Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A guerra chegou ao Líbano. Depois de o Hezbollah ter disparado rockets para Israel, em retaliação pela morte do líder supremo do Irão, Telavive lançou uma série de ataques a Beirute e aconselhou a evacuação de 50 aldeias.
    • Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que o país está preparado para uma campanha militar que poderá durar entre quatro a cinco semanas, destacando o suporte logístico e material para sustentar as operações. Trump também pediu ao povo iraniano para tomarem o poder e aproveitarem a oportunidade para uma mudança de governação, reforçando que os Estados Unidos permanecerão ao seu lado durante este processo.
    • Também em resposta aos ataques iranianos, Israel lançou uma nova vaga de bombardeamentos sobre Teerão, especificamente visando o que descrevem como alvos do “regime terrorista iraniano”. Este escalonamento das hostilidades ocorre enquanto a Força Aérea israelita continua a manter superioridade aérea na região, com reportes de destruição significativa nos sistemas de defesa aérea e em parte do arsenal de mísseis iraniano.
    • A resposta mundial ao conflito incluiu diversas reações, destacando-se a da União Europeia que, apesar de partilhar preocupações sobre o programa nuclear iraniano, apela à contenção e ao regresso às negociações. Reino Unido, França e Alemanha estão prontos para ataques defensivos ao Irão e Londres já autorizou os EUA a usarem as suas bases militares.

  • Bom dia, caro leitor!

    Encerramos aqui este artigo em direto que foi utilizado para acompanhar as notícias sobre a guerra no Médio Oriente. Pode acompanhar neste outro liveblog, agora aberto, as novidades desta segunda-feira do conflito que se estende a mais países.

    Hezbollah ataca Israel e sofre retaliação. Irão lança novo ataque contra território israelita e várias cidades do Golfo

  • Israel apela à evacuação de 50 aldeias no Líbano

    O exército israelita está a aconselhar os civis de cerca de 50 aldeias no leste e sul do Líbano a abandonarem as suas casas e a deslocarem‑se pelo menos mil metros para fora das povoações, para zonas abertas.

  • Israel lança vários ataques sobre o Líbano depois de o Hezbollah ter disparado rockets

    Telavive respondeu aos rockets lançados ao final da noite pelo Hezbollah contra Israel com vários ataques sobre a capital libanesa.

    Registaram-se mais de uma dezena de explosões em Beirute, avança a agência de notícias Reuters, sobretudo nos subúrbios do sul.

    “O Hezbollah abriu uma ofensiva contra Israel esta noite e é totalmente responsável por qualquer escalada [do conflito]”, avisou o Chefe do Estado Maior-General, Eyal Zamir.

  • Trump diz que EUA estão preparados para guerra de "quatro a cinco semanas"

    Numa entrevista telefónica ao The New York Times, o Presidente norte-americano repetiu que os EUA estavam preparados para várias semanas de operações militares. Questionado sobre quanto tempo exato os Estados Unidos e Israel poderiam manter o atual nível de ataques, respondeu: “Bem, prevíamos quatro a cinco semanas.”

    E depois, o otimismo: “Não será difícil”, acrescentou. “Temos enormes quantidades de munições. Temos munições armazenadas por todo o mundo, em diferentes países.”

    Numa outra entrevista ao Daily Mail Trump tinha falado em “quatro semanas, ou menos”.

  • IDF dizem que ataque do Líbano foi levado a cabo pelo Hezbollah

    As Forças de Defesa de Israel avançam que os rockets disparados do Líbano em direção a Israel foram mandados pelo Hezbollah.

    Não há para já registo de vítimas.

    Esta é a primeira vez que o grupo xiita ataca Israel desde o cessar-fogo que foi assinado em novembro de 2024.

  • Explosões perto da base aérea britânica no Chipre

    Foram ouvidas fortes explosões perto da base aérea britânica em Akrotiri, no Chipre, escrevem órgãos de comunicação ingleses (como The Guardian, Daily Mail e The Sun) e do Chipre (como o Cyprus Mail).

    Segundo o El País, o secretário de Estado para a Defesa do Reino Unido, John Healey, tinha confirmado horas antes que pelo menos dois mísseis iranianos tinham sido lançados contra esta base militar, mas tinham sido intercetados.

