Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar os mais recentes acontecimentos em torno da guerra na Ucrânia neste outro liveblog.

    Família ucraniana de quatro pessoas morre em ataque em Sumy. Rússia soma avanços em Donetsk

  • União Europeia quer limitar viagens de diplomatas russos no Espaço Schengen

    A União Europeia está a preparar novas restrições à circulação de diplomatas russos, como parte do 19.º pacote de sanções contra Moscovo. O objetivo é, segundo o Ukrainska Pravda, travar o alegado uso abusivo das liberdades de movimento no espaço Schengen para atividades de propaganda e influência.

    De acordo com uma proposta do Serviço Europeu de Ação Externa, os diplomatas russos terão de notificar as autoridades nacionais com pelo menos 24 horas de antecedência antes de viajarem entre países e serão obrigados a indicar matrículas dos carros, pontos de passagem fronteiriços e datas de entrada e saída. No caso de viagens de avião, comboio ou autocarro, será necessário fornecer o nome da empresa transportadora e o código da rota.

    Os Estados-membros poderão ainda proibir ou sujeitar essas viagens, sem necessidade de explicar a decisão. As regras aplicar-se-ão também a pessoal técnico, administrativo e às famílias dos diplomatas.

    Atualmente, os representantes russos destacados em países do espaço Schengen podem viajar livremente. Mas, segundo Bruxelas, Moscovo tem usado estas viagens para “espalhar narrativas sobre a guerra” e envolver-se em “manipulação coordenada de informação”.

  • Ucrânia recebe caças suecos Gripen, confirma Ministério da Defesa

    A Ucrânia vai receber caças Gripen da Suécia, anunciou esta segunda-feira o Ministério da Defesa ucraniano. A informação foi confirmada pelo primeiro vice-ministro da Defesa, Ivan Havryliouk, em entrevista à edição ucraniana da BBC.

    Segundo Havryliouk, “o Gripen faz parte dos aviões que Kiev vai receber, além dos F-16 norte-americanos e dos Mirage franceses”.

    O responsável recusou, no entanto, indicar quando os aparelhos irão ser entregues, limitando-se a acrescentar: “Quando os virem nos céus sobre a Ucrânia, então perceberão”.

    As negociações para a transferência dos Gripen da Suécia decorrem desde, pelo menos, setembro de 2024, depois de Kiev ter rejeitado inicialmente a proposta em julho do mesmo ano.

  • "Para eles, quanto mais longe da verdade, melhor". Ucrânia reage à decisão do Governo húngaro de bloquear o acesso a sites ucranianos

    A Ucrânia reagiu à decisão do Governo húngaro de bloquear o acesso a pelo menos 12 meios de comunicação ucranianos.

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou, esta segunda-feira, que esta medida restringe o acesso dos húngaros a um jornalismo baseado em factos.

    “A diferença é que a Ucrânia bloqueia a propaganda russa, enquanto o Governo de Orbán bloqueia o acesso dos húngaros ao jornalismo baseado em factos. Mas, para eles, quanto mais longe da verdade, melhor”, escreveu Heorhii Tykhyi, porta-voz do ministério, na rede social X.

    A Hungria tinha proibido o acesso a 12 sites ucranianos, em resposta a uma proibição de acesso na Ucrânia de oito sites húngaros por acusações de espalhar posições pró-russas, como o Observador noticiou neste mesmo liveblog.

  • Zelensky pede apoio para defesa conjunta da fronteira oriental da Europa enquanto aguarda pelo 19º pacote de sanções da UE contra Moscovo

    O Presidente ucraniano afirmou, esta segunda-feira, estar à espera do 19º pacote de sanções contra Moscovo e pediu uma defesa conjunta da fronteira oriental da Europa contra a ameaça russa.

    No seu discurso diário, publicado na rede social X, Zelensky disse que os desafios da Ucrânia e da Europa “são comuns” e, por isso, Bruxelas e Kiev devem”responder em conjunto”.

    “As sanções contra a Rússia são importantes. Aguardamos o 19.º pacote. Também precisamos de apoio para a nossa defesa e para a criação de instrumentos de defesa comuns. Precisamos de uma defesa conjunta da fronteira oriental da Europa contra os drones e mísseis russos”, afirmou o líder ucraniano.

