Momentos-chave
- UE esperará por 1 de fevereiro para decidir sobre tarifas contra os EUA
- Ursula von der Leyen reafirma "compromisso de defender a soberania da Gronelândia"
- Zelensky: "Causa desta guerra está em Moscovo"
- António Costa convoca reunião extraordinária do Conselho Europeu para discutir Gronelândia
- Keir Starmer diz a Trump que aplicar tarifas a aliados "é errado"
- Missão de reconhecimento na Gronelândia "concluída como planeado", diz porta-voz alemão
- Secretário do Tesouro dos EUA convicto de que Europa reconhecerá anexação da Gronelândia
- "A Europa não se deixará chantagear", diz primeira-ministra da Dinamarca
- Gronelândia. Países europeus ameaçados por Trump dizem que vão continuar unidos
- Embaixadores da União Europeia reunidos de urgência no domingo após anúncio de tarifas de Trump
- Noruega afirma que "ameaças não têm lugar entre aliados" perante ameaça de tarifas
- Embaixadores da UE convocados para reunião de emergência sobre as tarifas
- "Tarifas minam relações transatlânticas e arriscam uma perigosa espiral descendente", alerta Von der Leyen
- Macron afirma que "ameaça de tarifas é inaceitável" e que Europa irá responder de forma "unida"
- Primeiro-ministro do Reino Unido diz que tarifas de Trump são "completamente erradas"
- Costa promete firmeza europeia na defesa do território após tarifas de Trump
- Costa promete firmeza europeia na defesa da Gronelândia após tarifas de Trump
- Trump anuncia sanções a vários países, Dinamarca incluída, "até haver um acordo" sobre a compra da Gronelândia
- Zelensky quer acelerar importação de eletricidade após ataques russos contra infraestrutura energética ucraniana
- Senador dos Estados Unidos garante que não há ameaças à Gronelândia
- Delegação ucraniana reúne-se este sábado com norte-americanos na Flórida
Histórico de atualizações
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Bom dia!
Terminamos aqui a cobertura da guerra na Ucrânia e da situação na Gronelândia.
Pode acompanhar o nosso liveblog desta segunda-feira que agora abrimos.
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UE esperará por 1 de fevereiro para decidir sobre tarifas contra os EUA
Durante a reunião de domingo, os embaixadores dos países junto da União Europeia decidiram esperar por 1 de fevereiro — altura que Donald Trump indicou para avançar com tarifas contra os países que não aceitam a sua posição quanto à Gronelândia — para tomar uma decisão.
De acordo com informação recolhida pela Sky News junto dos diplomatas, a União Europeia não tem planos para avançar com medidas contra os EUA por enquanto.
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Ursula von der Leyen reafirma "compromisso de defender a soberania da Gronelândia"
Nas redes sociais, Ursula von der Leyen anunciou que teve uma reunião com Mark Rutte, Emmanuel Macron, Keir Starmer, Frierich Merz e Giorgia Meloni. “Juntos, reafirmamos nosso compromisso de defender a soberania da Gronelândia e do Reino da Dinamarca”, declarou a presidente da Comissão Europeia. “Protegeremos sempre os nossos interesses estratégicos, económicos e de segurança. Enfrentaremos esses desafios à nossa solidariedade europeia com firmeza e determinação”, conclui von der Leyen.
I spoke to @SecGenNATO, @EmmanuelMacron, @Keir_Starmer, @bundeskanzler and @GiorgiaMeloni.
Together we stand firm in our commitment to uphold the sovereignty of Greenland and the Kingdom of Denmark.
We will always protect our strategic economic and security interests.
We…
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) January 18, 2026
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Zelensky: "Causa desta guerra está em Moscovo"
No seu pronunciamento diário deste domingo, Volodymyr Zelensky reforçou as acusações de que é Vladimir Putin que não quer acabar com a guerra na Ucrânia. “Se os russos realmente quisessem acabar com a guerra, concentrariam os seus esforços na diplomacia — não em ataques com mísseis, apagões e até mesmo tentativas de danificar as nossas usinas nucleares”, partilhou o Presidente ucraniano.
“Temos informações sobre os locais que a Rússia assinalou em preparação para os ataques. Tudo demonstra claramente que a diplomacia não é uma prioridade para a Rússia”, disse ainda Zelensky.
“Isso precisa ser reconhecido. E a pressão sobre o agressor e a verdadeira causa desta guerra deve continuar. A causa está em Moscovo”, conclui.
If the Russians seriously wanted to end the war, they'd focus on diplomacy—not on missile strikes, blackouts, and even attempts to damage our nuclear power plants.