    O jornal Cyprus Mail escreve que todo o pessoal que se encontrava na base aérea terá recebido ordens para procurar abrigo nas suas casas e manter-se longe de janelas. E que se terá tratado de um “drone pequeno” que não provocou estragos nem ferimentos.

    O barulho das explosões e o som das sirenes terão sido ouvidos na cidade de Limassol, escreve o inglês The Guardian. E detalha que as bases britânicas tinham declarado “ameaça à segurança” pouco antes da meia-noite.

    Até ao momento não houve confirmação oficial deste ataque.

  • Mísseis disparados do Líbano em direção a Israel

    Ouvem-se as sirenes no norte de Israel, que se ativaram em virtude de mísseis disparados do Líbano, segundo as IDF (Forças de Defesa de Israel, em português), citado pelo Times of Israel.

    Não está, até ao momento, confirmado quem terá sido responsável por este ataque, mas meios de comunicação israelitas apontam o dedo ao Hezbollah.

  • Hospital Gandhi, no norte de Terrão, evacuado

    O hospital Gandhi, no norte de Teerão, fo evacuado, disse o porta-voz do Ministério da Saúde do Irão, Hossein Kermanpour, citado pelo New York Times.

    Além disto, pelo menos outros três hospitais do país ficaram afetados por ataques de Israel e EUA.

  • EUA afirmam que nenhum navio americano foi atingido até ao momento

    Depois de o Irão ter tido que tinha atingido um porta-aviões dos EUA (informação que o país desmentiu), o Comando Central dos EUA vem agora garantir que nenhum navio norte-americano foi atingido desde o início da guerra.

    A informação foi avançada por Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, à Associated Press.

  • Há consenso na UE para retomar negociações com o Irão, diz Rangel

    O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje à Lusa que há consenso entre os parceiros europeus para retomar negociações com o Irão e coordenar o repatriamento de cidadãos europeus retidos no Golfo.

    Os chefes de diplomacia dos Estados-membros da União Europeia reuniram-se hoje para discutir a ofensiva militar israelita e norte-americana contra o regime islâmico de Teerão.

    “Houve um consenso, diria eu, no sentido de que é muito importante (…) haver contenção, é muito importante haver limitação dos danos e, assim que possível” deve-se “retomar as negociações”, referiu Paulo Rangel.

    Destacou que “também ficou muito clara a solidariedade com os países do Golfo”.

    “Praticamente todos os ministros, eu próprio também o fiz, já tinham falado com vários, se não com todos os seus homólogos do Qatar, do Bahrein, dos Emirados, da Arábia Saudita, da Omã, da Jordânia”, relatou.

  • Quatro feridos ligeiros na Síria

    Pelo menos quatro pessoas (entre as quais três crianças) ficaram com ferimentos ligeiros nos arredores de Damasco, em virtude da queda de fragmentos de mísseis iranianos, avança a AP, que cita a agênica estatal síria SANA.

    Os feridos, um pai e as suas três filhas, foram transferidos para um hospital.

  • Cerca de 50 portugueses retidos em navio-cruzeiro ao largo do Dubai

    Um grupo de cerca de 50 portugueses está há pelo menos dois dias retido num navio-cruzeiro por segurança, relatou a CNN.

    O grupo estava a começar as férias quando foi surpreendido por bombardeamentos iranianos. O navio em causa está neste momento a ser protegido por dois navios de guerra.

  • França vai enviar 2 navios de guerra para o Mar Vermelho

    França vai enviar dois navios de guerra para o Mar Vermelho nos próximos dias para se juntarem a uma missão naval da União Europeia, afirmou fonte próxima citada pela Associated Press.

    “Houve um aumento acentuado dos pedidos de proteção” de embarcações civis na área e “dois navios adicionais, vindos de França, vão juntar-se às operações”.

  • Pelo menos seis pessoas ficaram feridas em Jerusalém após ataques iranianos

    Pelo menos seis pessoas ficaram feridas na região de Jerusalém, após uma nova ronda de ataques com mísseis iranianos, avança a agência espanhola EFE citada pelo El País.

    “As equipas do MDA [serviço nacional de emergência] estão a atender vários doentes na região de Jerusalém e a realizar buscas noutros locais”, informou o serviço de emergência.

