Momentos-chave
- Em Marrocos, somam-se denúncias de desaparecimento de familiares
- Montenegro apoia iniciativa espanhola de reunir conselho da União Europeia de ministros do Interior
- Autoridades detém duas pessoas que estavam a transportar 13 migrantes num barco e numa mota de água a partir de Ceuta
- ONGs marroquinas calculam que pelo menos 100 mil pessoas tenham tentado atravessar fronteira e acusam Rabat de usar migrações como arma
- Sindicato Médico alerta para "catástrofe de saúde pública" em Ceuta após afluxo de pacientes
- Felipe VI demonstra "indignação" pelos "graves acontecimentos" em Ceuta e insta o Estado espanhol a "evitar que tal se repita"
- Líder do Vox vai a Ceuta este domingo
- Ministros do Interior da UE reúnem a 4 de agosto
- Ceuta mostra "urgência de uma resposta europeia à imigração ilegal", diz Meloni
- Itália já controla passageiros que chegam de Espanha
- Ministro do Interior francês recusa suspender participação de Espanha no espaço Schengen
- Líder do PP, Alberto Núñez Feijóo: "Temos o direito de ser informados sobre se o Governo sabia da invasão e por que motivo não atuou"
- Von der Leyen: O sistema migratório europeu "tem de ser fortalecido"
- 12 imigrantes hospitalizados em Ceuta, entre os quais dois recém-nascidos
- 22 países da UE, liderados por Itália e Dinamarca, pedem uma reunião extraordinária para coordenar as fronteiras externas da União
- Líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, chega a Ceuta
- Ministro do Interior espanhol: "Todos aqueles que entraram de forma ilegal, perceberam que assim não se entra em Espanha"
- Ceuta acordou diferente: há bóia no mar para impedir passagem de migrantes, praia está limpa e lojas estão abertas
- Ministro do Interior espanhol: "Normalidade está a ser alcançada" apesar da vontade "egoísta antissolidária e irresponsável" de países da UE
- Marrocos devolve migrantes aos locais de origem em autocarros
- Sánchez critica "reação egoísta, polarizadora e ilegal" dos estados-membros da UE e pede reunião com ministros da Administração Interna
- Começaram a ser instaladas barreiras de contenção na fronteira de Tarajal
- Número de mortos sobe para 67
- Polícia Marítima e Marinha reforçam controlo da fronteira no Algarve
Histórico de atualizações
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Em Marrocos, somam-se denúncias de desaparecimento de familiares
Várias pessoas em Marrocos fizeram denúncias sobre familiares desaparecidos desde a entrada massiva de pessoas a 30 de julho.
Segundo o jornal ABC, somam-se os contactos com os meios de comunicação e as partilhas de imagens de desaparecidos nas redes sociais. A agência noticiosa Efe detalha que a polícia marroquina aconselhou as pessoas a formalizar as denúncias para comparar os dados com a informação sobre os 67 cadáveres encontrados até agora.
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Montenegro apoia iniciativa espanhola de reunir conselho da União Europeia de ministros do Interior
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, recorreu à rede social X para apoiar publicamente a iniciativa espanhola de pedir uma reunião dos ministros do Interior acerca da crise migratória.
Apoiamos a realização de um conselho da UE de ministros do interior para tratar da grave crise migratória em Ceuta. A nossa política rigorosa de regulação e humanismo, no acolhimento e no retorno, e a cooperação e acompanhamento permanente nos países de origem são o caminho certo…
— Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) August 1, 2026
“Apoiamos a realização de um conselho da UE de ministros do Interior para tratar da grave crise migratória em Ceuta. A nossa política rigorosa de regulação e humanismo, no acolhimento e no retorno, e a cooperação e acompanhamento permanente nos países de origem são o caminho certo na gestão da imigração”, lê-se na publicação.