    Para Zelensky, “o que importa é agir com firmeza”. “A Rússia não compreende outra coisa. Os russos devem saber onde estão as fronteiras e onde está a linha. Agradeço a todos os que estão a ajudar”, concluiu.

  • Zelensky propõe criação de escudo para proteger espaço aéreo da NATO

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, propôs hoje aos parceiros da NATO a criação de um escudo para deter as “ameaças aéreas” de Moscovo, em resposta à recente intrusão de drones e caças russos no território de alguns deles.

    “A Rússia está a testar as vossas capacidades”, declarou Zelensky.

    “A Ucrânia pode combater todos os tipos de drones e mísseis russos e, se atuarmos em conjunto na região, teremos armamento e capacidade de produção suficientes. Se a Rússia perder a capacidade de atacar os céus, não poderá continuar a guerra e terá de encontrar outras formas de coexistir”, argumentou.

    Moscovo “está a provar até onde pode chegar, quer desviar a atenção da brutal guerra na Ucrânia”, advertiu o chefe de Estado ucraniano, participando por videoconferência num fórum sobre segurança realizado na capital polaca, Varsóvia.

  • Crimeia congela preços e impõe racionamento dos combustíveis

    A região da Crimeia, ocupada pela Rússia, anunciou que iria congelar os preços e impor um racionamento aos combustíveis devido a uma escassez provocada pelo bombardeamento ucraniano de refinarias na Rússia, noticiou a Reuters.

    No Telegram, o governador russo da região, Sergei Aksyonov, pediu aos habitantes da Crimeia para que “não armazenem gasolina e que abasteçam os seus veículos como de costume”.

    No caso do gasóleo, os preços foram fixados a 75 rublos por litro (equivalente a 77 cêntimos por litro). Já os preços da gasolina, dependendo do tipo, ficam fixados entre 70 e 80 rublos (72 e 82 cêntimos por litro).

    Em cada compra, lê-se ainda, não podem ser vendidos mais de 30 litros por cada compra.

  • Orbán diz que a "Ucrânia não é um país independente", nem "soberano" devido à perda de território e dependência de ajuda

    O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou esta segunda-feira que não acreditava que a Ucrânia era “um estado independente”, ou sequer “soberano”, devido à dependência do país estrangeiro, noticiou o Politico.

    “Se nós, ou seja, o Ocidente, decidirmos não lhe darmos um único florim [moeda da Hungria], amanhã a Ucrânia podia encerrar”, acrescentou, apontando que a Ucrânia “perdeu um quinto do seu território” e que está agora depende da ajuda externa.

    “Foi aí que a soberania terminou. E nós apoiamos o território restante”, acrescentou.

  • Região de Belgorod sem energia devido a ataques ucranianos

    A região russa de Belgorod está a tentar recuperar o fornecimento de energia e de água quente depois de um ataque ucraniano com mísseis que terá atingido as infraestruturas da região e causado três feridos.

    Numa mensagem publicada no Telegram desta segunda-feira, Gladkov disse que 77 mil pessoas continuavam sem energia na região. O fornecimento de água e de esgotos está também parcialmente interrompido em dez municípios. Escolas e clínicas ficaram também às escuras.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia acredita que só a China pode desbloquear um cessar-fogo na Ucrânia

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radoslaw Sikorski, disse que acreditava “pessoalmente” que a China era “o único país que pode forçar mesmo um cessar-fogo” na guerra na Ucrânia.

    Segundo Sikorski, citado pelo Ukrinform, o seu homólogo chinês Wang Yi tinha lhe dito que Pequim apoia fortemente um cessar-fogo.

    “Mas claro, dizer só isto não é suficiente. Temos de ver pressão na Rússia para um cessar-fogo acontecer”, acrescentou.

  • Hungria proíbe acesso a 12 sites ucranianos, em resposta a proibição ucraniana

    A Hungria proibiu o acesso a 12 sites ucranianos, em resposta a uma proibição de acesso na Ucrânia de oito sites húngaros por acusações de espalhar posições pró-russas.

