Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a par dos desenvolvimentos na Venezuela neste novo liveblog.

    Líder da diplomacia da UE falou com Delcy Rodriguez. “A Europa está ao lado da Venezuela nesta hora de necessidade”

  • Número de portugueses e lusodescendentes mortos sobe para 48

    O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos na Venezuela subiu para 48, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

    O MNE avança também que estão desaparecidos ou incontactáveis 83 portugueses ou lusodescendentes.

    De acordo com os dados mais recentes do MNE, entre os 48 mortos, 41 são lusodescendentes, seis são portugueses e um tem nacionalidade portuguesa por casamento.

  • Já passaram 72 horas desde o primeiro sismo — fechando a janela temporal crítica para resgatar soterrados com vida

    Já passaram 72 horas desde o primeiro sismo que abalou a Venezuela na noite de quarta-feira — o que significa que se fechou a janela crítica inicial para encontrar sobreviventes debaixo dos escombros.

    Foi pelas 18h04 locais de quarta-feira, quando eram 23h04 em Lisboa, que se registou o primeiro dos dois sismos com magnitude superior a 7 na escala de Richter, que deram origem a uma das maiores tragédias na história do país.

    Os cientistas e especialistas em busca e salvamento são unânimes em afirmar que as primeiras 72 horas após o desastre são absolutamente críticas: é nesse período que ainda há uma probabilidade elevada de resgatar com vida as pessoas que possam ter ficado debaixo dos escombros.

    A partir dos três dias, sobretudo se as pessoas soterradas não tiverem qualquer acesso a água e a alimentação, a probabilidade de serem resgatadas com vida começa a diminuir significativamente.

    Este sábado, ainda havia mais de 50 mil pessoas registadas como desaparecidas pelos seus familiares e amigos, num site criado para o efeito.

  • Portugueses entre as nacionalidades estrangeiras com mais vítimas nos sismos

    A nacionalidade portuguesa é uma das nacionalidades estrangeiras mais afetadas pelos sismos na Venezuela, de acordo com uma contabilização da BBC que reúne dados divulgados por vários governos internacionais.

    Há, até agora, 41 portugueses e luso-descendentes entre as vítimas mortais, segundo dados do próprio Governo português.

    Registam-se também seis mortos de nacionalidade espanhola, um de nacionalidade chilena, três italo-venezuelanos, sete chineses e dois brasileiros.

    Vive na Venezuela uma importante comunidade de origem portuguesa, especialmente oriundos da ilha da Madeira.

  • Estudantes moçambicanos na Venezuela estão bem, diz Governo

    Um grupo de 15 estudantes moçambicanos em Caracas, na Venezuela, está bem, indicou hoje o Governo de Moçambique, acrescentando que se mantém em contacto com aquele país para prestar “todo o apoio necessário” aos seus cidadãos.

    De acordo com um comunicado do Gabinete de Informação (Gabinfo) de Moçambique há apenas a registar ferimentos ligeiros num dos estudantes na sequência dos sismos ocorridos na Venezuela na quarta-feira.

    O estudante contraiu “uma lesão ligeira no joelho, na sequência de uma queda, enquanto descia as escadas do edifício onde se encontrava alojado”, especificou o comunicado.

    O executivo moçambicano avançou que está a acompanhar a situação e mantém contacto com as autoridades venezuelanas e representações diplomáticas competentes, visando “prestar todo o apoio necessário aos cidadãos moçambicanos”.

    “Neste momento, o Governo moçambicano mantém-se em alerta, prosseguindo a monitorização da situação e assegurando a assistência necessária aos moçambicanos que se encontram naquele país”, lê-se no documento.

  • Diocese de Setúbal ajuda população afetada com 10 mil euros

    A diocese de Setúbal vai enviar 10 mil euros para ajudar a população afetada pelos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter ocorridos na quarta-feira na Venezuela, anunciou hoje o cardeal Américo Aguiar.

    Numa mensagem divulgada na página ‘online’ da diocese, o bispo de Setúbal diz acompanhar “com profunda tristeza e preocupação” as notícias sobre o desastre.