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Autoridades detém duas pessoas que estavam a transportar 13 migrantes num barco e numa mota de água a partir de Ceuta
O ABC adianta que a Guardia Civil de Ceuta intercetou e deteve duas pessoas quando estas tentavam atravessar as águas do Estreito de Gibraltar trazendo consigo 13 marroquinos.
Um dos suspeitos foi detido enquanto carregava 11 migrantes a bordo, ao passo que o outro trazia mais dois numa mota de água. Os 13 cidadãos de origem marroquina terão alegadamente entrado em Ceuta durante a entrada em massa desta quinta-feira.
Segundo o ABC, os dois detidos serão apresentados à justiça por alegados crimes contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, ao passo que os 13 marroquinos intercetados vão ser devolvidos ao seu país de origem.
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ONGs marroquinas calculam que pelo menos 100 mil pessoas tenham tentado atravessar fronteira e acusam Rabat de usar migrações como arma
Duas organizações marroquinas de direitos humanos emitiram comunicados hoje em que apelam à abertura de investigações independentes quanto à crise migratória dos últimos dois dias, apontando o dedo ao poder político de Marrocos.
Em comunicado, o Observatório do Norte dos Direitos Humanos em Marrocos diz ter detetado, nos dias que antecederam este incidente, uma intensa divulgação nas redes sociais de apelos para que as pessoas se dirigissem a Ceuta.
Este mesmo órgão afirma que os apelos foram feitos a partir de contas de origem pouco clara e cujas mensagens poderão ter sido amplificadas de forma artificial.
O Observatório estima também, com base em avaliações preliminares, que pelo menos 100 mil pessoas provenientes de diferentes regiões de Marrocos tentaram atravessar a fronteira, das quais 60 mil o fizeram com sucesso.
Esta organização realça ainda a inação das forças de segurança marroquinas para impedir este êxodo e a falta de reforço de efetivos numa altura em que o número de potenciais migrantes continuava a avolumar-se.
O Observatório pede neste comunicado que se abra uma “investigação independente, séria e transparente” ao sucedido, não deixando de frisar que o fenómeno migratório tem vindo a ser alimentado pela incapacidade do governo marroquino em responder às necessidades da população. E, mais ainda, alerta que a migração irregular não pode tornar-se um instrumento de instrumentalização política, diplomática ou de segurança.
Outra organização, a Associação Marroquina dos Direitos Humanos, lançou também um comunicado este sábado no qual expressa que esta crise “reflete o bloqueio do horizonte social” no país e evidencia a incapacidade do Estado marroquino de garantir “o mínimo de dignidade humana” à população.
Para a ONG, estes acontecimentos refletem “uma profunda crise estrutural” em Marrocos e são “o culminar de décadas de marginalização social e económica” no norte do país.
Esta mesma associação também acusa Rabat de instrumentalizar a migração para fins políticos, considerando que criou “as condições catastróficas que levaram a esse deslocamento em massa, semelhante ao que acontece em zonas de guerra e conflitos armados” e exige a abertura de uma investigação “séria e independente”.
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Polícia espanhola prende migrante que esfaqueou outro em Ceuta
De acordo com o El País, as autoridades espanholas prenderam esta manhã um migrante marroquino suspeito de de ter esfaqueado outro migrante na noite de sexta-feira após uma discussão.
A detenção decorreu numa praia em Ceuta, confirmaram fontes policiais ao jornal, sendo que o suspeito tentou fugir depois de ter sido identificado pelos agentes. Uma busca aos seus pertences revelou entretanto a faca usada no ataque.
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Sindicato Médico alerta para "catástrofe de saúde pública" em Ceuta após afluxo de pacientes
O Sindicato Médico de Ceuta avisou este sábado que a cidade enfrenta uma “verdadeira catástrofe sanitária” nas próximas horas devido à chegada massiva de migrantes marroquinos ao território.
