Momentos-chave
- Ventura ataca Marques Mendes: "Representa o pior que o sistema tem"
- Ventura diz que é "menos provável" candidatar-se à presidência e não descarta apoiar Gouveia e Melo
- "Vamos ver se posso quinta-feira." Marcelo admite indigitar primeiro-ministro dia 29
- Fitch avisa que o Chega pode criar pressão para um aumento da despesa em Portugal
- Carneiro rejeita CPI à Spinumviva e "respeita" decisão de César sobre autarca de Vizela
- Carneiro pede que PSD "estabeleça PS como parceiro nas questões de regime", Constituição incluída
- Mais de 296 mil votos de emigrantes deram entrada até segunda-feira para serem contados
- Votos dos emigrantes portugueses começam a ser contados esta terça-feira na FIL
Histórico de atualizações
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Bom dia!
Encerramos aqui este artigo em direto que acompanhou, em permanência, a atualidade política em Portugal durante esta terça-feira.
Pode ler neste outro artigo todas as novidades ao longo desta quarta-feira, dia em que se conhecem os resultados dos votos dos emigrantes nas legislativas de 18 de maio. Esses números ditarão qual o segundo partido com mais deputados: ou PS, ou Chega.
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Ventura ataca Marques Mendes: "Representa o pior que o sistema tem"
Na mesma entrevista, André Ventura deixou várias críticas a Luís Marques Mendes. “Na minha perspetiva, representa o pior que o sistema tem em termos de aparelhismo, carreirismo e em termos de ligações ao sistema central de interesses.”
Luís Marques Mendes “nunca será apoiado enquanto for presidente do Chega”, garantiu André Ventura.
“Quero um candidato forte, independentes, acima dos interesses partidários e firme na luta contra a corrupção”, reiterou André Ventura.
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Ventura diz que é "menos provável" candidatar-se à presidência e não descarta apoiar Gouveia e Melo
O presidente do Chega, André Ventura, admitiu hoje que é “menos provável” candidatar-se às eleições presidenciais de 2026, após os resultados das legislativas.
Numa entrevista à SIC, André Ventura disse que vai esperar “para ver quem avança”, lembrando que as presidenciais implicam uma “candidatura pessoal”.
Mas há condições para o Chega apoiar um candidato. “Seja André Ventura, seja outro, tem de apoiar a luta contra a corrupção, a luta contra o sistema de interesses, a imigração descontrolada e o sistema de interesses centrais entre o PS e o PSD”, realçou o presidente do partido.
Vai o Chega apoiar o almirante Gouveia e Melo? André Ventura não responde e indicou que vai avaliar com o avanço da campanha.
Mas deixou uma garantia. “Um dos dois candidatos, há um que não será”, adiantou André Ventura, esclarecendo que o Chega não vai apoiar Luís Marques Mendes.
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"Vamos ver se posso quinta-feira." Marcelo admite indigitar primeiro-ministro dia 29
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não descartou indigitar o novo primeiro-ministro já no dia 29 de maio, ou seja, na próxima quinta-feira.
“Já disse ‘logo que pudesse’… Vamos ver se posso na quinta-feira”, disse Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas à porta da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
PSD, PS e Chega vão ser ouvidos pela presidência da República na próxima quinta-feira. “Vou perceber exatamente como é que interpretam os resultados contados os votos na emigração e o resultado final”, indicou o chefe de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa frisou ainda que vai tentar “entender” como é que os três partidos mais votados “interpretam o seu papel nos próximos anos”.
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Ventura desafia Montenegro a fazer “corte com PS”
O presidente do Chega, André Ventura, desafiou hoje o líder do PSD, Luís Montenegro, a fazer um “corte com o PS” e a negociar com os partidos à direita eventuais alterações à Constituição.
“A bola agora vai estar na mão, não é só do Chega, estará na mão também do primeiro-ministro, se aceita fazer o corte com o PS, que é um corte, digamos assim, de valor, é um corte também axiomático, é um corte de posição política com a nossa história, ou vai querer continuar nos braços do PS, apesar de o PS já não ser nem sequer o segundo partido mais votado do país”, afirmou.
O líder do Chega considerou que o PSD deve clarificar “se vai mesmo arriscar cortar com o PS”, salientando a “maioria histórica que os portugueses optaram por dar à direita”.
Ventura assinalou que essa maioria não é “anticonstitucional, porque esta maioria não é contra a Constituição”, mas tem “uma visão diferente da Constituição e acha que devemos ter uma Constituição para todos e não só para alguns”.
E defendeu que a escolha é “entre manter o ‘status quo’ e tudo igual, apesar da votação, e isso é o mesmo arranjinho entre PS e PSD que assistimos em 50 anos, ou se quer dar o salto, e o salto aqui é um salto qualitativo e um salto de dinâmica política”.
