestre e marítimo no sul de Portugal

    Luís Montenegro acaba de anunciar que haverá um reforço “do controlo fronteiriço terrestre e marítmo” no sul de Portugal.

    Em Vila do Conde, em declarações transmitidas pelas televisões, o primeiro-ministro prometeu um reforça da “presença das forças de autoridades”.

    Questionado sobre o encerramento do Espaço Schengen, Luís Montenegro acredita que “não há razões para podermos tomar medidas da suspensão as regras do espaço Schengen”.

    Além disso, Luís Montenegro lamentou “profundamente” o que se passa em Ceuta. “Continua a perder-se vidas” num entrada “desregulada” de imigrantes na Europa e no Espaço Schengen.

1 de 5