De acordo com o SMC, citado pelo El Mundo, a “escala” das entradas provocou o “colapso” dos serviços públicos, já que, numa cidade com pouco mais de 84 mil habitantes, a entrada de cerca de 60 mil pessoas num único dia representa um aumento equivalente a quase 70% da população.
Esta afluxo criou assim uma “pressão impossível de ser absorvida por qualquer sistema de saúde sem planeamento extraordinário nem recursos suficientes”, explica o sindicato, que acusa o Estado espanhol de ter permitido que os profissionais de saúde trabalhassem durante horas “em condições próprias da medicina de catástrofes”.
Para o SMC, apesar do caráter repentino da entrada de migrantes em Ceuta, esta situação não pode ser qualificada como “imprevisível”, dado outros casos prévios. Além disso, colocou em evidência “a vulnerabilidade do sistema de saúde” e a falta de recursos disponíveis para fazer face a uma situação destas características.
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Felipe VI demonstra "indignação" pelos "graves acontecimentos" em Ceuta e insta o Estado espanhol a "evitar que tal se repita"
O Rei de Espanha, Felipe VI, reagiu esta tarde aos acontecimentos dos últimos dois dias referentes à crise migratória causada pela entrada ilegal de milhares de cidadãos marroquinos no país.
Em comunicado divulgado pelo departamento de comunicação do Palácio da Zarzuela, o monarca afirma ter acompanhado “com grande preocupação e indignação” os “graves acontecimentos” dos últimos dias.
Felipe VI diz também ter estado em contato com os presidentes de Ceuta e Melilla, assim como com o presidente do Governo espanhol e o líder da oposição, tendo-lhes transmitido “palavras de encorajamento e força”.
Ainda assim, o Rei não quis deixar de frisar ser “necessário adotar todas as medidas que transmitam, de forma unida, clara e decisiva, ao povo de Ceuta e Melilla o apoio e o carinho do resto de Espanha.
Felipe VI lembrou ainda ao Governo que “o Estado deve zelar pela segurança” destas duas cidades e “impedir que estes acontecimentos — que, além disso, se traduziram numa triste e trágica perda de dezenas de vidas — voltem a repetir-se”.
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Autoridades espanholas já colocaram as barreiras pneumáticas em Ceuta
Estas barreiras, com 500 metros de comprimento, têm uma parte submersa que atinge um metro de profundidade, sendo colocadas com o propósito de impedir futuras passagens ilegais de migrantes marroquinos para o estado espanhol.
Las barreras de contención en Ceuta: 500 metros de longitud, con una parte sumergida de hasta un metro de profundidad https://t.co/4gh0Sqd290 pic.twitter.com/QBKL1Xv0L4
— EL PAÍS (@el_pais) August 1, 2026
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Líder do Vox vai a Ceuta este domingo
Santiago Abascal, o presidente do partido de direita radical Vox, tem previsto viajar este domingo para Ceuta, avança o El País.
Abascal tinha programada uma viagem à Colômbia na próxima semana para assistir à tomada de posse do novo presidente do país, mas cancelou os planos para focar-se nesta crise interna.
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Trump reitera reconhecimento da soberania de Marrocos sobre Saara Ocidental
O Presidente norte-americano reiterou o reconhecimento da soberania de Marrocos sobre o Saara Ocidental. Trump diz que proposta marroquina é de “uma autonomia séria, credível e realista”.
Trump reitera reconhecimento da soberania de Marrocos sobre Saara Ocidental
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Ministros do Interior da UE reúnem a 4 de agosto
Os ministros do Interior (em Portugal, Administração Interna) da União Europeia vão reunir-se na próxima terça-feira, 4 de agosto. Segundo o jornal El País, o encontro sobre a crise migratória será via videoconferência e acontece a pedido de Espanha.
Espanha enviou uma carta à presidência do Conselho da União Europeia — cuja presidência rotativa está a cargo da Irlanda —, à presidente da Comissão Europeia e ao presidente do Conselho Europeu.
