Histórico de atualizações
  • Encerramos aqui este liveblog sobre a situação política nacional. Pode seguir todos os desenvolvimentos informativos da atualidade política desta terça-feira nesta nova ligação.

    Obrigado pela sua companhia.

  • PS/Madeira convoca eleições internas depois das autárquicas e Cafôfo não se recandidata

    O presidente do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, vai convocar eleições na estrutura regional do partido após as autárquicas deste ano, às quais não será recandidato, indicou hoje o socialista.

    “Este meu ciclo político acabou”, afirmou Paulo Cafôfo, em declarações aos jornalistas na sede do PS/Madeira, no Funchal, onde decorre uma reunião da Comissão Regional do partido para analisar a situação política.

    O socialista adiantou que vai desencadear um processo interno de novas eleições, às quais não será recandidato, “abrindo espaço para uma reflexão, para que surjam outros candidatos e outras candidatas que possam, numa revisão estratégica, alimentar a esperança e construir um projeto para a região”.

    Paulo Cafôfo disse não sair antes das autárquicas de setembro ou outubro para não perturbar esse processo eleitoral, nomeadamente de escolha de candidatos, que atrasou devido às eleições regionais antecipadas do passado mês de março.

    “A nível nacional esse processo está concluído, aqui na região não está. E julgo que seria mau para o Partido Socialista, se abrisse já um processo interno, na perspetiva de existirem diversos candidatos, que julgo que vão existir, e que isso, no momento em que estamos a escolher pessoas para as listas em cada um dos concelhos, ser embrulhado […] neste processo de eleições internas”, defendeu.

    “O Partido Socialista não teve os resultados que desejaria, nem a nível regional, nem a nível nacional. Vivemos tempos difíceis e complicados para o socialismo democrático, para os valores de quem é socialista, de quem acredita na democracia, de quem acredita que a política serve para servir as pessoas”, reconheceu Paulo Cafôfo.

  • Ex-cabeça de lista do PAN por Viseu demite-se da direção por divergências com a liderança

    A cabeça de lista do PAN por Viseu nas eleições legislativas de 2024, Carolina Pia, demitiu-se da comissão política nacional do partido, em divergência com a direção, na quarta saída dos órgãos dirigentes desde as eleições de dia 18.

    A informação da saída de Carolina Pia foi confirmada pela própria à Lusa, que optou por não acrescentar detalhes.

    Questionada pela Lusa, a direção do PAN confirmou a saída e relacionou-a com um inquérito interno motivado pela não apresentação de candidatura do PAN às legislativas de 2025, cuja responsabilidade era de Carolina Pia.

    “A ausência desta candidatura representou um prejuízo significativo para o partido, não apenas do ponto de vista institucional e logístico, mas também no plano político, penalizando a nossa representação e capacidade de mobilização local”, diz a direção do partido numa resposta enviada à Lusa.

    Confrontada com esta justificação, Carolina Pia, que tinha optado por não comentar a sua demissão num primeiro momento, rejeitou qualquer relação entre o inquérito interno e o seu afastamento, esclarecendo que apenas adiou a sua saída até sábado para perceber se existia “espaço de escuta” dentro do partido.

    Carolina Pia era responsável pela distrital do partido em Viseu e anunciou a sua decisão no passado sábado, no mesmo dia em que o PAN reuniu a sua comissão política nacional em Coimbra, na Escola Superior Agrária.

  • Marcelo ouve PSD, PS e Chega na quinta e quer indigitar "logo que possa" o primeiro-ministro

    O Presidente da República anunciou hoje que irá ouvir novamente o PSD, o PS e o Chega na tarde de quinta-feira e quer indigitar o primeiro-ministro, se possível, logo nesse dia.

    “Vou ouvir primeiro os três partidos. Se eu tiver condições para logo nesse dia fazer sair uma nota de indigitação, faço”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta aos jornalistas, à saída do Convento do Beato, em Lisboa.

    Questionado se tenciona receber José Luís Carneiro, candidato a secretário-geral do PS, o chefe de Estado respondeu: “Eu vou falar com a delegação que vier do PS, quem escolhe são eles”.

    Quanto às novas audiências aos três maiores partidos com assento parlamentar, o Presidente da República referiu que o calendário “já está definido” e irá recebê-los às 15:00, 16:00 e 17:00 de quinta-feira, dia seguinte ao apuramento dos resultados dos círculos da emigração.

    “A ideia é que logo que possa indigitarei [o primeiro-ministro]”, acrescentou.

  • Legislativas. Chegaram a Portugal 18,77% dos votos dos emigrantes

    Até sexta-feira tinham chegado a Portugal 296.283 cartas com os boletins de voto dos portugueses residentes no estrangeiro, o que representa 18,77% dos eleitores inscritos para as legislativas.