We have information about the sites Russia reconnoitered in preparation for strikes. Everything clearly shows that… pic.twitter.com/xXgoUqNDbz— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) January 18, 2026
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António Costa convoca reunião extraordinária do Conselho Europeu para discutir Gronelândia
Numa publicação no X, António Costa anunciou que convocou uma reunião extraordinária do Conselho Europeu para discutir a situação na Gronelândia. O encontro deve acontecer nos próximos dias.
“As minhas consultas com os Estados-Membros sobre as recentes tensões relativas à Gronelândia reafirmam o nosso firme compromisso com o seguinte:
– Unidade nos princípios do direito internacional, da integridade territorial e da soberania nacional;
– Unidade no apoio e solidariedade com a Dinamarca e a Gronelândia;
– Reconhecimento do interesse transatlântico comum na paz e segurança no Ártico, nomeadamente através da NATO;
– Avaliação partilhada de que as tarifas prejudicariam as relações transatlânticas e são incompatíveis com o acordo comercial UE-EUA;
– Disposição para nos defendermos contra qualquer forma de coerção;
– Disposição para continuarmos a dialogar construtivamente com os EUA sobre todas as questões de interesse comum”, escreve o presidente do Conselho Europeu.“Dada a importância dos recentes desenvolvimentos e a fim de promover uma maior coordenação, decidi convocar uma reunião extraordinária do Conselho Europeu nos próximos dias”, conclui.
My consultations with member states on the latest tensions over Greenland reconfirm our strong commitment to the following:
▪️ Unity on the principles of international law, territorial integrity and national sovereignty;
▪️ Unity in support of and solidarity with Denmark and…— António Costa (@eucopresident) January 18, 2026
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Ministro dos Negócios Estrangeiros francês deve falar com homólogos dos países ameaçados pelas tarifas de Trump
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, deve falar com os seus homólogos de todos os oito países ameaçados com novas taxas por Donald Trump, avança a BBC, com base numa fonte oficial do Governo francês.
Jean-Noël Barrot já falou no sábado com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido e da Alemanha assim como representantes da União Europeia, logo depois da publicação de Trump a anunciar a nova taxa. “Desde ontem esteve em discussão com os seus 27 homólogos assim como os grupos políticos no Parlamento Europeu”, diz ainda o oficial francês.
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Keir Starmer diz a Trump que aplicar tarifas a aliados "é errado"
Em declarações publicadas pela BBC, um porta-voz do primeiro-ministro britânico revelou que Keir Starmer conversou com Donald Trump ao telefone este domingo e apontou que a aplicação de tarifas a aliados da NATO “é errado”.
“O primeiro-ministro reiterou a sua posição sobre a Gronelândia. Disse que a segurança no norte é uma prioridade para todos os aliados da NATO no sentido de proteger os interesses euro-atlânticos”, disse o porta-voz, citado pela BBC. “Ele também disse que aplicar tarifas a aliados para alcançar a segurança coletiva de aliados da NATO é errado”.
Além de Trump, Starmer também falou este domingo com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário geral da NATO, Mark Rutte.
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Missão de reconhecimento na Gronelândia "concluída como planeado", diz porta-voz alemão
A missão de reconhecimento na Gronelândia foi “concluída como planeado”, diz um porta-voz das forças militares alemãs, citada pela BBC.
Nos últimos dias Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega, Suécia, Reino Unido e Eslovénia, enviaram militares para a Gronelândia, numa missão de reconhecimento no âmbito do exercício dinamarquês Arctic Endurance, organizado com aliados da NATO e defenderam agora que este exercício “não representa nenhuma ameaça para ninguém”.
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Mark Rutte diz que falou com Donald Trump sobre a Gronelândia e aponta para encontro em Davos
Mark Rutte revelou através da rede social X que falou com Donald Trump este domingo acerca da situação de segurança na Gronelândia e no Ártico. “Vamos continuar a trabalhar nisto, e estou ansioso para o ver em Davos no fim desta semana”, assinalou o secretário geral da NATO, falando sobre o Fórum Económico Mundial, que se realiza em Davos, na Suíça, entre 19 e 23 de janeiro.
Spoke with @POTUS regarding the security situation in Greenland and the Arctic. We will continue working on this, and I look forward to seeing him in Davos later this week.
— Mark Rutte (@SecGenNATO) January 18, 2026
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Ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca diz esperar que Trump "desista do sonho de conquistar a Gronelândia"
Na mesma conferência de imprensa, o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, disse que a decisão de Donald Trump em relação às tarifas “muito paradoxal”. Rasmussen, que regressou recentemente de Washington, disse que teve uma “conversa construtiva” com oficiais do Governo Trump, e que espera que estas conversas continuem “para que o Presidente desista do sonho de conquistar a Gronelândia”, escreve a BBC, com base na tradução do discurso providenciada pela imprensa dinamarquesa.