As Presidency holders, Ireland will convene a meeting on Tuesday of the EU Justice and Home Affairs Council, chaired by @OCallaghanJim, to discuss developments in Ceuta.
We remain in close contact with all member states and the institutions and continue to monitor the situation.
— Micheál Martin (@MichealMartinTD) August 1, 2026
O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, confirmou entretanto a marcação desta reunião “para discutir os desenvolvimentos em Ceuta”. “Mantemos contato próximo com todos os Estados-membros e as instituições e continuamos a monitorizar a situação”, garantiu.
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Presidente da Câmara de Ceuta: Cidade "ainda não regressou à normalidade" após um dos momentos "mais críticos e duros" da cidade
O autarca de Ceuta, Juan Jesús Vivas, afirmou na manhã deste sábado que a cidade autónoma que preside ainda não recuperou a normalidade, após sofrer uma invasão de mais de 60.000 imigrantes marroquinos e subsaarianos.
Num discurso proferido ao lado de Alberto Núñez Feijóo, líder da oposição espanhola, Vivas afirmou que o reencaminhamento dos migrantes para os locais de origem está a acontecer com “notável intensidade”.
“Apesar disso, Ceuta não regressou à normalidade”, destacou o dirigente, citado pelo El País, recordando que “vários milhares de pessoas” permanecem irregularmente no enclave espanhol.
“Em Ceuta continua um clima e um ambiente anímico entre a população marcados pela inquietude e preocupação” concluiu o autarca, que classificou o episódio desta semana como um dos momentos “mais críticos e duros” da história recente da cidade.
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Guardia civil resgata corpos ao largo de Ceuta: "O fundo está cheio de mortos"
Com 67 óbitos declarados até à data, os agentes do serviço marítimo da Guardia Civil e os mergulhadores do Grupo Especial de Atividades Subaquáticas procuram detetar e extrair os cadáveres acumulados no fundo do mar que banha a cidade autónoma de Ceuta.
“O fundo está cheio de mortos”, lamenta uma fonte policial, citada pelo El País. Com dezenas de corpos retirados, que totalizam as 67 vítimas mortais já identificadas, as autoridades competentes continuam a levar a cabo as operações de recuperação dos defuntos.
Do outro lado da fronteira, os agentes marroquinos também recuperam as vítimas mortais submersas, avança o El País.
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Ceuta mostra "urgência de uma resposta europeia à imigração ilegal", diz Meloni
A primeira-ministra italiana justifica a carta enviada este sábado a Bruxelas com “a urgência de uma resposta europeia à imigração ilegal”, o que para Giorgia Meloni ficou demonstrado com as “imagens que chegaram de Ceuta”.
A missiva, diz Meloni, “apela a uma ação comum para reforçar as fronteiras externas, combater a imigração irregular, lutar contra os traficantes de seres humanos, tornar os repatriamentos mais eficazes e eliminar todos os fatores que possam incentivar novas entradas ilegais”.
A primeira-ministra de Itália afirma que a posição que o país “defende há muito tempo é hoje partilhada por um número cada vez maior de nações europeias”.
“A defesa das fronteiras externas da União não é do interesse de uma única nação. É uma responsabilidade comum da Europa”, conclui.
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Itália já controla passageiros que chegam de Espanha
Em Itália já estão a ser aplicados, em aeroportos e portos marítimos, controlos aleatórios a passageiros provenientes de Espanha. Isto depois de Itália ter suspendido provisoriamente os acordos de livre circulação da UE com Espanha.
Segundo relatos da imprensa espanhola, a polícia italiana está a exigir documentos de identificação aos passageiros que vêm de Espanha, para verificar a sua nacionalidade.
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Ministro do Interior francês recusa suspender participação de Espanha no espaço Schengen
O ministro francês do Interior, Laurent Núñez, afirmou este sábado que não vê razão para suspender a participação de Espanha no espaço Schengen.