    Legislativas. Chegaram a Portugal 18,77% dos votos dos emigrantes

  • Ferreira Leite dá força a Marques Mendes a três dias de PSD formalizar apoio ao ex-líder para Belém

    Apoio de ex-líder do PSD surge na semana em que PSD vai fechar apoio a Mendes no Conselho Nacional. Reunião do PSD começa duas horas depois da sessão de apresentação de Gouveia e Melo.

    Ferreira Leite dá força a Marques Mendes a três dias de PSD formalizar apoio ao ex-líder para Belém

  • Marques Mendes elogia postura de Carneiro que abre porta a Governo de quatro anos

    O candidato presidencial Luís Marques Mendes elogiou hoje a postura de José Luís Carneiro, que manifestou abertura a entendimentos com a AD, salientando que isso pode permitir que haja um “Governo de legislatura” e que se façam reformas.

    Em declarações aos jornalistas antes de um almoço com empresários num hotel na baixa de Lisboa, Marques Mendes elogiou as declarações do candidato à liderança do PS, José Luís Carneiro, que, este sábado, se comprometeu com uma “solução de unidade na diversidade” com a AD e garantiu que “tudo fará para contribuir para a estabilidade política do país”.

    “Isto é novo na política portuguesa nos últimos anos e nós devemos valorizar isto, porque isto vai mudar profundamente a situação”, realçou Luís Marques Mendes, que frisou que, devido à postura de José Luís Carneiro, o país pode ter estabilidade, “o que é bom, sobretudo para atrair investimento”.

    “Podemos ter um Governo de legislatura, o que é normal — é isso que manda a Constituição — podemos ter abertura para fazer pontes entre quem é Governo e quem é oposição, que é aquilo que, como sabem, eu tenho vindo a defender há quatro meses”, referiu, acrescentando ainda que entendimentos entre PS e AD vão permitir “ultrapassar alguns conflitos e bloqueios que existem para se fazer algumas reformas”.

    O candidato presidencial elogiou José Luís Carneiro por ter dado “sinal muito, muito importante a favor da estabilidade do país” e deixou uma crítica implícita ao ex-secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, frisando que o partido tinha, até agora, “uma posição muito fechada” em relação a acordos com a AD.

    “Passou a ter uma posição mais aberta. Tinha uma posição muito reticente relativamente a entendimentos com o Governo e mudou de posição. E esta é que é uma mudança nova na sociedade portuguesa e é muito importante”, reforçou.

    Interrogado se esta nova postura de José Luís Carneiro deve levar a AD a prescindir de entendimentos com o Chega, Marques Mendes disse considerar que o Governo “deve dialogar no parlamento com os dois maiores partidos, quer o PS, quer o Chega”.

    “O diálogo no quadro parlamentar pode e deve ser com mais do que um partido. (…) Agora, compete ao Governo e aos outros partidos saber que matérias querem negociar, não sou eu que vou dizê-lo”, indicou.

    Sobre se considera que o diálogo entre a AD com o Chega deve incluir também uma eventual revisão constitucional, Marques Mendes não quis pronunciar-se sobre a matéria, frisando que alterações à Constituição são matérias exclusivas da Assembleia da República e não recaem no âmbito de ação do Presidente da República, cargo ao qual se candidata.

    “Portanto, deixo aos partidos o decidirem se querem avançar ou não querem avançar, se vão fazer negociação ou não vão fazer negociação. Isso depende dos partidos”, indicou.

    A poucos dias de o almirante Henrique Gouveia e Melo apresentar a sua candidatura presidencial, esta quinta-feira, Marques Mendes não quis comentar, frisando apenas que dá as boas-vindas ao almirante e o saúda de “forma muito democrática”.

    Sobre o apoio do PSD à sua candidatura, que será votado esta quinta-feira em Conselho Nacional, Marques Mendes disse que, se for concretizado, ficará satisfeito, e aproveitou para deixar uma ‘farpa’ a Gouveia e Melo, que se candidata como independente, sem o apoio de um partido.

    “O país teve até hoje cinco presidentes da República — cinco, incluindo o atual — e todos tiveram o apoio dos partidos. Todos, sem exceção, incluindo o general Ramalho Eanes, que era militar e teve apoio de três partidos. Portanto, é natural os candidato surgirem por si, terem a sua independência, mas também terem apoio dos partidos, porque os partidos são os esteios fundamentais”, destacou.

  • Sofia Pereira: "Qualquer um estará capacitado para liderar o PS"

    Sofia Pereira, secretária-geral da JS, considera que não há “líderes de transição”, assim como não é momento para rever a Constituição. Ainda, o PS perdeu “demasiados” deputados para o Chega.