  • EUA vão usar bases militares do Reino Unido

    Reino Unido vai permitir que os EUA usem as suas bases militares para atacarem o Irão, anunciou o primeiro-ministro britânico.

    “Os nossos parceiros no Golfo pediram-nos para fazer mais para os defender”, disse Keir Starmer num vídeo publicado no X. “Temos aviões britânicos no ar na sequência de operações de defesa coordenadas, que já intercetaram ataques iranianos com sucesso”, acrescentou.
    “Mas a única forma de travar a ameaça é destruir os mísseis na origem – nos seus depósitos de armazenamento ou nos lançadores usados para dispará‑los. Os Estados Unidos pediram autorização para usar bases britânicas para esse objetivo defensivo específico e limitado. Tomámos a decisão de aceitar esse pedido – para impedir o Irão de lançar mísseis por toda a região, matar civis inocentes, pôr vidas britânicas em risco e atingir países que não estiveram envolvidos.”

  • Trump pede aos iranianos que tomem o poder

    Donald Trump pede à Guarda Revolucionária Islâmica e a todo o exército e forças de segurança que deponham as armas em vez de “enfrentarem a morte certa”.“ E apela aos povo iraniano para recuperar o poder, numa curta declaração, de seis minutos, difundida há pouco.

    “A América está convosco”, frisou, apelando à população para “aproveitar o momento para recuperar o país”.

    Antes de se dirigir aos iranianos, Trump enalteceu a operação norte-americana e de Israel. “Nas últimas 46 horas, os Estados Unidos e os seus parceiros lançaram a Operação Epic Fury, uma das maiores, mais complexas e mais avassaladoras ofensivas militares que o mundo já viu”, disse Trump num vídeo publicado sua rede social Truth Social.

    Garantiu que “centenas” de alvos no Irão e que nove navios do país foram destruídos e que a “Fúria Épica” continuará até que todos os objetivos dos EUA tenham sido cumpridos.

    Confirmou a morte do líder supremo do Irão — um “homem miserável e vil” que tinha sangue de americanos e de muitas outras pessoas inocentes nas mãos — mas também a de três militares norte-americanos que “fizeram o derradeiro sacrifício”.

    “Infelizmente, é provável que haja mais”, acrescentou, prometendo que “a América irá vingar as suas mortes”.

    Trump voltou a dizer que o Irão não pode ter a possibilidade de desenvolver mísseis de longo alcance ou armas nucleares:
    “Não podemos permitir que uma nação que cria exércitos terroristas possua esse tipo de armas”. Isso, argumentou, permitir‑lhes‑ia “extorquir o mundo de acordo com a sua vontade maléfica”.

  • "Fúria épica" pode durar "quatro semanas ou mais"

    Os ataques dos EUA e de Israel ao Irão podem durar um mês, avisou Donald Trump. “Calculámos que será coisa de quatro semanas”, disse o Presidente dos EUA ao Daily Mail, numa entrevista telefónica. “Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, por isso, por muito forte que seja — é um país grande — vai demorar quatro semanas ou menos”, afirmou Trump.

  • Reino Unido, França e Alemanha prontos para ataques defensivos

    O Reino Unido, França e Alemanha dizem estar prontos para trabalhar com os EUA de forma a pôr fim aos ataques do Irão, avança a AFP.

    Num comunicado conjunto dos três países entretanto divulgado pela agência noticiosa lê-se:

    “Tomaremos as medidas necessárias para defender os nossos interesses e os interesses dos nossos aliados na região iraniana, potencialmente viabilizando ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir a capacidade do Irão de lançar mísseis e drones na sua origem.”

    Por último, Reino Unido, França e Alemanha deixam claro que concordam “em trabalhar em conjunto com os EUA e aliados na região”

    A retaliação iraniana iniciou-se depois de os EUA e Israel atacarem o Irão, na madrugada de sábado.

  • EUA dizem ter destruído sede da Guarda Revolucionária do Irão

    As Forças Armados dos EUA dizem ter destruído o quartel-general da Guarda Revolucionária do Irão.

    “Os Estados Unidos possuem as Forças Armadas mais poderosas do planeta, e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão já não quartel-general”, anunciou o Comando Central dos EUA numa publicação na rede social X.

1 de 6