Em declarações prestadas aos jornalistas, com quem falava sobre os incêndios em França, o governante elogiou a política migratória do país vizinho e destacou a importância de aplicar ao máximo o pacto de asilo e imigração, em vigor na UE desde o passado dia 2 de junho.
Sobre a retirada de Espanha do espaço Schengen, Núñez foi categórico: “De todo”. “Temos uma cooperação com Espanha que é importante”, concluiu,citado pela agência Efe.
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Líder do PP, Alberto Núñez Feijóo: "Temos o direito de ser informados sobre se o Governo sabia da invasão e por que motivo não atuou"
O líder do partido de oposição espanhol, Alberto Núñez Feijóo, criticou a resposta “tardia e insuficiente” do Governo do país, no rescaldo da entrada descontrolada de migrantes em Ceuta que começou na passada quinta-feira.
Ao lado do autarca da cidade autónoma, Juan Jesús Vivas, também do Partido Popular, Feijóo destacou a imagem “lamentável” que a crise migratória em Ceuta ofereceu de Espanha. O político, citado pelo El Mundo, comprometeu-se a devolver à nação o estatuto de “país seguro”, reforçando que “a integridade territorial de Espanha não se negoceia, defende-se”.
O líder da oposição exigiu ainda saber “o que falhou” e se o Governo de Pedro Sánchez tinha dados sobre a “ocupação premeditada e sem precedentes” que aconteceu no enclave do país em África.
“Temos o direito de ser informados sobre se o Governo sabia da invasão e por que motivo não atuou”, concluiu.
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Von der Leyen: O sistema migratório europeu "tem de ser fortalecido"
Ursula von der Leyen destacou que “a maioria daqueles que chegaram ilegalmente [a Espanha] já regressaram a Marrocos, devido ao trabalho de aplicação da lei” efetuado pelas autoridades dos dois países.
I held a conference call with Commissioners @magnusbrunner and @dubravkasuica for an update on the situation in Ceuta.
The good news is that the vast majority of those who arrived illegally have returned to Morocco, due to the effective work of Spanish and Moroccan law…
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) August 1, 2026
Numa publicação na rede social X, a presidente da Comissão Europeia afirmou que “nenhuma pessoa chegou ao território europeu de Espanha ou à restante UE”, evidência de que “o controlo das fronteiras europeias é importante”.
“Temos um sistema forte a funcionar”, alegou a dirigente, “mas precisa de ser fortalecido“. Von der Leyen enfatizou que é essencial manter a vigilância nos pontos de acesso à União, sempre em coordenação com as autoridades relevantes. “Ao mesmo tempo, precisamos de aprender as lições [deste episódio] para melhorar a resiliência europeia”, continuou.
A presidente da Comissão Europeia elogiou a realização de uma videochamada extraordinária — como Espanha e outros países europeus já pediram — no rescaldo dos acontecimentos em Ceuta.
“Combater a imigração ilegal exige solidariedade e uma resposta unida da Europa”, concluiu von der Leyen.
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12 imigrantes hospitalizados em Ceuta, entre os quais dois recém-nascidos
O Hospital Universitário de Ceuta e os centros de saúde locais atenderam 613 pessoas desde que teve início a crise migratória na cidade autónoma, das quais 12 permaneceram hospitalizadas. Entre os pacientes internados, dois são recém-nascido. Nenhum doente apresenta sintomas graves.
Dos 12 imigrantes mantidos sob assistência médica, um ficou na unidade de cuidados intensivos, outro no serviço de pediatria, dois em obstetrícia e dois em neonatologia — os recém-nascidos já elencados, um casal de gémeos que nasceram na cidade espanhola. Para além destes, um paciente ingressou na unidade de traumatologia, enquanto os restantes cinco permaneceram na área de observação das urgâncias.
Para além das 67 mortes por afogamento registadas no mar, segundo informações da agência Efe, os centros hospitalares não avançaram qualquer óbito nas respetivas instalações.