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura foi questionado sobre as palavras do candidato à liderança socialista José Luís Carneiro que defendeu que a AD deve escolher o PS como “parceiro de diálogo” nas questões de regime, caso avance a revisão constitucional.
“Vejo isso como algum sinal de desespero do Partido Socialista, ao querer agarrar-se de qualquer maneira e de todas as formas a um lugar que já não tem”, criticou o líder do Chega.
O presidente do Chega disse também que, apesar de ainda não estar concluído o apuramento dos votos dos emigrantes nas eleições legislativas de 18 de maio, que vai definir qual a segunda força parlamentar, entre o Chega e o PS, “têm existido contacto entre as lideranças parlamentares”, e considerou que esse é “um passo importante para que se comece a definir, pelo menos, a base em que o país vai viver nos próximos meses em relação à situação política”.
“É preciso saber como é que fica o quadro político do país, porque uma coisa é o PS continuar a ser o líder da oposição, outra é o Chega tornar-se o partido líder da oposição”, defendeu.
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Fitch avisa que o Chega pode criar pressão para um aumento da despesa em Portugal
A Fitch acredita que os resultados das eleições legislativas não devem interromper a trajetória de redução da dívida pública que Portugal tem levado a cabo, mas alerta para pressões que o Chega pode colocar sobre a despesa.
As eleições antecipadas “não resolveram a incerteza política a curto prazo, mas não prevemos que isso leve a mudanças significativas na situação orçamental do país”, considera a agência de notação financeira, em comunicado. Depois de manter o ‘rating’ de Portugal em ‘A-‘ em março, a Fitch diz estar confiante de que o país vai continuar a reduzir a dívida pública, projetando também um excedente orçamental de 0,4% do PIB este ano.
Apesar disso, a Fitch alerta que “a ascensão do partido anti-imigrante Chega (que pode tornar-se o segundo maior partido no parlamento assim que os votos do estrangeiro forem contados) pode aumentar as pressões políticas para aumentar os gastos à medida que Portugal avança no ciclo eleitoral”.
Além disso, as promessas eleitorais da AD incluem mais cortes de impostos, “o que poderia enfraquecer a postura orçamental no curto prazo, embora as perspetivas de implementação permaneçam incertas”, acrescenta.
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Carneiro rejeita CPI à Spinumviva e "respeita" decisão de César sobre autarca de Vizela
Aos jornalistas, José Luís Carneiro volta a deixar cair a hipótese de avançar com a Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso Spinumviva que Pedro Nuno Santos tinha anunciado: “É público que a PGR tem em curso uma averiguação para procurar esclarecer as dúvidas que ainda prevalecem. Deixemos que seja tratado pela justiça”, defende. Mesmo que haja novos elementos a surgir: “Mesmo que houvesse novos elementos convém que tenham consciência de que a decisão não é unicamente do secretário-geral — o PS tem órgãos e o grupo parlamentar. Qualquer pronúncia minha seria substituir-me aos órgãos”.
Quanto ao autarca de Vizela, a quem Pedro Nuno Santos retirou a confiança política por causa de uma investigação por violência doméstica (arquivada porque a vítima, sua mulher, não colaborou, mas pode ser reaberta), tendo Carlos César mantido essa decisão, Carneiro respondeu: “Respeito as decisões do meu partido e de quem está no exercício das funções”. Durante a campanha, elogiou o trabalho do autarca, Vítor Hugo Salgado.
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Carneiro pede que PSD "estabeleça PS como parceiro nas questões de regime", Constituição incluída
José Luís Carneiro já chegou à Assembleia da República para o seu primeiro ato enquanto candidato à liderança do PS: almoçar com alguns dos fundadores do partido, que “deram a vida para que pudéssemos viver em liberdade” e fundaram o partido com os “valores” que ainda hoje mantém.
O encontro com os fundadores serviu a Carneiro para fazer a ponte para os problemas mais imediatos que tem em mãos — nomeadamente as relações com o PSD: “O encontro de hoje permite olhar para os últimos 50 anos e para os próximos. Queria lembrar que os compromissos constitucionais e democráticos têm mais de 50 anos e foram construídos entre PS e PSD. Quando falamos da Constituição falamos desse compromisso fundador”, recordou, num contexto em que a IL vai avançar com uma revisão constitucional e em que, pela primeira vez, os votos do PS não são necessários para aprovar mudanças à Lei Fundamental.
Se a revisão avançar, o PS “deve colocar condições”, acredita Carneiro. E uma delas é que o Governo da AD estabeleça o PS “como seu parceiro de diálogo nas questões de regime”, defendendo um “compromisso histórico com mais de 50 anos”.