O ministro dinamarquês assinala ainda que tem tentado manter um “diálogo construtivo” com os EUA, “longe das redes sociais e das manchetes com palavras fortes”. “Vamos permanecer neste caminho a não ser que os EUA decidam diferente”.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês diz que países do Ártico estão prontos para "trabalhar com os EUA para fortalecer a segurança"
Numa conferência de imprensa em Oslo, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, e da Noruega, Espen Barth Eide, falaram sobre a pressão norte-americana em relação à posição europeia acerca da Gronelândia.
Barth Eide considera este um momento “histórico e dramático”, descrevendo as tarifas recentes impostas por Donald Trump como “ameaças”, cita a BBC. Entretanto, o representante norueguês sinaliza que os aliados “não nos deixarão ser pressionados”, alegando que as nações da NATO estão abertas a trabalhar com os EUA para fortalecer a segurança no Ártico. “Dos oito países que estão no Ártico, sete são membros da NATO”, assinalou. “Então estamos preparados para lidar com desafios de segurança existentes e futuros na região”. “A verdadeira essência da NATO é proteger a soberania e a integridade territorial dos seus estados membros”, reiterou o ministro norueguês.
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Secretário do Tesouro dos EUA convicto de que Europa reconhecerá anexação da Gronelândia
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, Scott Bessent, mostrou-se convicto de que a Europa acabará por reconhecer que a anexação da Gronelândia, reivindicada pelo Presidente norte-americano Donald Trump, é a melhor decisão possível.
Na base desta convicção de Bessent está a ideia de que “os europeus projetam fraqueza” e precisam das garantias de segurança que o seu país oferece. “Paz através da força”, declarou Bessent à NBC.
“Incorporemos [a Gronelândia] nos Estados Unidos e não haverá conflito, porque os Estados Unidos, neste momento, são o país mais forte do mundo. Os europeus projetam fraqueza. Os Estados Unidos projetam força”, afirmou.
Bessent declarou-se convencido de que os líderes europeus “acabarão por ceder” depois de compreenderem que “precisam da proteção de segurança” que o seu país proporciona.
“Acredito que acabarão por compreender que a Gronelândia, sob o controlo dos Estados Unidos, é o melhor resultado possível”, afirmou.
O secretário do Tesouro insistiu que o território é “essencial” para os Estados Unidos e para o seu novo sistema de defesa, designado como Cúpula Dourada.
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"A Europa não se deixará chantagear", diz primeira-ministra da Dinamarca
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, emitiu um comunicado após a declaração conjunta dos oito países visados pelas tarifas do Presidente norte-americano Donald Trump.
“O Reino da Dinamarca está a receber um grande apoio. Ao mesmo tempo, torna-se ainda mais claro que esta é uma questão que vai muito para além das nossas fronteiras”, disse, acrescentando que o seu Governo tem mantido um “diálogo intenso” com os aliados, entre os quais Friedrich Merz, da Alemanha, Emmanuel Macron, de França, e Keir Starmer, do Reino Unido.
“É ainda mais importante que nos mantenhamos firmes nos valores fundamentais que criaram a comunidade europeia. Queremos cooperar e não somos nós que procuramos o conflito. Estou satisfeita com as mensagens consistentes do resto do continente: a Europa não se deixará chantagear”, sublinhou.
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Gronelândia. Países europeus ameaçados por Trump dizem que vão continuar unidos
Os países europeus ameaçados por Donald Trump com aumento de tarifas por oposição ao controlo norte-americano sobre a Groenlândia defenderam este domingo que vão continuar unidos e a defender a sua soberania.
“Continuaremos unidos e coordenados na nossa resposta. Estamos comprometidos em defender a nossa soberania”, anunciaram a Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega, Suécia e Reino Unido, através de um comunicado conjunto divulgado hoje, acrescentando que estão “comprometidos em fortalecer a segurança no Ártico”.
Estes países, juntamente com a Eslovénia, enviaram militares para a Gronelândia, numa missão de reconhecimento no âmbito do exercício dinamarquês ‘Arctic Endurance’, organizado com aliados da NATO e defenderam agora que este exercício “não representa nenhuma ameaça para ninguém”.
“Com base no processo iniciado na semana passada, estamos prontos para dialogar com base nos princípios da soberania e da integridade territorial, que apoiamos firmemente”, lê-se no comunicado.
Os oito países ameaçados pelo Presidente norte-americano com aumento de tarifas por terem enviado soldados para a Gronelândia sublinharam ainda que estas intimidações “prejudicam as relações transatlânticas e representam um risco de uma espiral descendente perigosa”.
Donald Trump ameaçou no sábado vários países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) com a imposição de novas tarifas alfandegárias até que “um acordo seja alcançado para a venda completa e integral da Gronelândia”.