    “A dor torna-se ainda mais próxima ao sabermos que entre as vítimas se encontram cidadãos portugueses e numerosos lusodescendentes, ligados por laços de sangue, de história e de afeto ao nosso país”, afirma.

    A todos os atingidos pela tragédia, o bispo assegura “a proximidade espiritual, a amizade e a oração da Diocese de Setúbal”, apelando a “que ninguém se sinta sozinho na provação”.

  • Base da missão portuguesa ficará em Cátia la Mar, La Guaira

    A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos na Venezuela será instalada na localidade de Catia La Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.

    “A Base de Operações da FOCON de Portugal ficará sedeada no Centro Luso Venezuelano, em Catia La Mar, La Guaira. Nesta base ficará instalado o posto de coordenação e todas as estruturas de suporte logístico da Força”, de acordo com informação enviada à agência Lusa pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

    Segundo a mesma fonte, pelas 16:00 locais (21:00 em Lisboa) teve início em Caracas uma reunião de coordenação de operações para definir os setores a atribuir às várias equipas que já se encontram na Venezuela para ajudar nas buscas, salvamento e primeiros socorros após o duplo sismo que, na quarta-feira, atingiu o país.

    A Força Operacional Conjunta (FOCON) portuguesa chegou ao Aeroporto Internacional de Maiquetía Simón Bolívar, na Venezuela, em dois voos da Força Aérea Portuguesa.

  • Equipamento de resgate venezuelano está "décadas atrasado em relação aos padrões internacionais"

    O equipamento de resgate das autoridades venezuelanas está “décadas atrasado em relação aos padrões internacionais”, denunciou à BBC um bombeiro mexicano que se encontra na Venezuela a ajudar nos esforços de busca e salvamento.

    Daniel Velázquez Martínez disse à BBC que a situação é “extremamente desafiante” e que as equipas locais e internacionais estão a fazer o melhor com o equipamento que têm — mas um dos grandes desafios está a ser o de fazer chegar o equipamento aos locais mais afetados.

    Martínez acrescenta ainda que, claramente, a Venezuela não estava preparada para um evento desta natureza.

  • Venezuela regista novo sismo de magnitude 4,8

    Um sismo de magnitude 4,8 na escala de Richter ocorreu hoje na Venezuela, perto de Caracas, sem se registarem mais danos além dos causados pelos dois terramotos de quarta-feira.

    De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o sismo ocorreu cerca das 15:20 locais (20:20, hora de Lisboa), com o epicentro localizado no mar, a 30 quilómetros a noroeste do estado de Aragua, perto de Caracas, onde foi igualmente sentido.

  • Uma pista do aeroporto de Caracas já reabriu e já está a receber voos humanitários

    Uma das pistas do aeroporto Simón Bolívar, em Caracas, já foi reaberta, confirmou este sábado Jeremy Lewin, subsecretário da Secretaria de Estado norte-americana responsável pelo apoio humanitário.

    Lewin confirmou ainda que a pista está agora a receber voos humanitários depois de uma equipa militar dos EUA ter reparado e certificado a pista de aterragem.

    A reabertura da pista já permitiu a aterragem de um avião de ajuda humanitária da organização evangélica Samaritans Purse.

  • Jornalistas internacionais levados para La Guaira para ver esforços de busca e salvamento

    O governo venezuelano está neste momento a transportar dezenas de jornalistas internacionais para a cidade de La Guaira, a zona mais atingida pelos sismos de quarta-feira, com o objetivo de mostrar ao mundo o que está a acontecer nos trabalhos de busca e salvamento.

    De acordo com a BBC, que tem um jornalista num destes autocarros organizados pelo Estado venezuelano, após o sismo a Venezuela suspendeu temporariamente as apertadas regras habituais para a emissão de vistos, de modo a permitir a entrada da imprensa estrangeira.