    Numa publicação no Facebook, Gergely Gulyas, chefe de Gabinete de Viktor Orbán disse que o bloqueio ucraniano se deveu ao facto dos sites terem ousado “criticar a política de sanções contra a Rússia, o apoio militar à Ucrânia e ousaram retratar a União Europeia e a NATO como organizações fragmentadas e pouco eficazes”.

    “O verdadeiro crime, porém, é que ousaram escrever sobre as atividades de influência da Fundação Soros”, acrescentou o chefe, sublinhando que “um país soberano deve dar uma resposta proporcional a um ataque totalmente injustificado”.

    “Se a fragmentação da União Europeia na Ucrânia dá motivo para a censura estatal, então é hora de a Ucrânia renunciar à sua intenção de aderir”, apontou, acrescentando que, com a entrada de Kiev, “a UE ficaria ainda mais fragmentada”.

    “E se alguém deseja censura, seria melhor limitar a interferência de Soros e outros na política interna de países soberanos, e não a livre expressão de opinião sobre o assunto”, concluiu.

  • Putin convocou 135 mil homens para serviço militar obrigatório na maior campanha de outono desde 2016

    Num decreto citado pela BBC em russo, Vladimir Putin convocou 135 mil homens para cumprirem serviço militar obrigatório. Segundo a AFP, esta é a maior campanha de recrutamento de outono desde 2016.

    Todos os anos a Rússia faz duas campanhas de recrutamento, uma na primavera e outra no outono, visando homens entre os 18 e 30 anos de idade para cumprirem um ano nas forças armadas. Estes recrutas não serão levados para Ucrânia, cumprindo o serviço numa base dentro da Rússia.

  • Medvedev alerta Europa para "risco muito real" de guerra com armas de destruição maciça com a Rússia

    O ex-Presidente russo, Dmitry Medvedev, afirmou que os países europeus “não podem permitir-se uma guerra” contra a Rússia, alertando para o “risco muito real” de um conflito que poderia envolver “armas de destruição em massa”.

    Numa publicação no Telegram, Medvedev escreveu que “não há nada a ganhar” com uma guerra com Moscovo, e que tal conflito não pode acontecer pelas mãos da própria Europa porque “os países europeus são vulneráveis e desunidos”. “Não podem simplesmente dar-se ao luxo de entrar numa guerra com a Rússia”, continuou.

    O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia argumentou ainda que “os países europeus são vulneráveis e não estão unidos. Apenas conseguem perseguir os seus próprios interesses, tentando sobreviver no atual caos económico. Simplesmente, não podem permitir-se uma guerra com a Rússia”, insistiu.

    Criticando a liderança da “velha e fria Europa” Medvedev classificou os atuais governantes como “degenerados insignificantes, incapazes de assumir a responsabilidade por qualquer assunto importante”. O tom agressivo manteve-se ao chamá-los de “idiotas congelados“ que não têm “pensamento estratégico e muito menos a paixão necessária para tomar decisões militares acertadas”.

    Para Medvedev, “a possibilidade de um acidente fatal existe sempre. E tal conflito tem um risco muito real de se transformar numa guerra com o uso de armas de destruição maciça”, alertou.

  • Observadores da OSCE elogiam eleições moldavas mas apontam interferências graves da Rússia

    As eleições legislativas na Moldova foram marcadas por graves interferências da Rússia, com financiamentos ilícitos, ataques cibernéticos e desinformação generalizada, afirmou hoje a chefe da missão de observadores da OSCE, Paula Cardoso.

    Numa conferência de imprensa realizada para apresentar as conclusões dos observadores da missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Paula Cardoso afirmou que as eleições de domingo “foram competitivas e ofereceram aos eleitores uma escolha clara entre alternativas políticas”, mas o processo foi alvo de muitas interferências.

    “Tudo veio da Rússia, desde os fundos ilícitos canalizados por redes de fachada até às implacáveis campanhas de desinformação, que minaram a confiança pública e geraram incidentes de cibersegurança concebidos para semear o caos”, apontou.

    Segundo a responsável, as táticas usadas “procuraram manipular a democracia e a soberania”.