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Macron defende instrumento anti-coerção contra Estados Unidos, se Trump impuser novas tarifas por causa da Gronelândia
Presidente francês estará “em contacto o dia todo com os homólogos europeus”, pedirá “a ativação do instrumento anti-coerção” da União Europeia se novas tarifas americanas avançarem.
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Embaixadores da União Europeia reunidos de urgência no domingo após anúncio de tarifas de Trump
Os embaixadores dos Estados-membros da União Europeia vão reunir-se de urgência no domingo para discutir as relações com os Estados Unidos, na sequência do anúncio de tarifas a oito países europeus pela oposição às ameaças sobre a Gronelândia.
Fontes europeias indicaram este domingo à Lusa que, na sequência do recente anúncio dos Estados Unidos, “foi convocada uma reunião extraordinária do Coreper II [representantes permanentes dos Estados-membros junto da UE] para amanhã [domingo] à tarde”, pelas 17:00 (hora local, 16:00 de Lisboa), que terá lugar em formato restrito.
A reunião foi convocada pela presidência cipriota do Conselho da União, este semestre, num contexto de tensões sobre o território autónomo dinamarquês, alvo de pretensões do Presidente norte-americano, Donald Trump.
O encontro surge depois de Donald Trump ter anunciado que irá cobrar tarifas (de 10% em fevereiro e de 25% em junho) sobre mercadorias de oito países europeus devido à oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, entre os quais seis Estados-membros da UE (Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia) e dois outros (Noruega e Reino Unido).
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertaram que as tarifas anunciadas por Donald Trump contra países europeus, por se oporem ao seu plano para anexar a Gronelândia, “poderão desencadear uma perigosa espiral descendente”.
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Ministra da Gronelândia elogia reação de países europeus a anúncio de tarifas dos EUA
Naaja Nathanielsen, ministra do governo da Gronelândia, elogia a resposta dos países europeus à ameaça de tarifas dos EUA.
“Estou maravilhada de testemunhar as primeiras respostas dos países afetados”, disse a ministra numa mensagem na rede social LinkedIn.
“Estou agradecida e esperançosa que a diplomacia e as alianças vão prevalecer.”
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Dinamarca recebeu anúncio de tarifas "com surpresa"
Lars Løkke Rasmussen, ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, fala em “surpresa” após o anúncio de Donald Trump.
O ministro dinamarquês recorda que, no início da semana, a Dinamarca teve “uma conversa construtiva com o vice-presidente Vance e o secretário de Estado Rubio”.
Numa publicação no X, diz que o “propósito do aumento da presença militar na Gronelândia, a que o Presidente se refere, é o de aumentar a segurança no Ártico”.
“Concordamos com os EUA de que é preciso fazer mais no Ártico uma vez que já não é uma área de baixa tensão”, diz o ministro dinamarquês. “É exatamente por isso que nós e os parceiros da NATO estamos a avançar com total transparência com os nossos aliados americanos.”
1/2 The President’s statement comes as a surprise. Earlier this week, we had a constructive meeting with Vice President Vance and Secretary Rubio. The purpose of the increased military presence in Greenland, to which the President refers, is to enhance security in the Arctic.
— Lars Løkke Rasmussen (@larsloekke) January 17, 2026
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Ameaça de tarifas feita por Trump "vai beneficiar" China e Rússia, diz líder da diplomacia europeia
Kaja Kallas usou a rede social X para reagir à ameaça de Trump de impor tarifas a oito países da União Europeia.
“A China e a Rússia devem estar a ter um dia de festa. São eles que beneficiam das divisões entre os aliadas”, nota. “Se a segurança da Gronelândia está em risco, podemos tratar disso dentro da NATO.”
“As tarifas arriscam-se a tornar a Europa e os EUA mais pobres e a minar a nossa prosperidade partilhada”, alerta. “Não podemos deixar que a nossa disputa nos distraia da tarefa principal de ajudar a acabar com a guerra da Rússia contra a Ucrânia.”
China and Russia must be having a field day. They are the ones who benefit from divisions among Allies.
If Greenland’s security is at risk, we can address this inside NATO.
Tariffs risk making Europe and the United States poorer and undermine our shared prosperity.
We also…
— Kaja Kallas (@kajakallas) January 17, 2026
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Noruega afirma que "ameaças não têm lugar entre aliados" perante ameaça de tarifas
O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, frisou que “as ameaças não têm lugar entre aliados” depois de Trump ter ameaçado aplicar tarifas a vários países. “A posição da Noruega é firme: a Gronelândia faz parte do Reino da Dinamarca. A Noruega apoia totalmente a soberania do Reino da Dinamarca. Há um acordo transversal na NATO quanto à necessidade de fortalecer a segurança no Ártico, incluindo na Gronelândia”, apontou o líder norueguês no X.