    Agora, diz o repórter da BBC, os jornalistas internacionais estão a receber acreditações temporárias para poderem trabalhar no terreno e estão a ser levados pelo governo em autocarros para a cidade mais atingida.

  • EUA enviam novo lote de apoio militar à Venezuela

    Os Estados Unidos anunciaram este sábado que vão enviar um novo lote de apoio militar à Venezuela.

    Segundo a Sky News, um conjunto de cinco aviões Boeing C-17 Globemaster da Força Aérea norte-americana vão começar este sábado a operação de transporte para a Venezuela de uma unidade de contingência, pronta a operar no terreno.

    Essa unidade militar terá como objetivo primordial apoiar o governo venezuelano na recuperação dos aeroportos e na gestão do tráfego aéreo para que a aviação possa voltar ao normal no país.

    Simultaneamente, vão seguir para o país mais duas equipas norte-americanas de busca e salvamento, bem como mais um helicóptero.

  • Associações madeirenses mobilizam-se para enviar bens essenciais

    As associações madeirenses ligadas à comunidade venezuelana estão a recolher bens essenciais em diversos pontos da ilha, até quarta-feira, que serão enviados na sexta-feira para aquele país, atingido recentemente por dois fortes sismos.

    Além dos vários pontos de recolha espalhados por vários concelhos da Madeira, cerca de 10 voluntários estão hoje, até às 19:30, a recolher bens essenciais na Praça de Colombo, mais conhecida pelos locais como Praça Amarela, no centro do Funchal.

    Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação da Comunidade de Imigrantes Venezuelanos na Madeira (Venecom), explicou que o local já estava autorizado para um encontro relacionado com os presos políticos do país.

    No entanto, com os dois fortes sismos que atingiram o país na quarta-feira, foi decidido mudar o objetivo da iniciativa e recolher bens essenciais para a população na Venezuela.

    “O nosso objetivo agora é a Venezuela, por isso estamos aqui em representação de todos aqueles que estão a trabalhar. Temos pontos no Funchal, Machico, Ribeira Brava, Seixal”, destacou a responsável.

    A recolha decorre até quarta-feira, numa primeira fase, e o envio para a Venezuela está previsto para sexta-feira, indicou Ana Cristina Monteiro.

    As pessoas estão a entregar principalmente medicamentos, produtos de higiene e alimentos.

    “Neste momento, nós estamos a preparar um inventário para sabermos o que mais temos e o que mais precisamos, para nestes últimos dias tentar pedir aquilo que estão a necessitar”, assinalou.

    Ana Cristina Monteiro afirmou que tem havido uma adesão positiva ao apelo de ajuda, realçando que “as pessoas têm mostrado uma solidariedade imensa”.

    “A comunidade madeirense está muito ligada à comunidade venezuelana. Todos têm uma família onde sucederam os terramotos, são os locais onde há uma maior incidência de comunidade madeirense”, realçou.

    “Mais que um apelo, o que nós temos é de agradecer a ajuda de todas as pessoas que se têm mobilizado porque realmente temos recebido bastante ajuda”, reforçou.

    Mais de 80% da comunidade portuguesa na Venezuela é originária da Região Autónoma da Madeira.

  • Mais de três mil famílias venezuelanas estão sem casa e a viver em abrigos

    Mais de três mil famílias venezuelanas estão neste momento a viver em abrigos provisórios, confirmou esta tarde o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, que é também o irmão da Presidente interina do país, Delcy Rodríguez.

    No discurso televisivo em que anunciou a atualização do número de mortes, Rodríguez também afirmou que um total de 3.142 famílias estão atualmente sem casa e a viver em abrigos, na sequência da pior tragédia em mais de um século a atingir o país.

    Foi “o acontecimento mais desastroso que esta república sofreu nos últimos 123 anos”, afirmou Rodríguez.

  • Número total de mortes sobe para 1.430

    Subiu para 1.430 o número de mortes confirmadas na sequência dos sismos de quarta-feira, confirmou o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodriguez, numa declaração na televisão estatal, citada pela BBC.

    Além disso, sobiu para 3.238 o número de feridos confirmado.