    Ouça aqui a “Comissão de Inquérito”

    Sofia Pereira: “Qualquer um estará capacitado para liderar o PS”

  • Luís Canelas pede desculpa por PS ter desiludido Espinho e quer corrigir erros

    O anunciado candidato socialista às eleições autárquicas de Espinho disse hoje que o PS tem falhado para com a população local e pediu “desculpa” por isso, propondo-se corrigir “erros do passado” e fazer melhor pelo desenvolvimento do concelho.

    Foi essa a principal nota da conferência de imprensa de Luís Canelas, que, sendo o atual líder da concelhia do PS, ocupou a vice-presidência dessa autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto até anunciar em fevereiro a sua candidatura à câmara e a atual presidente do executivo — que tomara posse em janeiro de 2023 após a renúncia de Miguel Reis no âmbito da investigação criminal Vórtex — lhe retirar os pelouros e a confiança política.

    Essa situação gerou polémica logo por altura do anúncio da candidatura, já que Maria Manuel Cruz contava ser a cabeça de lista do partido e disse que o processo de escolha de Canelas por parte do PS Nacional foi conduzido de “forma desrespeitosa e com falta de transparência e frontalidade”.

    A semana passada surgiram novas críticas à conduta socialista, já que a Comissão de Jurisdição da distrital do partido anulou a votação que indicou Canelas como candidato à Câmara, alegando que essa escolha não obteve o mínimo de 50% dos votos que o regulamento interno exige a eleições — após o que a concelhia contestou a decisão recorrendo à Jurisdição Nacional, por defender que o requisito dos 50% não se aplica à designação de candidatos, enquanto processo distinto do de eleições internas.

    Foi assim no seguimento de todas essas questões, e enquanto aguarda confirmação do seu nome ou a realização de nova votação local, que Luís Canelas afirmou esta manhã: “Assumo que o PS falhou nos últimos anos e não correspondeu às expectativas dos espinhenses. Não estou a apontar o dedo a ninguém, até porque eu fiz parte do processo e também estava lá, mas sinto-me no dever de pedir desculpa aos espinhenses pelas expectativas que não foram cumpridas nos últimos anos”.

    Contando que a decisão de jurisdição nacional do PS possa ser conhecida já na próxima semana, e confiante de que, mesmo em caso de resposta desfavorável, a repetição do processo voltará a confirmar o seu nome como cabeça de lista por Espinho, Canelas diz estar a trabalhar “tranquilamente” na definição da campanha eleitoral e na escolha da sua equipa.

    “Não me revejo nestes jogos políticos sujos, de ataques pessoais, de manchar a imagem”, declara. “A política atual não é a melhor, não é aquela com que eu concordo, e, depois destes quatro anos, parece que [os eleitos] se esquecem do que prometeram durante a campanha, mas eu não vou repetir os erros do passado”, promete.

    Canelas admite que possa vir a ser “criticado mais tarde” pelo seu pedido de desculpas e acusado de não ser “um candidato politicamente correto”, mas diz-se mais preocupado em “corrigir o que não foi bem feito, reafirmar os valores do PS e elaborar um projeto de desenvolvimento e qualidade de vida para os espinhenses, com uma equipa que esteja disposta a trabalhar” nesse sentido.

    Quanto ao processo disciplinar que a comissão local do PS instaurou ao militante cuja denúncia levou a que anulassem a votação que o apontou como candidato, Luís Canelas justifica essa medida: “Houve um processo disciplinar não por o militante ter levantado a questão, porque todos são livres de contestar, mas sim por ele ter tornado públicos assuntos internos do partido. Se eu proponho ter um partido unido, os nossos problemas têm que ser tratados dentro de casa”.

  • Custo com PPP sobe ao fim de três anos em queda graças ao Hospital de Cascais e o futuro Hospital de Todos-os-Santos

    Em 2024, os encargos públicos com parcerias público-privadas (PPP) voltaram a subir depois de três anos em queda. Segundo o Ministério das Finanças, citado no Diário de Notícias, a subida deve-se a duas PPP no setor da saúde: o Hospital de Cascais e o futuro Hospital de Todos-os-Santos (Lisboa Oriental), cuja construção arrancou no ano passado. Este último absorveu 28,3 milhões de euros em 2024, com apoio do PRR.

    A Conta Geral do Estado revela um aumento de 1,9% na despesa total com PPP, para 1,3 mil milhões de euros.

    “Para isto contribuiu significativamente o setor da Saúde, com um aumento de 65,2% dos encargos líquidos (mais 82,4 milhões de euros), mitigado pelo decréscimo de 5,1% registado no setor Rodoviário (menos 55,5 milhões de euros)”, refere a CGE.

  • Bom dia,

    Continuamos a acompanhar neste novo liveblog a atualidade política em Portugal. Obrigada por estar connosco.

1 de 1