  • Rússia abandonou Convenção Europeia para a Prevenção da Tortura

    A Rússia abandonou, esta segunda-feira, a Convenção Europeia para a Prevenção da Tortura, depois de Vladimir Putin ter assinado uma lei a denunciar o tratado internacional.

    Segundo o presidente do parlamento russo, Vyacheslav Volodin, citado pela RIA Novosti, “a Europa bloqueia o trabalho da Rússia no Comité Europeu para a Prevenção da Tortura, não permitindo, desde dezembro de 2023, a eleição de um novo membro do comité pela Federação Russa”.

    A Rússia era parte da Convenção desde 1998, ano em que tinha sido ratificado pelo parlamento do país.

  • Roménia encontrou novos destroços de drone no leste do país

    O ministro da Defesa da Roménia, Ionut Mosteanu, disse ter encontrado novos destroços de drone no condado de Tulcea, no leste do país e na fronteira com a Ucrânia.

    Os destroços foram recolhidos pelos peritos do ministério para serem investigados, acrescentou, citado pelo The Guardian.

  • Presidente da Moldávia diz que vitória foi "para o país" e "não para um partido"

    A Presidente da Moldávia, Maia Sandu, celebrou esta segunda-feira a vitória do seu partido, o Partido da Ação e Solidariedade, nas eleições legislativas este domingo.

    Para a líder, citada pelo The Guardian, esta vitória com maioria absoluta pró-europeia é uma “vitória para o país e não de um só partido”.

    “Estou feliz por o nosso caminho para a UE estar garantido”, continuou, sublinhando que “queria mesmo que os moldavos decidissem pelo futuro da Moldávia”.

    “Quero que a Moldávia seja um país livre e democrático”, concluiu.

  • Sybiha apelou ao envolvimento dos EUA para atingir "unidade" na construção de "infraestruturas de segurança"

    Ao The Guardian, Andrii Sybiha disse que a “unidade” entre os seus aliados era fundamental para construir “infraestruturas de segurança” na Europa para prevenir conflitos futuros, algo impossível sem um apoio dos Estados Unidos.

    A unidade já foi atingida nos “esforços de paz” sublinhou, dando “a hipótese” de os “acelerar”. Porém ainda não é suficiente para o futuro.

    “Não acredito em nenhuma infraestrutura de segurança eficaz na Europa sem o apoio dos Estados Unidos. Precisamos do envolvimento dos nossos amigos americanos”, apelou ainda

  • Ministro ucraniano diz que a Rússia está em "guerra híbrida" com a NATO

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou a Rússia de se envolver “numa guerra híbrida com a comunidade transatlântica”, apelando a que “ações apropriadas” sejam tomadas para “para aumentar o preço de novas agressões por parte dos russos”.

    Entre estas ações, está a aplicação de novas sanções que, defende Sybiha, devem ser coordenadas com os EUA

  • Presidente do Conselho Europeu avisa que paz sem defesa da UE é uma ilusão

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu hoje que “a paz sem defesa é uma ilusão”, quando alguns países da União Europeia (UE) se tentam defender de ameaças híbridas com drones, e rejeitou o “poder brando”.

    “Estamos a aumentar de forma maciça os nossos investimentos em defesa porque a paz sem defesa é uma ilusão e porque o poder brando por si só não basta num mundo onde cada vez mais prevalece o poder duro”, disse António Costa na cerimónia de entrega dos prémios do Fórum da Nova Economia.

    “Não somos nem americanos, nem russos, nem chineses. Somos europeus e estamos orgulhosos disso, da nossa diversidade cultural, do nosso modelo social, das nossas liberdades, da nossa tolerância e da nossa democracia. E neste novo mundo mais perigoso, mais áspero, que está agora apenas a nascer, devemos defender o nosso modelo a todo o custo”, concluiu.

    Se queremos ser livres e autónomos, não podemos depender militarmente de outras potências. Se queremos ser influentes e ser ouvidos, por exemplo, no Médio Oriente, não bastará erguer grandes princípios, emitir comunicados ou brandir o nosso poder económico”, elencou também.

1 de 3