  • Governo da Madeira apela aos empresários que ajudem a Venezuela

    O Governo da Madeira (PSD/CDS-PP) apelou hoje às empresas da região para que apoiem a recuperação e a reconstrução da Venezuela, na sequência dos dois fortes sismos que atingiram o país na quarta-feira.

    Em comunicado, o secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues (CDS-PP), defende que “é obrigação do tecido empresarial da região apoiar, no que lhe for possível, as famílias e empresas que perderam tudo com a catástrofe provocada por estes sismos”.

    “Temos uma dívida de gratidão impagável para com a Venezuela, pela forma como acolheu milhares de madeirenses ao longo de décadas, num período difícil do nosso arquipélago, e pela forma como muitos desses emigrantes apoiaram com as suas remessas de dinheiro a Madeira e Portugal, a seguir ao 25 de Abril, quando não tínhamos divisas para comprar cereais e outros produtos essenciais”, sustenta o governante.

    José Manuel Rodrigues acrescenta também que, recentemente, devido à situação de instabilidade na Venezuela, muitas pessoas se instalaram na região, contribuindo positivamente para a economia do arquipélago.

    “Não há uma família madeirense que não tenha uma ligação à Venezuela e por isso é nosso dever ajudar quem nos ajudou e quem está a sofrer uma dor inimaginável”, reforça.

    O secretário regional refere que os apoios das empresas “podem ser canalizados para as várias associações de luso-venezuelanos existentes na região, como o têm feito muitos cidadãos, nos últimos dias, ou então através dos canais institucionais, para os Centros Portugueses e Casas da Madeira, assim como para as organizações humanitárias internacionais”.

  • Socorristas espanhóis salvam dos escombros pessoa que estava soterrada há quase 72 horas

    Uma pessoa que se encontrava soterrada há quase 72 horas foi este sábado retirada com vida dos escombros por uma equipa de socorristas espanhóis, de acordo com a Sky News.

    O resgate foi levado a cabo pela UME (Unidade Militar Especial), ramo das forças espanholas que tem estado no terreno a ajudar nas buscas na região de La Guaira. O salvamento aconteceu na zona residencial de Vistamar.

    Os socorristas espanhóis, com cães especializados em busca e salvamento, têm estado empenhados naquela região e, de acordo com a Sky News, já este sábado tinham recebido a indicação de que haveria pessoas vivas debaixo dos escombros de um edifício residencial que havia colapsado.

  • Número de portugueses e lusodescendentes mortos sobe para 41

    O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos na Venezuela subiu para 41, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

    O MNE indicou também que estão desaparecidos ou incontactáveis 87 portugueses ou lusodescendentes, 51 dos quais homens e 36 mulheres, tendo sido encontrados 49.

    Os dados mais recentes do MNE dão conta que dos 41 mortos, 35 são adultos e seis crianças, sendo que 34 são lusodescendentes, seis são portugueses e um tem nacionalidade portuguesa por casamento.

  • Voluntário com drone ajuda a procurar desaparecidos nos escombros

    Um voluntário em La Guaira, o local mais afetado pelos sismos desta semana, tem estado a usar o seu drone para ajudar dezenas de famílias a procurar sobreviventes nos escombros das suas casas.

    De acordo com uma reportagem da BBC no local, são várias as pessoas que se reúnem em torno do voluntário para observar a destruição a partir dos céus. Já foi possível confirmar uma morte a partir das imagens recolhidas por ele.

  • Mais de 55 mil pessoas registadas como desaparecidas por familiares e amigos

    O número de pessoas que estão dadas como desaparecidas na Venezuela superou este sábado as 55 mil, de acordo com a contabilidade de um site onde os venezuelanos podem registar os seus familiares e amigos desaparecidos.

    No total, desde a tragédia, já foram dadas como desaparecidas mais de 68 mil pessoas, das quais mais de 13 mil já foram dadas como encontradas. Na tarde deste sábado ainda estavam 55 mil pessoas dadas como desaparecidas.

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