“O diálogo entre os dois principais partidos é essencial para garantir a honra e essa dignidade”, defende Carneiro, explicando que ainda não houve contactos com a liderança do PSD mas que é “muito natural” que isso ainda não tenha acontecido, numa fase de “transição”.
Aos jornalistas, Carneiro informou que será o líder interino, Carlos César, a ir a Belém falar com Marcelo Rebelo de Sousa em mais uma ronda de audiências, nesta quinta-feira.
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CNE espera que não seja necessária uma recontagem dos votos dos emigrantes portugueses
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) assumiu hoje não ter expectativa de que venha a ser necessária uma recontagem de votos dos emigrantes portugueses.
“Está previsto que corra tudo normalmente e que não seja preciso fazer uma recontagem. Considerando que temos os resultados amanhã, a CNE poderá fazer na sexta ou sábado a publicação em Diário da República dos resultados finais. Se houver alguma situação que possa alterar este calendário, teremos de analisar”, disse o porta-voz da instituição, André Wemans.
Questionado pelos jornalistas sobre eventuais queixas de relativamente às dificuldades para o exercício do direito de voto, André Wemans assumiu que “foram apresentadas várias questões com a não chegada da receção da documentação de voto”, além de algumas situações com os horários de postos consulares, mas reiterou que o processo eleitoral para os emigrantes portugueses decorre “em linha com o que se passou no ano passado”.
Paralelamente, o porta-voz da CNE assegurou a segurança dos dados pessoais fornecidos. “Cada mesa tem à sua disposição uma máquina de destruição de papel. Mal o voto é lançado nos cadernos e verificado que o documento de identificação está, esse documento é imediatamente destruído. E, a seguir, as próprias cartas, que também têm elementos de identificação, são destruídas no final do processo”, esclareceu.
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Mais de 296 mil votos de emigrantes deram entrada até segunda-feira para serem contados
A Comissão nacional de Eleições revelou hoje de manhã que entraram até segunda-feira mais de 296 mil votos de emigrantes portugueses nas eleições legislativas de 18 de maio para serem contabilizados entre hoje e amanhã.
“Temos aqui 150 mesas hoje e teremos também 150 mesas neste pavilhão amanhã. Temos estes dois dias para contar. A indicação que temos até ao momento é que até à data de ontem tinham chegado mais de 296 mil votos, ainda podem chegar votos hoje e amanhã. Vamos começar agora o processo de contagem, amanhã terminará. Ainda não sabemos quando, vai depender do número de votos”, afirmou André Wemans, porta-voz do organismo.
Em declarações aos jornalistas no início do processo de contagem, que decorre na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, o responsável da CNE referiu que há “cerca de 1,5 milhões de recenseados nos dois círculos” eleitorais e que o processo está a decorrer em moldes similares às legislativas de 2024.
“Penso que está ligeiramente idêntico aos anos anteriores, não há grande alteração. Ainda vão chegar mais cartas. Não penso que tenha havido um aumento significativo de votos rececionados, mas ainda não tenho presentes os números”, frisou.
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Votos dos emigrantes portugueses começam a ser contados esta terça-feira na FIL
Os votos dos emigrantes portugueses, que decidirão qual o segundo partido mais votado nas últimas legislativas em Portugal, começam a ser contabilizados esta terça-feira em Lisboa, estando marcado o seu apuramento final para quarta-feira.
A operação de contagem dos votos por via postal arranca às 09h00 e decorrerá nas instalações da Feira Industrial de Lisboa (FIL), no Parque das Nações. Serão 1.050 os membros das 150 mesas — sete por cada – a recolher e contar os votos dos emigrantes portugueses, para os quais foram enviadas 1.578.890 cartas, em 192 destinos, contendo o boletim de voto.
As cartas que chegarem até ao limite da entrega do correio, na quarta-feira, serão contabilizadas, estando previsto para a noite desse dia o resultado da votação, que encerrará o escrutínio de 18 de maio. Estes votos decidirão se é o PS ou o Chega a ficar em segundo lugar nestas eleições.
Em relação aos deputados eleitos pela Europa e Fora da Europa, serão dois os escolhidos por cada um destes dois círculos. Nos últimos 20 anos, o PS e o PSD dividiram os mandatos pela Europa e Fora da Europa, mas este bipartidarismo terminou em 2024, quando o Chega elegeu um deputado por cada um dos círculos.
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Bom dia.
Vamos continuar a acompanhar a atualidade política ao longo desta terça-feira neste artigo liveblog. Pode rever tudo o que aconteceu na véspera nesta ligação.
Obrigado por estar connosco.